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Além das Quatro Linhas! - Um jeito diferente de ver e debater futebol.
 


Pontos e Vírgulas.

Coluna destinada a comentar as opiniões emitidas pelo órgão responsável pela chegada de informações ao público aficionado pelo futebol: a imprensa esportiva. Afinal, bem ou mal, é através dela que tomamos conhecimento de (quase) tudo o que cerca o mundo da bola.

O Juarez Soares do Século XXI.

Poucas coisas incomodam mais o ser humano do que admitir um erro. A maioria sustenta suas teses até o fim, mesmo quando não há mais nada que as justifiquem. No jornalismo esportivo, poucos parecem concordar que mudar de opinião muitas vezes é a atitude mais inteligente.

Reza a lenda que no exato momento em que o italiano Roberto Baggio chutou por cima do travessão o pênalti que deu ao Brasil seu quarto título mundial, o comentarista Juarez Soares, então na Band, socou sua mesa com força. Não, não era sua maneira de comemorar. O tetracampeonato era tudo o que ele não queria. Afinal, quem acompanhou suas críticas durante toda a gestão de Carlos Alberto Parreira sabe muito bem que a conquista era, de certa forma, a prova máxima de sua visão equivocada.

O trabalho de Dunga à frente da Seleção é mais um exemplo disso. Questionado – inclusive por este blogueiro – quando de sua contratação, o ex-jogador mostrou-se bastante capaz não só de promover a renovação necessária quanto manter seu selecionado como uma das forças do próximo Mundial. Para quem acha que isso é fácil por se tratar de Brasil, basta lembrar do que fizeram os mais experientes Luxemburgo e Leão.

No entanto, nem todos são capazes de reconhecer um bom trabalho. Mauro Cezar Pereira, jornalista e comentarista dos canais ESPN, é um desses exemplos. Se existe uma clara tensão entre a mídia e a comissão técnica brasileira, Mauro faz parte da turma que colabora para isso. Claro, o mau humor de Dunga também contribui muito, mas, sem dúvida, não se trata de uma via de mão única.

Já escrevi neste espaço (clique aqui e leia) sobre a diferença entre a análise dos treinos da Seleção Brasileira feita pelo citado jornalista e a do seu companheiro de trabalho, Paulo Calçade. Para o primeiro, Dunga não sabe dar os treinos e tem pouca influência sobre o bom desempenho do time nos lances de bola parada. Por sua vez, Calçade, que cobriu alguns treinos, mostrou um ponto de vista contrário. 

Pois agora é a vez de Paulo Vinícius Coelho. Na África do Sul há alguns dias, PVC tem elogiado os treinamentos e feito referências às atitudes corretas da comissão técnica na busca da melhoria de alguns aspectos como a saída de bola e a marcação mais adiantada. Teria Dunga aprendido a dar treinos de uns tempos para cá ou Mauro é que não entendia – ou não queria entender – o que se passava?

Me incomoda bastante o nível das críticas por aqui. Uma coisa é dizer que o Brasil não jogou bem por causa disso ou daquilo. Outra, bem diferente, é ironizar o técnico, insinuar que lhe falta inteligência ou mesmo fazer referencias à suposta limitação técnica dos tempos de jogador. Mourinho e Felipão são provas de que não é necessário ter sido um grande jogador para ser bom treinador. Enquanto isso, Falcão mostrou que o fato de ter sido um craque não lhe transformou num mestre à beira do gramado.

Estou de acordo com os que dizem que não é papel da imprensa torcer. Mas, seria ideal se ela também não distorcesse. Seria ideal se ela não combatesse a falta de educação do treinador brasileiro fazendo piada ou tratando o time que está na África como “a Seleção do Dunga” ou “a Seleção da CBF”.

Infelizmente, essa tão falada neutralidade não existe. Parte da imprensa, com boa dose de razão, não suporta Dunga e odeia a CBF. Só que muito mais por não conseguir o mesmo espaço que a Globo desfruta do que por preocupação com os rumos do futebol brasileiro. 

Apesar dos ótimos profissionais que dispõe, a ESPN Brasil e outros meios se portam como oposição à CBF. Não é esse o papel correto. O papel da imprensa é informar, apurar e criticar o que deve ser criticado. Não é torcer a favor, nem contra.  



Escrito por Michel Costa às 09h06
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Lembra desse?!

Aquele lance ou momento que você, por um motivo ou outro, nunca esqueceu.

Quando o drible é mais bonito do que o gol.

Toda Copa do Mundo é mesma história. Além dos jogadores convocados existe uma lista paralela que os torcedores teimam em pedir, algumas vezes, questionando até a lógica.

Em 1994, havia um nome que começava a entrar nessa lista. Era um atacante baixinho, ágil e dono de um repertório inesgotável de dribles. Infelizmente, mesmo que os pedidos pelo atleta dobrassem o técnico Carlos Alberto Parreira, sua presença não seria possível nos Estados Unidos.

Dener Augusto de Sousa ou, simplesmente, Dener, tinha 23 anos quando deixou este mundo em 19 de abril daquele ano. Atuava no Vasco da Gama emprestado pela Portuguesa quando o carro que o conduzia bateu numa árvore selando seu destino.

Conhecido por seu futebol moleque, chegou a arrancar aplausos até de Maradona quando o time da Colina enfrentou o Boca Juniors na Argentina. Na ocasião, em seu primeiro toque na bola, driblou quatro adversários como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. E era, pelo menos para ele. 

Você conhece alguma história interessante sobre o mundo da bola?
Mande-a para meu e-mail: a4l@bol.com.br e coloque no assunto: 'Lembra desse?!' e ela poderá ser publicada aqui!



Escrito por Michel Costa às 21h02
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Vozes da Copa.

1994

"Romário está em boa forma e, pelo que vi, será o jogador mais interessante da Copa."

Giuseppe Signori, atacante da Itália, antes da Copa.

"Se soubéssemos que o gol contra provocaria isso, preferiríamos ter perdido aquele jogo."

Thomas Dooley, meia dos EUA, sobre o assassinato do colombiano Andrés Escobar, autor de um gol contra no jogo contra os EUA.

"Cometi um erro e sou agora um ex-jogador."

Maradona, sobre a suspensão por ter sido pego no antidoping.

"Quando pensamos que está morta, aparece um e salva do fracasso."

Johan Cruyff, então técnico do Barcelona, sobre a “fênix” Itália.

"Na hora da decisão, minha experiência de duas Copas vai pesar."

Branco, antes das quartas-de-final contra a Holanda, partida em que marcou o gol da vitória brasileira.

"Deus estava do nosso lado, mas o árbitro era francês."

Do búlgaro Hristo Stoichkov, culpando o juiz pela derrota para a Itália.

"Não errei a cobrança por causa da contusão. Fiz o que sempre faço."

Roberto Baggio, sobre o pênalti perdido na decisão.

"Senna, aceleramos juntos. O tetra é nosso."

Faixa exibida pelos atletas brasileiros ao final da Copa do Mundo.



Escrito por Michel Costa às 20h26
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