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Além das Quatro Linhas! - Um jeito diferente de ver e debater futebol.
 


Vozes da Copa.

2010

"Chegou a hora e todo nosso trabalho deverá ser refletido na próxima sexta-feira, na estreia contra os anfitriões."

Cuauhtémoc Blanco, meia-atacante, projetando o futuro da seleção mexicana na Copa e esperando escapar do chavão de jogar como nunca e perder como sempre.

"Nós somos melhores do que a Alemanha."

Rafael Van der Vaart, meia da Holanda, demonstrando confiança mesmo após a goleada germânica sobre a Austrália.

Quando aconteceu o problema com Togo, um senhor moreno disse por aí que não haveria Copa do Mundo na África do Sul. Hoje estou aqui e posso dizer que amo a África. Aqui se pode viver tranquilidade com sua família.”

Diego Maradona, técnico da Argentina, numa de suas incontáveis referências a Pelé durante o Mundial.

“Pedi desculpas aos jogadores e peço também a 50 milhões de ingleses.”

Robert Green, goleiro da Inglaterra, após falhar no gol dos Estados Unidos no empate por 1 a 1.

“Tava bom pra mim esses jogos aí, eu poderia fazer falta à vontade, o juiz ia me dar os parabéns.”

Do técnico Dunga, reclamando da arbitragem que não coibiu a violência na partida entre Brasil e Costa do Marfim.

“Já não sou muito bom e ela dificulta um pouco mais.”

Dunga, mais um a comentar sobre a instabilidade da Jabulani, bola oficial do evento.

“Faz bem ter alguém que transmite calma e não pânico aos seus jogadores. Eu prefiro um treinador assim ao lado do campo a idiotas como Dunga e Maradona.”

Wesley Sneijder, da Holanda, sobre o técnico Bert van Marwijk em entrevista à revista “Helden”.

“Vou jogar uma partida que toda criança sonha jogar.”

Sneijder, curtindo a expectativa da final contra a Espanha.

"É um grandíssimo jogador. Demonstrou isso, sobretudo na Internazionale, onde conquistou a tríplice coroa. Vamos juntos defender e tentaremos fazer com que ele não pense, porque se damos tempo para ele pensar, é muito fácil que ele coloque a bola para os atacantes."

O espanhol Sergio Busquets atento aos danos que Sneijder pode provocar numa defesa.



Escrito por Michel Costa às 09h51
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Estranhas Seleções.

Sempre após as competições, surgem as famosas seleções do campeonato. Esses selecionados geram discussões acaloradas, onde um ou mais jogadores invariavelmente são injustiçados.
Como bom louco por futebol, costumo escalar mentalmente as mais diversas e estranhas seleções. Da melhor à pior. Aliás, esse é um bom passa-tempo para esperar o sono chegar.

Algumas delas faço questão de divulgar. Talvez rendam um bom debate ou boas risadas...

Seleção Fiasco.

Alguns eram considerados “barbadas” na lista de destaques do Mundial. De outros, apenas se esperava uma Copa razoável. Nem isso aconteceu...

Robert Green – Tudo bem que a Inglaterra não tem um goleiro decente há anos, mas precisava levar um frango daqueles logo na primeira rodada?

Nicolás Otamendi – Zanetti ficou fora da lista final de Maradona por um motivo ainda obscuro. Deve ter sido algo sério, pois só isso explica a presença de Otamendi na lateral direita da Albiceleste. Do seu lado, saíram as melhores jogadas da Alemanha no massacre das quartas.  

Ricardo Osório – Se as coisas não estavam fáceis para o México após o gol (em impedimento) de Tévez, Osório tratou de matar seu time entregando uma bola de bandeja na entrada da área. Higuaín agradeceu o presente e marcou o segundo gol da vitória Argentina por 3 a 1.  

Fabio Cannavaro – Quem assistiu à Copa passada, quase não acredita que aquele zagueiro foi eleito o melhor jogador do mundo há quatro anos. Pífio, como toda Azzurra.

Michel Bastos – Ter um externo direito na lateral esquerda não era mesmo um bom presságio. Ponto fraco da defesa brasileira, Bastos pareceu sentir o peso daquela situação.    

Felipe Melo – O volante sempre teve um temperamento instável, mas prometeu que se policiaria para não ser expulso na Copa. Quem acreditou tem tudo para colocar a meia na janela e esperar o Papai Noel.

Frank Lampard – O título de Homem Invisível da Copa só pode ir para ele. Figura chave no título nacional do Chelsea, Lampard desapareceu junto com o futebol ruim do English Team.

Yoann Gourcuff – Ele é chamado de Petit Zidane. Nem o apelido de craque o salvou do meia do fracasso francês na África do Sul.  

Cristiano Ronaldo – Grande esperança de Portugal, parecia mais preocupado em se ver no telão do que atuar. O fato de jogar para o técnico Carlos Queiroz a culpa pela eliminação também contribui para sua presença nesta seleção.

Wayne Rooney – Parte do plano da Inglaterra era ver Rooney resolvendo os jogos. Apático, o atacante não se achou em campo e deixou o Mundial sem marcar um único gol.  

Fernando Torres – Tudo bem que ele não está no melhor de sua forma e ainda pode marcar o gol do título espanhol no domingo. Mesmo assim, suas atuações abaixo da crítica lhe garantem a camisa 9.

Técnico: Fabio Capello – Maior salário entre os 32 treinadores que estiveram na África do Sul, Capello era tido como uma das esperanças inglesas na busca pela segunda conquista em Copas. Na eliminação para a Alemanha, seu time tomou até gol num lance de tiro de meta.   

Esqueci de alguém? Viu alguma injustiça? Comente!

Reuters

 

Capello disputou o posto com Domenech, mas quem esperava alguma coisa do francês?



Escrito por Michel Costa às 13h33
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Não seja um Zanini.

No próximo domingo, um novo campeão mundial será apontado. E, como há quatro anos, uma seleção europeia vai erguer a taça. Assim, o placar das Copas apontará 10 a 9 em favor dos europeus.

A história das Copas sempre apontou para um equilíbrio entre América do Sul e Europa. Se haverá desempate desta vez, é bom lembrar que 2002 marcou outro desempate e que em 2014 outro empate poderá acontecer sem que isso represente o fim do mundo.

Houve precipitação de muita gente quando tentaram chamar este Mundial de "Copa América de Luxo". O jornalista Telmo Zanini chegou a se adiantar e escrever sobre uma decadência europeia que nunca esteve próxima de acontecer.

Zanini, para quem não conhece, é autor de uma das frases mais tolas que eu já ouvi: “Comparar o Figueroa com o Baresi é o mesmo que comparar o Tostão com o Dimba.” Com isso, ele quis dizer que o grande zagueiro chileno era infinitamente superior ao líbero italiano. Claro, é uma questão de gosto, mas o exagero dá a dimensão de seu bairrismo.

Mas, com a eliminação dos sul-americanos agora, não justifica falar em fracasso destas seleções. Vale dizer que todos sul-americanos superaram seus grupos e quatro dos cinco chegaram às quartas-de-final.

Enquanto isso, a Europa contou com treze representantes na África do Sul. Quase o triplo do número de sul-americanos. Destes, apenas seis avançaram para as oitavas. Em seguida, viu seus três melhores como semifinalistas e agora verá, pela primeira vez, uma conquista europeia fora do Velho Continente.

Particularmente, vejo mérito nos dois lados. Como sempre houve, aliás. Tentar desmerecer um dos lados como agora os “estrangeirinhos” têm feito é apenas uma nova demonstração de parcialidade.

R7

 

A Holanda de Sneijder aguarda a definição de seu adversário.



Escrito por Michel Costa às 14h22
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O sucessor.

A Copa do Mundo continua, mas o grande assunto por aqui é a sucessão de Dunga na Seleção Brasileira. Assim que a CBF informou em seu site a dissolução de toda comissão técnica, começaram as especulações sobre quem seria escolhido para o cargo de treinador.

O nome óbvio é o de Luiz Felipe Scolari. Além de ter conquistado o último Mundial brasileiro, Felipão tem carisma e a confiança de torcida e imprensa, o que é muito importante. No entanto, o provável novo treinador do Palmeiras teria pouco a ganhar caso aceitasse ocupar o posto novamente.

Explico: Se ganhar o hexa numa Copa disputada em nosso território, Felipão será tratado como alguém que terá cumprido sua obrigação. E, se perder, será atacado como qualquer outro treinador. A conquista de 2002 não será esquecida, mas será manchada. Parece absurdo, mas não duvide disso.

O nome de Leonardo surgiu forte na tarde de ontem. A ESPN Brasil especulou que o ex-treinador do Milan teria 90% de chance de ser anunciado nos próximos dias. Por outro lado, Ancelmo Góis, de O Globo, ouviu de suas fontes que é mais fácil Maradona assumir o Brasil do que Leonardo.

Além desses dois, fala-se em Mano Menezes, Muciry Ramalho, Ricardo Gomes e Paulo Autuori. A princípio, Vanderlei Luxemburgo segue fora da lista. Quem se lembra de detalhes de sua passagem pela Seleção entende bem por quê.

Mano Menezes tem um cartaz enorme, mas principalmente por ser o atual técnico do Corinthians. Não tem um vasto currículo e tem pouca experiência internacional. A seu favor, estão suas ideias bastante claras sobre futebol e a predileção pelo 4-2-3-1, esquema mais utilizado no mundo e adotado pelo Brasil na Copa.

Muricy seria um novo Dunga no trato com a imprensa. De cara isso enfraquece sua indicação. Além disso, sinto calafrios só de pensar na hipótese de vê-lo escalando um 3-5-2 engessado. Dizem que ele é um profissional atualizado, porém, não consigo enxergar isso.

Ricardo Gomes não pode ser uma sugestão séria. Sua carreira é mediana demais para que se pense nele. Seu passado como jogador e capitão da Seleção pode estar influenciando nessa citação, mas o fracasso como técnico no pré-olímpico de 2004 quando não conseguiu a classificação para os Jogos de Atenas deveria ser referência maior.

Depois de Felipão, Paulo Autuori é o nome que mais me agrada. É inteligente, experiente nacional e internacionalmente, ganhou muitos títulos e possui uma visão arejada do esporte. Já era o meu favorito em 2006, mas admito que seus últimos anos não foram os melhores.

De qualquer modo, é bom que Ricardo Teixeira faça a escolha mais correta. Desta vez, a pressão por um título será incomparavelmente maior e uma derrota provocaria uma revolução. E, como sabemos que os gastos com estádios e infraestrutura dificilmente vão fechar, esse tsunami pode muito bem chegar à CBF. Pensando bem, talvez isso não seja tão ruim.

 

Em princípio, CBF aceitaria dividir Scolari com Palmeiras.



Escrito por Michel Costa às 19h57
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Diferenças.

Hoje acordei pensando nas diferenças culturais entre Brasil e Argentina. Diferenças ainda mais escancaradas após a eliminação das duas seleções na mesma fase da Copa do Mundo. Os brasileiros, como sempre, execraram seu treinador e alguns jogadores. É a velha história de se apontar um culpado. Até a nossa imprensa trabalha nessa linha, com pautas que, quase invariavelmente, só apontam os erros na preparação.

Por outro lado, mesmo sendo eliminados após uma goleada por 4 a 0, os argentinos receberam os seus de braços abertos. Reconheceram a superioridade tática da Alemanha e, em momento algum, disseram que isso se devia ao fato de não terem um técnico de verdade. Como sempre, Maradona saiu incólume. E pelo sofrimento que demonstrou na África do Sul, é provável que se torne ainda mais ídolo no país.

Assim, começaram as comparações entre os dois povos. Que, em sua maioria, dão a entender que os argentinos tiveram atitude mais nobre. Na minha visão, argentinos não são um povo mais ou menos nobre que o brasileiro. Eles são apenas diferentes.

Enquanto o brasileiro é mestre em apontar defeitos, os argentinos costumam perdoar ou relevar os equívocos dos seus. Dificilmente Maradona seria ídolo aqui. No máximo, seria um Garrincha canhoto, ou seja, alguém que tinha um enorme talento e jogou no lixo.

Maradona aprontou de tudo na vida, mas os argentinos sempre tiveram um olhar complacente. O veem como uma espécie de anjo caído. Mas veja o caso de Zico. Sempre foi um exemplo de profissional, mas muitos o tratam apenas como o jogador que desperdiçou um pênalti numa Copa, um perdedor. Os problemas com o fisco italiano no passado transformaram-no num sonegador aqui. Mesmo depois da inocência provada, muitos fingem que isso não aconteceu para poder continuar criticando.

Maradona foi acusado do mesmo crime, só que no seu caso era verdade. Resultado: Segue como ídolo imaculado. Os argentinos têm esse lado. Amam e protegem os seus e saem às ruas batendo panelas por seus direitos. Brasileiros lutam menos. A não ser que atinja seu bolso diretamente. No mais, preferem apontar defeitos e não toleram ver falhas em quem julgam que deveria ser perfeito e infalível.

Por outro lado, isso nos faz mais críticos de nós mesmos. Brasileiro tem vergonha de ter sido beneficiado pela arbitragem em Copas. Criticamos a malandragem de Nílton Santos em 62, que cometeu pênalti e deu dois passos para frente para sair da área. Criticamos a manobra que permitiu a Garrincha, expulso na semifinal, jogar a final do mesmo Mundial. Porém, exageramos ao tratar Leonardo como um criminoso pela cotovelada que deu em Tab Ramos e quando chamamos de feio um troféu conquistado nos pênaltis em 94.

Por sua vez, os "nobres" argentinos parecem se orgulhar até do que fizeram de errado. Compraram os peruanos em 78? Se não acham lindo, fazem questão de fingir ou afirmar que aquilo não aconteceu. Maradona fez um gol de mão em 86? Ah, foi a mão de Deus, um motivo para se vangloriar. Colocaram sonífero na água para tentar contaminar os brasileiros em 90? Virou motivo de gargalhadas em programa de TV.

Nossos hermanos se orgulham de tudo isso. Na guerrinha contra os brasileiros, procuram usar sempre o viés racista nos insultos. Macaquito é a palavra mais usada. Até o fato de Pelé ser negro é frequentemente usado na disputa para dar a entender que o brasileiro é inferior a Maradona. Como disse, brasileiros e argentinos são apenas diferentes. Tentar achar grande nobreza nos hermanos é apenas demonstração de parcialidade ou apenas mais um exemplo do nosso velho costume de achar que a grama do vizinho é sempre mais verde do que a nossa. Nesse quesito, também somos mestres.



Escrito por Michel Costa às 09h52
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Desta vez, Pelé tinha razão.

Romário disse certa vez que Pelé calado é um poeta. O Baixinho tem certa dose de razão, uma vez que o Rei do Futebol também é famoso pelas bobagens que costuma dizer. No entanto, desta vez, ele estava certo.

Em sua eterna guerra de egos contra Maradona, o Rei disse que El Pibe não era treinador de futebol e que a Argentina vinha bem na Copa graças à qualidade individual de seus jogadores. Maradona, obviamente, deu o troco dizendo que o brasileiro não trabalha, mas isso nem vem ao caso.

A verdade é que o ex-camisa 10 da Argentina nunca foi, não é e, provavelmente, nunca será técnico de futebol. Após pendurar as chuteiras, Diego fez de tudo na vida – e bota tudo nisso! – mas nunca se preparou para o cargo que sempre sonhou exercer.

Exatamente por isso, ele foi durante a Copa do Mundo mais um símbolo à beira do gramado do que qualquer outra coisa. Era um show à parte vê-lo, mesmo de terno, dominando a Jabulani com mais desenvoltura do que muitos jogadores deste Mundial.

Mas para por aí. Quando o assunto passa ser o trabalho de técnico, Maradona é um apedeuta. Seu time apresentou inúmeros equívocos táticos e suas escolhas não se provaram as melhores. O peso da ausência de Javier Zanetti, por exemplo, foi bastante sentido quando se constatou a inoperância de Nicolás Otamendi e Jonás Gutiérrez na lateral-direita. Esteban Cambiasso foi outro renegado que faz falta.

Messi foi um caso à parte. Foi um desperdício ver um gênio como ele sendo subutilizado como meia durante quase todo Mundial. Messi é atacante. Mesmo quando Guardiola modificou seu posicionamento tirando-o da ponta direita, o fez para que ele flutuasse pelo ataque. Os armadores do Barcelona continuaram sendo Xavi e Iniesta. No meio, o jovem camisa 10 ficava perdido entre um emaranhado de volantes. Como seus maiores atributos são a rapidez e o drible curto, não foi difícil constatar por que o craque rendeu menos do que poderia.      

Não deixa de ser um contraponto ver a Argentina sendo eliminada pela organizada Alemanha. Mesmo reconhecendo os jovens valores germânicos, foi o típico confronto entre o coletivo e o individual. Entre um time bem treinado por Joachim Löw e o apanhado de estrelas escolhidas por Maradona.

Aliás, a velha piada que dizia que a Alemanha joga algo muito parecido com futebol não poderia estar mais ultrapassada. Com jogadores como Schweinsteiger, Müller e Özil, o time atual joga futebol mesmo. E dos bons.   

IG

 

Maradona: Para ser treinador, não basta ter sido um craque.



Escrito por Michel Costa às 16h19
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