Ronaldo foi o melhor jogador que eu já vi. Até tenho idade para ter visto mais de craques como Maradona e Zico, mas não era tão ligado em futebol como sou agora. Deste modo, mesmo destacando feras como Zidane e Romário, aponto o Fenômeno como o atleta que mais me encantou nesse mundo da bola. O que ele jogou no Barcelona e no início de Internazionale foi algo extraterrestre.
Atleta. Essa é palavra. As últimas imagens de Ronaldo treinando no Corinthians chegam a ser constrangedoras. Obviamente, logo se tornaram piada em sites do Brasil e do exterior. Nem mesmo alguém com tanto talento seria capaz de atuar bem estando tão acima do peso.
Há alguns meses, o atacante disse que pensava em encerrar a carreira no final do ano. Estava cansado da rotina de jogador e de conviver com muitas dores. No entanto, para que sua trajetória termine de maneira digna, é preciso um último esforço para reencontrar pelo menos as condições de um ano atrás quando foi peça fundamental das conquistas alvinegras no campeonato paulista e na Copa do Brasil.
E, através de seu Twitter, foi exatamente esse esforço que Ronaldo deu indícios de que fará com vistas a se recuperar. Primeiro, fez questão de justificar seu ganho de peso escrevendo que a idade chega para todos:
“Bom dia !!esses dias fez 20 anos da minha estreia como profissional !!! O tempo passa neh gente !!! Eu q sempre fui o mais novo de qq turma!” (SIC)
Logo depois, o camisa 9 mostrou-se incomodado com a piadas sobre sua forma física:
“Feliz com esse fato !! Ao msm tempo vejo como as chacotas ao meu respeito tomam uma grande proporcao ! Enfim , sei q sou querido ...” (SIC)
Por fim, deixou claro que pretende sair dessa situação incômoda:
“... Nao tenham duvidas, darei a a volta por cima mais uma vez !!!!!”(SIC)
Em seguida, recebeu o apoio do ex-companheiro Kaká que também busca se recuperar após ter operado o joelho esquerdo:
“Posso dar essa volta junto com vc ?RT @ClaroRonaldo: ... Nao tenham duvidas, darei a a volta por cima mais uma vez !!!!!” (SIC)
Como se vê na foto abaixo, não será tão fácil assim, mas, historicamente, Ronaldo mostrou que duvidar dele não costuma ser a melhor aposta. Caso consiga, poderá apagar, pelo menos em parte, a má impressão deixada nos últimos meses. Resta saber se ele está realmente disposto a abdicar dos prazeres da vida em troca de um último ato.
E você, acredita que Ronaldo será capaz de se reerguer novamente?
O primeiro acertador receberá três pontos. Os demais acertadores receberão um ponto pela participação. Na próxima sexta, a resposta deste Question e a postagem de um novo desafio.
Boa sorte a todos.
Anterior:
Descubra o nome do jogador descrito na(s) afirmativa(s) abaixo.
I – Revelado por um clube do nordeste brasileiro, tornou-se famoso no futebol carioca.
II – Rápido e goleador, logo chamou a atenção de todos.
III – Disputou três Copas do Mundo.
IV – Na Europa, transformou-se num dos maiores ídolos de um clube espanhol.
Resposta: O jogador em destaque é o baiano José Roberto Gama de Oliveira, o popular Bebeto. Formado nas categorias de base do Vitória, o atacante alcançou o sucesso ao defender Flamengo e Vasco antes de se transferir para o Deportivo La Coruña onde se tornou um dos maiores jogadores da história do clube galego. Pela Seleção Brasileira, disputou as Copas de 1990, 1994 e 1998. Na segunda oportunidade, além de se sagrar campeão do mundo, formou com Romário uma das maiores duplas de ataque que já se viu.
Classificação: Parabéns ao atual campeão, Rodolfo Moura, que não permitiu que Yuri permanecesse muito tempo na liderança isolada. Todavia, com as novas regras, essa série está longe de estar polarizada. Hora de reagir, pessoal!
1º - Rodolfo Moura e Yuri – 4 pontos.
2º - André Chasee, Guilherme Siqueira, Pedro De Luna e Victorino Netto – 2 pontos.
3º - Eduardo Júnior, Johnny, Pedro Cheganças e Riccardo Joss – 1 ponto.
4º - Prisma e Uendel – 0 ponto.
Bebeto em ação no Mundial de 94: Campeão e um dos destaques
Foi uma estreia positiva. Esta é a conclusão geral sobre a vitória do Brasil sobre os Estados Unidos por 2 a 0 no amistoso disputado ontem em New Jersey. Porém, mais importante do que o triunfo sobre um rival de nível médio no cenário internacional, foi a sensação de resgate das origens do futebol brasileiro.
Para entender a empolgação de imprensa e torcida é preciso voltar cinco anos no tempo. Quando as pessoas pediam ao técnico Carlos Alberto Parreira o uso do chamado “Quadrado Mágico” havia embutida a esperança de ver uma Seleção Brasileira mostrando ao mundo o que ela sempre teve de melhor: Técnica, habilidade e criatividade. No desenho sugerido, Kaká, Ronaldinho e Robinho formariam com Adriano ou Ronaldo um quarteto capaz de ultrapassar qualquer defesa.
Só que após a excelente performance diante da Argentina na final da Copa das Confederações, Parreira atendeu esses anseios apenas parcialmente. Numa escolha até hoje contestada, o técnico optou por sacar o móvel Robinho do time e manter Adriano e Ronaldo juntos formando um ataque que se movimentava bem menos. Isso, somado à péssima forma física da dupla, praticamente engessou a fluidez ofensiva da Seleção que não atuou bem na Copa 2006, mas, curiosamente, caiu numa partida em que Adriano deu lugar a Juninho Pernambucano.
Após a eliminação, as maiores críticas se voltaram contra a bagunça na preparação, a suposta displicência de Roberto Carlos no único gol da França, além, é claro, do descompromisso de alguns jogadores. Pronto. O recado estava dado quando algum gênio identificou a falta de comprometimento com a camisa amarela como a maior questão a ser debatida.
Deste modo, Dunga assumiu. Ele, o capitão do tetra e o homem que domou Romário em 1994, seria o nome perfeito para colocar os craques na linha. Comprometimento era a palavra de ordem e o discurso de igualar na pegada e deixar a técnica natural vencer virou o lema. Na sequência deste trabalho, os bons resultados respaldaram as opções do ex-volante.
Mas havia algo errado. As pessoas não queriam um time de guerreiros. Isso pode muito bem servir para o Uruguai, mas essa não é nossa escola. Não dava gosto ver a Seleção de Dunga jogar. E isso quando se trata de uma história futebolística tão rica, faz muita diferença. Assim, após mais uma queda nas quartas, ficou a impressão de que nada daquilo havia valido a pena.
O que Mano Menezes planejou desde quando assumiu começou a se alinhavar no amistoso de ontem. Isto é, trazer a Seleção de volta ao seu protagonismo natural. O que significa escalar um time que pudesse atacar e dominar as ações, não se amparando tanto no erro do adversário.
Como primeiro teste, funcionou acima das expectativas. Sem ufanismo, difícil imaginar outro selecionado do planeta trocando dez titulares do Mundial e atuando da forma que vimos. Em campo, Ramires, Ganso, Neymar e Pato pareciam veteranos, envolvendo os donos da casa e criando diversas oportunidades de gol. No fim, os dois gols acabaram sendo pouco pelo que foi produzido.
Obviamente, ainda há muito que fazer. Uma vitória numa partida amistosa está longe de ser motivo para euforia. No entanto, foi impossível observar essa exibição sem uma ponta de otimismo.
Se existe um técnico no Brasil que vive sob o estima de perdedor, este é Celso Roth. Gaúcho de Caxias do Sul, Roth é visto por grande parte da mídia e da torcida como um treinador retranqueiro e que nunca conquistou nada relevante na carreira. Bem, pelo menos no que tange seu currículo, a impressão é verdadeira. Em 22 anos de carreira, conquistou apenas dois campeonatos gaúchos e duas copas regionais, o que é pouco para quem já comandou diversos times da primeira divisão.
Além disso, pesa contra ele o fato de que muitos dos times que comandou terem caído de produção justamente na reta final de competições importes, sobretudo, no campeonato brasileiro. Foi assim no Palmeiras, no Grêmio e no Atlético Mineiro. Era sempre a mesma fórmula. Seu time disparava no início da competição e, do meio para o fim, despencava vertiginosamente.
Perguntado certa vez sobre o motivo de tantas quedas de produção, Roth respondeu que, até aquele momento, nunca havia comandado times realmente fortes com craques capazes de decidir na fase mais aguda dos campeonatos. Não sei se esse entendimento é o mais correto do que acontece com seus trabalhos, mas não sou o único a discordar dessa explicação.
Antes mesmos de repetir o mesmo roteiro de ascensão e queda no Atlético Mineiro, a revista Placar tentou desvendar o mistério através de consultas aos clubes nos quais Roth já havia trabalhado e alguns jornalistas gaúchos. A conclusão que chegaram passava por um suposto processo de auto-sabotagem inconsciente ao qual Roth se submetia a cada projeto que se encaminhava de maneira correta. Absurdo? Eu também achei e por isso cheguei a minha própria conclusão.
No cenário brasileiro, onde técnicos são descartados de acordo com o humor da cartolagem e o planejamento – se é que a palavra se aplica – é de curto prazo, existem subterfúgios na preparação física que são incluídos muito mais para causar efeito imediato do que qualquer outra coisa. É muito comum ver treinadores que chegam ao meio do campeonato diminuindo a carga de trabalhos físicos justamente para deixar o time mais leve no começo de sua gestão. Isso costuma gerar bons resultados nas primeiras partidas, dando falsa impressão de que o time melhorou rapidamente sob novo comando.
Outro expediente comum e que parece se encaixar bem na “Síndrome de Roth” é a administração da preparação física de modo que haja um sprint inicial forte, mas com seu auge sendo atingido mais ou menos na metade da competição principal. Claro, vai faltar fôlego no fim, todavia, o time provavelmente colecionou bons resultados e manteve o emprego do chefe na maior parte da temporada. Identificar essa hipótese nos trabalhos realizados no Palmeiras, Grêmio e Atlético Mineiro não é difícil.
No entanto, o cenário agora é outro. Roth herdou o Internacional do uruguaio Jorge Fossati já classificado para as semifinais da Libertadores e ainda teve pela frente um São Paulo longe de seu melhor momento. Com a eliminação do tricolor paulista e a classificação do Chivas, o técnico colorado ganhou de presente a passagem para o Mundial Interclubes, uma vez que, mesmo sendo campeão, o clube mexicano não pode representar a América do Sul na competição.
Sorte? Destino? Competência? Não sei. O importante é que Roth atingiu o maior ponto de sua carreira com enormes chances de conquistar a América e quem sabe enfrentar a (quase) xará Internazionale em Abu Dhabi. Até lá, haverá tempo suficiente para traçar um plano de preparação física que impeça uma queda acentuada no momento mais agudo do ano. Definitivamente, não é possível imaginar situação mais propícia para acabar de vez com a tal “Síndrome de Roth”.
VipComm
No maior momento da carreira, Celso Roth não pode falhar.
Coluna destinada a comentar as opiniões emitidas pelo órgão responsável pela chegada de informações ao público aficionado pelo futebol: a imprensa esportiva. Afinal, bem ou mal, é através dela que tomamos conhecimento de (quase) tudo o que cerca o mundo da bola.
Oportunismo.
A polêmica do momento é a cirurgia no joelho esquerdo a qual o meia Kaká se submeteu na Bélgica e que deve deixá-lo fora dos gramados por até quatro meses. Segundo o médico que o operou, Marc Martens, o brasileiro colocou sua carreira em risco ao forçar o joelho nos últimos jogos do Brasil na Copa.
Por sua vez, Kaká disse que acreditava que o problema era apenas reflexo das dores originadas de sua crônica pubalgia e não pensava que fosse uma questão tão séria. Ainda segundo o jogador, a equipe médica da Seleção sabia dessas dores que incomodavam há algum tempo.
Enquanto isso, o médico da Seleção, José Luiz Runco, afirmou de maneira enfática, que o atleta só reclamou de dores no joelho na última semana do Mundial e que não houve risco para sua carreira. Runco foi ainda mais longe, dizendo que o companheiro de profissão não havia sido ético em seus comentários sobre o caso.
Sem dúvida, trata-se de uma questão delicada. Como não sou médico, prefiro não emitir uma opinião do alto do meu “achismo”. No entanto, não posso deixar de comentar sobre o oportunismo de um certo jornalista em cima desse imbróglio.
Todos devem se lembrar da entrevista coletiva de Kaká, ainda durante a Copa, onde ele aproveitou o microfone para rebater os comentários de Juca Kfouri a seu respeito. Na ocasião, o jogador do Real Madrid disse que os canhões de Juca estavam voltados contra ele e que as críticas tinham um viés religioso que era desrespeitado pelo citado profissional.
É verdade. Além de publicar uma série de especulações sobre o problema no púbis do jogador, embasado na opinião de alguns médicos que não examinaram o atleta, Juca, por vezes, citava de maneira irônica sua religião fazendo uso de piadinhas do tipo “Kaká não vai render 100% na Copa porque 10% são da Bispa Sônia”. É bom deixar claro que foram essas gracinhas que fizeram o meia se manifestar, embora o jornalista tenha tratado o episódio como uma tentativa de desmentir o que havia sido dito sobre sua condição física.
Pois bem. Aproveitando essa intervenção cirúrgica no joelho do craque, Kfouri se adiantou para dizer e escrever (clique aqui e leia o post) que, como ele havia publicado, o jogador não tinha condições de disputar a Copa em boas condições.
Ora, isso não passa de oportunismo. Esse problema no joelho é algo que não tem a ver com a pubalgia. Trata-se de um problema anterior, tratado ainda nos tempos de Milan. Dizer agora que estava certo o tempo todo é achar que o leitor não tem memória.
Prefiro não externar aqui o que penso sobre Juca Kfouri - algo ainda reforçado por uma passagem contada por um amigo - mas essa máscara de paladino de justiça já caiu faz tempo. Embora seus alvos sejam, em geral, dirigentes esportivos que todos criticam, além do técnico Vanderlei Luxemburgo, seus métodos frequentemente se mostram muito mais irônicos e provocativos do que contundentes e esclarecedores.
O jornalismo esportivo brasileiro realmente precisa de profissionais comprometidos com a verdade e com a ética. No entanto, a linha que separa o espírito investigativo é tão tênue que muitas vezes esbarra em simples perseguição. Infelizmente, Juca não distingue essa linha.