Hoje, durante meu tour diário pelos sites e blogs esportivos, me deparei com uma notícia não muito agradável. A revista Trivela, tal como conhecemos, teve o seu fim anunciado em sua última edição.
Após algumas horas, o editor Caio Maia informou no blog do site homônimo que não se trata de um adeus, mas de um até breve, indicando que uma reformulação estaria por vir.
Menos mal, visto que se trata daquela que considero a melhor publicação esportiva do país e uma referência para quem deseja acompanhar futebol com mais informação e profundidade.
Isto posto, queria lembrar que além de admirador, sempre fui um crítico construtivo da revista, uma vez que como administrador, não conseguia reconhecer na publicação a possibilidade de tomar para si uma grande fatia do mercado caso abordasse, basicamente, questões menos centrais do futebol. Ou seja, as matérias sempre foram ótimas, mas faltava apelo para cativar um público maior.
Outro complicador foi o surgimento de novas revistas como a Fut! e a FourFourTwo que redividiram um mercado que já não se apresentava amplo. A partir desse momento, não bastaria mais ser apenas diferente, era preciso ser diferenciado.
Há algumas semanas, ao constatar que a FourFourTwo brasileira apresentava matérias assinadas pelos trivelistas, troquei e-mails com Maia que deu a entender que uma parceria poderia acontecer. Como vivemos tempos onde empresas adquirem outras a fim de expandir seu domínio, não seria surpresa uma união definitiva entre ambas.
Caso essa fusão realmente aconteça, os leitores terão em suas mãos duas bandeiras que, antes de tudo, remetem a qualidade e paixão pelo futebol.
Atualização 12/09: Acabo de saber que o Juca Kfouri anunciou na rádio CBN que a equipe Trivela será a responsável pela nova revista da ESPN. Caso a notícia se confirme, será um gol de placa!
A Trivela de setembro: R$ 8,90 muito bem gastos...
No ar, mais uma edição do D’Primeira. Nesta semana, destaque para a rodada do Brasileirão no último fim de semana e a opinião firme do comentarista Victorino Netto sobre o comportamento do técnico do Atlético Paranaense, Antônio Lopes, na partida contra o Flamengo.
Na oportunidade, o jornalista faz um apanhado geral sobre as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010. Vale conferir...
Dia 09/09/09, uma boa data para se escolher o melhor camisa 9 da história do futebol. E foi exatamente isso o que fez o diário espanhol Marca ao promover essa enquete entre os internautas.
Com quase metade dos mais de 120 mil votos, Ronaldo ficou em primeiro lugar, seguido de Romário e Di Stéfano, praticamente empatados com 10% da preferência. Pelé, apesar de não ser um típico centroavante, também teve seu nome incluído, mas ficou com apenas 6% do total.
Mesmo levando em consideração o fato da internet ser uma ferramenta bem mais utilizada pelos jovens, a escolha não deixou de ser válida. Além disso, a menos de um ano para uma Copa do Mundo, vale perguntar se o Fenômeno, mesmo longe de seus melhores dias, ainda teria uma vaga entre os 23 que irão à África do Sul.
Na oportunidade, um vídeo que sintetiza o que Ronaldo significa para o mundo da bola. Vale lembrar que o filme publicitário deveria ter sido fartamente exibido durante o Mundial de 2006, no entanto, a derrota para a França determinou o arquivamento do mesmo.
Descobriu algum vídeo interessante ou engraçado cujo tema é futebol? Mande-o para meu e-mail: a4l@bol.com.br, colocando no assunto “A4LTube”. Ele poderá ser publicado aqui!
Nota: As avaliações da Seleção Brasileira e dos outros selecionados classificados para a Copa 2010 serão publicadas ainda nesta semana na coluna “Contagem Regressiva”.
Sempre após as competições, surgem as famosas seleções do campeonato. Esses selecionados geram discussões acaloradas, onde um ou mais jogadores invariavelmente são injustiçados. Sendo louco por futebol, costumo escalar mentalmente as mais diversas e estranhas seleções. Da melhor à pior. Aliás, esse é um bom passa-tempo para esperar o sono chegar.
Algumas delas faço questão de divulgar. Talvez rendam um bom debate ou boas risadas...
Seleção “Tamanho não é Documento”
Um selecionado que ajuda a mostrar que o futebol ainda é o mais democrático dos esportes.
Jorge Campos (1,75m)
Albert Ferrer (1,70m)
Iván Córdoba (1,72m)
Fabio Cannavaro (1,75m)
Roberto Carlos (1,69m)
Claude Makélélé (1,70m)
Xavi Hernández (1,70m)
Juninho Paulista (1,67m)
Diego Maradona (1,66m)
Lionel Messi (1,69m)
Romário (1,69m)
Técnico: Gianfranco Zola (1,66m)
Colaborou, Cyntia.
Esquecemos de alguém? Viu alguma injustiça? Comente!
Romário, também conhecido pela alcunha de Baixinho.
A vitória brasileira por 3 a 1 sobre a Argentina ontem em Rosário foi acachapante, inapelável. No entanto, é preciso olhar também para o que está acontecendo com a seleção platina a fim de entender o que está se passando com nossos eternos rivais.
Para começar, é preciso deixar claro que apesar de ter sido um gênio dentro das quatro linhas e de ser adorado por seu povo, Maradona não é técnico de futebol nem aqui nem na África do Sul.
Ter sido um grande jogador não credencia ninguém a ser técnico. Ajuda, pelo fato de conhecer o ambiente que irá comandar e por ter o respeito de seus atletas, mas não é suficiente.
Para ser um treinador de seleção, o sujeito precisa entender de tática, ter equilíbrio para tomar suas decisões, escolher bem os jogadores que irá convocar e depois escalar, além de manifestar seu poder de liderança quando necessário for.
Maradona não tem nada disso. A liderança que exercia nos tempos de jogador era a chamada “liderança técnica”, algo comum quando se trata do craque do time. Ao contrário, Dunga sempre se destacou pela sua capacidade de comandar os times pelos quais atuou. Era a voz do treinador, um capitão no sentido mais puro.
E isso faz a diferença na hora de montar, equilibrar e promover alterações no time, mas não é ó único aspecto que desejo abordar.
Há tempos não vejo os Albicelestes com uma defesa tão ruim e com tão poucas boas opções no meio-campo como agora. Mesmo lembrando que o capitão da Internazionale é um bom jogador, não é possível olhar para uma defesa composta por Andújar, Zanetti, Sebá, Otamendi e Heinze e achar que ela pode conter um contragolpe poderoso como tem o Brasil. Do mesmo modo, por mais que Verón ainda possa atuar bem, vê-lo até hoje como solução no meio-campo chega a assustar. E quando vemos jogadores do nível de Jonas Gutierrez sendo convocados, a conclusão que se chega é que a Argentina talvez não seja, hoje, uma seleção tão forte quanto se pensa.
Para quem não reparou, Maradona roeu todas suas unhas ontem. Estava nervoso, pois sabia que seu time estava diante de seu adversário mais qualificado e mais preparado. E a torcida local também reparou nisso, mas explicavelmente não aceitou a derrota de forma passiva e chegou até a gritar o nome de Dunga como forma de protesto.
Maradona é e sempre será um Deus na Argentina. Isso nunca mudará. Mas uma derrota dentro de casa para o seu maior e histórico rival pode fazer até o seu mais fanático seguidor rever seus conceitos quando o assunto em questão é o comando técnico de uma seleção que corre o risco de não se classificar para a próxima Copa.
Olé
Maradona sofre, Kaká comemora. Argentina 1x3 Brasil.