Palpites 2010/2011. Seguindo a tradição do blog A4L, chegou a hora de solicitar aos amigos que apontem os seus favoritos nas principais ligas européias. Como de costume, a sondagem acontece após a publicação do Guia dos Europeus da revista Placar. Para quem ainda não sabe do que se trata, explico: Há alguns anos, a Placar convida jornalistas de várias partes do Brasil e do mundo para que palpitem sobre quem ficará com o título nas ligas nacionais de Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha, França, Portugal e UEFA Champions League. Para a temporada 2010/2011, os escolhidos, pela ordem, foram: Arnaldo Ribeiro (Placar): Barcelona, Arsenal, Milan, Bayer Leverkusen, Lyon, Porto e Real Madrid (UCL); Elias Perugino (El Gráfico – Argentina): Real Madrid, Chelsea, Inter, Schalke 04, Olympique, Benfica e Barcelona (UCL); Fabian Torres (Marca – Espanha): Barcelona, Chelsea, Milan, Bayern, Olympique, Porto e Manchester United (UCL); Frank Kohl (Kicker – Alemanha): Real Madrid, Chelsea, Milan, Bayern, Lyon, Porto e Bayern (UCL); Gian Oddi (IG): Barcelona, Chelsea, Inter, Bayern, Lyon, Porto e Chelsea (UCL); Lédio Carmona (Sportv): Barcelona, Chelsea, Inter, Bayern, Olympique, Porto e Real Madrid (UCL); Mauro Beting (Band): Barcelona, Chelsea, Milan, Bayern, Lyon, Porto e Barcelona (UCL); Mauro Cezar Pereira (ESPN): Real Madrid, Chelsea, Milan, Schalke 04, Olympique, Benfica e Manchester United (UCL); Paulo Vinícius Coelho (ESPN): Real Madrid, Manchester United, Milan, Bayern, Olympique, Porto e Real Madrid (UCL); Rodrigo Bueno (Folha de São Paulo): Real Madrid, Chelsea, Milan, Bayern, Olympique, Benfica e Barcelona (UCL); Sebastiano Vernazza (La Gazzetta Dello Sport – Itália): Real Madrid, Chelsea, Roma, Bayern, Bordeaux, Sporting e Chelsea (UCL); Favoritos da Placar: Real Madrid (6), Chelsea (9), Milan (7), Bayern (7), Olympique (6), Porto (7) e Real Madrid/Barcelona (3). Observando o consolidado dos palpites é possível notar que a presença de José Mourinho no comando do Real Madrid tem peso considerável nas escolhas. Tanto em La Liga quanto na Champions League, os Merengues lideram ou dividem o favoritismo. Na Inglaterra, o atual campeão Chelsea continua sendo a aposta mais segura e agora entre todas as ligas. Por outro lado, o tradicional Liverpool e o emergente Manchester City não foram citados. Na Itália, as chegadas de Robinho e, sobretudo, Ibrahimovic foram suficientes para derrubar o favoritismo natural da pentacampeã Inter, agora sob o comando de Rafa Benítez. Bayern e Porto seguem como as apostas mais seguras na Alemanha e em Portugal, enquanto o Lyon perdeu sua condição de favorito para o campeão Olympique de Marselha. Agora é a nossa vez. Os amigos que receberam o e-mail ou tweet convidando para esta enquete, só precisam informar nome e site/blog (facultativo). Quem não recebeu, mas quer participar, favor deixar nome, e-mail e site/blog (facultativo). Fazendo as honras da casa, eu começo!
Guia Europeu da Placar 2010/2011: Simplesmente imprescindível.
Escrito por Michel Costa às 12h15
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Question – 8 Descubra o nome do jogador descrito na(s) afirmativa(s) abaixo. I – Nasceu no sul do País, mas foi revelado no futebol mineiro; II – Polivalente, pode atuar como lateral, volante e meia; III – É dono de um dos currículos mais vitoriosos do futebol atual; IV – Depois de um longo período no futebol europeu, está de volta ao Brasil. Atenção: Serão quatro alternativas ao todo. Uma por dia. Cada uma revela determinada informação do jogador que, reunidas, formam uma resposta única. Agora, cuidado ao arriscar, pois cada participante só tem direito a uma opção.
Regulamento: O primeiro acertador receberá três pontos. Os demais acertadores receberão um ponto pela participação. Na próxima sexta, a resposta deste Question e a postagem de um novo desafio. Boa sorte a todos. Anterior: Quem é o jogador retratado abaixo?
Resposta: Ele é o italiano Luigi Delneri, ex-meio-campista de Udinese e Sampdoria, entre outros, e atual treinador da Juventus de Turim. Classificação: Parabéns ao atual campeão Rodolfo Moura que, rápido no gatilho, foi o primeiro a cravar o nome do allenatore. 1º - Rodolfo Moura e Yuri – 11 pontos. 2º - Guilherme Siqueira – 9 pontos. 3º - Johnny – 8 pontos. 4º - Pedro De Luna e Victorino Netto – 7 pontos. 5º - André Chasee – 5 pontos. 6º - Pedro Cheganças – 4 pontos. 7º - Mário Sérgio Venditti e Riccardo Joss – 3 pontos. 8º - Eduardo Júnior – 2 pontos. 9º - Prisma – 1 ponto. Crédito da imagem: Roberto Vicario 
Delneri dando as cartas na Juve.
Escrito por Michel Costa às 21h36
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Que soem as cornetas!!!
Isso mesmo, cornetas. Um instrumento fartamente utilizado por torcedores e jornalistas quando o assunto é futebol. O novo alvo dos corneteiros de plantão é o treinador da Internazionale, Rafa Benítez, acusado por muitos de não conseguir manter o alto nível do time campeão de tudo na temporada passada. Costumo dizer que no futebol a última impressão é a que fica. Poucos se lembram da irregularidade interista durante quase toda campanha do último título italiano e que a classificação para a segunda fase da Liga dos Campeões deu-se com dificuldade. Ficaram as imagens de Sneijder e Milito desequilibrando, do capitão Zanetti erguendo as taças e de José Mourinho deixando o clube como um gênio. Benítez é cobrado por essa performance, quando o time estava voando fisicamente e alguns jogadores se encontravam num momento iluminado. E isso é exatamente o que o técnico espanhol não tem agora. No aspecto físico, por causa da Copa, recebeu jogadores importantes semanas depois do ideal. Os citados Sneijder e Milito, por exemplo, ainda estão bem longe da forma magnífica com que terminaram o certame passado e o melhor condicionamento não virá do dia para a noite. Além disso, é importante lembrar que a Inter disputou apenas cinco jogos oficiais até o momento. Foram duas partidas pela Serie A, as Supercopas italiana e europeia e o empate fora de casa em 2 a 2 diante do Twente na estreia da Liga dos Campeões. Ainda é muito cedo para cobranças e o pedido de reforços feito por Benítez indica que o treinador considera o elenco curto diante da maratona de jogos estabelecida para 2010/2011. Outro ponto diz respeito às mudanças táticas que a nova filosofia de jogo impõe ao time. Com Benítez, a Inter atua com uma defesa mais adiantada e procura valorizar mais a posse de bola. Particularmente, sou da tese de que “em time que está ganhando não se mexe”, no entanto, se existe algo que nenhum trabalho pode prescindir é tempo. E é esse o tempo que Benítez merece ter antes de ter seu trabalho julgado. Crédito da Imagem: EFE
Escrito por Michel Costa às 20h57
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Comparando o incomparável. Um dos maiores tabus do futebol está na comparação de épocas. Para os mais saudosistas, os craques do passado são intocáveis e qualquer tentativa de igualar as estrelas do presente com essas lendas da bola são logo rechaçadas sem muita cerimônia. Por outro lado, é comum ouvirmos os mais jovens desdenhando do futebol do passado, muitas vezes até como uma maneira de confrontar o status quo. A nova polêmica desse eterno debate surgiu das páginas revista ESPN deste mês. Logo na capa, o lateral esquerdo Roberto Carlos é apontado como o maior lateral da história do País. Na tentativa de confirmar tal pensamento, os responsáveis pela matéria expuseram os ótimos números da carreira de Roberto, suas passagens por grandes clubes e o sucesso com a camisa 6 da Seleção Brasileira. Na entrevista concedida para a revista, o atual jogador do Corinthians diz, modestamente, que não concorda com a escolha e cita Nilton Santos, Júnior e Branco a sua frente. Quem não gostou nem um pouco da afirmativa da publicação foi a torcida botafoguense. Afinal, dizer que Roberto Carlos é o melhor da história significa colocá-lo acima de Nilton Santos, bicampeão mundial, eterna bandeira alvinegra e integrante da seleção da FIFA de todos os tempos. Falando ao blog de Maurício Stycer, o jornalista botafoguense, Roberto Porto, tratou essa opinião como absurda e completou: “É uma escolha de um grupo de jornalistas jovens, que não viu nada de futebol, que não conhece e não estuda o passado do futebol brasileiro”. Caio Maia, ex-editor e um dos responsáveis pela revista não deixou por menos: “Sabia que essa escolha ia causar uma polêmica. Mas não estamos dizendo que o Júnior César é o maior lateral de todos os tempos. É o Roberto Carlos”. Em seu twitter, Caio foi mais longe: “Não vou me dar ao trabalho de responder a Roberto Porto sobre Roberto Carlos na Revista ESPN. É gente que parou no tempo. Gente que não produz nada original há 50 anos, e por isso tem que detonar gente que nem conhece. É a geração ‘jornalismo Bracarense’ o que não é da época deles não é bom. O cara não lê a matéria, mas já critica”. Se há uma verdade nessa história é que, assim como provavelmente todos frequentadores deste blog, os responsáveis pelo apontamento de Roberto Carlos não viram Nilton Santos jogar a não ser em velhos tapes. Mal comparando, isso soa como dizer que U2 é melhor do que Beatles sem ser profundo conhecedor do trabalho do quarteto de Liverpool. Pode até ser que tenham razão, porém, comparar épocas e estilos diferentes é sempre arriscado, ainda mais quando de um lado se encontra alguém que, sem favor nenhum, recebeu o apelido de Enciclopédia do Futebol. SoccerFairy.com 
Roberto Carlos no Real Madrid: Títulos e consagração.
Escrito por Michel Costa às 08h37
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Robinho tem razão. Pelo menos em parte. Durante a apresentação oficial de Robinho pelo Milan, uma declaração dada pelo atacante causou algum incômodo, sobretudo, aos fãs do futebol inglês. Em certo momento, o ex-Manchester City tentou explicar o seu fracasso em gramados britânicos dizendo que o estilo de jogo brasileiro não combina com o jogo praticado na Terra da Rainha e que este teria muita bola aérea. Pronto. Foi o estopim para uma série de críticas ao futebol e a personalidade do brasileiro que para muitos prefere culpar os outros do admitir suas próprias falhas. No entanto, acredito que o brasileiro tem razão. Pelo menos em parte. Embora o futebol inglês tenha mudado bastante nos últimos anos, boa parte das equipes ainda faz uso dos velhos kick and rush e wing play. E isso, mesmo quando constatamos que não é uma prática recorrente dos Citizens, obviamente interfere na maneira como os adversários precisam reagir a esse tipo de dinâmica de jogo. Por esse ângulo, não há futebol menos indicado para os futebolistas formados no Brasil do que o britânico. Aqui, se pratica um futebol mais cadenciado, menos vertical e com maior interferência da arbitragem na sequência do jogo. Não por acaso, os clubes ingleses contratam menos brasileiros do que outras grandes ligas europeias. E, exatamente por isso, são poucos os brazucas quem podem dizer que tiveram sucesso na Inglaterra. Juninho Paulista, ídolo do pequeno Middlesbrough, talvez seja o melhor exemplo de êxito. No caso específico de Robinho, essa incompatibilidade de estilos não é difícil de se perceber. Para começar, ele não é um winger como muitos podem pensar. Sua formação é de segundo atacante, do tipo que pode voltar na marcação fechando os lados do campo, mas não é um ala capaz de jogar na extrema de um 4-4-2 em linha com o objetivo do chegar à linha de fundo, cruzar da intermediária ou mesmo cortar para o meio e chutar. O ex-santista tem como características o drible, a mobilidade e capacidade de trabalhar em pequenos espaços. Quando o então técnico do Chelsea, Luiz Felipe Scolari, pediu sua contratação junto ao Real Madrid em 2008, queria explorar justamente as características citadas acima. Para Felipão, o Chelsea era um time forte, porém, segundo suas palavras, era “pão, pão; feijão, feijão”, ou seja, carecia de alguém que fizesse algo diferente em campo. Como se sabe, essa negociação não vingou e o atacante acabou no emergente Manchester City que não queria alguém com seu estilo e sim um nome internacionalmente conhecido que ajudasse no processo de divulgação do clube. Para não haver um julgamento injusto, é importante não perder de vista o comportamento de Robinho que por diversas vezes se mostrou mimado, indolente e sem vontade de brigar por posição no City. E quem acompanha o futebol inglês sabe que poucas coisas irritam mais o público local do que a preguiça. Todavia, não se pode tirar essa parcela de razão do novo contratado do Milan. Reuters 
Na apresentação, Robinho também reconheceu que está devendo na Europa.
Escrito por Michel Costa às 08h29
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