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BRASIL, Sudeste, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Italian, Esportes, Cinema e vídeo, Quadrinhos



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Além das Quatro Linhas! - Um jeito diferente de ver e debater futebol.
 


Contagem Regressiva: Março de 2010

Para um fanático por futebol, uma Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. È um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Enfim, é um momento que será guardado para sempre em nossos corações...

Grupo fechado.

Ronaldinho não irá à Copa. Essa é a conclusão que chego após as inúmeras pistas que Dunga deixou pelo caminho nas últimas semanas. Nos dias que antecederam o amistoso entre Brasil e Irlanda no Emirates Stadium, o treinador da Seleção Brasileira não disse isso com todas as palavras – preferiu fazer o conhecido joguinho com a imprensa – mas deixou bastante claro que não conta com o gaúcho na África do Sul.

Restou então tentar entender em que momento Dunga perdeu a confiança no meia-atacante. Sim, houve esse momento. Afinal, se o técnico o convocou em 2008 para a disputa dos Jogos Olímpicos mesmo estando longe de sua melhor forma, por que haveria de descartá-lo logo no momento em que o craque reencontrou seu melhor futebol?

Para quem não se lembra, Dunga foi um dos últimos a desistir de Ronaldinho. Quando saiu a convocação para as partidas contra Equador e Peru pelas Eliminatórias em março do ano passado, não foram poucos os que protestaram ao ver seu nome na lista. Na reserva do Milan e claramente desmotivado, nada justificava àquela altura sua presença entre os selecionados. Mas ele foi bancado sob o argumento de que na Seleção poderia recuperar seu melhor futebol e contribuir para que o time que ali já se mostrava mais forte se tornasse ainda melhor.

Porém, foi justamente durante esse período que Ronaldinho teve seu nome riscado da lista. Titular contra o Equador em Quito, ocupando a posição que pertencia ao então lesionado Kaká, realizou uma partida absolutamente discreta deixando o campo aos 71 minutos com o placar em branco, mas observando uma série de milagres que Júlio César realizava sob a meta. Em seu lugar entrou o sempre questionado Júlio Baptista, o que ali já parecia um absurdo, uma vez que Elano tinha cedido sua vaga a Josué, o que somado à Gilberto Silva e Felipe Melo significava que o Brasil alinhava naquele momento três volantes e Júlio Baptista!

Curiosamente, foi exatamente nesse tipo de momento que Dunga se consolidou no comando da Seleção. Foi assim na final da Copa América, quando um time desacreditado venceu uma Argentina completa na final e foi assim em Quito, quando Baptista marcou o gol que abriu o marcador com apenas um minuto em campo. O Equador ainda chegaria ao empate, mas o recado estava dado.

Na partida seguinte, contra o Peru em Porto Alegre, Kaká estava de volta ao seu posto e Ronaldinho estava agora no banco. E dali só sairia aos 32 do segundo tempo – com o placar já definido em 3 a 0 – para substituir Elano e participar de alguns minutos pouco produtivos.

Esse foi o último e apagado momento do milanista pela Seleção. Depois disso, seu nome só foi lembrado de maneira séria quando seu futebol ressurgiu como uma fênix há alguns meses. Para muitos, o verdadeiro Ronaldinho Gaúcho estava de volta. Para muitos, não para Dunga.

Semana passada, durante uma entrevista exclusiva ao jornalista Paulo César Vasconcellos do Sportv, o técnico da Seleção Brasileira deu a primeira grande pista de que Ronaldinho está fora dos planos ao dizer: “Se o Júlio Baptista entrou e foi bem, se o Elano entrou e foi bem, para quê eu vou tirar?”      

A outra pista, para mim definitiva, foi dada na coletiva que antecedeu a partida contra a Irlanda: “Se a Copa do Mundo fosse hoje, seriam esses jogadores que estão aqui. Mas aí o Luis Fabiano está machucado também. Enfim. Não adianta especular. Cada um teve a sua oportunidade. Cada um mostrou o que pode. Lógico que é normal que fiquem falando. Mas para mim o que vale é o que o cara faz em campo.”

Como se isso não bastasse, a Folha de São Paulo publicou nesta semana um artigo dando conta de que o grupo de jogadores não quer Ronaldinho e que sua presença no lugar de alguém que “ralou” enquanto o craque deixava a Seleção em segundo plano seria nociva para o ambiente verde-amarelo.

Por tudo isso, acredito que o atleta do Milan não defenderá o Brasil na Copa. Obviamente, não ouvir o clamor popular por seu nome é um risco calculado que a comissão técnica correrá na África do Sul. Em caso de fracasso, todos os dedos acusadores se voltarão para uma única pessoa. Caso isso aconteça, as críticas que o jogador Dunga recebeu após o Mundial de 1990 parecerão carícias.

 

Ao fechar as postas para Ronaldinho, Dunga faz aposta arriscada.

O jogo.

Brasil 2x0 Irlanda: Quem esperava ver nesse amistoso um Brasil pronto para a Copa se decepcionou. Apesar do onze inicial estar muito próximo do que estará em campo diante da Coreia do Norte na estreia brasileira, era mesmo de se esperar que o time não apresentaria logo de cara seu melhor futebol. Para tanto, é necessário treinamento, sequência. Assim, o melhor jogo (possível) do Brasil só apareceu durante o transcorrer da partida, quando o time se assentou em campo.

Os gols foram marcados por Andrews (contra) após cruzamento de Robinho aos 44 minutos do primeiro tempo e pelo próprio Robinho após linda tabela com Grafite aos 33 da etapa complementar.

A equipe brasileira entrou em campo no seu já tradicional módulo 4-2-3-1 com Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva e Felipe Melo; Ramires, Kaká e Robinho; Adriano. Lembrando que o titular Luís Fabiano se encontra lesionado, esses são os prováveis titulares, salvo alguma lesão. Talvez Ramires perca sua posição para Elano ou Daniel Alves, mas isso só poderá ser verificado durante os preparativos finais.

Os rivais.

Numa quarta-feira recheada, as principais seleções que disputarão o Mundial foram a campo medir forças e realizar os últimos ajustes. Confira a seguir o que de melhor aconteceu...

França 0x2 Espanha: A menos de cem dias da Copa, os franceses se mostraram perdidos em campo. Com Henry em péssima fase e Ribery deslocado para a direita, os Bleus não foram sombra da equipe que eliminou a própria Espanha em 2006. Pelo lado espanhol, é impressionante verificar o que estão jogando os comandados de Del Bosque. Essa foi a 33ª vitória em 35 partidas. Números impressionantes de um futebol também impressionante. Para mim, ao lado do Brasil, a Espanha é favorita na África do Sul.

Alemanha 0x1 Argentina: Surpreendentemente bem escalada e ciente de seu papel em campo, a Argentina fez uma bela apresentação diante dos germânicos. Alinhados num 4-4-1-1, os comandados de Maradona atuaram de maneira segura e decidida. Mais uma vez, a boa fase de Higuaín se provou em campo, quando o madridista anotou um golaço, driblando o goleiro Adler. Quanto à Alemanha, apesar de sua imensa tradição e histórico recente, não imagino ver algo mais do que uma campanha digna no Mundial.

Itália 0x0 Camarões: Lippi ainda não parece convicto do que deseja para a Azzurra. Contra os camaroneses, o treinador experimentou um novíssimo 3-4-3, esquema utilizado por equipes italianas como o Genoa. Para muitos, isso não preocupa. Afinal, a Itália emergiu do caos à Copa no último Mundial. Terrível engano. Em campo, a Itália vinha muito bem em 2006. Vencera categoricamente amistosos contra Holanda e Alemanha e tinha um time definido. Ao contrário do que muitos pensam, o escândalo conhecido como Calciopoli serviu muito mais para unir o grupo do que outra coisa. Pelo lado dos Leões, permanece a dúvida sobre o posicionamento de Eto’o que, assim como na Internazionale, segue aberto pela esquerda, longe do gol adversário e de seu melhor futebol.

Portugal 2x0 China: Vaias (ou assobios) para os portugueses no amistoso realizado em Coimbra. Apesar do placar aparentemente tranquilo, a partida foi tensa, com os lusos criando poucas oportunidades. Destaque para Cristiano Ronaldo que assistiu Hugo Almeida no gol que abriu o placar.

Costa do Marfim 0x2 Coreia do Sul: Sem treinador, após a demissão do bósnio Vahid Halilhodzic, os Elefantes foram presas fáceis para os sul-coreanos. Especula-se que o holandês Guus Hiddink, de contrato assinado com a Turquia, possa assumir a seleção africana até o Mundial.    

Venezuela 1x1 Coreia do Norte: Pouca gente viu o amistoso disputado em San Felipe nesta quinta. Inicialmente, o adversário seria o Chile na quarta. No entanto, os recentes tremores no país fizeram com que o encontro fosse cancelado. Às pressas, coreanos e venezuelanos (sem os atletas que atual no exterior) marcaram um amistoso que por pouco não aconteceu. Problemas na viagem fizeram com que os uniformes dos asiáticos fossem extraviados, obrigando-os a atuar com o segundo fardamento dos venezuelanos numa partida que, graças a pouca iluminação no estádio, foi disputada em dois tempos de quarenta minutos. Um novo encontro está marcado para o próximo sábado.    



Escrito por Michel Costa às 10h31
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Question

No sétimo desafio desta reta final do Question, mais uma colher de chá para vocês. Quem é o jogador retratado abaixo?

 

Dicas só serão inseridas neste espaço conforme a necessidade dos participantes.

Boa sorte a todos!

Anterior

Quem é o jogador citado na(s) afirmativa(s) abaixo?

I – Volante clássico, tinha na elegância sua marca registrada.

II – Marcou seu nome no Brasil e no exterior.

III – Participou de uma grande versão da Seleção Brasileira.

IV – Aposentado dos gramados, se tornou um respeitado comentarista esportivo.

Resposta: Ele é Paulo Roberto Falcão. Ex-jogador de Internacional, Roma, São Paulo e Seleção Brasileira. Volante dotado de extrema técnica, ótimo passe e visão de jogo invulgar, marcou época no futebol brasileiro ao comandar o Inter nos três títulos nacionais (1975,76 e 79) do Colorado. Negociado com a Roma em 1980, tornou-se grande ídolo no clube, por onde conquistou o scudetto da temporada 1982/83 e duas Coppa Italia. Pela Seleção Brasileira, disputou os Mundiais de 1982 e 1986.

Depois de pendurar as chuteiras, Falcão tentou, sem sucesso, iniciar a carreira de treinador, assumindo a Seleção logo após o fracasso de 1990. Depois de rápidas passagens no comando do América do México e da seleção japonesa, passou a se dedicar apenas ao trabalho de comentarista esportivo.  

Classificação: Parabéns ao amigo Fábio Martelozzo, o Fábio M, o primeiro a apontar o nome de Falcão como resposta ao Question desta semana. Vale citar também que a não participação de Yuri fez com que Rodolfo Moura abrisse dois pontos de vantagem na liderança, restando apenas quatro desafios. Será que alguém conseguirá deter o Senhor Calcio Serie A?

Lembrando que o primeiro acertador leva 2 pontos e os outros acertadores recebem 1 ponto, a classificação até o momento é a seguinte:

1º) Rodolfo Moura – 46 pontos.

2º) Yuri – 44 pontos.

3º) JP – 41 pontos.

4º) Cyntia – 37 pontos.

5°) Guilherme Siqueira – 28 pontos.

6º) André Chasee – 21 pontos.

7º) Prisma – 14 pontos.

8º) Fernando – 11 pontos.

9º) Darley e Leonardo – 10 pontos.

10º) Ângelo e Uendel – 9 pontos.

11º) Everaldo Fitzpatrick, Fernando Clemente e Victorino Netto – 6 pontos.

12º) Repolho – 5 pontos.

13º) Bruno e Hellerson – 3 pontos.

14º) Fabio Martelozzo – 2 pontos.

15º) Douglas Cunha, Felipe, Johnny, Lucimar e Riccardo Joss – 1 ponto.

 

Falcão (dir.): O Oitavo Rei de Roma.



Escrito por Michel Costa às 14h25
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A4L Tube.

Mandingas

Como já se tornou comum antes dos Mundiais, daqui até a Copa não faltarão filmes publicitários dos grandes fornecedores de material esportivo sendo estrelados pelos principais jogadores que estarão defendendo seus países.

O vídeo que abre a série que publicarei até a Copa, da Nike, é bastante criativo e diferente dos demais. Além de bastante extenso, busca contar alguns casos curiosos envolvendo Robinho, Maicon e Luís Fabiano.

No entanto, o ponto chave é a lembrança de como os atletas brasileiros superaram a superstição de mudar a cor da camisa da Seleção de amarela para azul antes da final de 1958. Eu já conhecia a versão e imagino que a maioria dos leitores do A4L também. Mas não custa relembrar uma das histórias mais saborosas de nosso futebol...  

Descobriu algum vídeo interessante ou engraçado cujo tema é futebol? Mande-o para meu e-mail: a4l@bol.com.br, colocando no assunto “A4LTube”. Ele poderá ser publicado aqui!



Escrito por Michel Costa às 09h57
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Vozes da Copa.

1982

“Quando a Itália fez o segundo gol, olhei para o Cerezo e ele estava chorando. Fiquei louco de raiva. Descontrolado mesmo. Fui até ele e disse: ‘Se você não parar de chorar agora, meto-lhe a mão na cara. Este é um jogo para homens, Toninho. Se você está com medo, saia logo.’”

Júnior, lateral da Seleção, em entrevista logo após a derrota para a Itália.



Escrito por Michel Costa às 18h17
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