Na semana em que Romário anuncia sua volta ao futebol para ajudar o América, nada melhor do que relembrar dez grandes gols que marcaram a carreira do gênio da área...
Descobriu algum vídeo interessante ou engraçado cujo tema é futebol? Mande-o para meu e-mail: a4l@bol.com.br, colocando no assunto “A4LTube”. Ele poderá ser publicado aqui!
Dicas só serão inseridas neste espaço conforme a necessidade dos participantes.
Boa sorte a todos!
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Quem é o jogador citado na(s) afirmativa(s) abaixo?
I – Um dos mais sólidos defensores de nossos tempos, destacava-se pela força física.
II – Após obter grande destaque no campeonato de seu país, foi contrato por um gigante inglês.
III – Dono de forte personalidade, buscou novos ares em solo italiano.
IV – Por ironia do destino, atuou ao lado de dois jogadores que havia criticado em sua biografia.
Resposta: O jogador descrito acima é o zagueiro holandês Jakob “Jaap” Stam. Um dos maiores defensores contemporâneos, Stam iniciou sua carreira no Zwolle, passou por Cambuur e Willem II antes de chegar ao PSV. Pelo clube de Eindhoven, o defensor chamou a atenção do técnico Guus Hiddink que o convocou para a disputa da Copa do Mundo de 1998. Nesse Mundial, o único de sua carreira, formou uma dupla quase imbatível ao lado do também ótimo Frank de Boer. Logo depois, rumou para o Manchester United por U$ 19 milhões, o que naquele tempo era uma cifra quase inacreditável para se oferecer por um zagueiro.
Nos Red Devils, Stam se consolidou como um dos melhores defensores do mundo e, de quebra, conquistou três campeonatos ingleses, uma UEFA Champions League e uma Copa Intercontinental. No entanto, sabotou sua própria passagem pelo futebol inglês quando lançou uma biografia na qual criticava, entre outras figuras, seu treinador, Sir Alex Ferguson.
Negociado com a Lazio em 2001, não participou do período áureo da equipe que, em crise financeira, o transferiu para o Milan em 2004. Duas temporadas depois, estava de volta a seu país, desta vez para defender o Ajax, clube pelo qual pendurou suas chuteiras. Atualmente, Stam é olheiro do Manchester United, ocupação que lhe rendeu uma recente visita ao Brasil em busca de novos talentos.
Classificação: Parabéns ao Rodolfo Moura que logo na segunda dica matou a charada. Com esse resultado, Rodolfo divide agora a segunda posição com Yuri, enquanto a bravíssima Cyntia resiste na liderança com 31 pontos.
Na oportunidade, gostaria de agradecer a todos os outros participantes e avisar que o Question sofrerá uma pequena pausa, necessária para que este blogueiro dedique mais tempo a outro projeto.
Agora, lembrando que o primeiro acertador leva 2 pontos e os outros acertadores recebem 1 ponto, a nova classificação é a seguinte:
1º) Cyntia – 31 pontos.
2º) Rodolfo Moura e Yuri– 30 pontos.
3º) JP – 26 pontos.
4º) Guilherme Siqueira – 15 pontos.
5º) Prisma – 12 pontos.
6º) Darley e Fernando – 10 pontos.
7º) Ângelo e Uendel – 9 pontos.
8º) André Chase – 8 pontos.
9º) Leonardo – 6 pontos.
10º) Bruno e Hellerson – 3 pontos.
11º) Repolho – 2 pontos.
12º) Douglas Cunha, Felipe, Fernando Clemente e Lucimar – 1 ponto.
A seguir, um vídeo que representa bem o que era o poderoso Jaap Stam em campo. Destaque para o peso da trilha sonora.
Sempre após as competições, surgem as famosas seleções do campeonato. Esses selecionados geram discussões acaloradas, onde um ou mais jogadores invariavelmente são injustiçados. Sendo louco por futebol, costumo escalar mentalmente as mais diversas e estranhas seleções. Da melhor à pior. Aliás, esse é um bom passa-tempo para esperar o sono chegar.
Algumas delas faço questão de divulgar. Talvez rendam um bom debate ou boas risadas...
Seleção “Orgulho do Papai”
Na semana dos pais, um selecionado que já traz o futebol em seu DNA.
Pepe Reina (Miguel Reina)
Gabriel (Wladimir)
Alexandre Torres (Carlos Alberto Torres)
Manuel Sanchís (Manuel Sanchís Martínez)
Paolo Maldini (Cesare Maldini)
Juan Sebastián Verón (Juan Ramón Verón)
Frank Lampard Jr. (Frank Lampard Sr.)
Ademir da Guia (Domingos da Guia)
Djalminha (Djalma Dias)
Alessandro Mazzola (Valentino Mazzola)
Jordi Cruijff (Johan Cruijff)
Técnico: Renê Santana (Telê Santana)
Colaborou, Cyntia.
Esquecemos de alguém? Viu alguma injustiça? Comente!
Jordi até que foi bom jogador, mas só existe um Cruijff
Uma série que objetiva trazer à luz do debate, temas interessantes e polêmicos do mundo da bola.
O futebol que nunca existiu.
29 de junho de 1958, Estocolmo, Suécia. No Raasunda Stadium, a Seleção Brasileira comandada por Vicente Feola garantiu o primeiro dos seus cinco títulos mundiais e deu início a uma verdadeira lenda dos gramados. Naquele momento, os jogadores chutaram para escanteio o famoso “complexo de vira-latas” que, segundo o escritor Nelson Rodrigues, era o que os impedia de conquistar algo valioso.
No entanto, além do status e da confiança que perduram até hoje, aquele título, somado ao bicampeonato de 1962 e o tri no México oito anos depois, gerou a obrigação permanente de, mais do que vencer, praticar um futebol espetacular e envolvente.
Hoje isso se tornou um fardo para quem veste a camisa verde-amarela. Além da obrigação de vencer cada partida, é necessário reproduzir a magia de craques do passado como Pelé, Garrincha e Didi. Para piorar, o filtro do tempo tratou de reservar tudo o que o futebol praticado naquela época teve de excepcional - e foi muita coisa - apagar o que não era interessante e ainda tornou perene a sensação de que tudo era maravilhoso.
Mas não era. A mesma final de 58, eternizada pela imagem de Pelé chapelando um zagueiro sueco antes de fuzilar o goleiro, também contou com lances estranhos e até mesmo bizarros. Logo nos minutos inicias, um lançamento rival é interceptado pela mão erguida por um defensor brasileiro. Um lance que até na várzea seria um escândalo, mas que por ainda não existir a punição com cartão ficou por isso mesmo.
Ainda em 58, o primeiro gol sueco, marcado por Liedholm, contou com a incrível complacência da defesa brasileira incapaz de exercer uma marcação forte ou pelo menos razoável. No lance, o ex-jogador e treinador (já falecido) passa pela marcação dos Canarinhos quase sem ser incomodado antes de inaugurar o placar. A própria virada brasileira ocorre praticamente nos mesmos moldes, em dois tentos iguais de Vavá, depois de jogadas de Garrincha pela direita.
A conquista de doze anos depois diante da Itália no México ficou marcada para sempre como uma espécie de “quintessência futebolística”. Algo perfeito, acabado, inalcançável e referência para tudo que viria depois. Aos olhos dos brasileiros a atuação de Pelé, Gérson, Rivelino, Tostão e Jairzinho seria o modelo a ser seguido. Era o esporte elevado à condição de arte.
Nem tanto. Quem tiver a oportunidade de (re)ver a íntegra da final de 70, notará que nem tudo ou praticamente nada foi igual aos poucos minutos de espetáculo que os compactos nos mostram. Em dado momento, ainda na primeira etapa, uma bola sobrou para o mítico Carlos Alberto próximo ao bico da grande área, num lance bem parecido com o do quarto gol marcado por ele mesmo. Todavia, o capitão do Tri pegou de tornozelo, mandando a pelota quase na bandeirinha de escanteio. Isso sem falar nos cruzamentos para ninguém. Ah, se fosse o Maicon! No mínimo seria chamado de grosso.
E o que dizer de Rivelino? O meia, adaptado à ponta-esquerda, erra pelo menos cinco lançamentos durante os noventa minutos. Se considerarmos que antes havia mais tempo para o preparo desse passe longo do que hoje, torna-se um caso a se pensar. Até o Rei mandou chutes na estratosfera mostrando que nem Ele é perfeito.
Todavia, deixo claro que esse texto não é uma crítica destrutiva ao futebol do passado. O que os craques de outrora fizeram foi importantíssimo e irrefutável para a consolidação da marca e da mística da Seleção. A grande questão proposta aqui é discutir o fator que eu chamaria de filtro do tempo, capaz de transformar aqueles momentos de bom futebol em algo sublime, sem defeitos e cobrar dos jogadores atuais a prática desse sonho.
Sempre me pareceu óbvio que o esporte bretão evoluiu. Se havia tempo para pensar antes da execução de uma jogada, atualmente isso quase não é mais possível. A preparação física e a intensidade do jogo tornaram cada fração de segundo algo importante. Nesse contexto, é muito mais fácil errar ou se precipitar. A diferença são os milhões de olhos que veem e julgam tudo aquilo sem nenhum filtro e muitas vezes sem nenhuma complacência.
A seguir, os melhores momentos da final de 1958. Sem dúvida um marco, mas não uma visita do Monte Olimpo ao planeta Terra...