Question – 13 Quem é o jogador em destaque?
Dicas só serão inseridas neste espaço de acordo com a necessidade dos participantes. Regulamento: O primeiro acertador receberá três pontos. Os demais acertadores receberão um ponto pela participação. Na próxima sexta, a resposta deste Question e a postagem de um novo desafio. Boa sorte a todos. Anterior: Descubra o nome do jogador descrito na(s) afirmativa(s) abaixo. I – É considerado o melhor defensor da história de uma tradicional escola futebolística; II – Foi o capitão de sua seleção numa grandiosa conquista; III – Apesar do sucesso internacional, sua lista de conquistas por clubes é modesta; IV – Na década de 1970, atuou no futebol estadunidense. Resposta: Ele é Sir Robert Frederick Chelsea Moore ou, simplesmente, Bobby Moore. Maior defensor da história do futebol inglês, Moore foi o capitão do English Team na única conquista britânica em Copas do Mundo em 1966. Atuou a maior parte da carreira no West Ham, onde se tornou um ídolo imortal. Passou ainda pelo Fulham e pelo futebol norte-americano antes de pendurar as chuteiras. Faleceu em 1993 vítima de câncer. Classificação: Chegou a hora da decisão. Vice-campeão do último Question, Yuri Barros deu um grande passo para vencer esta edição ao responder corretamente o nome de Bobby Moore. Agora, são quatro pontos de distância do segundo colocado. No entanto, o formato desta série permite reações. Fiquem atentos! 1º - Yuri Barros – 20 pontos. 2º - Rodolfo Moura – 16 pontos. 3º - Johnny – 15 pontos. 4º - Guilherme Siqueira – 14 pontos. 5º - Victorino Netto – 12 pontos. 6º - Pedro De Luna – 11 pontos. 7º - JP – 7 pontos. 8º - André Chasee – 6 pontos. 9º - Eduardo Júnior, Pedro Cheganças e Prisma– 5 pontos. 10º - Riccardo Joss – 4 pontos. 11º - Mário Sérgio Venditti – 3 pontos.  1966: Na apoteose do English Team, Moore ergue a Jules Rimet.
Escrito por Michel Costa às 05h47
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O toque de Mourinho. Para muitos, a principal função de um técnico de futebol é não atrapalhar. Para essas pessoas, a figura do treinador é sobrevalorizada em todos os sentidos. Também não são poucas as vozes que dizem que técnico não ganha jogo, mas perde. Gostaria que essas pessoas me explicassem o fenômeno José Mourinho. Este é o quarto trabalho do português que acompanho. Todos eles tiveram os mesmos traços marcantes: equipe compacta, marcação forte, defesa bem postada, ataque eficiente e, sobretudo, comprometimento dos jogadores. Para alguns, como o ex-jogador e técnico Johan Cruyff, isso não é suficiente. Bem, para este blogueiro, é mais do que suficiente. Fui alertado sobre o trabalho de Mourinho pela primeira vez no Porto. O aviso de que havia algo diferente ali surgiu ainda no início da fase eliminatória da UEFA Champions League 2003/4 através das palavras do jornalista Paulo Vinícius Coelho: “Olho nesse Porto. É impressionante como a bola procura os pés dos zagueiros portugueses. O adversário toca, toca, toca e, no final, a bola está nos pés da defesa do Porto.” Para quem não se lembra, a zaga portista era formado por um ainda pouco famoso Ricardo Carvalho e pelo veterano Jorge Costa que, se não era mau zagueiro, estava mais lento por se encontrar no ocaso da carreira. O restante do time era bom, porém, nada excepcional. A única estrela do grupo era Deco, um astro ascendente no futebol europeu que se encontrava no auge da forma. No fim daquela temporada, o segundo título da história do Porto surpreendeu muita gente, mas não quem já tinha notado alguma coisa especial ali. O segundo trabalho observado se desenvolveu no Chelsea. Quando assumiu em 2004, Mourinho se deparou com um bom elenco, já turbinado pelos milhões de Roman Abramovich, mas que ainda não era a seleção internacional que temos agora. De cara, a defesa sólida se mostrou presente ainda nas primeiras rodadas do campeonato. A característica citada por PVC se fazia notar depois de apenas uma pré-temporada. No fim, para espanto de Sir Alex Ferguson que desdenhou do novo rico da Premier League, os Blues foram campeões após cinco décadas de fila. Na temporada seguinte, mais um título inglês para que não restassem dúvidas sobre o auto-intitulado Special One. Todavia, faltou a Champions League, grande sonho de Abramovich. Em 2007, justamente após um empate em casa diante do Rosenborg aconteceu a demissão. Havia algum desgaste com o grupo, mas nada insuperável. Mas a personalidade do técnico diante das exigências do mandatário falou mais alto: “Se você não está satisfeito, me demita”, disse, sem papas na língua. Meses depois, desembarcou em Milão com a não menos ingrata missão de acabar com o jejum continental da Internazionale. A relação com a imprensa italiana nunca foi boa. Chegou a tachar o comportamento da mídia local de “prostituição intelectual” e não concordava com a obrigatoriedade de algumas entrevistas. Como não poderia deixar de ser, ganhou um scudetto na primeira temporada. “Isso Roberto Mancini também fez”, diziam os céticos. Então, para não deixar dúvidas, conduziu os Nerazzurri à conquista de todos os grandes títulos da temporada (Champions League incluso) e pediu o boné. Na saída, disse que amava a Inter, mas não o futebol italiano. O recado estava dado. Seu destino era Madri. Na capital espanhola, seu objetivo já estava traçado antes mesmo de sua chegada. Após o recente sucesso continental do Barcelona, o Real Madrid precisava, mais do que nunca, conquistar seu décimo título da Liga dos Campeões para poder esfregá-lo na cara dos rivais. Neste quesito, ninguém é melhor do que ele. Não demorou muito para dar seu toque pessoal aos Merengues. Logo nas primeiras exibições já era possível notar o bom posicionamento defensivo e a marcação forte. Ainda faltavam os gols, mas eles saíram no momento e na medida certa. Nesta semana, às vésperas do confronto com o Milan, muito se falou da histórica goleada aplicada pelos Rossoneri em 1989 quando, numa exibição primorosa, humilhou o Madrid por inapeláveis 5 a 0. No entanto, desta vez, o favoritismo estava do outro lado. Talvez não tenha sido um massacre como aquele de 21 anos atrás, mas a incontestável superioridade dos comandados de Mourinho deixou evidente que o time instável que se fez presente nas temporadas anteriores não existe mais. Está tudo lá: a compactação, a marcação forte, a defesa bem postada, o ataque eficiente e, claro, o comprometimento dos jogadores. Os 2 a 0 da última quarta não deixaram dúvidas de que o trabalho de Mourinho já dava seus fortes sinais. Do tipo que acabam resultando em alguma coisa boa. Você duvida? Eu não faria isso. Folha
Mourinho: Irreverência e competência a serviço do Real Madrid.
Escrito por Michel Costa às 05h57
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A bolha assassina. O principal assunto da semana passada no âmbito de clubes foi o imbróglio (clique aqui e aqui para entender) envolvendo a venda do Liverpool ao New England Sports Ventures, empresa de investimentos que, entre outros empreendimentos, controla a equipe de baseball do Boston Red Sox. Para resumir a história, a dupla Tom Hicks e George Gillett, antigos donos do clube, contraíram um empréstimo de € 271 milhões com o Royal Bank of Scotland com o objetivo de comprar os Reds. E, numa prática cada vez mais comum, transferiram a dívida para o próprio clube que tinha até o último dia 14 para quitá-la. Sem dinheiro, além do risco de entrar em concordata, o clube de Merseyside seria penalizado em nove pontos na classificação, o que poderia até implicar em rebaixamento. Felizmente, tal catástrofe não aconteceu e o Liverpool agora pode navegar em águas mais tranquilas, apesar de – muito por conta de seus problemas extra-campo – ainda estar frequentando a zona de rebaixamento. Embora tenha chamado muito a atenção do planeta futebol, esse episódio é apenas mais um dentre os que evidenciam a falência do atual modelo britânico de gestão. Outro gigante do país, o Manchester United acumula uma dívida em torno de € 780 milhões. Dívida que, embora esteja controlada, é praticamente impagável, a não ser que a família Glazer resolva aceitar alguma oferta e vender o clube. Por sua vez, Chelsea e Manchester City seguem por um caminho diferente, mas tão preocupante quanto. Ambos são controlados por bilionários que simplesmente não têm condições de reaver o que investiram. Se por um lado, o proprietário dos Blues, Roman Abramovich, fechou as comportas há algumas temporadas promovendo uma administração mais sustentável, o xeique Mansour, dono dos Citizens, vem subvertendo a lógica do mercado com contratações absurdamente caras. Para se ter uma ideia, seis das dez maiores aquisições desta temporada, tiveram como destino o lado azul de Manchester. Todos sabem o que isso parecer ser, mas, por enquanto, melhor usar as versões oficiais como “a promoção do nome de Abu Dhabi”. Quem parece estar na contramão disso tudo é o Arsenal. Gastando de maneira mais comedida, os Gunners têm tudo para se recuperar financeiramente do empréstimo realizado para a construção do Emirates Stadium. Não são poucas as vozes que ainda criticam a pouca ousadia do manager Arsène Wenger no mercado de transferências, no entanto, se alguma agremiação dá sinais de que poderá emergir bem do atual cenário cada vez mais instável, esta é o Arsenal. O que acontece agora na Inglaterra tem diversas explicações, mas a principal reside na demora das autoridades locais para o estabelecimento de normas que regularizem de vez os investimentos externos. Só em 2009 a APFG – órgão governamental que promove recomendações acerca da gestão do futebol inglês – sugeriu a adoção de medidas que incluem boas intenções futuras e apresentação de planos financeiros, além de apoio a UEFA em questões como o Fair Play financeiro. A situação só chegou aonde chegou porque, em geral, as pessoas ligadas ao futebol não se importam com a origem dos investimentos, apenas com o seu destino. Para o torcedor médio, é muito mais importante saber que um grande jogador poderá ser contratado do que saber de onde seu clube tirou o dinheiro para contratá-lo. Porém, quando essa visão estreita se estende também aos dirigentes, a situação passa a ser bem mais preocupante. Getty Images
Dono do Red Sox, John Henry terá a difícil missão de resgatar o Liverpool.
Escrito por Michel Costa às 05h51
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