No Brasil, muito mais do que o futebol praticado pela seleção da África do Sul ou a arrumação tática promovida por seu técnico, o que mais se comenta é a dificuldade de Joel Santana com o idioma inglês.
Além de Joel, o meia Anderson do Manchester United também foi vítima desse humor que frequentemente descamba para o escárnio. Vanderlei Luxemburgo foi outro que, durante sua passagem pelo Real Madrid, foi motivo de chacota por causa do seu “portunhol”.
Não sou hipócrita de escrever aqui que não achei o vídeo abaixo engraçado, mas não deixa de ser curioso como a nossa tolerância com um brasileiro que não domina outro idioma é muito menor do que com um estrangeiro que aporta em nossas terras.
Quando isso acontece, mesmo que haja brincadeiras, dificilmente elas passam disso. É um tratamento que até podemos considerar algo amistoso.
Outra característica do brasileiro é tentar produzir diálogos no idioma do visitante, mesmo que não exista uma necessidade profissional nesse ato. Na maioria dos casos, é apenas uma demonstração de hospitalidade.
Quando os Estados Unidos bateram a favorita Espanha pela semifinal de ontem, Dunga e a Seleção Brasileira receberam imediatamente a vacina contra a soberba que poderia se apossar do time após a goleada sobre a Itália. Afinal, alguns poderiam pensar que a seleção que bateu os atuais campeões do mundo não perderia para os limitados sul-africanos.
Da mesma maneira, caso vençam a atual edição das Copas das Confederações, estarão vacinados contra a certeza de que isso significa que o time está pronto para conquistar a Copa do Mundo, como se julgou em 2005.
Outra dose providencial foi tomada após o Mundial da Alemanha, onde ficou evidente que a preparação para o torneio precisa ser bem diferente do que foi o circo armado em Weggis, na Suíça.
No entanto, ainda resta uma “agulhada”. Como já está se tornando rotina, a Seleção ainda sofre quando o adversário se fecha na defesa, reduzindo os espaços. E quem conhece minimamente a carreira do técnico Joel Santana sabe que se tem uma coisa que ele sabe fazer com relativa competência é armar uma defesa, algo que complicou bastante o duelo de hoje.
Uma das soluções para esse problema é convocar e/ou utilizar jogadores capazes de ultrapassar uma retranca, trabalhando em pequenos espaços ou se impondo fisicamente. Sem contar com um Ronaldo em forma – que é capaz de criar lances em meio metro quadrado - restam as opções de chamar alguém que execute passes milimétricos como o veterano Alex e alguém com mais presença de área que Robinho, Nilmar ou Pato para fazer companhia para Luis Fabiano entre os zagueiros. Em grande fase, Grafite poderia ser uma opção interessante.
De imediato, a ordem é pensar na final contra os norte-americanos. Uma possível desconcentração devido a uma possível soberba não deve acontecer. Porém, é difícil acreditar que os rivais venham de peito aberto como na primeira fase. Assim, é bom Dunga começar desde agora a elaboração de sua última e imprescindível fórmula.
A seguir, os melhores momentos de Brasil 1 X 0 África do Sul:
I – Um dos maiores artilheiros da história do seu país, começou como lateral direito nas categorias inferiores.
II – Após defender clubes rivais em seu país natal, rumou para a Europa, onde justificou mais uma vez a fama de artilheiro.
III – Rebaixado para a segunda divisão, ajudou seu time a voltar para a elite no ano seguinte.
IV – Após essa experiência, ainda defendeu mais duas equipes do mesmo país, antes de rumar para o seu ocaso no Oriente Médio.
Atenção: Serão quatro alternativas ao todo. Uma por dia. Cada uma revela determinada informação do jogador que, reunidas, formam uma resposta única. Agora, cuidado ao arriscar, pois cada participante só tem direito a uma opção.
Boa sorte a todos!
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Quem é o jogador retratado abaixo?
Resposta: Ele é Carlos José Castilho (Rio de Janeiro, 27 de novembro de 1927 – 2 de fevereiro de 1987). Considerado o maior goleiro da história do Fluminense, é também o jogador que mais vezes vestiu a camisa do clube das Laranjeiras com 696 aparições. Também famoso por sua sorte, Castilho recebeu o apelido de “Leiteria”.
Classificação: Parabéns ao Guilherme Siqueira, primeiro acertador do desafio. Com a vitória de Guilherme, a classificação no topo da tabela não sofre alterações, mas estará surgindo um novo expert no blog?
Na oportunidade, gostaria de agradecer a todos os outros participantes.
Lembrando que o primeiro acertador leva 2 pontos e os outros acertadores recebem 1 ponto, a nova classificação é a seguinte:
Tenho um amigo que costuma brincar com uma conhecida expressão e dizer que “em terra de cego, quem tem um olho é caolho”. Sempre que me lembro dessa frase, imediatamente penso na diretoria do São Paulo e seu pedantismo em relação aos seus pares do futebol brasileiro.
No entanto, basta um olhar mais atento para notar que a diferença entre os cartolas tricolores e o restante não é tão acentuada quanto se imagina.
A demissão de Muricy Ramalho do jeito e no momento que aconteceu mostra que não havia um planejamento e que a decisão foi tomada muito mais por vaidade do que por necessidade.
Tricampeão brasileiro, Muricy era exageradamente cobrado por não conseguir conquistar a tão desejada Libertadores, sonho de consumo são-paulino. Sem dúvidas um objetivo difícil, mas que tem sua conquista tratada no Morumbi como uma espécie de obrigação.
Isso acontece porque tanto a diretoria quanto parte da torcida acreditam que o clube é uma espécie de gigante europeu perdido em terras sul-americanas e que vencer o título continental deveria ser corriqueiro para quem é tão poderoso.
Muricy não pensava assim. Sabia que uma conquista era possível, mas não tinha como garantir isso. Além disso, costumava ser bem direto nas entrevistas quando dizia que, diferente do que acontece nos gigantes europeus, sua agremiação não tinha poderio suficiente para contratar jogadores do mesmo nível dos que eram negociados. A razoável lista de atletas medianos que passaram sem sucesso pelo Tricolor nos últimos tempos evidencia esse pensamento.
Amanhã, o novo treinador, Ricardo Gomes, será apresentado. Ex-jogador com boa passagem pelo futebol europeu, ainda possui um currículo modesto como treinador, sendo que suas oportunidades no futebol francês se deram muito mais por estar ambientado com o país do que propriamente a apresentação de grandes trabalhos anteriores.
Nesse panorama, o São Paulo terá todo o segundo semestre pela frente. Ao que tudo indica, a ordem é, mais do que a busca pelo tetracampeonato nacional, classificar para a próxima Libertadores e construir um time capaz de vencê-la. Se Gomes é o nome certo para a missão só o futuro irá dizer, mas algo me diz que o velho e rabugento Muricy vai deixar saudades.
espn.com.br
Muricy deixa o SPFC. Esse era o momento mais correto para a demissão?
Tudo bem que a Azzurra vem mal, que Lippi precisa reformular urgentemente o seu grupo e até a maneira de jogar, mas uma vitória como a de hoje deve ser eternizada.
Não fosse o excesso de preciosismo de Robinho e o placar poderia ter sido ainda mais dilatado.
Sei que ainda faltam as semifinais, só que vai ser difícil não ficar pensando no que poderá ser a final entre Brasil e Espanha...