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Além das Quatro Linhas! - Um jeito diferente de ver e debater futebol.
 


Redenção.

Há uma semana, escrevi aqui que a ausência de Kaká do time do Real Madrid poderia ser benéfica para evitar que o atleta chegue esgotado ao Mundial da África do Sul. Na ocasião, ainda comparei o caso do meia ao que aconteceu com Ronaldo e Rivaldo em 2002, quando a dupla, por diversos motivos, ficou fora de muitas partidas de Internazionale e Barcelona, mas chegou inteira à Ásia.

Seguindo pensamento parecido, a torcida do Real Madrid especulou via internet que a demorada recuperação de uma lesão na coxa era uma forma de Kaká se poupar para a Copa, enquanto o clube que paga seu salário milionário seguia prejudicado.

É quase desnecessário afirmar aqui o absurdo de tal sugestão, mas o fato da diretoria merengue não ter se pronunciado de maneira incisiva durante a explosão de boatos me pareceu uma atitude omissa e até condescendente.

Kaká sempre foi um profissional exemplar. Todos que acompanham sua carreira com alguma atenção sabem disso. Sua atitude de não forçar o retorno é perfeitamente explicável pelas diversas vezes em que acelerou sua volta e acabou agravando suas lesões. Me lembro de episódios assim no Milan e na Seleção, quando acabou sendo criticado pelo pouco futebol apresentado.

Hoje, no entanto, a situação se inverteu. Após 45 dias longe do time, Kaká retornou em grande estilo, entrando no segundo tempo e marcando o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Zaragoza pela 34ª rodada do campeonato espanhol.

Humilde como sempre, Kaká evitou desabafos mais contundentes e pediu aos torcedores do clube que não duvidem de sua lesão. Porém, lamentou as mentiras que foram ditas. Oportunamente, o diretor Jorge Valdano também saiu em sua defesa, declarando que o clube nunca duvidou de sua condição.

Infelizmente, quem tem o hábito de acompanhar o dia-a-dia do clube merengue via site do “Marca” sabe que a situação não é bem assim. Embora não tenham se pronunciado de forma veemente, não faltaram especulações dando conta do interesse dos dirigentes em envolver o meia em alguma negociação. A história da pubalgia crônica também surgiu de dentro do clube. Agora, com o retorno do craque brasileiro aos gramados, começam a aparecer defensores do camisa 8. Algo bem típico desse mundo hipócrita em que vivemos.

ESPN

 

Recuperado de lesão, Kaká comemora gol diante do Zaragoza.



Escrito por Michel Costa às 20h54
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Lembra desse?!

Aquele lance ou momento que você, por um motivo ou outro, nunca esqueceu.

Escrevendo certo por linhas tortas.

Muitas vezes, grandes times não são formados exatamente como planejam seus treinadores. Além da visão para encontrar os melhores jogadores para compor seu grupo, fatores externos podem influenciar positiva ou negativamente a formação projetada.

Um dos melhores exemplos se encontra na formatação da Seleção Brasileira campeã mundial em 1994. Pouca gente se lembra, mas o técnico Carlos Alberto Parreira iniciou seu trabalho em 1991 utilizando uma base bem diferente da que embarcou para os Estados Unidos três anos depois.

Para começar, o grupo não tinha exatamente ares de renovação. Veteranos como Careca e, acredite, Júnior aos 38 anos estiveram presentes em algumas convocações, enquanto a zaga central era composta pela dupla Ricardo Gomes/Ricardo Rocha. Somavam-se a eles, nomes questionados pela imprensa e torcida como Taffarel, Branco e Luís Henrique, mas que seguiam prestigiados com o chefe. Enquanto isso, Romário barbarizava no Barcelona e jovens como Roberto Carlos, Rivaldo e Edmundo pediam passagem.

Com as Eliminatórias para a Copa chegando ao fim, o Brasil precisava de uma vitória simples contra o Uruguai no Maracanã para não depender de outros resultados. Além disso, o titular Muller estava suspenso. Restava à Parreira o óbvio: Convocar Romário – até então afastado por indisciplina – e reeditar com Bebeto a dupla campeã da Copa América de 1989.

Como se sabe, a Seleção bateu a Celeste Olímpica por 2 a 0 com direito a show do Baixinho, que carimbou seu passaporte e confirmou o posto de titular naquele que seria anunciado por Parreira como seu onze ideal: Taffarel, Jorginho, Ricardo Rocha, Ricardo Gomes e Branco; Mauro Silva, Dunga, Raí e Zinho; Bebeto e Romário.

Menos de um ano depois, Mozer, outro veterano, se juntaria àquele grupo formando o quarteto de centrais com Aldair e os dois Ricardos. Por ironia do destino, Mozer e Gomes foram cortados ainda na preparação. Para os seus lugares, foram chamados Aldair e Ronaldão. Para piorar, o titular Ricardo Rocha se lesionou logo na primeira partida, o que o deixou fora do restante do Mundial. Branco, outro efetivo da defesa, sofria com uma lesão nas costas, o que abriu vaga para Leonardo.

Com isso, a primeira linha tinha até aquele momento três alterações em relação ao time ideal que derrotou o Uruguai. No meio-campo, embora Dunga fosse detestado pela crítica – o que não mudou até hoje – quem perdeu a posição e, consequentemente, a tarja de capitão foi Raí que em má fase técnica deu lugar à Mazinho, então jogador do Palmeiras.

Deste modo, do onze titular projetado inicialmente por Parreira, quatro atletas estavam fora. Branco ainda retornaria à lateral esquerda, mas isso se deveu à suspensão sofrida por Leonardo após a cotovelada desferida no americano Tab Ramos nas oitavas de final. Como se isso não fosse suficiente, a lesão sofrida por Jorginho na final contra a Itália abriu vaga para Cafu na direita. Felizmente, o jovem lateral do São Paulo não se intimidou com a importância da partida e foi um dos melhores daquela que seria a primeira de suas três finais de Copa.

No final dessa história, após um empate em zero e uma dramática decisão por pênaltis, um histérico Dunga levantou taça mais importante do mundo como se quisesse enfiá-la goela abaixo de seus críticos. Enquanto isso, Parreira, dentro de seu estilo tranquilo e pragmático, comemorava o êxito de um trabalho que, mesmo não transcorrendo como planejado, alcançou seu objetivo maior.

      

Acima, a formação mais utilizada no Mundial de 1994

Você conhece alguma história interessante sobre o mundo da bola?
Mande-a para meu e-mail: a4l@bol.com.br e coloque no assunto: 'Lembra desse?!' e ela poderá ser publicada aqui!



Escrito por Michel Costa às 23h04
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Um Barça como sempre, uma Inter como nunca.

Quando Internazionale e Barcelona se encontraram ainda na fase de grupos desta edição da UEFA Champions League, havia um enorme abismo entre as equipes. Um abismo técnico e também psicológico. O empate sem gols em Milão na primeira partida não retratou o que foi o jogo. No ataque, havia um Barça sufocante e magistral. Na defesa, uma Inter encolhida, sem confiança, incapaz de armar qualquer contragolpe.

Semanas depois, no Camp Nou, o panorama não havia se alterado. O Barcelona era o mesmo rolo compressor de sempre. A Inter, ainda recolhida e inexplicavelmente desatenta sofreu dois gols de um rival que se deu ao luxo de poupar Messi e Ibrahimovic. Perguntado sobre a disparidade vista em campo, o técnico interista José Mourinho não titubeou: “O Barcelona venceu porque tem mais craques.”

Meses depois, Nerazzurri e Blaugranas estavam frente a frente pela semifinal do mesmo torneio. De um lado, o mesmo Barcelona com sua posse de bola absurda, seu toque envolvente e um Messi em fase monstruosa. Do outro, uma Inter retraída e de passes econômicos. Entretanto, alguma coisa havia mudado. O que antes era puro encolhimento havia se transformado em recuo estratégico. A apatia deu lugar à valentia e à iniciativa. Se o Barça era o mesmo de sempre, a Inter não era.

Durante os últimos meses, a equipe italiana evoluiu. E amadureceu. Descobriu contra o Chelsea que era possível enfrentar um rival de nível continental e vencer. Descobriu também uma fórmula para asfixiar Messi sem apelar para a violência. Tanto que obrigou Guardiola a realizar a alteração que destruiria seu time quando trocou um inócuo Ibrahimovic pelo lateral Abidal. Modificação que isolou o craque argentino, preso entre as muralhas Lúcio e Samuel.

Agora, contra todos os prognósticos, os interistas viajarão para a Catalunha com a vantagem de poder perder por até um gol de diferença ou qualquer diferença de dois gols acima dos 3 a 1 conquistados hoje. Porém, ainda mais importante do que isso, é a confiança mostrada durante os noventa minutos jogados no Meazza que marcou o encontro de um time com seu melhor futebol.   

AFP

 

Vibrante, Milito comemora o terceiro gol da Inter.



Escrito por Michel Costa às 19h46
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A4L Tube.

Oh, África.

Na série de vídeos publicitários que sempre antecedem uma Copa do Mundo, segue a sugestão do amigo Leonardo com a nova campanha da Pepsi que conta com a participação de muitas estrelas do futebol e a voz de Akon...     

Descobriu algum vídeo interessante ou engraçado cujo tema é futebol? Mande-o para meu e-mail: a4l@bol.com.br, colocando no assunto “A4LTube”. Ele poderá ser publicado aqui!



Escrito por Michel Costa às 22h10
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Vozes da Copa.

1954 – A batalha e o milagre de Berna.

“Pouco antes da partida, ficamos ouvindo conversa dos dirigentes que queriam mexer no ambiente com palavras. Enquanto isso, a Hungria batia bola num campo ao lado, se aquecia. Em 10 minutos já meteram dois gols... Os dirigentes nos fizeram perder. Para eles, estávamos liquidados. E o pior é que o jogo foi equilibrado.”

Djalma Santos, lateral do Brasil, sobre o discurso dos dirigentes brasileiros pedindo vingança pelos mortos na Segunda Guerra Mundial.

"O Brasil era um time covarde. Fizemos quatro gols nos momentos em que o jogo percorreu os rumos da normalidade. Nós éramos melhores e ganharíamos quantas vezes precisássemos."

Sandor Kocsis, húngaro artilheiro da Copa com onze gols sobre a "Batalha de Berna" contra a Seleção Brasileira.

“Nossa seleção perdeu a Copa porque desprezou o torneio. Eu não conseguia sentir na esquadra o mesmo fervor da Olimpíada, dois anos antes. Para nós, a medalha na Olimpíada foi mais importante.”

Kocsis, sobre a derrota para a Alemanha por 3 a 2 na final.

“A única coisa que deu errado no Mundial foi a decisão.”

Ferenc Puskas, sem esconder o desapontamento pela derrota na final.



Escrito por Michel Costa às 09h24
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