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Além das Quatro Linhas! - Um jeito diferente de ver e debater futebol.
 


Ninguém merecia mais do que ele.

Dos quarenta e cinco anos desde quando a Internazionale venceu a Liga dos Campeões pela penúltima vez, ele testemunhou quinze. Chegou discretamente, vindo do pequeno Banfield da Argentina. Exatamente no ano em que Massimo Moratti se tornou proprietário do clube nerazzurro.

Foi um começo difícil, onde os momentos de tristeza superaram os de alegria. Porém, com garra, talento e dedicação, se tornou ídolo e capitão. Ou melhor, se tornou uma bandeira.

O destino realmente traça caminhos curiosos. Preterido na seleção argentina que disputará a Copa, conquistou outra tão valiosa quanto. Justamente quando disputava a 700ª partida com a camisa que tanto honrou.

Hoje, Javier Zanetti deixou o mundo dos mortais, gravou para sempre seu nome na história e confirmou aquilo que eu sempre soube que ele era: um mito.

Grazie Capitano...



Escrito por Michel Costa às 20h55
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A4L Tube.

Pelo menos um.

É consenso aqui no blog que os publicitários brasileiros ainda não “acertaram a mão” nos comerciais relativos à Copa 2010. Pior. A famosa abordagem que mistura cerveja com guerreiros é tida por muitos como símbolo de mau gosto.

Na contramão dessa tendência, a companhia aérea TAM, um dos patrocinadores da Seleção Brasileira, está veiculando uma propaganda que atinge seu objetivo sem apelações.

Com referências ao passado e ênfase na expectativa da torcida, o filme de apenas 31 segundos consegue entrar no clima que antecede o Mundial de maneira correta e, por que não dizer, emocionante...      

Descobriu algum vídeo interessante ou engraçado cujo tema é futebol? Mande-o para meu e-mail: a4l@bol.com.br, colocando no assunto “A4LTube”. Ele poderá ser publicado aqui!



Escrito por Michel Costa às 06h05
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Faltou autocrítica.

Causou certo burburinho nos últimos dias a discussão ocorrida no ar entre o volante Felipe Melo e o jornalista Paulo Vinícius Coelho da ESPN. O entrevero ocorreu logo após o anuncio da lista de convocados para a Copa Mundo, quando a produção da emissora estabeleceu contato com o jogador da Juventus por telefone.

Num tom um pouco mais ríspido do que o normal, PVC questionou Felipe sobre a temporada ruim realizada por ele na Vecchia Signora e indagou sobre o que se deveria esperar dele no Mundial (primeiro vídeo).

Bastante alterado, o atleta rebateu a pergunta expondo seus números na equipe de Turim, insinuou que seu interlocutor estava desinformado e indagou se o mesmo – um dos maiores conhecedores do esporte que o Brasil já teve – era jornalista.

A resposta, quase instantânea, mas em forma de outra pergunta, fatalmente entrará para a coleção de momentos históricos dos programas esportivos brasileiros: “Você é jogador?”

Felipe desligou o telefone. Até ligou depois para pedir desculpas – prontamente aceitas – só que outro questionamento ficou no ar (segundo vídeo). É estranho notar que o jogador realmente não acha que foi mal por seu clube nesta temporada. Que as críticas da torcida juventina e da imprensa não se justificam.

Particularmente, não duvido que falte vontade ao meio-campista, sempre voluntarioso. Porém, considero a hipótese de faltar futebol. O primeiro passo para que haja melhora é reconhecer o momento negativo e trabalhar duro para superá-lo. Quando não se reconhece o erro, passa a não existir essa necessidade. E, como se trata de um titular da Seleção Brasileira, não deixa de ser preocupante. 



Escrito por Michel Costa às 22h10
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Vozes da Copa.

Alemanha 1974 – O Império contra-ataca.

“Schön não era um gênio tático ou um mestre nos treinamentos. Mas era como um pai para os jogadores. Todos o adoravam. Dava a bola para nós fazermos o que bem entendíamos em campo. Ele montava o time para que cada um jogasse como gostava. Só a imprensa não apreciava. O que mostrava quanto ele era realmente bom.”

Franz Beckenbauer, líbero alemão, sobre a maneira como o técnico Helmut Schön comandava sua seleção.  

“Sabíamos que não podíamos errar em nossa Copa. Mas a nossa gente não tolerava nenhuma falha.”

Jürgen Grabowski, ponta-direita do Eintracht Frankfurt, explica o nível de exigência do país organizador do Mundial.

“Quando um alemão pratica um esporte, a ideia é somente vencer. Você não fica exibindo suas habilidades técnicas como os sul-americanos. Você vence. E faz tudo para isso. Usando tudo o que o regulamento permite”

Em polêmica declaração, o lateral-esquerdo Paul Breitner dá a entender que a derrota da futura campeã para a vizinha Alemanha Oriental por 1 a 0 - que evitou confronto prematuro com a sensação Holanda - pode não ter sido mera fatalidade.

“Sabíamos que Gerd marcaria o gol decisivo. Com ele, ficávamos tranquilos. Você não precisa de sistema tático ou de muitas explicações com um artilheiro como ele. Tudo o que o Bayern se tornou na Alemanha e no mundo se deve aos seus gols. Se não fosse por ele, ainda estaríamos em nossa velha barraca de madeira.”

Deste modo, Breitner definiu Gerd Müller, o melhor atacante da história do futebol alemão e segundo maior artilheiro de todas as Copas.



Escrito por Michel Costa às 20h15
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O Príncipe de Milão.

Quando Internazionale e Barcelona anunciaram a negociação envolvendo a ida de Zlatan Ibrahimovic para a Espanha e a chegada de Samuel Eto’o à Milão, a pergunta chave era quem levou a melhor na negociação.

Financeiramente, era possível dizer que os 46 milhões de euros pagos pelos catalães como compensação financeira pela aquisição do então artilheiro da Serie A somados à vinda de um dos mais mortais atacantes do mundo apontavam a Inter como a maior beneficiada na troca.

Por outro lado, o estilo mais técnico e fantasista do sueco, agregado ao seu excelente porte físico, tinha tudo para consolidá-lo como o complemento ideal de um time que havia vencido tudo na temporada anterior. Além disso, graças ao caráter difícil do camaronês, a troca também poderia significar melhoria no ambiente do vestiário blaugrana.

Hoje, meses após a tratativa, é possível perceber que Ibra não se tornou tão importante para o Barça quanto se imaginava. Os gols que eram sua marca registrada rarearam, o momento espetacular vivido por Messi o ofuscou e, para piorar, já se especula abertamente sua negociação com o mercado inglês.

Enquanto isso, na Itália, o Eto’o centroavante deu lugar a um jogador diferente. Com a camisa nerazzurra, o artilheiro deu lugar a um atleta mais participativo, mais tático, que compõe o meio campo e atua pelos flancos. Assim como seu antecessor, viu sua cota de gols diminuir sensivelmente, porém, sua entrega em campo rebatia qualquer possibilidade de crítica.

Todavia, a resposta final para essa equação talvez não esteja no desempenho dos dois jogadores, mas no que foi feito pela Inter com o dinheiro que lhe coube da negociação.

Diego Milito custou 25 milhões de euros aos cofres do mandatário Massimo Moratti. Pouco mais da metade do que foi recebido do Barcelona. Até o momento, o argentino marcou 28 gols na temporada, sendo 22 na Serie A, dois na Coppa Italia e quatro na Champions League. Destes quatro, três foram marcados justamente nas fases finais da competição europeia, momento em que Ibrahimovic era acusado de desaparecer.

Neste domingo, o jogador surgido no Racing foi às redes mais uma vez. E novamente não foi um tento comum. Ao anotar o gol solitário de sua Inter contra o rebaixado Siena, confirmou o 18º scudetto do time de Via Durini. Após o som do apito final, o camisa 22 não se conteve e foi às lágrimas. Sabia da importância de seu feito e o quão valioso é esse título para sua carreira.

Agora, se havia alguma dúvida sobre quem saiu lucrando com a saída de Ibrahimovic e a chegada de Eto’o e Milito, ela foi dizimada nas últimas semanas. Muito por causa daquele que um dia foi chamado de Príncipe em alusão à semelhança com o uruguaio Enzo Francescoli, mas que hoje faz por merecer a alcunha por ter se confirmado muito mais do que um plebeu ou um simples contrapeso.

 

Milito comemora. O gol do título não poderia ter saído de outros pés.



Escrito por Michel Costa às 16h50
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