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Além das Quatro Linhas! - Um jeito diferente de ver e debater futebol.
 


Pontos e Vírgulas.

Coluna destinada a comentar as opiniões emitidas pelo órgão responsável pela chegada de informações ao público aficionado pelo futebol: a imprensa esportiva. Afinal, bem ou mal, é através dela que tomamos conhecimento de (quase) tudo o que cerca o mundo da bola.

O fantástico Silvio Lancellotti.

 

Dizem que antiguidade é posto. Se isso é verdade, aplica-se de maneira perfeita ao comentarista da ESPN, Silvio Lancellotti. É difícil entender como Silvio se mantém até hoje como o principal comentarista do futebol italiano no canal esportivo.

Bonachão e famoso contador de histórias (nem sempre verdadeiras), Silvio consolidou seu nome em transmissões esportivas desde a década de 1980, quando trabalhava na Rede Bandeirantes ao lado do interminável Silvio Luiz e Giovanni Bruno.

Naquela época, quando as informações sobre o futebol europeu chegavam ao Brasil a conta-gotas, o jornalista se valia de seus conhecimentos sobre os costumes da Itália para apresentar um diferencial na tela. Eram tempos românticos e até hoje não é difícil encontrar quem se lembra daquele período com uma ponta de saudade.

Porém, os tempos mudaram. A velocidade da televisão e da internet deu aos fãs de futebol condições para buscar qualquer tipo de informação sobre o esporte de maneira rápida e simples. Hoje, o torcedor também quer saber de tática e de opiniões precisas sobre o que está acontecendo em campo. Além disso, não é tão fácil inventar uma história ou mesmo florear uma notícia sem que haja imediata contestação. Confesso que já perdi a conta de quantas vezes notei que Lancellotti mentia para o telespectador. O pior é que sempre com a complacência do narrador que está ao seu lado.

Há alguns dias, quando perguntado sobre como a UEFA fazia para calcular a distância percorrida pelos atletas em cada partida, não titubeou e disse que havia um chip nas chuteiras de cada jogador e que a distância era medida via satélite. Quase caí do sofá quando ouvi o absurdo. Afinal, me lembrava bem da matéria exibida pela própria ESPN que mostrava que a distância percorrida era medida através de um sistema de câmeras espalhadas ao redor dos estádios.

Outro dia, o alvo de uma observação “equivocada” foi Adrian Mutu. Apanhado no exame antidoping, o romeno foi suspenso pelo Comitê Olímpico Italiano por nove meses pelo uso de uma substância emagrecedora que ele alega ter ingerido pensando se tratar de um remédio natural. Questionado sobre o assunto, Silvio disse que o atacante fora apanhado fazendo uso de uma substância que mascara o uso de outras drogas. Hein?!

Última rodada da temporada 2007/8. Com dois gols de Ibrahimovic, a Internazionale conquistava seu 16º Scudetto ao vencer o Parma. Na ocasião, havia a questão se o técnico dos Nerazzurri, Roberto Mancini, seguiria no cargo. Eis que algumas horas depois, o intrépido comentarista disse que havia entrado em contato com o diretor interista Gabriele Oriali que lhe garantiu a permanência do compatriota. E mais: disse que também havia conversado com o astro Francesco Totti logo após o fim da partida da Roma e que este declarou que estaria recuperado da lesão que o impediu de participar da reta final do campeonato até a disputa da Supercopa italiana que seria realizada no início da temporada seguinte.

Até aí tudo bem. Nada impede que o jornalista tenha meios de conseguir tais informações privilegiadas. Mas eis que me deparo com um site esportivo dando conta que ambas as notícias haviam sido veiculadas horas antes por uma rádio italiana. Convenhamos, o que é mais fácil? Que ele também tenha lido ou que por uma enorme coincidência teve acesso aos mesmos personagens no mesmo dia? Pois é...

É por essas e outras que muitas vezes mudo de canal quando Lancellotti está no ar. Acabo trocando para o Sportv, onde sou obrigado a ouvir pronúncias imprecisas, além dos famosos “o Inter, o Roma, o Juventus”. Felizmente, a equipe comandada por José Trajano apresentou dois novos comentaristas, Gian Oddi e Leonardo Bertozzi, que além de conhecerem bem mais do universo do Calcio não têm o hábito de inventar situações fantasiosas que, no caso de Silvio, chegam até a inspirar o trabalho de humoristas... 



Escrito por Michel Costa às 11h51
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Ídolos de carne e osso.

O Santos é o time da moda no Brasil. Para o bem e para o mal. Para o bem, quando apresenta seu futebol incrivelmente ofensivo, envolvente e que encanta nos pés da dupla prodígio Neymar-Ganso. Para o mal, quando as inúmeras lentes voltadas para a trupe da Baixada captam que os jovens ídolos são humanos e, por isso, falíveis.

Há algumas semanas, causou enorme celeuma a atitude de alguns jogadores santistas que se recusaram a visitar uma instituição voltada para crianças com paralisia cerebral. A recusa, vista por muitos como algo absurdo, foi tomada devido ao fato dessa mesma ter orientação espírita.

Tudo bem. Concordo que tem que ser muito idiota para misturar as crianças com religião. Mas, mesmo assim, a explicação é válida e até aceitável. Eles não prejudicaram a instituição. Só não adentraram ao local. Foi uma bobagem? Sim, mas o mundo não precisa desabar por causo disso.

O mesmo aconteceu após a entrevista (clique aqui para ler) de Neymar ao jornal Estado de São Paulo. Nas respostas, o atacante foi o que sempre demonstrou ser: Um moleque (no bom sentido) de dezoito anos que joga muita bola. Mostrou que é materialista, que não se importa com a vida política do Brasil, enfim, exatamente como a maioria dos jovens que conheço.

Mais uma vez, vieram as pesadas críticas. Disseram que um ídolo não pode se portar como um tolo, que ele precisa dar o exemplo e todo aquele discurso politicamente correto de sempre. Eu discordo. Neymar não tem que dar exemplo nenhum. Ele é apenas um garoto e responde como tal. A única coisa que se pode cobrar é que ele seja profissional e que honre a camisa do Santos. Mais nada.

Após a decisão do campeonato paulista, aconteceu de novo. Durante a comemoração do título, os atletas do Santos cantaram para o ex-treinador e adversário pelas quartas-de-final da Copa do Brasil, Vanderlei Luxemburgo, que sua hora chegaria – como de fato chegou.

Obviamente, a “patrulha do bom comportamento” deu as caras e contestou a provocação. Espertamente, mas mostrando-se ofendido, Luxemburgo colocou “pilha” no jogo, tentando motivar o time do Atlético em busca da classificação na Vila Belmiro. Derrotado por 3 a 1 - havia vencido por 3 a 2 na partida de ida - o Galo deixou a competição, mas a cortina de fumaça que Luxa tanto adora quando seu time perde estava pronta.

Por sorte e competência da molecada santista, a vaga na semifinal foi conquistada e a história acabou ali. Em caso de derrota, não tenho dúvidas que a cutucada no ex-chefe seria vista como uma irresponsabilidade que resultou em fracasso.

Tudo isso acontece porque, como todas as celebridades, jogadores de futebol são tratados como se não fossem seres humanos com qualidades e defeitos. Precisam ser robôs, seguindo uma cartilha pasteurizada onde não há espaço para erros e ou falhas de caráter.

Ainda abalado com a eliminação do Corinthians na Libertadores, Ronaldo disse que brasileiros não sabem tratar seus ídolos. Que nos Estados Unidos, ídolos são quase intocáveis. Discordo em parte do Fenômeno. Os brasileiros erram quando colocam em pedestais pessoas comuns como eu e você. Como disse Tostão certa vez, as pessoas não são especiais, suas obras é que são.

GazetaPress

 

Neymar: Joga tanto que esquecem que ele é apenas um garoto.  



Escrito por Michel Costa às 22h19
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A4L Tube.

Baggio no Esporte Espetacular

Para um brasileiro desavisado ele pode ter sido apenas o italiano que desperdiçou o pênalti que deu ao Brasil o tetracampeonato mundial. Todavia, para os verdadeiros fãs de futebol, Roberto Baggio foi um craque. Um meia-atacante técnico e habilidoso que honrou como poucos a mística da camisa 10.

Em entrevista ao Esporte Espetacular, Baggio contou, entre outras coisas, que é fã de Zico e que acompanhou muitas partidas do Flamengo da década de 1980. Noutra revelação ainda mais surpreendente, se disse torcedor do Boca Juniors graças à fanática torcida do clube portenho.

Esbanjando simpatia, o ex-jogador ainda brincou com aquilo que poderia ter se transformado num grande trauma ao dizer que a bola do fatídico pênalti foi desviada pelo recém falecido Ayrton Senna e que fez mais pessoas felizes aqui no Brasil do que faria na Itália.

Se você não assistiu ao descontraído bate-papo com o repórter Thiago Asmar acompanhe abaixo. Caso tenha assistido, reveja. Baggio merece ser ouvido...  

Descobriu algum vídeo interessante ou engraçado cujo tema é futebol? Mande-o para meu e-mail: a4l@bol.com.br, colocando no assunto “A4LTube”. Ele poderá ser publicado aqui!



Escrito por Michel Costa às 22h17
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Vozes da Copa.

1966 – A maior glória dos inventores do futebol.

"Seremos campeões do mundo. Esperem e comprovem."

Alf Ramsey, técnico da Inglaterra, antes da Copa.

"Nós não trocamos uniformes com animais."

Alf Ramsey, após a violenta partida contra a Argentina nas quartas.

"O que foi aquele gol? A bola cruzou a linha? Eu não sei a resposta. E eu não acho que saberei."

Geoffrey Hurst, autor do polêmico gol diante da Alemanha na final da Copa do Mundo.

"Eu não estou feliz com você porque marcou um gol que não foi gol."

Franz Beckenbauer, jogador alemão, a Geoffrey Hurst, autor do polêmico gol na final, 16 anos após a decisão.

"A Inglaterra nos venceu em 1966 porque Bobby Charlton foi um pouco melhor do que eu."

Franz Beckenbauer, líbero alemão, constatando o grande momento vivido pelo meia inglês.



Escrito por Michel Costa às 05h49
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