Nesta semana, o Brasil testemunhou a aposentadoria de um de seus melhores meias dos últimos anos. Discretamente, Juninho – que após formar parceria com o outro Juninho, o pernambucano, se tornou Juninho Paulista – pendurou as chuteiras aos 37 anos e 18 de carreira.
Dono de um corpo diminuto (1,67m) e muito magro, Juninho era quase uma impossibilidade no futebol atual quando surgiu em 1992 no Ituano. No entanto, quiseram os deuses do futebol que o seu talento fosse inversamente proporcional à sua altura.
Rápido, técnico e habilidoso, o meia logo chamou a atenção do então campeão mundial São Paulo que o contratou em 1993 e rapidamente integrou seu pequeno notável ao elenco que conquistaria o bicampeonato em dezembro diante do Milan.
Em 1995, depois de fazer sucesso com a camisa da Seleção Brasileira em terras britânicas disputando a Copa Umbro, foi contratado pelo Middlesbrough onde formou uma dupla irresistível ao lado do italiano Fabrizio Ravanelli. No entanto, o sucesso no modesto Boro era pouco para o jovem que então consolidava seu nome na Europa. Negociado com o Atlético de Madrid em 1997, fez parte de um ambicioso projeto esportivo que, coincidentemente, envolvia outro italiano no ataque: Cristian Vieri.
Lamentavelmente, em 1998, cotado para disputar a Copa do Mundo da França, Juninho sofreu uma contusão terrível ao ser atingido por atrás num carrinho de Michel Salgado ainda no Celta de Vigo.
Quatro anos mais tarde, o destino sorriu para o jogador que integrou o grupo campeão na Ásia sob o comando de Luis Felipe Scolari. Com passagens pelo Vasco da Gama, Flamengo, Palmeiras e Celtic, Juninho pôs fim à sua carreira após ajudar a salvar o seu velho Ituano do rebaixamento no campeonato paulista na última quarta-feira. Infelizmente, o público de apenas 503 pagantes que compareceu ao Canindé não fez jus ao momento final da carreira do brilhante meio-campista.
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Neste momento, não devem restar mais dúvidas de que Messi é um extraterrestre. Um gênio dos nossos tempos. Ontem, ao marcar quatro vezes na vitória por 4x1 do Barcelona sobre o Arsenal, o argentino chegou à artilharia da Liga dos Campeões com oito gols, 37 na temporada e, de quebra, alcançou Rivaldo como maior artilheiro do Barça no torneio com 25 gols. Como se isso fosse pouco, igualou os feitos de Marco Van Basten, Simone Inzaghi e Dado Prso, marcando quatro tentos numa só partida da citada competição.
Para quem acompanha a trajetória desse jovem prodígio com alguma atenção, avaliar seu talento não é tarefa difícil. Basta sintonizar numa partida do time campeão espanhol e se maravilhar com seus lances absurdos. No entanto, existe um momento em que os olhos do mundo inteiro estarão voltados para o futebol. Na Copa do Mundo, muitos que acompanham o futebol de maneira vulgar se acharão em condições de julgar Messi por seu desempenho no ataque da Seleção Argentina.
A injustiça nessa questão é que, até que prove o contrário, o técnico Maradona não tem um time em mãos. E isso, combinado com a evidente exaustão que uma temporada tão puxada deve causar em Messi, pode resultar num Mundial bem mais discreto do que a genialidade do garoto poderia sugerir.
Nesse dia, não me surpreenderei quando alguém disser que o camisa 10 não é tão especial assim. Afinal, para muitos, é na Copa do Mundo que o jogador se prova merecedor do Olimpo do futebol. Para esses, farei uso das palavras do jornalista Fernando Calazans quando este se refere ao fato de Zico nunca ter vencido um Mundial pelo Brasil: “O Messi não ganhou a Copa? Azar da Copa.”
Marca
Até o Marca reconheceu: O mundo está aos pés de Messi.
Todas as manhãs de segunda à sexta, sigo um ritual com meus amigos de trabalho. Pontualmente às nove, nos reunimos sob o pretexto de tomar café para, na verdade, comentar o que rolou de mais interessante no fim de semana esportivo.
Hoje, de antemão, sei que vamos falar sobre o gol em impedimento marcado por Drogba contra o Manchester United e se Macheda usou ou não a mão para marcar o seu tento. Também posso antecipar que as fases atuais de Botafogo e Juventus estarão em pauta. Sei que alguém vai citar o caso dos jogadores do Santos que se recusaram a visitar uma instituição para crianças com paralisia cerebral e que a rodada dos Estaduais também será comentada.
Porém, nunca teria imaginado a pergunta que duas meninas do trabalho – por sinal, muito bonitas – nos fizeram na última quarta. Cansadas de ouvir sempre o mesmo assunto, dispararam sem muitos rodeios:
–- Imaginem que, daqui a pouco, seu time (ou seleção) estará disputando uma final importantíssima. Tipo final da Libertadores ou Copa do Mundo. Nesse momento, surge uma gata incrível querendo ficar contigo. Mas tem que ser naquela hora! Não vale dizer que marca o encontro para depois ou que vai convidá-la para ver o jogo contigo e namorar depois. Tem que escolher na hora.
Excepcionalmente hoje, o “Vozes da Copa” abre espaço para grandes frases do mestre Armando Nogueira, falecido na última segunda-feira. Em destaque, craques brasileiros reverenciados como só um poeta poderia fazer...
"Pelé é tão perfeito que se não tivesse nascido gente, teria nascido bola."
"Para Mané Garrincha, o espaço de um pequeno guardanapo era um enorme latifúndio."
“A tabelinha de Pelé e Tostão confirma a existência de Deus.”
"Tu, em campo, parecias tantos, e no entanto, que encanto! Eras um só, Nílton Santos".
"A bola é uma flor que nasce nos pés de Zico, com cheiro de gol."