Coluna destinada a comentar as opiniões emitidas pelo órgão responsável pela chegada de informações ao público aficionado pelo futebol: a imprensa esportiva. Afinal, bem ou mal, é através dela que tomamos conhecimento de (quase) tudo o que cerca o mundo da bola.
O que os brasileiros querem ver na Copa?
Embora sejam áreas afins, jornalismo e publicidade muitas vezes trabalham em sentidos opostos. Nem sempre o que faz sentido para um, faz sentido para outro.
Um bom exemplo são os comerciais da cerveja Brahma, patrocinadora oficial da Copa do Mundo da África do Sul. Nos filmes publicitários, tanto os jogadores brasileiros quanto as pessoas comuns pedem uma Seleção guerreira que lute e se entregue em campo, assim como tantos brasileiros fazem em seu dia-a-dia.
Ora, não é preciso ser um gênio para perceber que a estratégia utilizada é uma resposta ao suposto descompromisso da campanha verde-amarela no Mundial de 2006 e ao estigma do “Joga Bonito”, onde os atletas pareciam mais preocupados com o espetáculo do que com a competição.
Qualquer publicitário que se preze, sabe que usar essa fórmula tão estigmatizada de quatro anos atrás não funcionaria hoje. O público quer distância de tudo que remeta ao circo montado em Weggis e a jogadores fora de forma e desinteressados, preocupados mais com o brilho individual e recordes pessoais.
Particularmente, vejo essa separação de ideias muito claramente. O recado está perfeitamente dado nos comerciais que tenho visto. A mensagem é de empenho, suor, coração e garra.
Faz sentido não? Bom, para alguns jornalistas, nem tanto. Até este momento, só li e ouvi críticas à abordagem da cervejaria. Dizem que os comerciais querem transformar o esporte em guerra, em luta e que o futebol brasileiro sempre esteve voltado para a arte com os pés, para a habilidade e até para o lúdico.
No entanto, esses profissionais da imprensa esportiva parecem ter se esquecido do efeito traumático causado pela maneira como se deu a eliminação brasileira na Alemanha. Além disso, não ponderam que a campanha da bebida precisa estar em sintonia com o futebol praticado pela Seleção. Hoje, o jogo brasileiro está voltado para a marcação forte e para os contragolpes. Trata-se de um time muito mais guerreiro do que espetacular.
Para mim, a campanha é bacana e oportuna. Mas quero saber a opinião de vocês, leitores. Concordam com a abordagem da Brahma ou a raiz do futebol brasileiro deveria ser retratada de outra forma?
Sempre após as competições, surgem as famosas seleções do campeonato. Esses selecionados geram discussões acaloradas, onde um ou mais jogadores invariavelmente são injustiçados. Sendo louco por futebol, costumo escalar mentalmente as mais diversas e estranhas seleções. Da melhor à pior. Aliás, esse é um bom passa-tempo para esperar o sono chegar.
Algumas delas faço questão de divulgar. Talvez rendam um bom debate ou boas risadas...
Todos os homens do Presidente.
O selecionado deste mês tem um toque oficial. Afinal, não é sempre que um Presidente da República escala seu time dos sonhos. Convidado pela revista Placar, Luís Inácio Lula da Silva ratificou sua condição de apaixonado por futebol e apontou aquele que seria seu onze inicial de todos os tempos.
Como era de se imaginar, todos os integrantes do esquadrão são brasileiros. No entanto, Lula fez questão de se orientar por um esquema tático bem definido e realizou uma autêntica viagem no tempo para reunir os melhores do passado e do presente.
C. A. Torres ----- Lúcio ------ Piazza ---- Nílton Santos
Garrincha -------- Didi ------- Falcão ------- Rivellino
-------------------- Pelé ---------- Ronaldo -----------------
Sobre o Rei do Futebol, o presidente revelou um estranho sentimento:
“Tenho uma relação de amor e ódio com Pelé, por causa do Corinthians, que ficou anos sem ganhar do Santos, mas foi o maior artista da bola que vi. Um gênio.”
Particularmente, gostei muito da equipe escolhida. E você?
Yahoo
Lula recebe de Ronaldo a camisa 9 do seu time de coração.
No quarto desafio desta reta final do Question, responda:
Quem é o jogador citado na(s) afirmativa(s) abaixo?
I – Meia-atacante, marcou época por sua seleção.
II – Em 1994, realizou uma Copa do Mundo praticamente impecável.
III – Tinha enorme talento, mas viveu sérios problemas com a balança.
IV –Quatro anos após o Mundial dos EUA, encerrou a carreira de forma melancólica.
Atenção: Serão quatro alternativas ao todo. Uma por dia. Cada uma revela determinada informação do jogador que, reunidas, formam uma resposta única. Agora, cuidado ao arriscar, pois cada participante só tem direito a uma opção.
Boa sorte a todos!
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Quem é o jogador retratado abaixo?
Deportivo La Coruña
Resposta: O jogador em destaque é Francisco Javier González Pérez, ou simplesmente Fran. Verdadeira lenda do Deportivo La Coruña, único clube que defendeu na carreira, estreou em 1988 e disputou incríveis dezoito temporadas com a camisa azul e branca dos galegos. Peça-chave do chamado Superdepor, atuou ao lado de Bebeto e Mauro Silva. Cinco anos antes de pendurar as chuteiras, participou da maior conquista dos deportivistas: O título espanhol do certame 1999-2000.
Classificação: Parabéns novamente ao Everaldo Fitzpatrick que, rápido no gatilho, foi o primeiro a cravar o nome de Fran. Com esse resultado, segue o empate entre Rodolfo e Yuri na liderança, seguidos de perto por JP.
Lembrando que o primeiro acertador leva 2 pontos e os outros recebem 1 ponto, a classificação até o momento é a seguinte:
1º) Rodolfo Moura e Yuri – 42 pontos.
2º) JP – 40 pontos.
3º) Cyntia – 37 pontos.
4°) Guilherme Siqueira – 25 pontos.
5º) André Chasee – 19 pontos.
6º) Prisma – 14 pontos.
7º) Fernando – 11 pontos.
8º) Darley – 10 pontos.
9º) Ângelo, Leonardo e Uendel – 9 pontos.
10º) Fernando Clemente – 6 pontos.
11º) Repolho – 5 pontos.
12º) Everaldo Fitzpatrick e Victorino Netto – 4 pontos.
13º) Bruno e Hellerson – 3 pontos.
14º) Douglas Cunha, Felipe, Johnny, Lucimar e Riccardo Joss – 1 ponto.
Quem esperava ver o nome de Ronaldinho entre os convocados para o amistoso contra a Irlanda no dia 2 de março se decepcionou. Na última convocação antes da lista final para a Copa, Dunga mostrou o que espera de seus atletas na Seleção: comprometimento.
Em sua entrevista, deixou claro que jogadores como os Ronaldos não estão dentro do perfil que ele traça para um atleta convocado e indicou também que, hoje, pesam mais o comportamento e as atuações com a camisa amarela do que as participações pelos clubes.
Apesar da informação de maior impacto ser a ausência de Ronaldinho, outras observações podem ser feitas sobre esse chamado que nada mais é do que o esboço do que o treinador pretende levar à África do Sul.
A questão mais evidente é a priorização do que os jogadores fazem pela Seleção sobre o que apresentam nos clubes. Só isso para explicar a presença dos reservas da Roma, Doni e Júlio Baptista, a manutenção do instável Felipe Melo e a permanente confiança em Robinho.
Outra observação pertinente é dúvida enorme que paira sobre a lateral esquerda. Os convocados Gilberto e Michel Bastos não atuam na posição há tanto tempo que o cruzeirense não conseguiu disfarçar a surpresa pela convocação. Ao mesmo tempo, André Santos, que chegou a ser titular do Brasil e que ocupa novamente a posição lateral do Fenerbahçe após a saída de Roberto Carlos foi esquecido.
Ainda restou a curiosidade sobre quem seria o terceiro lateral direito de Dunga. Como Daniel Alves se encontra lesionado, esperava ver o nome de Rafinha, do Schalke 04, entre os escolhidos. Como um eventual corte provavelmente só acontecerá após o espaço mínimo para a convocação de alguém que atua na Europa, pode ser que ninguém seja chamado.
Particularmente, gostei da maior parte da convocação. Os zagueiros são os melhores e a maior parte dos meio-campistas é irretocável. Teria chamado Diego (ou Alex do Spartak) para a vaga de Júlio Baptista e Ronaldinho não poderia faltar. No entanto, embora discorde de um ou outro nome, me parece claro que Dunga tem um planejamento traçado, um rumo. Melhor assim.
Confira a lista de convocados abaixo e expresse nos comentários se gostou ou não dos 22 escolhidos por Dunga.
Goleiros: Doni (Roma-ITA) e Júlio César (Internazionale-ITA);
Zagueiros: Juan (Roma-ITA), Lúcio (Internazionale-ITA), Luisão (Benfica-POR) e Thiago Silva (Milan-ITA);
Laterais: Daniel Alves (Barcelona-ESP), Maicon (Internazionale-ITA), Gilberto (Cruzeiro) e Michel Bastos (Lyon-FRA);
Volantes: Felipe Melo (Juventus-ITA), Gilberto Silva (Panathinaikos-GRE), Josué (Wolfsburg-ALE) e Kleberson (Flamengo);
Meias: Elano (Galatasaray-TUR), Júlio Baptista (Roma-ITA), Kaká (Real Madrid-ESP) e Ramires (Benfica-POR),
“Mario cometeu um erro. Ele não voltou para ajudar a defesa no corner. Quando ele faz isso, me doem os nervos. Ele não fez o que eu pedi e, no meu esquema, os jogadores têm que marcar primeiro e depois se preocupar com outros problemas. Mesmo que eles se machuquem ou que percam suas lentes de contato.”
José Mourinho, técnico da Internazionale, demonstrando mais uma vez sua irritação com o displicente atacante Mario Balotelli.