É bastante comum ler ou ouvirmos comentários acerca de um suposto desdém dos jogadores brasileiros em relação à sua seleção. Particularmente, penso que esses críticos confundem o discurso pasteurizado que os atletas adotam atualmente – que nada mais é do que uma defesa contra o sensacionalismo da imprensa – com falta de interesse.
Em entrevista ao jornalista Décio Lopes, Filipe Luís, lateral esquerdo do Deportivo La Coruña e agora da Seleção Brasileira, é apenas mais um exemplo de que defender o selecionado pentacampeão mundial é muito mais do que apenas realização profissional, mas também a realização de um sonho de um garoto que um dia se imaginou fazendo história.
Descobriu algum vídeo interessante ou engraçado cujo tema é futebol? Mande-o para meu e-mail: a4l@bol.com.br, colocando no assunto “A4LTube”. Ele poderá ser publicado aqui!
Leio no blog da Trivela um novo post sobre as ofensas que o jogador Richarlyson do São Paulo sofre por parte de uma torcida organizada do Tricolor por conta de sua suposta orientação homossexual.
O assunto, tópico naquele espaço pela quarta vez, faz uma crítica firme aos ignorantes e cita um estudo da organização Stonewall que mostra que o nível de abuso contra os homossexuais é gigantesco e não tem caído com o passar dos anos.
Como de praxe, entre os comentários politicamente corretos dos leitores, também é possível encontrar alguns nos quais a homofobia permanece, no mínimo, latente. Penso que reside neste ponto a grande questão a ser debatida. As vozes que insultam Richarlyson apenas ecoam um sentimento enraizado em nossa sociedade.
Até bem pouco tempo atrás, o homossexualismo era visto por quase todos como uma espécie de aberração da natureza. Mesmo aqueles que reconheciam sua existência através dos tempos, se pautavam em coisas como família e religião para afirmar que aquilo estava errado.
Ainda é comum, ouvirmos ou vivenciarmos famílias que se voltam contra o filho que se assume homossexual, da mesma forma que se aliviam quando o garoto tímido começa a namorar uma garota.
De certo modo, é algo comparável ao racismo (no sentido correto do termo, não a injúria qualificada) tão presente na sociedade e no futebol durante a primeira metade do século XX, onde muitos clubes não permitiam a presença de negros entre seus atletas e sócios. Outra comparação válida é a maneira como os recursos naturais eram tratados como inesgotáveis e que hoje, apesar de todos saberem que não são, ainda haver a rotina do desperdício.
Um bom exemplo da presença do ranço homofóbico em nosso meio é notar que tanto a diretoria do Tricolor, quanto companheiros de clube, passando pelo capitão e participante Rogério Ceni e até seu irmão Alecsandro, hoje no Internacional, pouco ou nunca adotam uma postura de defesa ou protesto contra os intolerantes da torcida. Não duvido que deem apoio ao atleta, mas ele não é aberto, não é público. E isso tem a ver com a própria baixa aceitação do homossexualismo em nossa sociedade.
Outro exemplo é ver com que raridade o tema é abordado pelos veículos de comunicação esportiva. Mesmo a Trivela, que aborda o assunto com frequência, só o faz porque a vítima dos insultos atua no time de coração de Caio Maia. Fosse Richarlyson jogador de um clube menor do Brasil ou atuasse no exterior a abordagem aconteceria com a mesma frequência? Não creio, apesar de, obviamente, não se tratar de uma crítica àquele que levanta a bandeira de protesto.
Por outro lado, é muito positivo notar que a intolerância - seja de qualquer natureza - vem diminuindo gradualmente com o passar dos anos. Filmes, documentários, artigos e outras mídias têm abordado o tema com mais frequência, indicando o caminho da igualdade para as pessoas.
Entretanto, essa mudança de mentalidade não acontecerá da noite para o dia. Aos que corretamente defendem a liberdade de opção sexual, vale citar o sociólogo francês Edgar Morin que diz que a ética da compreensão também está em compreender a incompreensão do outro. Nesse aspecto, é muito justo defender o atleta e solicitar punição aos que ofendem. No entanto, é também necessário que ponderem sobre como as manifestações vindas da arquibancada refletem o que se passa na sociedade e lembrar que um sentimento enraizado não é tão simples de ser extirpado como se pensa.
Gazeta Press
Richarlyson, marcou pelo São Paulo na vitória sobre o Flu.
Começou neste fim de semana o campeonato nacional considerado o mais forte do mundo. O que não quer dizer necessariamente o mais disputado, visto que desde a temporada 2005/6 são sempre os mesmos times a ocuparem as quatro posições mais elevadas da tabela.
No entanto, o certame atual apresenta uma porção a mais de imprevisibilidade. Se há duas temporadas era uma aposta mais segura dizer que o título ficaria com Manchester United ou Chelsea, hoje isso não é mais possível.
Em 2008/9 faltou pouco para o Liverpool deixar a fila que já dura vinte anos. Os Reds até chegaram a liderar por um bom tempo, mas tiveram sua trajetória minada por tropeços contras equipes menores, quando pontos preciosos ficaram pelo caminho. Outro detalhe importante foram as contusões sofridas por Fernando Torres, artilheiro sem reserva a altura.
Nesta temporada, o time comandado por Rafa Benítez tem tudo para repetir e quem sabe melhorar a performance passada. Um ponto a ser lamentar foi a saída do volante Xabi Alonso, negociado com o Real Madrid. Para seu lugar, chegou o italiano Alberto Aquilani, uma eterna promessa de 25 anos. Não por acaso, Sir Alex Ferguson, eterno rival e “cutucador” de plantão, declarou que não os imagina produzindo o mesmo futebol que alcançaram anteriormente.
No entanto, quem ouve as declarações de Ferguson se lembra que nem tudo são flores pelos lados de Old Trafford. O que mais preocupa após a saída do astro Cristiano Ronaldo e do guerreiro Carlos Tévez, além das próprias ausências, é o mercado decepcionante realizado até o momento.
Quem esperava ver as cifras auferidas com a negociação do português com os Merengues trazendo alguém como Frank Ribery ou Benzema se decepcionou. Para cobrir as lacunas do elenco foram trazidos o meia equatoriano Antonio Valencia, o atacante francês Gabriel Obertan, além da surpreendente chegada de um decadente Michael Owen. Difícil acreditar que os três nomes citados serão capazes de garantir os pontos que Ronaldo e Tevez possivelmente garantiriam.
No Chelsea, o momento atual pode ser chamado de reorganização. Mesmo não tendo perdido nenhum jogador relevante e ainda trazendo nomes como o ala Yuri Zhirkov e o devolvido Shevchenko, a equipe londrina está passando por mais uma mudança de filosofia.
Depois de Claudio Ranieri, José Mourinho, Avram Grant, Luiz Felipe Scolari e Guus Hiddink, agora é a vez do italiano Carlo Ancelotti tentar o que ninguém conseguiu: conquistar a UEFA Champions League. De qualquer forma, o título da Premier League também segue como objetivo, apesar do conservadorismo tático do ex-treinador do Milan sugerir que a missão pode ser bem mais difícil do que parece.
Dizem o que o Arsenal é o time do futuro que nunca chega. Essa observação, apesar do quê de maldade, não deixa de ser verdadeira. Desde a saída de Thierry Henry, os Gunners ainda não encontraram seu melhor jogo, algo que passa pela maturação da geração atual. No entanto, ao contrário de algumas previsões, o futebol fluído apresentado nas partidas realizadas até o momento indica que o certame pode não ser tão apocalíptico quanto pensavam os mais pessimistas. Caso baixem o elevado número de lesões e tenham seus homens-chave - Gallas, Fábregas, Arshavin e Van Persie - em boa forma, os garotos de Wenger podem surpreender.
O quinto elemento nessa equação é o milionário Manchester City. Depois de vinda de Robinho e do fiasco na tentativa de trazer Kaká, parece que o lado azul de Manchester tem motivos para sorrir. E o maior alento está na constatação de que as vindas de Gareth Barry, Tévez, Adebayor e Roque Santa Cruz mostram maior preocupação com a força do plantel do que com a mídia.
Entretanto, resta saber como o contestado técnico Mark Hughes alinhará os talentos que tem a disposição. Num primeiro momento, o sexteto formado por Barry e Ireland centralizados, Wright-Phillips e Robinho como wingers suportando um ataque formado por Tévez e Adebayor promete.
Como observado nas muitas linhas acima, não faltam questões a serem respondidas nesta temporada. Mas o maior grau de imprevisibilidade inserido nessas indagações devem fazer desta edição da Premier League uma das melhores dos últimos anos.
A seguir, um vídeo promocional da Nike onde os jovens atiradores do Arsenal fazem suas promessas para a temporada 2009/10. Vale conferir...
Nem a qualidade individual dos craques do Real Madrid foi suficiente para deter a força coletiva da Vecchia Signora. Na segunda semifinal, o time capitaneado pelo tridente Baggio-Vialli-Ravanelli teve a preferência de nove participantes contra quatro que foram favoráveis aos Merengues.
Deste modo, seguindo o critério de proporcionalidade da Liga, o resultado da segunda semifinal foi:
Quando fiz a apresentação da Liga dos Sonhos pela primeira vez, escrevi que a ideia original pertencia à renomada Gazzetta dello Sport que há alguns anos promoveu uma competição semelhante, mas que envolvia apenas grandes times italianos. Na ocasião, a finalíssima foi disputada entre Milan e Juventus. Anos depois, coube a este blogueiro promover a segunda partida...
Local: Estádio Olímpico (Roma, Itália)
Final da Liga dos Sonhos 2009.
Em campo, as seguintes equipes:
O Milan de Sacchi (1988-1990)
Time base: Giovanni Galli; Mauro Tassotti, Alessandro Costacurta, Franco Baresi e Paolo Maldini; Roberto Donadoni, Frank Rijkaard, Angelo Colombo e Carlo Ancelotti; Ruud Gullit e Marco van Basten.
Reservas: Filippo Galli, Alberigo Evani, Daniele Massaro, Marco Simone.
Técnico: Arrigo Sacchi.
Histórico e Títulos: O Milan em sua versão mais poderosa.O trio holandês Rijkaard, Gullit e van Basten ao lado de Baresi e Maldini venceu tudo o que disputou. No período acima, conquistaram um Scudetto, um bicampeonato europeu e um Mundial.
Baresi foi sinônimo de elegância e categoria
A Juventus do Tridente (1994-1995)
Time base: Angelo Peruzzi; Sergio Porrini, Ciro Ferrara, Jürgen Kohler e Moreno Torricelli; Angelo Di Livio, Paulo Sousa, Didier Deschamps e Roberto Baggio; Gianluca Vialli e Fabrizio Ravanelli.
Reservas: Massimo Carrera, Robert Jarni,Alessio Tacchinardi,Giancarlo Marocchi,Antonio Conte e Alessandro Del Piero.
Técnico: Marcello Lippi.
Histórico e Títulos: Conhecida pelo tridente ofensivo formado por Baggio, Vialli e Ravelli, conquistou, numa mesma temporada, o Scudetto e a Coppa.
Vialli era o matador bianconero
Como participar:
1 -Quem recebeu um e-mail avisando deste post, só precisa se identificar informando seu nome. Quem não recebeu, mas quer participar, favor deixar nome e e-mail.
2 - Escolha o vencedor da partida e informe na caixa de comentários.
3 - Cada participante terá direito a um voto.
4 - O vencedor do confronto será o time que obtiver mais votos após o fechamento da votação.
5 - A votação se encerrará no próximo sábado.
6 - O placar final será proporcional à quantidade de votos obtidos pelas equipes.
7 - Em caso de empate, caberá ao presidente da Liga (este blogueiro) decidir o vencedor numa disputa virtual de tiros livres da marca do pênalti.
8 - Comentários sobre o embate também serão bem-vindos.