Assim não dá. Ano passado, escrevi um post (leia clicando aqui) cujo tema era o Mundial de Clubes da FIFA. Na ocasião, defendi a necessidade urgente de qualificação do torneio, caso a entidade realmente pretenda torná-lo o que ele deveria ser: a Copa do Mundo Interclubes. Se a Copa do Mundo é – e sempre será – o evento máximo das Seleções, o Mundial Interclubes também deveria sê-lo para os times e não essa espécie de torneio amistoso com carimbo oficial. No atual formato, uma competição que tinha tudo para ser a mais atrativa de todas, continuará soando despropositada e até fora de hora quando pensamos sob a ótica do calendário europeu. Assim, minha sugestão de doze meses atrás prevalece, apenas com algumas modificações. Como poucos visitantes do blog acharam justa a inclusão dos campeões da Sul-Americana e da Liga Europa, estes ficariam de fora. Deste modo, uma fórmula interessante se estabeleceria nos seguintes moldes: 1º - Promoção do evento em meados de cada ano, após a temporada européia; 2º - Apenas em anos ímpares, para não haver confronto com a Copa do Mundo e Eurocopa. Nesta hipótese, a Copa América seguiria o mesmo calendário da Euro. 3º - Reunião de dois campeões continentais ao invés de um. Com dois europeus e dois sul-americanos divididos em dois grupos, a competição ganharia muito. 4º - Formato enxuto, reunindo apenas oitos participantes. Equipes menos qualificadas realizariam playoffs antes da definição dos participantes. Se a primeira edição nos moldes acima sugeridos tivesse ocorrido em 2009, o Mundial poderia ter contado, hipoteticamente, com os seguintes participantes: Grupo A: Barcelona, LDU, Atlante e Gamba Osaka. Grupo B: Manchester United, Estudiantes, Pachuca e Al Ahly (EGI). Os dois melhores de cada grupo se classificariam para as semifinais em partida única e o mesmo se daria na final. Haveria ainda a disputa do terceiro lugar. Olhando para os distintivos acima é possível notar o quanto a competição ganharia em qualidade. As chances de assistirmos a bons jogos subiriam de uma ou duas para pelo menos dez. Que tal? De qualquer maneira, são apenas pensamentos de um sujeito que não se conforma com o potencial desperdiçado por um evento de tal magnitude. E para você, qual seria o formato ideal? Reuters
Em Abu Dhabi, Verón apontou o Barcelona com o favorito deste ano.
Escrito por Michel Costa às 12h26
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Quem vai e quem fica. Historicamente, a UEFA Champions League costuma reservar um bom espaço para surpresas. Não são raros os casos de gigantes ficando pelo caminho ainda na primeira fase ou equipes tidas como zebras avançando e praticando um bom futebol. Desta vez, coube a Juventus e Liverpool os papéis dos grandes que caíram antes do esperado. Em 2010, a Vecchia Signora e os Reds estarão ao lado de Wolfsburg, Olympique de Marselha, Atlético de Madrid, Rubin Kazan, Unirea e Standard Liège na recém criada Liga Europa. Com tantos distintivos de peso, será uma ótima oportunidade para a UEFA fazer com que a competição “pegue” logo de cara. Por outro lado, ao terminarem esta fase ocupando a última posição em seus grupos, Maccabi Haifa, Besiktas, Zurich, Apoel, Debreceni, Dínamo de Kiev, Rangers e AZ estão eliminados de qualquer competição européia neste certame. Agora, restando dezesseis times na competição, chegou o momento de projetar o que o sorteio da próxima semana pode reservar. Pelo regulamento, nas oitavas-de-final os vencedores de cada grupo enfrentam os segundos colocados desde que estes não tenham emergido do mesmo agrupamento ou sejam oriundos do mesmo país. Assim, os primeiros colocados Bordeaux, Manchester United, Real Madrid, Chelsea, Fiorentina, Barcelona, Sevilla e Arsenal não poderão enfrentar, respectivamente, Bayern de Munique, CSKA, Milan, Porto, Lyon, Internazionale, Stuttgart e Olympiakos e nem os clubes de mesma nacionalidade. Nessa formatação, é possível projetar alguns confrontos interessantes como as reedições de Barcelona e Milan ou Manchester United e Inter. Sem dúvida, emoções não devem faltar em 2010. E você, quais confrontos gostaria de ver nas oitavas? Reuters
Comandados por Zico, o Olympiakos se garantiu nas oitavas.
Escrito por Michel Costa às 06h03
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Question Anterior Quem é o jogador retratado abaixo?  Resposta: Trata-se do ex-zagueiro sul-africano Mark Anthony Fish, nascido em 14 de março de 1974 na Cidade do Cabo. Uma escolha fácil de se entender, numa semana em que os olhos do mundo estiveram voltados para a África do Sul, graças ao sorteio dos grupos da Copa. Zagueiro de ótimo porte físico, Fish se tornou mundialmente conhecido ao defender a camisa dos Bafana Bafana, onde recebia o coro “Fishhhh” toda vez que tocava na bola. Em clubes, Fish teve passagens por Jomo Cosmos, Orlando Pirates, Lazio, Bolton, Charlton e Ipswich Town. Classificação: Novamente, o primeiro lugar ficou com JP, que assume a vice-liderança ao lado da Cyntia e se aproxima dos líderes Rodolfo e Yuri. 1º) Rodolfo Moura e Yuri – 39 pontos. 2º) Cyntia e JP – 37 pontos. 3°) Guilherme Siqueira – 22 pontos. 4º) André Chasee – 17 pontos. 5º) Prisma – 13 pontos. 6º) Fernando – 11 pontos. 7º) Darley – 10 pontos. 8º) Ângelo e Uendel – 9 pontos. 9º) Leonardo – 8 pontos. 10º) Fernando Clemente – 6 pontos. 11º) Repolho – 4 pontos. 12º) Bruno e Hellerson – 3 pontos. 13º) Douglas Cunha, Felipe e Lucimar – 1 ponto.
Atualmente, Fish trabalha na organização do próximo Mundial. Atenção: Este foi último Question de 2009. Em janeiro, a competição retornará em sua reta final e após dez edições apontará o grande vencedor. E não se preocupem, todos que participam dessa emocionante disputa serão avisados de sua volta via e-mail. Enquanto o Question não retorna, os posts do “Além das Quatro Linhas” seguirão normalmente. Obrigado a todos.
Escrito por Michel Costa às 09h54
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Estranhas Seleções. Sempre após as competições, surgem as famosas seleções do campeonato. Esses selecionados geram discussões acaloradas, onde um ou mais jogadores invariavelmente são injustiçados. Sendo louco por futebol, costumo escalar mentalmente as mais diversas e estranhas seleções. Da melhor à pior. Aliás, esse é um bom passa-tempo para esperar o sono chegar. Algumas delas faço questão de divulgar. Talvez rendam um bom debate ou boas risadas... Seleção do Hexa. Hoje, excepcionalmente, peço licença à minha parceira Cyntia para montar a Seleção do hexacampeonato brasileiro do Flamengo. Obviamente, como boa anti flamenguista que é, seria difícil convencê-la a participar dessa eleição, mas com certeza ela deve aparecer nos comentários. Para quem não sabe, o rubro-negro foi campeão em 1980, 1982, 1983, 1987 (não vamos discutir aqui no blog sobre a Copa União, ok?), 1992 e 2009. Graças principalmente à geração de Zico, não faltaram grandes jogadores para fazer a composição. Infelizmente, alguns ficaram de fora, mas só onze poderiam fazer parte dessa seleção dos sonhos... ---------------------------------- Raúl ------------------------------- Leandro ----------- Aldair -------------- Mozer ---------- Júnior -------------------------------- Andrade ----------------------------- -- Adílio ------------------------- Zico --------------------- Zinho – --------- Renato Gaúcho ------------------ Adriano -------------- Técnico: Cláudio Coutinho. Esqueci de alguém? Viu alguma injustiça? Comente!
Acho que ninguém tem dúvida sobre quem seria o camisa 10, não é?
Escrito por Michel Costa às 11h02
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A vitória da simplicidade. Prometi certa vez que o Flamengo não mais seria tema neste blog e pretendo cumprir. Continuo achando que a diretoria do clube ainda erra muito e que o título brasileiro deste ano teve no acaso seu maior aliado. No entanto, não posso me furtar a comentar sobre Andrade. O atual treinador trabalha no clube há alguns anos, mas sempre foi visto como uma espécie de quebra galho. Suas oportunidades eram reduzidas apenas aos hiatos entre a saída de um técnico e a chegada de outro qualquer. Era o eterno interino. Para piorar, como todos os treinadores trazem consigo seu próprio auxiliar, Andrade era relegado a um terceiro plano, uma sombra no clube. Suas atribuições se resumiam a colocar os cones que demarcam os treinamentos e outras tarefas quase indignas de seu nome. Certa vez, um repórter o perguntou se com toda sua história ele não se sentia um injustiçado na agremiação pela qual derramou tanto suor e conquistou tantas glórias. Humildemente, o ex-volante respondeu: “Me sinto feliz por poder ajudar de alguma forma.” Confesso que a declaração me deixou com um nó na garganta. Hoje, este mesmo homem que há alguns meses era um mero ajeitador de cones se tornou o primeiro técnico negro a conquistar o Campeonato Brasileiro. Num país que se gaba de não ser preconceituoso, mas que na verdade ainda o é, não deixa de ser uma vitória. Porém, trata-se, antes de tudo, de uma vitória da humildade. De alguém que nunca se importou em ser coadjuvante quando tinha tudo para ser protagonista. Uma vitória da simplicidade. De quem se graduou numa escola diferente daquela que formou Roths e Francos, aqueles que se preocupam muito mais em impedir que o adversário jogue do que colocar seu próprio time para jogar. Que mandou o famigerado 3-5-2 - que quase só existe no Brasil - para escanteio, apostou no que era mais simples e venceu. Parabéns, Andrade. Comemore. Você mereceu esse título mais do que qualquer um. Só espero que não ignorem esse trabalho em troca de pose e status. Embora, infelizmente, eu saiba que essa é a prática mais comum.
Andrade: Simples, humilde e eficiente.
Escrito por Michel Costa às 22h10
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Frase da semana. "Com todo respeito ao Muricy, mas eu teria sido campeão com duas ou três rodadas de vantagem" Vanderlei Luxemburgo, mostrando que oportunismo não é uma característica apenas dos bons atacantes.
Escrito por Michel Costa às 10h37
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