Para um fanático por futebol, uma Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. È um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Enfim, é um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
Brasileiros à deriva.
O que Robinho, Felipe Melo, Diego e Júlio Baptista têm em comum além de todos serem jogadores brasileiros que atuam em gramados europeus? Simples. Mesmo atravessando fases ruins em seus clubes, todos sonham disputar a próxima Copa do Mundo.
Obviamente, tal participação não depende apenas da vontade do quarteto. Cabe ao técnico Dunga selecionar aqueles que, apesar do mau momento, reúnem condições de figurar entre os 23 nomes que representarão o Brasil na África do Sul.
Sim, pois, ao que tudo indica, o treinador não se baseia apenas no momento atual para convocar determinado atleta. Robinho é o caso mais emblemático. Foi chamado para os amistosos contra Inglaterra e Omã mesmo estando em fase final de recuperação de uma lesão que o privou de quase todo segundo semestre de 2009.
Além da questão física, pesa sobre o ex-santista a intensa disputa por uma vaga no ataque do Manchester City que conta com nomes de peso como Tévez, Adebayor, Bellamy e Wright-Phillips. E todos eles vêm se apresentando em melhor forma física e técnica que o brasileiro.
Longe do seu melhor momento, Robinho ainda viu o Barcelona recuar da proposta que seria, provavelmente, a maior oportunidade de sua carreira. No Barça, o atacante se veria confortável na esquerda de um tridente ofensivo que joga ao seu estilo.
Porém, só uma hecatombe tiraria seu espaço na Seleção. Dunga já demonstrou mais de uma vez que é muito grato aos jogadores que estiveram ao seu lado em momentos difíceis como a Copa América de 2007. Na ocasião, ao contrário de Kaká e Ronaldinho Gaúcho, Robinho aceitou prontamente a convocação, atuou bem, foi artilheiro e, de quebra, eleito o melhor da competição.
O caso de Felipe Melo é diferente. Considerado um achado do treinador que buscava um volante que completasse as características de Gilberto Silva, esse jogador viu sua carreira mudar de rumo completamente em apenas um ano e meio. Do modesto Almería, passou com destaque pela Fiorentina, tornou-se titular da Seleção Brasileira e atraiu a atenção da gigante Juventus.
Todavia, suas aparições com a camisa bianconera não tem sido satisfatórias. Após falhar em seguidas partidas e errar em momentos cruciais, o volante passou a ser questionado por imprensa e torcida, algo que culminou no recebimento do nada honroso Bidone d’Oro, folclórico “prêmio” concedido ao pior jogador do campeonato italiano.
Incomodado com as críticas, Felipe teria dito ao seu diretor de futebol, Alessio Secco, que não se considera apto à função de articulador do meio-campo: “Não sou um meia de armação. Ferrara me pede uma coisa que não sei fazer. Foge da minha característica. Minha função é roubar bolas. Armar o time não é comigo. Existem outros jogadores para isso".
A seu favor, surgiu a voz de seu ex-treinador na Fiorentina, Cesare Prandelli, declarando que no cumprimento de funções simples o resultado foi positivo: “Melo tem boa técnica, bom preparo físico, visão de jogo, mas não esperem dele orquestrar a banda.”
No entanto, os reflexos desse mau momento já apareceram na Seleção. Na partida contra o Chile pelas Eliminatórias, o ex-flamenguista errou numa saída de bola e ainda cometeu um pênalti que resultou em cartão vermelho.
Quem também preocupa a mesma Juventus é Diego. Meia de rara técnica, Diego foi negociado junto ao Werder Bremen para ser o elo de ligação entre o meio-campo e o ataque. O início promissor com gols e assistências fez reviver a esperança de chamar a atenção de Dunga a tempo de figurar na lista final de convocados.
Infelizmente, após um bom começo de temporada, o meio-campista foi tragado pela fase irregular da equipe de Turim. A imagem símbolo do momento negativo vivido pela dupla tuquiniquim foi obtida quando da eliminação alvinegra da UEFA Champions League. Enquanto os titulares eram goleados em casa pelo Bayern de Munique, Diego e o companheiro Felipe eram flagrados pelas câmeras sentados no banco de reservas com ares desolados.
O último dessa lista é Júlio Baptista. Na reserva da Roma, La Bestia sempre foi um dos nomes mais questionados das convocações da gestão atual. Esteve na órbita de contratações da Internazionale, mas a negociação acabou esfriando. A seu favor, pesa o fato de ser um atleta de grupo e ter se saído muito bem quando foi solicitado. Taticamente, Júlio seria reserva de Kaká e ainda poderia desempenhar outras funções em campo.
É certo que muita coisa ainda pode acontecer até a divulgação da convocação final de Dunga. No entanto, é bem provável que na lista de pedidos dos citados jogadores para o Ano Novo estivesse a prece para que as más atuações de 2009 tenham ficado no passado.
Globo.com
De olho na Copa, Felipe Melo e Diego buscam recuperação.
Os rivais.
Em dezembro de 2009, a FIFA divulgou a última edição de seu Ranking de seleções e coube a Espanha a liderança com 1627 pontos, seguida do Brasil com 1568 e Holanda com 1288.
Também em dezembro, a Argentina fez seu último amistoso do ano e perdeu para a Catalunha - seleção não reconhecida pela FIFA - por 4 a 2. Era só o que faltava para completar o currículo de Maradona.
Carlo Ancelotti, técnico do Chelsea, declarou que talvez só a Espanha possua uma seleção com tantos craques quanto a inglesa. Segundo o italiano, Brasil e Itália certamente não têm.
Por outro lado, seu compatriota e comandante da Azzurra, Marcello Lippi, disse que em Copas do Mundo a tradição conta muito e que por isso vê o Brasil à frente da Espanha.
Enquanto isso, o capitão italiano Fabio Cannavaro aproveitou para dizer que confia em sua seleção e que o penta é possível.
... Grafite. Pela obra de arte anotada contra o Bayern de Munique.
O artilheiro da última edição da Bundesliga recebeu quatro dos oito votos para o gol mais bonito de 2009. Outro brasileiro, Nilmar, ficou em segundo com três votos e o craque Cristiano Ronaldo recebeu uma manifestação.
Confira abaixo, o gol do ano para os leitores do “Além das Quatro Linhas”...
Neste período de festas, o blog segue num ritmo mais lento de atualizações. No entanto, preciso compartilhar com vocês algumas pérolas que encontro pelo caminho.
O vídeo publicitário abaixo faz parte de uma campanha do Deportivo La Coruña para captar mais sócios para o clube. Vale a pena conferir. É bem engraçado...
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