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Além das Quatro Linhas! - Um jeito diferente de ver e debater futebol.
 


Contagem Regressiva: Maio de 2010

Para um fanático por futebol, Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Enfim, é um momento que será guardado para sempre em nossos corações...

Dunga contra o mundo.

Após o anúncio dos 23 jogadores brasileiros que irão à Copa, o país desabou sobre Dunga. Não houve nenhum veículo de comunicação que não contestasse a lista. Os mais radicais criticaram metade dos convocados. Outros, como este blogueiro, apenas alguns nomes.

Para não dizer que ninguém entendeu as opções do treinador, o inglês Tim Vickery, jornalista que cobre o futebol sul-americano com uma visão bem diferente da que temos por aqui, comenta (clique aqui para ler mais) os ausentes da lista principal.  Vickery relembra as atuações medianas de Ronaldinho com a camisa amarela e compara o estadual paulista por onde se destacaram os santistas Ganso e Neymar à questionável Carling Cup. Uma análise dura, mas que não foge da realidade.

Com suas escolhas, o técnico da Seleção mostrou que não se preocupa nem um pouco com a opinião da crítica e dos torcedores. Talvez até se valha disso para tentar unir ainda mais seu grupo, assim como fez Scolari em 2002. Aliás, na própria coletiva após o anúncio, Dunga declarou que na preleção antes da final da Copa América de 2007 pediu aos atletas que jogassem por quem gostava deles: Suas famílias e seus amigos. Não é difícil concluir que o discurso do Mundial passará pelo mesmo tema.

Particularmente, penso que Dunga errou em alguns pontos. Se for por gratidão que Doni e Kléberson seguem no grupo, trata-se de um erro. Se imaginava que ficaria mal diante do grupo se limasse os dois, poderia ter usado a lista reserva para honrar seus nomes. Assim, poderia ter levado o goleiro Victor e, principalmente, o meia Paulo Henrique Ganso sem que isso causasse danos ao grupo ou às pretensões táticas, já que Ramires pode ser volante e meia-direita. Além disso, deixaria Neymar entre os suplentes como reserva imediato de Robinho e Nilmar, nomes testados a aprovados.

Isso teria um efeito bastante positivo junto ao público. Passaria a imagem de que Dunga era sensível não só ao futebol de quem se destacou tanto nos últimos meses como também aos apelos das pessoas. Em outras palavras, aliviaria bem a pressão. Agora, ao contrário, o técnico tem a desconfiança de um país para driblar. Por outro lado, terá 23 jogadores dispostos a tudo por ele. Se recordarmos quem entra em campo, talvez ele não esteja tão equivocado assim, embora a possibilidade de ver Júlio Baptista na reserva de Kaká ainda cause calafrios.

Os rivais.

Dunga não foi o único a causar espanto ou desagrado por suas escolhas. Diego Maradona, Raymond Domenech e Marcello Lippi também causaram polêmicas em suas convocações.

Pelo lado argentino, El Pibe deixou de fora nomes experientes e testados como Javier Zanetti, Esteban Cambiasso, Fernando Gago, Lucho González e Lizandro López. Lamentou apenas por Gago, cuja reserva no Real Madrid pesou na decisão. Além disso, chegou a insinuar que a presença de Zanetti e Cambiasso não era positiva para o grupo e, surpreendentemente, escalou o time que deve estrear na Copa. Sem muitas surpresas, o onze inicial se parece bastante com o que derrotou a Alemanha em recente amistoso: Romero; Otamendi, Demichelis, Samuel e Heinze; Mascherano, Verón, Gutiérrez e Di Maria; Messi e Higuaín.

Por sua vez, a França torce para que o Mundial termine logo e Domenech desapareça. Na lista de ausências ilustres, estão o zagueiro Philippe Mexès, o meio-campista Samir Nasri e o badalado atacante Karim Benzema. A favor do técnico, o fato de não serem titulares absolutos em seus clubes.

Na Itália, a crítica ao técnico Lippi discute sobre a falta de renovação. Entre seus 30 pré-convocados, dez estiveram presentes no título conquistado em 2006 e muitos deles, como o capitão Fabio Cannavaro, estão bem longe de suas melhores formas.

Para quem quiser conhecer os convocados de todas as seleções, o site globoesporte.com disponibilizou um infográfico ágil e de fácil acesso. Clique aqui e confira. Enquanto isso, a ESPN Brasil apresenta um conteúdo de altíssimo nível, mostrando o que de melhor da Copa reserva. Dentre os destaques, as fichas de centenas de jogadores que estarão ou poderão estar na África do Sul. Acesse aqui.

 

Em outdoor, grupo de amigos ironiza as escolhas de Dunga. 



Escrito por Michel Costa às 13h46
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A4L Tube.

A melhor até o momento.

Seguindo a linha de publicação dos melhores – ou mais polêmicos – vídeos publicitários relacionados à Copa do Mundo, uma produção de arrepiar. Produzido pelo canal TyC Sports, o comercial mostra a paixão de nossos hermanos pelo futebol em toda sua essência. Até o momento, ainda não encontrei outra propaganda que reunisse ao mesmo tempo tanta emoção e plasticidade. Vale conferir...     

Descobriu algum vídeo interessante ou engraçado cujo tema é futebol? Mande-o para meu e-mail: a4l@bol.com.br, colocando no assunto “A4LTube”. Ele poderá ser publicado aqui!



Escrito por Michel Costa às 21h08
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Coerente até demais.

Previsível e coerente. Assim pode ser resumida a lista de convocados do Brasil para a Copa do Mundo. Como era esperado, o técnico Dunga se manteve firme ao grupo que formou a base dos últimos anos e convocou até mesmo os jogadores que não se encontram em seus melhores momentos.

Só mesmo a fidelidade para explicar a presença de Doni, Kléberson e Júlio Baptista. Soube hoje que o primeiro comprou briga com a Roma para atender a um chamado da Seleção. Ganhou pontos e uma vaga. Kléberson, que não agradou tanto com a bola no pé, ficou entre os 23 por ter se contundido num amistoso da Nike. Por sua vez, Júlio Baptista, reserva absoluto da Roma, mantém seu status por ter atuado bem quando foi chamado.

Se coerência é uma das palavras de ordem, a outra é comprometimento. Graças a esta, Adriano está fora até mesmo da lista de possíveis suplentes. Realmente não faria sentido chamar alguém que é a síntese do descompromisso de 2006. Agora, o chamado Imperador terá pelo menos um mês para pensar na vida.

Lamento as ausências de Ganso e Neymar. Havia espaço de manobra dentro da lista. Bastaria excluir Kléberson e Júlio Batista ou Elano. Ronaldinho, na sala de espera, foi uma surpresa.

No mais, cheguei a ter pena de Dunga na coletiva. Os caras bateram forte. Cícero Mello, da ESPN Brasil, chegou a ser desrespeitoso. É preciso entender que nunca haverá unanimidade quando o assunto é Seleção Brasileira. Nos últimos dias, li e ouvi diversas convocações preferidas dos jornalistas. Em boa parte delas, desconfiei se o profissional em questão pelo menos entendia da mecânica do esporte que se propôs a cobrir.

O certo é que o treinador escolheu o caminho mais difícil. Ceder aos apelos populares seria uma forma de amenizar as críticas em caso de fracasso. No entanto, como o próprio ex-volante disse na coletiva, para chegar ao título a Seleção vai ter que sofrer.

Isto posto, vamos aos 23 convocados seguidos pelos sete componentes de uma lista de suplentes que poderá ser utilizada em caso de lesões:

Goleiros: Júlio César (Internazionale/ITA), Doni (Roma/ITA) e Gomes (Tottenham/ING);

Laterais: Maicon (Internazionale/ITA), Daniel Alves (Barcelona/ESP), Gilberto (Cruzeiro) e Michel Bastos (Lyon/FRA);  

Zagueiros: Lúcio (Internazionale/ITA), Juan (Roma/ITA), Luisão (Benfica/POR) e Thiago Silva (Milan/ITA);

Volantes: Gilberto Silva (Panathinaikos/GRE), Felipe Melo (Juventus/ITA), Josué (Wolfsburg/ALE) e Kléberson (Flamengo);

Meias: Kaká (Real Madrid/ESP), Elano (Galatasaray/TUR), Júlio Baptista (Roma/ITA) e Ramires (Benfica/POR);

Atacantes: Luis Fabiano (Sevilla/ESP), Robinho (Santos), Nilmar (Villarreal/ESP) e Grafite (Wolfsburg/ALE).

Lista de suplentes: Alex (Chelsea/ING), Marcelo (Real Madrid/ESP), Sandro (Internacional), Carlos Eduardo (Hoffenheim/ALE), Paulo Henrique Ganso (Santos), Ronaldinho (Milan/ITA) e Diego Tardelli (Atlético/MG).

Jovem Pan

 

Só existe um culpado pela ausência de Adriano na Copa: O próprio.



Escrito por Michel Costa às 22h29
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Dunga’s Mind*

Não é preciso ser um telepata como o Professor Xavier para decifrar o que se passa na cabeça de Dunga. O técnico da Seleção Brasileira segue uma lógica bastante simples, valorizando atletas que foram bem quando vestiram a camisa amarela e mantendo uma base que se formou a partir de 2006.

Em relação ao grupo que disputou o Mundial da Alemanha, houve uma renovação quase total. Dos titulares daquela ocasião, só a zaga central e Kaká foram mantidos entre os onze.

Mas chegou a hora. Na próxima terça, o treinador anunciará os 30 nomes que irão compor a pré-lista solicitada pela FIFA. Há uma pequena dúvida se o anuncio dos 23 convocados também ocorrerá no mesmo momento.

Deste modo, com base no que acompanhei da trajetória verde-amarela, tentarei antecipar neste espaço os jogadores escolhidos para representar o Brasil na África do Sul, sendo que, em negrito, aponto os 23 preferidos:

Goleiros: Júlio César (Internazionale/ITA), Victor (Grêmio), Doni (Roma/ITA) e Gomes (Tottenham/ING);

Laterais: Maicon (Internazionale/ITA), Daniel Alves (Barcelona/ESP), Gilberto (Cruzeiro), Michel Bastos (Lyon/FRA) Andre Santos (Fenerbahçe/TUR) e Rafinha (Schalke 04/ALE); 

Zagueiros: Lúcio (Internazionale/ITA), Juan (Roma/ITA), Luisão (Benfica/POR), Thiago Silva (Milan/ITA) e Naldo (Werder Bremen/ALE);

Volantes: Gilberto Silva (Panathinaikos/GRE), Felipe Melo (Juventus/ITA), Josué (Wolfsburg/ALE), Kléberson (Flamengo) e Lucas (Liverpool/ING);

Meias: Kaká (Real Madrid/ESP), Elano (Galatasaray/TUR), Júlio Baptista (Roma/ITA), Ramires (Benfica/POR) e Carlos Eduardo (Hoffenheim/ALE);

Atacantes: Luis Fabiano (Sevilla/ESP), Robinho (Santos), Adriano (Flamengo), Nilmar (Villarreal/ESP) e Grafite (Wolfsburg/ALE).

Como é possível notar, não acredito que o clamor popular por Neymar, Paulo Henrique Ganso e Ronaldinho surtirá efeito. Pelo menos não na lista principal. Algo lamentável, sobretudo, no que tange a dupla santista. Rafinha só aparece no grupo como opção para a lateral direita, pois só irá em caso de lesão de Maicon ou Daniel Alves.

Particularmente e por diferentes motivos, não levaria Doni, Gilberto, Josué, Júlio Baptista e Adriano. Por outro lado, gosto do que vêm apresentando o lateral Marcelo do Real Madrid e o volante Thiago Motta da Inter. Além disso, penso que uma aposta em Ganso e Neymar conquistaria mais apoio do público e da crítica. Infelizmente, não acredito que Dunga esteja preocupado com isso.

* O título deste post foi inspirado no ótimo curta Tarantino’s Mind, onde Selton Mello e Seu Jorge interpretam de forma brilhante, a maneira como o diretor norte-americano Quentin Tarantino engendra seus filmes...



Escrito por Michel Costa às 05h59
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Vozes da Copa.

1974 – A Laranja Mecânica.

“Não havia uma seleção da Holanda até duas semanas antes do Mundial. Fomos o último grupo a se reunir. Éramos apenas dezoito. Faltavam os quatro do Feyenoord que disputavam a Copa da UEFA. Chegaram a dez dias da estreia. A base do Ajax não estava bem fisicamente, não tinha confiança depois do terceiro lugar no campeonato nacional. Não havia como dar certo. E deu.”

Johan Cruyff, que até hoje se surpreende com aquela Holanda.

“Vamos atuar deste modo. Quem quiser, está no time. Quem não estiver a fim, arrume as malas.”

Rinus Michels, técnico holandês, explica de maneira pouco sutil sua filosofia de comando.

“Nós sempre discutíamos a questão do espaço. Cruyff nos falava para onde tínhamos de correr, onde deveríamos nos posicionar, e onde não poderíamos ir. Futebol para nós era tudo sobre o espaço: criá-lo, diminuir o dos outros, organizar o nosso. Como se fossemos arquitetos dentro de campo.”

Barry Hulshoff, zagueiro do Ajax, sobre os conceitos táticos que moveram a Holanda em 1974.

“Quando começou a Copa, muitos achavam que não passaríamos da primeira fase. Quando começou a semifinal, quase todos imaginavam que chegaríamos à final.”

O meia Johan Neeskens fala sobre como a Holanda conquistou seu favoritismo ao longo da Copa.

“Penso que, a cada dia, o futebol não é de quem acerta mais; é de quem erra menos. Ganha quem souber explorar melhor as falhas alheias. Foi o que fez a Alemanha.”

Como uma visão à frente de seu tempo, Cruyff reflete sobre a vitória alemã por 2 a 1 na final.



Escrito por Michel Costa às 15h49
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