Este é um post de agradecimento. Nesta semana, o blog “Além das Quatro Linhas” atingiu a marca de cem mil acessos desde sua criação em 31 de agosto de 2006.
Uma marca expressiva, justamente por não se tratar de um blog de jornalista esportivo, mas de alguém que tem no futebol uma grande diversão e uma espécie de metáfora da vida.
Me deixa feliz notar como os acessos aumentaram ao longo dos anos. Hoje, em média, são mais de cem pageviews por dia, além de um considerável número de visitantes distintos. Para mim, isso significa que a página tem agradado a muita gente, dos mais diferentes centros de interesses, faixas etárias, regiões e até países.
Na oportunidade, gostaria que deixassem nos comentários o que mais gostam no blog e que tipo de assunto (ligado a futebol, claro) vocês gostariam de ver mais vezes nesta página. Essas informações serão muito importantes para que o blog se torne ainda melhor.
Muito obrigado a todos e até a próxima.
Para mim, futebol sempre foi mais do que um esporte.
Aquele lance ou momento que você, por um motivo ou outro, nunca esqueceu.
Bobo no Brasil?
Sem dúvida, a notícia mais curiosa da semana foi a da possível contratação do italiano Christian “Bobo” Vieri pelo Botafogo. No entanto, não se trata do Botafogo carioca, clube da primeira divisão brasileira e que alinhou, entre outros craques, Garrincha, Didi, Zagallo e Nilton Santos. Mas sim, o Botafogo de Ribeirão Preto, clube que revelou os irmãos Sócrates e Raí e que, segundo seu próprio presidente, Luiz Antônio Pereira, pretende usar o centroavante mais pelo marketing do que pelo futebol.
Bom, quem viu a foto de Vieri completamente fora de forma (clique aqui) e soube do recente anúncio de sua aposentadoria só pode mesmo acreditar em jogada marketing. Só que nem sempre foi assim. Há menos de uma década, Vieri se encontrava no auge de sua forma, marcando gols que combinavam incrível força física, oportunismo e alguma técnica.
Não se lembra? Confira alguns deles a seguir...
Você conhece alguma história interessante sobre o mundo da bola? Mande-a para meu e-mail: a4l@bol.com.br e coloque no assunto: 'Lembra desse?!' e ela poderá ser publicada aqui!
Dicas só serão inseridas neste espaço conforme a necessidade dos participantes.
Boa sorte a todos!
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Verdadeiro ou Falso?
Bayern de Munique e Hamburgo são as únicas equipes da Bundesliga que nunca foram rebaixadas à 2º divisão alemã.
Resposta: A pergunta foi simples, mas tinha ares de “pegadinha“. É verdade que o Bayern de Munique não disputou todas as edições da Bundesliga. O time da Baviera começou sua trajetória 2. Fußball-Bundesliga. No entanto, ao ser promovido à primeira divisão, nunca foi rebaixado.
Classificação: Agora embolou de vez. Os dois pontos do primeiro acertador ficaram com Fernando Clemente, mas como Yuri e Rodolfo Moura também acertaram, houve um incrível tríplice empate na primeira colocação!
Lembrando que o primeiro acertador leva 2 pontos e os outros acertadores recebem 1 ponto, a classificação até o momento é a seguinte:
Tostão e outros comentaristas brasileiros defendem que os treinadores não são tão importantes quanto se pensa. Para estes, não se pode analisar o futebol pela ótica de que um técnico ganha ou perde jogos de acordo com o que faz antes e durante as partidas.
Como embasamento para esse raciocínio, Tostão cita o sucesso de Dunga à frente da Seleção Brasileira para evidenciar que mesmo alguém sem experiência na função pode conseguir ótimos resultados se os jogadores à disposição forem bons.
Ainda nessa tese, defende que os jogadores são os verdadeiros artífices do que o ocorre em campo. É da combinação entre o que os dois times produzem somada ao acaso do futebol que se constroem os resultados.
Discordo em parte da opinião do ex-jogador. Obviamente, existem a dimensões dos jogadores, treinadores e dirigentes. Para mim, cada um tem sua importância dentro do contexto e os treinadores são importantíssimos dentro do que lhes cabe.
De outro modo, não haveria treinadores tão mais vencedores que outros recebendo mais ou menos as mesmas oportunidades. Um exemplo acontece agora com a seleção de Portugal. Praticamente o mesmo grupo que fez boas campanhas nas mãos de Luiz Felipe Scolari caiu de produção com Carlos Queiroz e quase não se classificou para a repescagem europeia.
Enquanto isso, o mesmo Scolari fracassou - por diversos motivos - no Chelsea na última temporada. Gus Hiddink assumiu o seu lugar, o time reagiu e brigou pelo título inglês e da UEFA Champions League.
Os tropeços da Argentina nas Eliminatórias também evidenciam o quanto o despreparado Maradona pesou na preparação. Mesmo que a geração de defensores não seja a melhor, o grupo albiceleste apresenta qualidade suficiente para se classificar de maneira menos dramática. Marcelo Bielsa mostra com o Chile o que significa contar com um treinador mais qualificado.
No Brasil, onde demitir técnico é uma prática usual, é comum vermos treinadores mostrando a todo o momento como seus trabalhos podem fazer a diferença. O mesmo elenco que não funciona com um, disputa títulos e boas colocações com outro.
E o que dizer dos currículos vitoriosos de Fabio Capello, Alex Ferguson e José Mourinho? Coincidências? Claro que não.
Notamos a importância dos atletas na decisão de uma partida, na armação de uma jogada ou num movimento genial. Como também na entrega de um resultado numa falha defensiva ou num pênalti desperdiçado.
No caso dos treinadores, notamos seu valor na montagem de um esquema tático que funcione de acordo com as características do grupo, na escalação dos melhores, nas modificações necessárias, no estudo dos adversários, na sugestão de reforços e, às vezes, na compra de brigas a com imprensa e até com seus próprios cartolas. Nesses momentos, notamos claramente que uns são melhores e mais competentes do que outros.
Vida de treinador é difícil. Quando o time vence o mérito é dos jogadores. Quando perde, a culpa é dele. Embora muitas vezes só lhe sejam imputados os fracassos, há para mim a certeza de que muitas vezes a chave do sucesso passa pelas suas mãos. Mesmo que muitos não consigam enxergar isso.
La Gazzetta dello Sport
Leonardo no Milan. Ser inteligente e articulado não é suficiente.