Nunca tive dúvidas de que a maior rivalidade dos gramados brasileiros é o clássico Grenal. É algo que transcende o simples antagonismo no futebol, parece a oposição total de duas maneiras de ver a vida. Meio louco isso.
Assim, não é difícil imaginar como os gremistas estão sofrendo nos últimos dias. Ver o Internacional igualar as duas conquistas em Libertadores e ainda ter a chance de no final do ano chegar ao bicampeonato mundial deve ser um pesadelo para os tricolores gaúchos.
Para piorar, a revolta com o atual momento do time serve para ampliar ainda mais o desgosto com essa semana. E nenhum vídeo sintetiza melhor o que deve ter sido os últimos dias para essa torcida do que esse. A irritação e o inconformismo do sujeito estão mais do que escancarados.
Na boa, ouvindo esse cara falar, fico pensando sobre como alguém pode não gostar de futebol...
Descobriu algum vídeo interessante ou engraçado cujo tema é futebol? Mande-o para meu e-mail: a4l@bol.com.br, colocando no assunto “A4LTube”. Ele poderá ser publicado aqui!
Descubra o nome do jogador descrito na(s) afirmativa(s) abaixo.
I – Defensor, atuou por um único clube na carreira.
II – Disputou quatro Copas e foi campeão em uma delas.
III – É um dos jogadores com maior número de participações em competições europeias.
IV – Por sua aparência madura foi apelidado de “O Tio”.
Atenção: Serão quatro alternativas ao todo. Uma por dia. Cada uma revela determinada informação do jogador que, reunidas, formam uma resposta única. Agora, cuidado ao arriscar, pois cada participante só tem direito a uma opção.
Regulamento:
O primeiro acertador receberá três pontos. Os demais acertadores receberão um ponto pela participação. Na próxima sexta, a resposta deste Question e a postagem de um novo desafio.
Boa sorte a todos.
Anterior:
Esse é fácil. Quem é o jogador retratado abaixo?
Resposta: Trata-se de um ainda jovemEric Cantona. Revelado pelo Auxerre, o atacante passou por diversos clubes até desembarcar na cidade deixaria sua marca para sempre. No Manchester United, Cantona deixou de ser apenas um ótimo e polêmico jogador para se tornar “The King”, o maior ídolo da história dos Red Devils na opinião dos fãs.
Classificação: Parabéns ao Yuri que reassumiu a liderança isolada ao cravar o nome de Cantona. Aos poucos, a classificação começa a se desenhar de forma parecida com a da última edição. Mas ainda há tempo de reagir. Fiquem atentos às atualizações todas as sextas e não desistam.
1º - Yuri – 7 pontos.
2º - Rodolfo Moura – 5 pontos.
3º - André Chasee, Guilherme Siqueira, Pedro De Luna e Victorino Netto – 3 pontos.
4º - Eduardo Júnior, Pedro Cheganças e Johnny – 2 pontos.
Sem dúvida é uma boa notícia para o futebol brasileiro a permanência de Neymar no Santos. Cobiçado pelo Chelsea, o jovem atacante tinha tudo para ser seduzido pelos milhões de euros oferecidos e pela perspectiva de atuar num clube que hoje se encontra no topo do cenário europeu.
Além do grande esforço da diretoria santista que decidiu bancar a permanência de sua jóia oferecendo um salário de aproximadamente 500 mil reais por mês, vale ressaltar a postura de Neymar e de sua família que não se deixaram seduzir – mesmo que momentaneamente – pela proposta dos britânicos. Ficando em Santos, Neymar pode se aperfeiçoar ainda mais e, quem sabe, escolher como destino uma liga com estilo mais próximo ao seu, como a espanhola.
Cabe ainda ressaltar a participação do empresário Wagner Ribeiro – o mesmo que um dia cogitou vender Kaká ao Brescia – que nunca escondeu que queria ver seu pupilo em Londres, quase ignorando os esforços da diretoria alvinegra. Em tempo: Não tenho nada contra esses agentes, mas lamento que o mercado futebolístico atual permita a existência desse tipo de atravessador que pouco ou nada contribui com o esporte.
Ainda é cedo para dizer que o “não” de Neymar abrirá um precedente no futebol brasileiro fazendo com que outros também optem pela permanência. Imagino que não, uma vez que a carreira desses atletas é curta, existem muitos interesses envolvidos e os próprios clubes precisam vender para “fechar a conta” no final do ano. De qualquer modo, é bom saber que, pelo menos desta vez, o dinheiro não falou mais alto.
A nova chamada da BBC para a Premier League 2010/11 ficou genial. Numa emocionante viagem no tempo, o vídeo coloca lado a lado as maiores lendas do futebol britânico atuando simultaneamente. De Bobby Moore a John Terry, de Best a Cantona, os grandes ídolos desfilam sua categoria num verdadeiro encontro dos sonhos.
Só não gostei do fundo musical...
Descobriu algum vídeo interessante ou engraçado cujo tema é futebol? Mande-o para meu e-mail: a4l@bol.com.br, colocando no assunto “A4LTube”. Ele poderá ser publicado aqui!
Leio em diversos lugares sobre o futuro da dupla de ex-santistas Diego e Robinho. Difícil dissociar um do outro. Afinal, surgiram juntos no Santos campeão nacional de 2002, um time que ainda contava com o zagueiro Alex e os meias Renato e Elano entre outros.
Naquela época, ambos representavam a renovação do futebol brasileiro que acabara de se tornar pentacampeão mundial na Ásia. Donos de estilos distintos, Diego e Robinho se completavam em campo, formando o diferencial daquela versão do alvinegro praiano. Como eram dois talentos acima da média, deixaram o Brasil para, na opinião da maioria, conquistar o planeta. Infelizmente para eles, não foi exatamente isso o que aconteceu.
Robinho, que ficou mais tempo no país, deixou o Santos em 2005 como futuro melhor jogador do mundo. Parecia apenas questão de tempo e o Real Madrid era o clube ideal para o salto na carreira. Na Espanha, até teve bons momentos, mas nunca esteve perto de concluir seu objetivo. Mimado, não brigou por seu lugar nos Merengues e, após se especular que ele serviria de contrapeso para a contratação de Cristiano Ronaldo, decidiu sair. O plano era atuar sob as ordens de Felipão no Chelsea, mas uma reviravolta fez com que se transferisse na última hora para o novo milionário Manchester City.
Sua ida para o City talvez tenha sido o maior equívoco de sua carreira. Apesar do salário astronômico que ofereceram, os Citizens nunca se planejaram para recebê-lo. Primeiro, Robinho nunca foi um winger clássico. Ele é um atacante de se movimenta por todo o setor ofensivo e que pode cumprir a função de fechar o lado esquerdo quando o time estiver sem a bola. Segundo, difícil imaginar um futebol menos apropriado para o seu estilo leve e driblador do que o britânico. Só podia dar no que deu.
O caso de Diego é diferente. Ao desembarcar no Porto em 2004, o meia tinha tudo para se firmar como o substituto de Deco, vendido ao Barcelona. No começo, tudo transcorreu de forma tranquila e algumas exibições deram a entender que a adaptação aconteceria com naturalidade. No entanto, com a chegada do técnico Co Adriaanse, acabou perdendo espaço dentro do 3-4-3 planejado pelo holandês.
Vendido ao Werder Bremen, tornou-se o dono do meio-campo verde e branco. Logo, o time do norte da Alemanha se tornou pequeno demais para seu futebol e após 84 partidas e 34 gols, rumou para Turim na esperança de explodir de vez na Juventus. Novamente, um bom início e as comparações com Zico deram sinal de que sua hora havia chegado.
Porém, Diego não contava com o mau momento de sua nova esquadra. Discreto no restante da pior temporada dos Bianconeri nas últimas décadas, acabou oscilando entre a titularidade e o banco de reservas. Neste certame, com a chegada do novo técnico Luigi Del Neri que, preferencialmente, monta suas equipes no módulo foi 4-4-2 com dois volantes e dois externos no meio-campo, foi deslocado para a função de segundo atacante, onde tem se apresentado bem.
Mesmo assim, a Juventus parece inclinada a negociá-lo. Seu destino seria o retorno à Alemanha, desta vez para atuar pelo Wolfsburg. Campeão há duas temporadas, os Lobos teriam oferecido um contrato de 6 milhões de euros por ano, números vantajosos mas que não aplacam a sensação de retrocesso na carreira.
Curiosamente, o destino pode promover o reencontro com Robinho na mesma liga. Após se ver na órbita do Barcelona e do Fenerbahçe, Robinho teve seu nome vinculado ao Schalke 04 onde teria a companhia do velho conhecido de Real Madrid, Raúl. Na Bundesliga, ambos poderão reencontrar também com o protagonismo no futebol. Todavia, para quem sonhou ser o melhor do mundo um dia, é impossível afastar o rótulo de fracasso.
Crédito da imagem: Yahoo
Em baixa, Diego e Robinho podem se reencontrar na Alemanha.
Mesmo não sendo torcedor, fiquei feliz com a vitória do Palmeiras por 2 a 0 sobre o Atlético Paranaense, a primeira de Luiz Felipe Scolari em seu retorno ao comando do alviverde. Uma felicidade que não tem nada a ver com o fato de ser admirador do trabalho e da personalidade do experiente treinador, mas sim pela cobrança absurda de alguns segmentos que já pressionavam por resultados com apenas um mês de clube.
Quase não acreditei quando li textos de alguns jornalistas que cobravam vitórias nessas primeiras semanas de trabalho. Só mesmo no Brasil para vermos alguém com a história de Felipão no Palmeiras não dispor de pelo menos seis meses para botar em prática sua filosofia e armar seu melhor time.
Não se pode perder de vista o cenário que o técnico encontrou no clube. Até hoje o Palmeiras ainda não se recuperou da perda de um título brasileiro praticamente ganho, possui um elenco limitado mesmo contando com a parceria da Traffic e ainda viu sua dívida aumentar consideravelmente na gestão Luiz Gonzaga Belluzzo. Além disso, poucas agremiações possuem uma política interna tão efervescente, onde a oposição trabalha tão nitidamente contra a situação.
Nesse ambiente, não existe alguém tão capaz para a tarefa quanto Felipão. Foi sob seu comando que o Palmeiras obteve seus últimos grandes resultados e seu jeito de ser deixou uma marca indelével no clube. Assim, nada mais óbvio do que devolver a ele as rédeas da mudança.
E agora, com o primeiro triunfo, é de se esperar que os ânimos se arrefeçam para que o trabalho possa ser conduzido de maneira mais tranquila. Isso se a chamada turma do amendoim – que agora parece ter representantes noutros segmentos – deixar.
Agência Estado
Mesmo após a vitória, Felipão ainda não se deu por satisfeito.