Quando uma grande equipe do Velho Continente possui uma trajetória historicamente favorável na Liga dos Campeões costuma-se dizer que ela possui “DNA Europeu”. Trata-se de uma espécie de “selo de qualidade” que acompanha o time através dos tempos mesmo que o momento não seja dos melhores.
Não importa se o elenco está desequilibrado, se os resultados no campeonato nacional são pífios ou mesmo que o grupo atual tenha pouca participação nas glórias do passado.
“Ah, mas tem a camisa, a tradição”, diria alguém. Mas até que ponto isso vale? Tradição entra em campo? Uma análise fria revela que não. No entanto, como explicar a situação de Milan e Internazionale nesta edição da Champions League?
O início da temporada milanista foi pouco auspicioso. Com o ciclo de Carlo Ancelotti encerrado, o clube efetivou o brasileiro Leonardo, jovem e inexperiente na função de técnico. Kaká foi vendido ao Real Madrid, mas pouco se viu do dinheiro arrecadado sendo investido em reforços. Nova esperança rossonera, Ronaldinho continua passando a impressão de que seus melhores dias ficaram para trás. Para piorar, a pré-temporada foi um desastre e logo na segunda rodada da Serie A o time foi goleado pela arquirival Inter. Hoje ocupa apenas a oitava colocação.
Por sua vez, a Inter fez tudo como manda o figurino. Tetracampeã nacional, é comandada em campo pelo vitorioso e badalado José Mourinho. Negociou o atacante Ibrahimovic com o Barcelona, mas trouxe Eto’o – para muitos um jogador mais decisivo – para o seu lugar e ainda reforçou o setor com a contratação de Diego Milito junto ao Genoa. Também da Ligúria, chegou o volante Thiago Motta. O armador Sneijder desembarcou em Milão vindo do Real Madrid e o zagueiro Lúcio do Bayern. Além disso, os Nerazzurri lideram o campeonato italiano de forma isolada.
Nesse cenário, era possível imaginar a esquadra de via Durini fazendo boa campanha em âmbito europeu e o rival rubro-negro se complicando, certo? Errado.
Encerrada a terceira rodada, o Milan lidera o grupo C somando seis pontos e superando o Real Madrid no confronto direto por ter vencido no estádio Santiago Bernabéu na última quarta-feira. Apesar do tropeço diante do Zurich em pleno San Siro, a classificação parece bem encaminhada. Além disso, os Rossonerimostraram um futebol que ainda não tinha sido visto neste certame, com Seedorf em grande noite, um Ronaldinho digno e um Pato avassalador.
Pelo lado interista a situação não é nada boa. Com o empate diante do Dínamo de Kiev, o time ocupa a lanterna do grupo F com apenas três pontos. Ainda não perdeu, mas não demonstrou nada de especial em seus três empates. Aliás, é bom que se diga, que essa série sem vitórias somada à temporada 2008/9 resulta na incômoda marca de oito partidas sem vencer. Um ano para ser exato. Muito pouco para quem possui o elenco mais bem pago da Bota e o treinador mais caro do mundo.
A partir de agora, a matemática nerazzurra não é complicada na teoria, mas é difícil na prática. Primeiro, haverá o jogo de volta na Ucrânia. A seguir, um confronto em casa contra os russos do Rubin Kazan e, para terminar, um duelo pouco esperançoso contra o Barcelona no Camp Nou. Para quem não vence há oito jogos, vencer dois em três já parece uma missão quase impossível.
Diante desse cenário, como explicar o atual sucesso milanista e a situação quase desesperadora da rival? Com a palavra, os fiéis leitores...
Futebolnews.com
Vivendo um bom momento, Pato vem se destacando no Milan.
Não, o golaço da semana não veio da UEFA Champions League, mas da quase desconhecida Copa Espírito Santo na partida Rio Branco 3x0 Serra. No lance, Caio, o autor da obra, completa de bicicleta o mesmo movimento de um companheiro. Confira...
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Bayern de Munique e Hamburgo são as únicas equipes da Bundesliga que nunca foram rebaixadas à 2ª divisão alemã.
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Quem é o jogador citado na(s) afirmativa(s) abaixo?
I – É reconhecido como sendo um arqueiro dotado de reflexos extraordinários e grande senso de colocação.
II – Declarou-se fã do ex-goleiro Thomas N’Kono.
III – Causou polêmica ao envergar uma camisa com o número 88.
IV – Campeão do mundo, está prestes a participar de seu quarto Mundial.
Resposta: O jogador em destaque é o goleiro italiano Gianluigi Buffon. Atual ídolo da camisa 1 da Juventus e um dos melhores arqueiros da história do futebol, Buffon formou-se no Parma, clube que defendeu até 2001, quando se transferiu para a Vecchia Signora.
Reconhecido mundialmente como um goleiro dotado de reflexos extraordinários e grande senso de colocação, Buffon causou polêmica quando, ainda no Parma, iniciou uma temporada utilizando o número 88 às costas. A celeuma deveu-se ao fato de que a numeração seria uma referência à expressão “Heil Hitler”, onde a letra “H”, oitava do alfabeto, era substituída pelo algarismo. No entanto, o fã do camaronês Thomas N’Kono – a ponto de batizar seu filho como o nome Louis Thomas – negou que a opção pela curiosa numeração tivesse conotação nazista.
Bicampeão italiano pela Juventus, foi titular e campeão mundial pela Squadra Azzurra em 2006.
Classificação: Parabéns ao André Chase o primeiro a apontar o nome de Buffon como a resposta do Question. Neste momento, André ocupa a 6ª colocação com 11 pontos. Não houve nenhuma alteração na classificação do topo da tabela.
Lembrando que o primeiro acertador leva 2 pontos e os outros acertadores recebem 1 ponto, a classificação até o momento é a seguinte:
1º) Cyntia – 33 pontos.
2º) Rodolfo Moura e Yuri – 32 pontos.
3º) JP – 28 pontos.
4º) Guilherme Siqueira – 17 pontos.
5º) Prisma – 13 pontos.
6º) André Chase – 11 pontos.
7º) Darley e Fernando – 10 pontos.
8º) Ângelo e Uendel – 9 pontos.
9º) Leonardo – 6 pontos.
10º) Repolho – 4 pontos.
11º) Bruno e Hellerson – 3 pontos.
12º) Fernando Clemente – 2 pontos.
13º) Douglas Cunha, Felipe e Lucimar – 1 ponto.
Buffon beija a Copa do Mundo. Para muitos, o melhor arqueiro do Mundial.
Coluna destinada a comentar as opiniões emitidas pelo órgão responsável pela chegada de informações ao público aficionado pelo futebol: a imprensa esportiva. Afinal, bem ou mal, é através dela que tomamos conhecimento de (quase) tudo o que cerca o mundo da bola.
Ação e reação.
Na semana passada, escrevi sobre como a imprensa pode formar diferentes opiniões a partir do momento em que há interpretação de fatos ou informações que são repassadas ao público.
Desta vez, o objetivo é analisar a complicada relação existente entre imprensa e treinadores de futebol, em especial o que ocorreu na última semana com o técnico da Argentina, Diego Armando Maradona.
A frase "Que la chupen y que les sigan chupando" dita pelo ex-jogador para quem quisesse ouvir após a vitória da Albiceleste sobre o Uruguai rodou o mundo. Todavia, foi endereçada a certos membros da mídia que, segundo o próprio Diego, trataram-no como lixo.
Perguntaram na coletiva se ele não poderia ser criticado. Em resposta, o gênio da bola foi taxativo ao dizer que sim, mas com respeito. E é isso o que muitas vezes falta a quem tanto cobra de atletas, treinadores e dirigentes.
Uma coisa é dizer que Maradona não tem qualificação técnica e até psicológica para desempenhar o papel de treinador de uma seleção importante como a da Argentina. Como também é aceitável quando um jornalista diz que o grupo foi mal convocado e que a escalação ou substituições foram equivocadas. Isso faz parte do trabalho da crítica esportiva.
Outra coisa, bem diferente, é fazer piada com o seu peso, com seu envolvimento com drogas ou qualquer coisa que falte com respeito ao homem Maradona. Isso ele não é obrigado a admitir. Nunca.
Mesmo quando se pensa que, no fundo, El Diez se acha intocável, e que sua indicação ao cargo foi uma medida estapafúrdia da AFA, o respeito à pessoa deve ser mantido sempre.
Imagine o que significa essa avalanche de críticas para alguém que é visto como uma espécie de divindade desde a infância. Ainda criança, o pequeno Diego era um prodígio, o menino mais famoso do bairro. Na adolescência já era tratado como uma jóia rara que por pouco não disputou a Copa de 1978, mesmo com a concorrência de grandes e experientes jogadores da época. Mais velho, se confirmou como craque, gênio e depois de vencer o Mundial de 86 se tornou um Deus.
Até em seus momentos mais difíceis, quando esteve às portas da morte, os sentimentos que o cercavam eram de idolatria, preocupação e carinho. Basicamente, é isso o que ele conheceu em seus 48 anos de vida.
Pense o que deve representar para ele agora toda a humilhação a qual ele está sendo submetido. Sem dúvida, trata-se de uma situação nova e desgraçadamente dura para ele. Deste modo, após o triunfo em Montevidéu, não poderia acontecer algo muito diferente da explosão que se viu.
Logicamente, isso não justifica – é correto que a FIFA estude uma punição ao ex-craque pelo teor de seu desabafo – mas explica sua reação tresloucada na última quarta-feira. É a reação de quem sempre esteve num pedestal e que agora vê se mais humano e fragilizado do que nunca.
“Surpreendeu-me um pouco. Beckham ser escolhido o melhor da partida depois de jogar somente 30 minutos é como Obama ganhando o Prêmio Nobel da Paz depois de dez meses como presidente.”
Fabio Capello, ironizando a escolha do meia como o melhor da partida entre Inglaterra e Belarus mesmo saindo do banco.
"Que la chupen y que les sigan chupando".
Maradona mostra todo seu equilíbrio após a vitória da Argentina sobre o Uruguai em Montevidéu.