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Além das Quatro Linhas! - Um jeito diferente de ver e debater futebol.
 


Deixa o homem trabalhar!

96 pontos. Essa foi a pontuação obtida pelo vice-campeão Real Madrid no último campeonato espanhol. Para se ter uma ideia do que isso significa, basta dizer que com esse desempenho o time teria sido campeão em qualquer outra temporada.

Num clube normal, o trabalho do técnico Manuel Pellegrini seria elogiado e a pequena distância de três pontos para o Barcelona – time montado há mais tempo e dono do melhor futebol do mundo – seria considerada aceitável. Além disso, como dinheiro para novas contratações nunca falta pelos lados de Chamartín, é possível também imaginar que o essa distância poderia acabar na temporada seguinte.

Todavia, como se sabe, o Real Madrid não é um clube normal e o treinador chileno foi demitido de maneira até indigna, uma vez que a negociação com o seu sucessor começou antes mesmo de seu desligamento ter sido acertado.

Tudo bem que a eliminação para o minúsculo Alcorcón na Copa do Rei foi um mico e que mais uma queda nas oitavas-de-final da Liga dos Campeões foi um golpe duro no sempre inflado ego madridista, mas, mesmo assim, a demissão não me pareceu a procedência mais correta.

Agora, José Mourinho chega ao clube merengue com o status de melhor treinador do mundo. Multicampeão pela Inter, o português chega com a missão de recolocar o Real Madrid no topo do cenário mundial. A julgar pela qualidade do elenco que terá em mãos, trata-se de uma tarefa perfeitamente realizável. E partindo do pressuposto de que tudo o que se especula em termos de contratações acontecerá, Mourinho teria à disposição o seguinte onze titular: Casillas; Maicon, Sérgio Ramos, David Luiz e Ashley Cole; Lass Diarra, Xabi Alonso e Lampard; Cristiano Ronaldo, Higuaín e Di Maria. Isto é, com Kaká trocado pelos ingleses e com as chegadas dos dois atletas do Benfica e de Maicon.

No papel, parece uma equipe suficientemente forte para o desafio, porém, nem sempre as coisas caminham dentro do esperado. Haveria paciência em caso de fracasso na primeira temporada?

Outro ponto importante nessa equação é o histórico desdém de Mourinho pelo chamado jogo bonito. Extremamente pragmático, o português nunca se importou com a maneira como seu time ganha. Seu negócio é o resultado. Mas não é preciso voltar muito no tempo para lembrar que o italiano Fabio Capello foi demitido duas vezes após se tornar campeão espanhol justamente porque o time não praticava um futebol agradável aos olhos.

Nessa ótica, não há muitas razões para otimismo. O rival Barça tem tudo para seguir forte, Mourinho será apresentado a uma pressão ainda desconhecida e não deve mostrar nada encantador aos olhos espanhóis. Resta saber se a mentalidade deslumbrada do presidente Florentino Perez mudou com os recentes fracassos e se existe mesmo a iniciativa de se dar o tempo necessário para se colher os frutos desse novo trabalho. Infelizmente, algo me diz nada mudou.

Getty

 

Agora em Madri, Mourinho tem um claro objetivo: Ganhar “la décima”. 



Escrito por Michel Costa às 19h35
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A4L Tube.

Enfim, a Nike.

Demorou um pouco, mas o novo vídeo da Nike alusivo à Copa do Mundo estourou de vez. Reunindo craques das mais diversas nacionalidades, “Write The Future” simula situações de partidas do próximo Mundial em que cada jogador deve tomar atitudes capazes de mudar o rumo de um determinado jogo e, consequentemente, da história. Além dessa grande sacada, vale destacar a mega produção que só um gigante como a Nike poderia realizar.

Infelizmente, o único vídeo no formato 425x344 que encontrei está invertido e a qualidade não é das melhores. Quem quiser ver uma versão melhor, também estendida, basta clicar aqui

Descobriu algum vídeo interessante ou engraçado cujo tema é futebol? Mande-o para meu e-mail: a4l@bol.com.br, colocando no assunto “A4LTube”. Ele poderá ser publicado aqui!



Escrito por Michel Costa às 05h49
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A4L recomenda...

... As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos.

Época de Copa do Mundo não jeito. Pipoca material sobre o tema. São guias, livros, DVDs, especiais de TV, tudo para fazer o fã do esporte – e até quem não gosta tanto, mas quer aprender mais sobre o assunto – consumir mais produtos.

Muito desse material tem cheiro de requentado, mas tem muita coisa boa também. E a obra em destaque é exatamente o caso. Em “As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos”, o jornalista Mauro Beting faz um resgate histórico e uma análise pontual de sete grandes selecionados que marcaram época no maior de todos os eventos.

Em 240 páginas, Beting, com a colaboração de André Rocha e Dassler Marques, destrincha histórica e taticamente a mítica Hungria de 54, a poderosa Inglaterra de 66, a revolucionária Holanda de 74, a destruidora Alemanha do mesmo ano, a inacreditável Itália de 82, a maradoniana Argentina de 86 e, por fim, a imbatível França de 98.

Se há alguma ressalva a essa obra, diria que ela passa pelo texto por vezes cansativo do autor que costuma abusar de figuras e vícios de linguagem. De todo modo, nada que atrapalhe a leitura e o entendimento do que representaram as esquadras em destaque.

No livro, cinco títulos e duas revoluções.



Escrito por Michel Costa às 06h00
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Seleção da temporada 2009/2010.

Com o fim dos campeonatos nacionais e da Liga dos Campeões, chegou o momento de eleger o onze ideal entre aqueles que mais se destacaram nos gramados europeus. Como sempre, a temporada reservou muitas surpresas e algumas consagrações. Nomes que pareciam certeza de sucesso como Kaká e Ibrahimovic não corresponderam e outros menos badalados mostraram que suas estrelas também podem brilhar como foi o caso dos holandeses Sneijder e Robben.

Enquanto isso, Rooney mostrou após a saída de Cristiano Ronaldo que pode ser o grande condutor do Manchester United realizando uma incrível temporada. Por sua vez, Messi confirmou definitivamente sua genialidade.

A seguir, confira a minha seleção - escalada num 4-3-3 - e fique à vontade para concordar, discordar e também destacar seus favoritos...

Júlio César: Há alguns meses, apontei Shay Given do Manchester City como o melhor goleiro do mundo. No entanto, após um breve período de irregularidade, Júlio César foi fundamental na reta final da Inter, realizando defesas primorosas. Por isso,  fica com a vaga.

Maicon: Entre Daniel Alves e Maicon, escolho o segundo por ser um lateral mais completo. É forte na marcação, fecha seus espaços e ainda chega à frente como um trator. A lateral direita é dele.

Lúcio: Calma, não vou escalar o time inteiro da Inter. Mas não tem como deixar de fora aquele que, para mim, foi o melhor zagueiro da temporada. Por seu espírito de luta e solidez defensiva, o brasileiro é o dono da zaga central.

Piqué: Postura, categoria e técnica. Gerard Piqué reúne todas essas características e ainda apóia o ataque. Com apenas 23 anos, o zagueiro do Barcelona tem tudo para se consolidar entre os melhores da posição pelos próximos anos.

Riise: Se a Roma chegou à vice-colocação da Serie A, muito deve aos avanços do norueguês. Forte no apoio e dotado de uma bomba na perna canhota, fica com a lateral esquerda.

Cambiasso: Uma pena que esteja fora da Copa. Implacável na marcação e exímio passador, o argentino é o primeiro volante desta seleção.

Xavi: Maestro, chegou a ultrapassar a inacreditável barreira dos 200 passes em algumas partidas. Verdadeiro ponto de equilíbrio do Barça, chega ao Mundial da África do Sul como uma das principais esperanças da Espanha.

Sneijder: A inspiração que por anos faltou à Inter, desembarcou em Appiano Gentile como um descarte do Real Madrid. Logo na estreia, o holandês mostrou que veio para ser o cérebro dos Nerazzurri. Dos seus pés saíram várias assistências e alguns belos gols.  

Messi: Apesar de ter vencido “apenas” o campeonato espanhol (o Mundial Interclubes faz parte da temporada passada), é o craque do momento. Ao todo, marcou incríveis 47 gols em 53 partidas, 34 deles anotados em La Liga, igualando o feito de Ronaldo em 1996/7. É a maior esperança da Argentina na Copa. Caso triunfe, fatalmente será apontado como novo Maradona.  

Rooney: Muitos temiam que as saídas de Cristiano Ronaldo e Tévez deixariam o United alijado de qualquer possibilidade neste certame. Todavia, Wayne Rooney assumiu a condição de astro maior do time que por pouco não conquistou a Premier League.

Robben: Outra vítima do projeto megalomaníaco do Real Madrid, o holandês renasceu no Bayern. Marcou 22 gols na temporada, muitos deles cortando da direita para o meio. Aqui, pela presença de Messi, volta à ponta esquerda dos velhos tempos.  

Técnico: José Mourinho, claro.

BBC

 

2009/10 será para sempre conhecida como a temporada de Messi.        



Escrito por Michel Costa às 05h54
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Vozes da Copa.

1986 – A Copa de Maradona.

“Não quero mais o jogo sul-americano estático, lento e de jogadores que só fazem uma função. Quero atletas polifuncionais, que joguem todo o jogo o jogo todo. Sei que serei criticado, mas prefiro que 30 jogadores entendam o que eu desejo e não que os 30 milhões de argentinos me compreendam.”

Carlos Bilardo, técnico da Argentina, explicando a maneira como queria que seu time atuasse e dando de ombros para a crítica.  

“Nosso técnico me visitou em Barcelona e quis saber se contava comigo. E ainda me convidou para assumir a capitania da seleção. Chorei. Era tudo que queria.”

Diego Maradona, relembrando como foi recrutado por Bilardo em 1983.

“Como me pegaram, mamita! Até sangue tiraram. Levou uma vida para um deles receber cartão. Não lembro como chamava, mas eu ainda o chamo de Kung Fu.”

Após a primeira partida da Argentina na Copa, Maradona reclama das faltas cometidas pelos jogadores da Coreia do Sul. Mal sabia que essa seria a tônica do Mundial.

“Para nós era final de Copa. Até mais do que isso. Não pensávamos em ganhar de um time de futebol, mas de um país. Era uma revanche. Jovens argentinos tinham sido mortos como passarinhos nas Malvinas quatro anos antes. Dizíamos para a imprensa que uma coisa nada tinha a ver com a outra, mas, para nós, mais que uma vitória no futebol, seria uma derrota dos ingleses. Queríamos culpar os jogadores deles pelas Malvinas.”

Maradona fala sobre o sentimento de revanche pela Guerra das Malvinas que se apoderou da seleção argentina antes da partida contra a Inglaterra. 

“Eu queria botar a sequência de fotos desse gol sobre a minha cama, mais duas imagens das minhas filhas Dalma e Giannina, e uma inscrição abaixo de tudo: ‘O melhor da minha vida’. Nada mais”

Emocionado, El Pibe fala sobre o segundo gol que marcou contra a Inglaterra, considerado por muitos o mais bonito de todas as Copas.

“Antes da estreia, não tínhamos nem a certeza de bater a Coreia do Sul; na final, não tínhamos dúvidas de venceríamos a Alemanha.”

Jorge Valdano, mostra como a confiança dos argentinos mudou ao decorrer da competição. 

“Vejo a Alemanha na final da Copa. A Argentina? Eu a vejo campeã do mundo.”

Bilardo, um ano antes da final contra os germânicos vencida por 3 a 2.    



Escrito por Michel Costa às 16h43
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