"Ainda estamos no hospital. Estou bem, mas vários jogadores estão em mau estado. Atiraram como se fôssemos cachorros, e tivemos de permanecer escondidos sob nossas cadeiras por cerca de 20 minutos, para evitar as balas."
Thomas Dossevi, atacante do Nantes, sobre o atentado sofrido ontem pela delegação de Togo que se preparava para disputar a Copa Africana de Nações.
"Eles mataram o motorista, não havia ninguém para dirigir o ônibus. Parecia que estávamos em um sonho. Ainda estou chocado. Fui um dos que estavam levando os feridos para o hospital, foi então que percebi o que estava acontecendo"
Emanuel Adebayor, capitão da seleção de Togo, que acena com a possibilidade de abandonar o torneio.
“O regulamento da CAF é claro, os times deviam viajar de avião e não de ônibus”.
Souleymane Habuba, diretor de comunicações da CAF (Confederação Africana de Futebol), numa pífia tentativa de colocar a culpa pelo acontecido nos togoleses e deixando claro que o “show” deve continuar.
Como a primeira década deste novo século chegou ao fim, este é o momento oportuno para se formar a seleção ideal dos jogadores que mais se destacaram no planeta bola nos últimos dez anos.
Lateral esquerdo.
Perfil da posição: Convencionou-se dizer por aqui que lateral bom é aquele que vai à linha de fundo várias vezes por jogo. Isso não está correto. Lateral é antes de tudo um defensor, um zagueiro que marca pelos lados do campo e se lança ao ataque na medida do possível. Agora, se esse apoio ofensivo vier acompanhado de qualidade, melhor ainda.
Os Escolhidos:
Não foi fácil selecionar seis nomes, mas, a seguir, estão os laterais esquerdos que mais se destacaram na década...
Ashley Cole – Dono da lateral esquerda da seleção inglesa, Cole tem como principal característica o apoio seguro ao ataque sem descuidar da defesa. Cria do Arsenal, transferiu-se em 2006 para o multimilionário Chelsea, onde segue absoluto com a camisa 3 do clube londrino.
Bixente Lizarazu – Nascido na porção francesa do País Basco, Lizarazu foi jogador dos Bleus entre 1992 e 2004. Baixinho (1,69m), compensava com muita disposição em campo. Campeão do mundo em 1998, conquistou na década passada a Euro 2000, além de cinco campeonatos alemães, uma Liga dos Campeões e um Mundial de Clubes pelo Bayern de Munique. Pendurou as chuteiras em 2006.
John Arne Riise – Dotado de um dos chutes mais fortes do futebol mundial, Riise pode atuar tanto na lateral esquerda quanto no meio-campo. Após diversas temporadas com boas atuações no Liverpool, o ruivo norueguês foi “crucificado” ao marcar contra o gol que deu ao Chelsea uma vaga na final da UCL 2007/8. Sem clima no clube de Anfield, foi negociado com a Roma na temporada seguinte, onde vem se apresentando com regularidade.
Patrice Evra – Filho de um diplomata senegalês, Evra é figura constante nas últimas seleções da temporada. Após ótima passagem pelo Mônaco – foi vice-campeão europeu em 2004 - transferiu-se para o Manchester United e logo se tornou titular absoluto da lateral esquerda. Reconhecido por marcar e apoiar o ataque com segurança, disputa com Abidal a titularidade da seleção francesa.
Philipp Lahm – Autor do primeiro gol da Copa do Mundo de 2006, Lahm pode atuar tanto na lateral direita quanto na esquerda, sempre de maneira eficiente. Ambidestro, é reconhecido por seus bons cruzamentos e pela capacidade para os dribles em profundidade. Oriundo das categorias de base do Bayern de Munique, o baixinho alemão esteve emprestado ao Stuttgart por duas temporadas, antes de retornar ao clube bávaro em 2005.
Roberto Carlos – Apesar das críticas que sempre sofreu no Brasil por conta de suas presepadas em Copas do Mundo, Roberto Carlos é um dos maiores laterais esquerdos da história do futebol. Sempre como titular, disputou três mundiais e se tornou campeão em 2002, quando também fez parte da seleção do evento. Dono de um canhão na perna esquerda, destacou-se no Palmeiras e se consagrou no Real Madrid, onde fez parte da primeira Era Galáctica do clube. Após duas temporadas e meia no Fenerbahçe, transferiu-se para o Corinthians onde deve reviver uma grande parceria com o atacante Ronaldo.
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Como a primeira década deste novo século chegou ao fim, é o momento oportuno para se formar a seleção ideal dos jogadores que mais se destacaram no planeta bola nos últimos dez anos.
Lateral direito.
Perfil da posição: Convencionou-se dizer por aqui que lateral bom é aquele que vai à linha de fundo várias vezes por jogo. Isso não está correto. Lateral é antes de tudo um defensor, um zagueiro que marca pelos lados do campo e se lança ao ataque na medida do possível. Agora, se esse apoio ofensivo vier acompanhado de qualidade, melhor ainda.
Os Escolhidos:
A seguir, os laterais direitos que mais se destacaram na década...
Cafu – Apesar de ter encerrado a carreira de maneira discreta no Milan, a década de 2000 começou bem para Cafu. Titular da Roma, Il Pendolino, como era chamado, foi uma das figuras determinantes na conquista do Scudetto da temporada 2000/1. Um ano depois, foi o capitão brasileiro na conquista do pentacampeonato mundial. Tinha como marcas registradas o fôlego inesgotável e a incrível velocidade.
Daniel Alves – Daniel apóia com tanta qualidade que o Barcelona adota um esquema que privilegia suas subidas ao ataque. Revelado pelo Bahia, transferiu-se em 2002 para o Sevilla, onde se tornou peça-chave e líder de assistências do time que se sagrou bicampeão da extinta Copa da UEFA. Contratado pelo Barça, acaba de conquistar todos os títulos possíveis para um atleta que atua na Espanha. Reserva de Maicon na Seleção, vai cavando aos poucos a sua vaga no meio-campo verde-amarelo.
Gianluca Zambrotta – Zambrotta atua com tanta desenvoltura pelos lados do campo que é até difícil precisar sua posição. Ambidestro, pode atuar também como externo no meio-campo, graças à sua boa técnica e capacidade de efetuar bons cruzamentos. Pela lateral direita, foi um dos destaques na campanha vencedora da Itália em 2006.
Javier Zanetti – Capitão e grande ídolo da Internazionale, Zanetti é um jogador incomum. Dono de excelente preparo físico, mesmo tendo ultrapassado há muito a casa dos trinta anos, pode atuar em qualquer posição da defesa e do meio-campo sem comprometer. Defende a Seleção Argentina desde 1994, onde já atuou em 136 partidas com o manto albiceleste, um recorde.
Maicon – “Maicon tem postura de lateral”. Com essas palavras, o lendário Carlos Alberto Torres, capitão do tri e também lateral direito, referendou a titularidade de Maicon na Seleção Brasileira. Dono de uma força física quase sobre-humana e dotado de ótimo controle de bola, é capaz de marcar com eficiência e atacar levando grande perigo. Peça fundamental no esquema da Internazionale, vem sendo cobiçado por diversos clubes europeus.
Sérgio Ramos – Lateral direito e zagueiro central, Sérgio Ramos é um dos mais promissores defensores do mundo na atualidade. Comparado a Maldini, tem no forte jogo aéreo sua principal característica. Precoce, estreou como profissional com apenas 17 anos pelo Sevilla. Em 2005, acabou seduzido por uma proposta de € 27 milhões do Real Madrid. Titular da Espanha, Ramos deverá estar em campo no próximo Mundial.
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A seguir, um vídeo com os melhores momentos de Cafu na Roma de 2000/1...
Como a primeira década deste novo século chegou ao fim, é o momento oportuno para se formar a seleção ideal dos jogadores que mais se destacaram no planeta bola nos últimos dez anos.
Quarto Zagueiro (ou Central Esquerdo).
Perfil da posição: Trata-se do defensor que atua pelo lado esquerdo da zaga central. No passado, era costume dizer que era função do quarto zagueiro, teoricamente mais técnico, ficar sobra enquanto o velho beque central saia à caça dos atacantes adversários. Hoje, com a marcação por zona presente no mundo inteiro, essa comparação perdeu o sentido quando pensamos numa defesa em quatro.
Os Escolhidos:
A seguir, os centrais esquerdos que mais se destacaram na década...
Fabio Cannavaro – Único zagueiro a vencer a Bola de Ouro e o prêmio de melhor jogador da FIFA, Cannavaro foi o maior destaque da Itália na conquista da última Copa do Mundo. Apesar da baixa estatura para a posição (1,75m), é dotado de uma incrível impulsão que o torna quase imbatível pelo alto. Graças a características como velocidade e recuperação, pode atuar em diversas posições da defesa – no início de carreira chegou a atuar como lateral esquerdo – embora a zaga seja seu verdadeiro habitat. Atualmente, após uma fraca passagem pelo Real Madrid, retornou à Juventus sem reencontrar seu bom futebol.
Giorgio Chiellini – Após surgir como lateral esquerdo no Livorno e passar com sucesso pela Fiorentina, Chiellini migrou para zaga onde amadureceu e se tornou os dos melhores defensores da Itália e do mundo. Dono de uma força física fora do comum, determinado e bom nos desarmes, atualmente forma ao lado de Cannavaro a defesa central da seleção italiana e da Juventus de Turim.
John Terry – Figura comum nas recentes listas de melhor jogador do planeta e quase certeza em seleções da temporada, Terry é um dos zagueiros mais sólidos dos últimos tempos. Fortíssimo pelo alto e com excelente senso de antecipação, carrega com bravura a faixa de capitão no Chelsea e do English Team. Bicampeão inglês com os Blues, chegou à final da UEFA Champions League em 2008 contra o rival Manchester United, onde nem mesmo a perda de sua cobrança na decisão por pênaltis foi capaz de abalar seu prestígio.
Juan – Quem observou seu surgimento no Flamengo dificilmente apostaria que aquele jovem quase esquálido se tornaria um dos melhores defensores brasileiros da atualidade. Leve demais para um zagueiro, Juan sempre precisou usar sua técnica apurada como um diferencial. Além dos desarmes precisos, era capaz de aplicar dribles humilhantes nos atacantes rivais sem que isso alterasse seu tranquilo semblante. Atualmente, mais encorpado, tornou-se uma das principais figuras da Roma e da Seleção Brasileira. Só não formará a parceria de sempre com Lúcio no próximo mundial se for impedido pelas intermináveis lesões que o acompanham desde os tempos de Bayer Leverkusen.
Nemanja Vidic – Olhar para o zagueiro Vidic em campo é como ver os míticos defensores que faziam os atacantes tremerem no passado. Forte, duro nas divididas e excelente no jogo aéreo, esse sérvio de 28 anos foi um dos maiores achados recentes do Manchester United quando o contratou junto ao Spartak Moscou. Titular absoluto de sua seleção, deve estar presente ao próximo Mundial.
Paolo Maldini – Verdadeira lenda dos gramados, Maldini foi um dos maiores defensores da história do futebol. Sempre com a camisa do Milan, estreou como lateral esquerdo aos 16 anos no distante ano de 1985. Em meados da década de 1990, migrou para o centro da defesa como o substituto ideal para o ícone Franco Baresi de quem também herdou a faixa de capitão. Líder nato, dono de uma técnica apuradíssima e perfeito no desarme, detém no currículo invejáveis sete scudetti, cinco Ligas dos Campeões e três Mundiais Interclubes. Somou 647 aparições na Série A, um recorde. Com a camisa da Azzurra disputou as Copas de 1990, 1994, 1998 (quando foi treinado por seu pai, Cesare) e 2002.
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Reuters
Mito, Paolo Maldini marcou presença em três décadas.
Como a primeira década deste novo século chegou ao fim, é o momento oportuno para se formar a seleção ideal dos jogadores que mais se destacaram no planeta bola nos últimos dez anos.
Zagueiro Central (ou Central Direito).
Perfil da posição: Trata-se do defensor que atua pelo lado direito da zaga central. No passado, era costume dizer que era função do zagueiro central sair à caça dos atacantes adversários enquanto o quarto zagueiro ficava na sobra. Hoje, com a marcação por zona presente no mundo inteiro, essa comparação perdeu o sentido quando pensamos numa defesa em quatro.
Os Escolhidos:
A seguir, os centrais direitos que mais se destacaram na década...
Alessandro Nesta – Dizem que a qualidade técnica de Nesta é tão apurada que, se quisesse, poderia atuar no meio-campo. No entanto, o ex-capitão da Lazio e atual titular do Milan construiu sua carreira com base em seu excelente posicionamento, visão de jogo e poder de antecipação. Infelizmente, sua trajetória ficou marcada por intermináveis lesões que o fizeram perder boa parte da campanha vitoriosa da Itália em 2006, além de inúmeras partidas pelo clube rossonero.
Jaap Stam – Um dos defensores mais temíveis dos últimos tempos, Stam era aquele tipo de zagueiro capaz de transformar a vida de qualquer atacante num inferno. Alto, físico avantajado e provido de muita raça, esse holandês de semblante pesado era uma verdadeira rocha nas defesas que compunha. Versátil, também atuou como lateral direito no Milan.
Lilian Thuram – Quem se lembra mais de Thuram como lateral direito da França campeã em 1998, talvez não saiba que seu currículo em clubes foi construído de maneira brilhante sim, mas na zaga central. Marcador implacável, era quase imbatível no mano a mano, além de muito resistente fisicamente. Em 2008, prestes a assinar contrato com o PSG, teve diagnosticada uma patologia cardíaca que o fez abandonar definitivamente os gramados.
Lúcio – Rápido, forte, excelente no jogo aéreo e muito raçudo, Lúcio é o zagueiro brasileiro mais importante da última década. No melhor estilo xerifão, tornou-se capitão da Seleção Brasileira desde a saída de Cafu. Após passagens por Bayer Leverkusen e Bayern de Munique, o atual defensor da Internazionale, também é conhecido pela maneira meio atabalhoada com que sai para o ataque, fato que o transformou em constante alvo de críticas, sobretudo no Brasil.
Rio Ferdinand – O fato de ter sido duas vezes o zagueiro mais caro do mundo (£ 18 milhões do West Ham para o Leeds em 2000 e £ 30 milhões para Manchester United em 2002) chega a ser irrelevante perante o que Ferdinand já realizou em sua carreira. Dono de presença cativa na seleção inglesa, trata-se de um defensor rápido e de grande presença física. Atualmente, ocupa o posto de vice-capitão de seu selecionado e do United, além de compor duas das duplas de zaga mais sólidas do futebol atual ao lado de John Terry no English Team e do sérvio Nemanja Vidic nos Red Devils.
Roberto Ayala – Mesmo não sendo alto (1,77m), Ayala ganhou destaque por ser um dos zagueiros mais seguros do mundo quando o assunto é bola aérea.Jogador duro e de lealdade questionável, El Ratón, como ficou conhecido, foi eleito recentemente o maior defensor da história do Valencia. Em 2007, deu por encerrada sua carreira internacional após marcar um gol contra na derrota da Argentina para o Brasil na final da Copa América daquele ano. Um ano antes, havia marcado de cabeça o gol que deu a esperança dos pênaltis nas quartas-de-final do Mundial de 2006 diante da Alemanha.
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Porém, antes de tudo, preciso esclarecer que, em minha opinião, a década de 2000 acabou no último dia 31 de dezembro. Afinal, se o Monge Dionísio - que iniciou a contagem da Era Cristã a partir do ano 1 d.C e não do zero - não entendia de Matemática, eu acho que entendo. Além do mais, não faria sentido dizer, por exemplo, que o ano 2000 faz parte da década de 90.
Agora, conto com a participação dos meus fiéis leitores para escolhermos juntos a seleção da década. Para tanto, selecionei os seis melhores atletas em cada posição para que possamos eleger um a um nosso onze ideal e o seu treinador.
Isto posto, é obrigatório começar da posição pela qual todo grande time deveria prezar...
Goleiro.
Foi-se o tempo em se dizia que aqueles que não tinham talento para jogar na linha deveriam ir para o gol. Hoje, nenhuma posição exige tanto um biotipo favorável quanto a de goleiro. Além disso, a carga de treinamentos para essa posição é muito maior e a margem de erro tem que ser próxima de zero.
Perfil da posição: Orientação da defesa, agilidade, colocação, reposição de bola, saída do gol e até habilidade com os pés. Mesmo que não reúna todas essas qualidades, é imperativo ao bom arqueiro dominar a maioria caso queira se consolidar na posição.
Os Escolhidos: Não foi nada fácil selecionar os seis melhores guarda-redes do recém-encerrado decênio. Nomes de peso como os brasileiros Marcos e Rogério Ceni acabaram ficando de fora, assim como o experiente Van der Sar.
A seguir, os goleiros que mais se destacaram na década passada:
Dida – É verdade que a década não terminou muito bem para Dida. Seguidas falhas e temporadas na reserva fizeram desse baiano frio e introvertido alvo de questionamentos até em seu clube, o Milan. Mas lembre-se do início deste período. Lembre-se do alvinegro Dida pegando pênaltis e dando ao Corinthians o título de campeão do mundo. Lembre-se do paredão em que ele se transformou no time italiano, brilhando na disputa por penalidades que o fez campeão europeu e titular indiscutível da Seleção Brasileira. Por essas razões, Dida está na lista.
Gianluigi Buffon – Para muitos, Buffon é o melhor goleiro de todos os tempos. Rápido, seguro, dotado de ótima colocação e reflexos impressionantes, o italiano já figura entre lendas como Dino Zoff e Lev Yashin. Titular absoluto da Juventus desde 2001, Gigi, como é chamado, foi um dos destaques da Copa do Mundo que a Azzurra ergueu em 2006.
Iker Casillas – O que um gigante clube europeu pode esperar de um garoto de 18 anos em sua meta? Se esse jovem for Iker Casillas, ninguém precisa se preocupar. Sempre sereno, embora arrojado em suas saídas, Casillas é dono de uma carreira precoce e vitoriosa. Em seu currículo, estão quatro títulos espanhóis, duas Ligas dos Campeões com o Real Madrid e uma Eurocopa com a Espanha, onde também é titular absoluto e um dos destaques.
Júlio César – Se o Flamengo faz parte do seleto grupo de clubes brasileiros que nunca caíram para a segunda divisão, pode agradecer a Júlio César e suas defesas impossíveis. Mas foi atuando pela Seleção na Copa América de 2004 que esse carioca, dono de forte personalidade, chamou a atenção dos italianos da Internazionale, clube que defende desde 2005. Atualmente, Júlio é titular dos Nerazzurri, da Seleção Canarinho e frequentemente é apontado como o melhor arqueiro da atualidade.
Oliver Kahn – Muitos não se lembram, mas Kahn foi eleito o melhor jogador da Copa de 2002. Infelizmente (ou felizmente, dependendo do ponto de vista), o que ficou gravado na retina dos espectadores foi a bola que o camisa 1 da Alemanha - que tinha fraturado a mão alguns minutos antes - rebateu nos pés do matador Ronaldo na final daquele torneio. No entanto, se os germânicos chegaram àquela decisão devem a Kahn e suas providenciais intervenções. Um ano antes, pelo Bayern, defendeu três penalidades na final contra o Valencia que rendeu ao time de Munique seu último título da Champions League.
Petr Cech – Os 1,97 metros impõem respeito, mas é debaixo das traves que esse tcheco de 27 anos mostra toda sua capacidade de decidir uma partida. Titular do Chelsea e de sua seleção, Cech tem como marca registrada o capacete negro que usa desde que sofreu um grave traumatismo que quase pôs fim a uma carreira que já se mostrava brilhante.
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4 - O vencedor será o atleta que obtiver mais apontamentos até o fechamento da votação.
5 - A votação se encerrará na próxima quarta-feira.
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Casillas: elasticidade e talento a serviço da Fúria.