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Além das Quatro Linhas! - Um jeito diferente de ver e debater futebol.
 


Pra que tanta pressa?

Vivemos num mundo louco. Hoje, tudo precisa ser rápido, quase instantâneo. Veja o exemplo da Copa do Mundo. O Mundial começou há pouco mais de uma semana e já recebeu o selo de ruim. Dias depois, com o início da segunda rodada, os bons jogos aconteceram e o selo foi retirado. Deve estar guardado para ser colado de novo depois.

A Alemanha entrou para a lista dos favoritos depois de golear a Austrália. Ontem, perdeu para a Sérvia e perdeu seu encanto. A bola da vez é a Argentina. Pouco importa se a defesa não é sólida e se o jogo coletivo ainda não apareceu. Para muitos, Messi basta.

Assistindo à partida de estreia do Brasil no Ellis Park, o colunista Tostão estranhou ver que a maioria dos jornalistas presentes olhava mais para seus notebooks do que para a partida que se desenrolava à frente. O jogo era um detalhe, definiu bem.

Tenho experiência parecida no Twitter. Costumo escrever antes, no intervalo e depois dos jogos, mas me surpreendo com a quantidade de informação sobre outros assuntos sendo lançada durante o jogo por pessoas que estão, a princípio, vendo as partidas. Fico pensando: Ou eu sou muito lento ou essas pessoas não estão vendo o que acontece no gramado com a devida atenção.

Talvez por isso, ainda não encontrei grandes análises sobre essa Copa. A maioria se baseia no momento e muda de opinião com a mesma velocidade das informações. É um mundo apressado. É um mundo louco.

Das explicações encontradas para a baixa média de gols, nenhuma me satisfez. A tese de que isso é resultado de um exaustivo fim de temporada se esvai na medida em que se constata que não falta fôlego dentro de campo. Ou seja, seria mais sensato sugerir que justamente por haver mais correria somada a esquemas táticos cada vez mais cautelosos, a maior razão da queda. E vá se acostumando. É uma tendência.

O suposto baixo nível técnico é uma questão mais delicada. Concordo que o nível não é dos melhores, mas a explicação mais plausível que encontrei reside no processo de extinção dos meias armadores. Repare que fora alguns nomes como Özil, Sneijder e Xavi, a maioria dos meio-campistas deste Mundial é volante, winger ou meia-atacante como Kaká.

Note como o jogo está cada vez mais rápido, como há pouco trabalho de valorização de posse de bola. O certo é que, nessa verticalização, há menos risco de perder a bola no meio-campo. Em compensação, os erros ofensivos surgem aos montes. Neste Mundial, mais do que nunca, valorização de posse de bola está em desuso.

Eu sei, parece conversa do Fernando Calazans, mas é verdade. Aliás, falando em Calazans, o que tem sido as mesas-redondas desta Copa além de um festival de clichês, piadinhas toscas e comentários superficiais? Salvo os comentários do PVC e do Paulo Calçade, o restante dói nos ouvidos. Mas já estou me acostumando até com isso. Essa é outra tendência...   

A Bola

 

Mesut Özil: Um dos raros jogadores cerebrais deste Mundial.



Escrito por Michel Costa às 12h54
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A4L Tube.

Já era hora...

Escrevi há poucos dias sobre os comerciais pouco inspirados que os publicitários brasileiros tinham apresentado até o momento. Quando o assunto é de futebol e Copa do Mundo, os profissionais argentinos parecem estar bem à frente, sempre usando a emoção como carro-chefe.

Eis que me deparo com mais uma ótima produção de nossos hermanos sobre o Mundial. No filme, realizado pela cervejaria Quilmes, surge a voz de Deus (o verdadeiro, não o baixinho da camisa 10) convocando a população para torcer pela Argentina e se dizendo responsável por momentos de sorte da Albiceleste em Mundiais. Vale conferir... 

 

Já estava conformado por assistir comerciais sem graça sobre latinhas de cerveja que falam quando a Vivo me surpreendeu. A campanha, cujo tema é a realização do sonho de Pelé marcar seu último gol a camisa do Brasil ficou simplesmente espetacular. Confesso que me emocionei de verdade quando vi...

Descobriu algum vídeo interessante ou engraçado cujo tema é futebol? Mande-o para meu e-mail: a4l@bol.com.br, colocando no assunto “A4LTube”. Ele poderá ser publicado aqui!



Escrito por Michel Costa às 14h42
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Não basta igualar a pegada.

É curioso notar como sempre há um discurso por trás de todas as campanhas brasileiras em Copas. Se em 1994 era “vitória a qualquer custo” graças aos 24 anos de fila e se em 2006 era o “jogo bonito” onde Parreira se definia como apenas um “gestor de talentos”, neste ano chegou a vez de “igualar a pegada”.

Pelo jeito, o trauma de quatro anos atrás foi assimilado como falta de “pegada” ou de “comprometimento”.  Alguns jogadores da atual Seleção chegaram a dizer algumas vezes que, se o Brasil igualar na marcação, vencerá porque tem mais técnica.

Talvez seja verdade, mas há um pequeno equívoco nesse discurso. Tudo o que a Seleção Brasileira conquistou até hoje tem relação direta com o fato de ter craques em maior quantidade que seus rivais.

A conquista do tetracampeonato não aconteceu apenas pela organização tática imposta por Carlos Alberto Parreira e pelo espírito vencedor daquele grupo. Quem fez a diferença durante toda a campanha foi a dupla de ataque mortal formada por Bebeto e Romário.

Do mesmo modo, quando se fala do triunfo de 2002, não se pode dissociar a chamada “Família Scolari” do fantástico trio de ataque composto por Ronaldinho, Rivaldo e Ronaldo. E assim foi em 58, 62 e 70. Havia organização e comprometimento – elementos primordiais – mas essas conquistas só aconteceram porque do lado verde-amarelo estavam Pelé, Garrincha, Didi & Cia.

E é exatamente isso o que falta ao grupo que Dunga levou à África do Sul: Talento. Mais gente capaz de fazer a diferença. Quando se constata que Kaká e Luís Fabiano não estão atravessando grande momento e os reservas não estão à altura, percebe-se imediatamente que algo está errado.

Não foi por acaso que o melhor futebol exibido até agora (escrevo antes da estreia da Espanha) brotou dos pés alemães. Foram justamente os germânicos que saíram da mesmice escalando um time arejado com as presenças de Schweinsteiger, Özil e Muller no meio-campo.  

Pelo que jogou na vitória por 2 a 1 diante da fraca Coreia do Norte, o Brasil não ficou devendo nada no quesito pegada. O que faltou mesmo foi bola. Algo que precisa ser revisto para os próximos confrontos. Caso contrário, o discurso da pegada será só mais um na série daqueles que fracassaram. 

UOL

 

Dos pés do coadjuvante Elano saíram os dois gols do Brasil.



Escrito por Michel Costa às 21h11
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“Brasileirinhos” contra “Estrangeirinhos”.

Com o início da Copa do Mundo, duas facetas dos brasileiros fanáticos por futebol se tornam ainda mais exacerbadas. De um lado, os chamados pachecos achando que só existe futebol bem jogado quando passa pelos pés de brasileiros ou, quando muito, de argentinos.

Do outro lado, está a turma dos “estrangeirinhos” ou “eurocêntricos” que assumem duas posturas básicas: Tentam redimensionar o tamanho da Seleção Brasileira e se colocam como torcedores de algum selecionado europeu.

A primeira, forjada sob o ufanismo idiota do narrador oficial Galvão Bueno, trata a Seleção como uma espécie de Dream Team do futebol mundial cujas derrotas só acontecem por nossos próprios erros e nunca por méritos dos rivais. Trata-se de visão distorcida da realidade, alimentada por uma fatia da imprensa dedicada apenas ao entretenimento, sem compromisso com a informação.

É preciso que se entenda que ser um dos melhores de todos os tempos não significa ser o único. Em diversos momentos, a Seleção foi superada por adversários que se encontravam em melhores condições sem que isso representasse que o mundo estivesse de cabeça para baixo.

No caso da segunda corrente, faz-se necessário explicar que não trato aqui de torcedores que por descendência estrangeira, simpatia por outros estilos de jogo ou mesmo culturas diferentes optam por torcer por outras cores. Esse sentimento é legítimo. Não cabe contestação para mim.

Quem não parece nada inteligente é o sujeito que torce contra o Brasil apenas para tripudiar dos amigos e parecer diferente. Não torce para ninguém de verdade. Seu prazer é apenas assistir à derrota verde-amarela. Isso para mim nem configura antipatriotismo. É apenas bobeira acumulada.   

Prontamente, me coloco contrário às duas correntes. Apesar de ser um torcedor fervoroso do Brasil, não preciso menosprezar escolas rivais para constatar a força da camisa amarela. A própria história da Seleção mensura sua tradição e potencial. Os cinco títulos, o melhor entre todos os desempenhos em Mundiais e o número impressionante de grandes jogadores falam por si mesmos.

Do mesmo modo, não preciso torcer contra a Seleção para me posicionar contrário ao oba-oba instalado. Não preciso usar raciocínios toscos como dizer que a diferença entre Brasil e Itália é um pênalti mal batido, pois nem essa afirmativa é verdadeira, uma vez que cabia a Bebeto a última cobrança em 94.

Prefiro analisar a realidade, escolher minha seleção preferida por reconhecer na camisa da Seleção Brasileira os representantes do meu povo. Sem ufanismo, sem tacanhice. Isso me basta.    

 

Galvão Bueno: Símbolo de um discurso equivocado.



Escrito por Michel Costa às 19h18
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