Heróis do Futebol. Como se reconhece um herói? Alguns poderão dizer que ele é reconhecido por suas conquistas, suas façanhas históricas ou até mesmo pela idolatria que o cerca. Outros dirão que um herói se reconhece por sua coragem, por seus atos e por sua nobreza.
Paulo Futre – O esquerdino português. Parte I
Por João Pedro Caniço, “JP”
Foi com todo o prazer que respondi afirmativamente ao desafio lançado pelo Michel, o de escrever um texto para o A4L sobre o meu “Herói do Futebol”. Visto que admiro vários ex-jogadores tornou-se imprescindível ponderar bem a minha escolha. Esta foi tomada tendo como base o “Ídolo de Infância”, aquele futebolista cuja lenda cresce em conjunto com a tua própria vida.
Posto isto, o meu Herói só poderia ser Paulo Futre, o talentoso e explosivo esquerdino português, que me fez tornar adepto indefectível do Atlético de Madrid aos 7 anos de idade!
Paulo Jorge dos Santos Futre nasceu a 28 de Fevereiro de 1966 no Montijo, localidade próxima de Lisboa.
Em pequeno dormia com uma bola na cama, como se fosse um ursinho de pelúcia. Criança franzina, mostrava uma habilidade inata e singular com a bola, jogando com o pai no pequeno terraço de sua casa. O pai de Futre nunca chegou a profissional, embora tivesse jogado em várias equipas nos escalões secundários do futebol português.
Futre herdou do pai o talentoso pé esquerdo e este apoiava-o, ensinando-lhe, com a paciência de um professor, os segredos do domínio da bola, as fintas, as simulações de corpo para enganar os adversários. A mãe de Futre era doméstica, nada percebia de futebol, ralhava com o filho quando este chegava a casa com os joelhos esfolados, pedindo-lhe que deixasse essas traquinices e estudasse. Futre detestava os estudos e não lhe fez a vontade, desistindo da escola no segundo ano do ciclo, após reprovar duas vezes. O pai José, visionário, compreendeu a opção do filho, percebendo que o futuro de Paulo estava no seu maravilhoso pé esquerdo e nem sequer se aborrecia quando o dono da gasolineira que havia perto de casa o procurava, furioso, dizendo-lhe que o Paulo voltara a fazer disparates dos seus! Muitos vidros pagou e não eram nada pequenos os prejuízos!
A evolução no Sporting
Em 1978, aos 12 anos, Futre revelou os primeiros sinais de imenso talento, jogando Futebol de 5 pelo Cancela do Montijo num torneio para promoção do futebol em Alvalade. Brilhou intensamente sendo convocado para competição similar, em Rocheville, na França, de lá voltando com o título de melhor jogador. No Aeroporto em Lisboa estava à sua espera Aurélio Pereira, o mestre do futebol de formação em Portugal, convidando-o a ir para o Sporting. O acordo foi imediato, começava assim a lapidar-se o diamante...
Aos 15 anos ainda era extremamente frágil em termos físicos, era necessário que crescesse mais, que os músculos se fortalecessem, isso fez-se graças a doses, por vezes industriais, de vitaminas. Por essa altura já era profissional de futebol, nunca ninguém o fora tão cedo, vivendo no Centro de Estágio de Alvalade, para evitar a maçada das viagens de barco para os treinos. Sabia-se, também, que no final do contrato que assinara com o Sporting, até Julho de 1987, ganharia 100 contos (500 euros) por mês e que só sonhava ter um grande carro.
Rapidamente queimou as etapas das camadas jovens do Sporting estreando-se com apenas 16 anos na equipa principal, lançado por Josef Venglos. Desde muito cedo os adeptos leoninos habituaram-se a fazer romarias a Alvalade para ver o seu esquerdino explosivo, genial, intuitivo, poderoso, que massacrava os adversários pela aceleração e velocidade, um verdadeiro perigo pela inspiração com que concluía os lances.
Não demorou muito para se afirmar como titular indiscutível, participando em 21 jogos e apontando 3 golos na época de estreia, 1983/84, sendo a grande revelação do futebol português nessa época. Finda a temporada, Futre viria a protagonizar o primeiro caso, dos muitos que a sua carreira acabaria por revelar. Aos 18 anos já era uma referência no Sporting, mas ganhava cinco vezes menos do que quase todos os suplentes que o clube tinha. Por isso, o pai esboçou aquilo que julgava ser a proposta justa para a renovação de contrato. No entanto, esta é linearmente rejeitada pelos dirigentes leoninos, que ameaçam com o empréstimo de Paulo à Académica de Coimbra.
Em termos de selecção nacional as coisas também não correm bem, ao ficar de fora da convocatória para a fase final do Euro’84 a disputar em França, isto após ter-se estreado na equipa principal com apenas 17 anos (estabelecendo um novo recorde luso) no estádio de Alvalade frente à Finlândia em Setembro de 1983.
A renovação de contrato com o Sporting torna-se o grande caso do Verão desportivo em Portugal. Na sombra, o FC Porto, já liderado pelo astuto Pinto da Costa, entra na jogada, sedento de vingança, já que o emblema de Alvalade tinha arrebatado António Sousa e Jaime Pacheco das Antas, a troco de 30 mil contos (150 mil euros) por 2 anos de contrato.
No primeiro dia de Agosto, como o Sporting não lhe devia um tostão, que fora a causa das rescisões de Sousa e Pacheco, Futre alegou falta de condições psicológicas como baluartes da sua própria rescisão, assinando pelo FC Porto a troco de mil contos (5 mil euros) por mês.
No FC Porto, o seu extraordinário talento é potenciado por Artur Jorge, alinhando como vagabundo na frente de ataque portista, exibindo um futebol desconcertante, assente em dribles e raídes estonteantes que colocavam a cabeça em água às defesas adversárias.
Rapidamente se assume como a grande figura de uma fantástica equipa do FC Porto, que em 3 anos vence dois campeonatos nacionais, uma Taça de Portugal, duas Supertaças e atinge a final da Taça dos Campeões Europeus em Maio de 1987, tendo como adversário o poderoso Bayern Munique.
A campanha europeia de 1986/87 foi o trampolim para Futre se afirmar no futebol europeu, isto após ter passado despercebido na fase final do México’86, assim como toda a selecção portuguesa. Sem grandes problemas, o FC Porto atingiu a meia-final onde lhe calhou em sorte o fortíssimo Dínamo Kiev, baluarte da selecção soviética, com ambas as formações a serem orientadas pelo lendário Valeryi Lobanovskyi.
Futre, com duas extraordinárias exibições e um soberbo golo no jogo da 1ª mão no Porto foi absolutamente decisivo para a passagem do campeão português à final, após duas vitórias históricas por 2-1.
A final disputou-se num estádio do Prater em Viena repleto de adeptos germânicos, convencidos do poderio e favoritismo da sua equipa. Os portugueses, em nítida minoria, reclamavam da má sorte pela ausência do seu goleador e capitão Fernando Gomes, bi-bota de ouro, a contas com uma perna partida, mas confiavam no talentoso pé esquerdo e na velocidade supersónica do rapaz do Montijo.
A equipa do FC Porto entrou timidamente na partida, postando-se na expectativa, deixando desamparados na frente Futre e o argelino Madjer. O Bayern dominou por inteiro a primeira metade, chegando ao intervalo a vencer por 1-0. Na segunda parte o jogo inverteu-se por completo com o FC Porto a surgir totalmente transfigurado para melhor empurrando o Bayern para a sua linha defensiva.
Com o avançar do relógio a pressão do FC Porto acentua-se, Futre tem um lance fantástico sobre a meia-direita, ultrapassando quem lhe aparecia pela frente, falhando por pouco aquele que seria um golo do outro mundo! Logo a seguir, um calcanhar sublime de Madjer e um desvio oportuno do brasileiro Juary assinavam a reviravolta dando a primeira Taça dos Campeões Europeus ao FC Porto!
A projecção e cotacção de Futre a nível internacional disparava. Aos 21 anos ficava em 2º lugar na classificação da Bola de Ouro atribuída pela France Football perdendo apenas para o holandês Gullit do Milan. Os tubarões da Europa piscavam-lhe o olho e a saída do FC Porto era praticamente certa, só não se conhecia o destino.
Nesse mesmo Verão o Atlético de Madrid encontrava-se em campanha eleitoral com quatro candidatos à presidência. O menos cotado nas sondagens era o desconcertante Jesús Gil y Gil, empresário e alcaide de Marbella. Numa manobra eleitoral perfeita, Gil acerta com Pinto da Costa a contratação de Futre por 630 mil contos (aproximadamente 3,1 milhões de euros) - cabendo ao esquerdino o salário de cerca de 12 mil contos (60 mil euros) mensais por cada um dos 4 anos de contrato - e apresenta o craque português numa discoteca de Madrid completamente lotada! Os sócios colchoneros enamoram-se de imediato com Futre e a vitória de Gil é esmagadora nas eleições!
O objectivo de Gil é construir num curto espaço de tempo uma equipa que possa conquistar o título espanhol que foge do Calderón há já 10 longos anos. Sem se preocupar com gastos, Gil vai contratando jogadores e treinadores a um ritmo alucinante. Só para se ter uma pequena ideia, nos 5 anos e meio que Futre representou os colchoneros teve 15(!) treinadores, o que diz bem da falta de paciência que marcou a gestão de Gil.
Futre afirma-se de imediato como a principal figura da equipa e um dos grandes destaques do campeonato espanhol, tornando-se um verdadeiro ídolo para os exigentes e dedicados adeptos colchoneros, facto que permanece inalterável até aos dias de hoje. As velozes arrancadas tornam-se a sua imagem de marca, tais como as quedas espectaculares dentro da grande área e as assistências desde a linha de fundo para a entrada da área. Desta forma, Futre foi simplesmente decisivo na conquista do Pichichi (melhor marcador do campeonato) de Baltazar e Manolo nas temporadas de 1988/89 e 1991/92 respectivamente.
Em termos colectivos nunca conseguiu concretizar o sonho de vencer o campeonato. O melhor que alcançou foi a 2ª posição em 1990/91, mas a longínquos 10 pontos do Barcelona. A época seguinte foi bastante renhida com o Atlético a terminar em 3º lugar a apenas 2 pontos do campeão Barça e a 1 ponto do Real Madrid, foi o mais próximo que Futre esteve do sonho...
Salvaram-se os dois triunfos na Taça do Rei em 1991 e 1992, o segundo dos quais obtido em pleno Bernabéu diante do eterno rival Real Madrid. Futre fez nesse jogo uma das suas melhores exibições pelos rojiblancos, apontando o primeiro golo do jogo num remate portentoso de pé esquerdo. O alemão Schuster ampliaria a vantagem, fixando o resultado final em 2-0. Caberia a Futre, como capitão de equipa, a honra de receber na tribuna o troféu das maõs do rei espanhol.
A relação de Futre com Gil pode definir-se como de amor-ódio. Muitos foram os casos que marcaram a convivência entre os dois. No Verão de 1989, Futre renova o contrato a troco de quase 30 mil contos (150 mil euros) por mês e escolhe Gil para padrinho do seu primeiro filho. Em Abril de 1990, o horizonte começou a escurecer-se, Futre confessou que estava farto do Atlético, a cabeça ferveu, sendo expulso num jogo por “chamar tudo ao árbitro”! Gil não foi de modas e multou o português em 20 mil contos! A Roma tenta então contratar Futre, mas Gil pede 7,5 milhões de euros para libertar a sua pérola. Futre teve inúmeros treinadores no Vicente Calderón, mas nunca escondeu o quanto gostaria de voltar a trabalhar com Artur Jorge. Por isso, quando o seu antigo treinador foi para o Paris SG, sentiu que talvez tivesse chegado a hora de sair de Madrid. Em Abril de 1992, os franceses apresentam proposta de 6 milhões de dólares, mas o próprio Futre recusou a transferência por divergências com os dirigentes do PSG, anunciando em seguinte que ficaria no Atlético de Madrid para sempre, não obstante os constantes rumores do interesse do Real Madrid na sua contratação.
Nem a conquista da Taça do Rei em Junho de 1992 disfarçou a grave crise financeira que assolava o clube de Manzanares e no final do ano Gil aceitou por fim, negociar Futre, pedindo 750 mil contos (3,75 milhões de euros) a Sousa Cintra (presidente do Sporting). Este pede algum tempo para reunir a verba, avultada para a época, permitindo a entrada do Benfica no negócio com dinheiro adiantado pela... RTP, facto que levou o primeiro-ministro Cavaco Silva a destituir o Conselho de Administração da televisão pública. Futre assinou pelos encarnados mantendo o ordenado nos valores próximos dos 30 mil contos mensais, uma verdadeira fortuna na altura em Portugal!
Futre disputa então a segunda metade da temporada de 1992/93 na Luz, mas apenas se destaca ao apontar o golo solitário da vitória frente ao Sporting e o campeonato acaba por ser conquistado pelo FC Porto. A final da Taça frente ao Boavista é o grande momento da sua passagem pelo Benfica. Futre arranca uma exibição magistral, apontando 2 golos numa retumbante vitória dos encarnados por 5-2!
A decadência (Benfica, Marselha, Reggina, Milan e West Ham)
A alegria é de pouca dura já que o Benfica parte então para o Verão mais complicado da sua história! O buraco financeiro é enorme, Paulo Sousa e Pacheco rescindem os contratos, alegando salários em atraso e assinam pelo rival Sporting. O presidente Jorge de Brito negoceia o passe de Futre com o Marselha por 900 mil contos (4,5 milhões de euros). Pouco depois rebenta o escândalo de corrupção envolvendo o clube de Bernard Tapie e Futre é contratado em Novembro de 1993 pelo modesto Reggiana, último classificado da Série A.
Contudo, o sonho de menino de jogar no Calcio rapidamente se tornou pesadelo. Estreia-se com um soberbo golo diante da Cremonese, mas pouco depois uma entrada duríssima de um adversário provoca-lhe a rotura dos tendões do joelho direito. É submetido a intervenção cirúrgica falhando assim o resto da temporada.
Quase miraculosamente a Reggiana consegue manter-se na Série A. Futre regressa na época seguinte, mas as recaídas são uma constante, o joelho continua bastante frágil e disputa apenas 12 jogos, apontando 4 golos, insuficientes para manter o emblema de Reggio Emilia na divisão principal do futebol italiano.
Apesar do insucesso, Futre desperta o interesse de Capello, que o contrata para o Milan. Em Junho de 1995 disputa o seu último jogo pela selecção portuguesa frente à Letônia no estádio das Antas no Porto. No total foram 41 jogos e 6 golos por Portugal e somente uma fase final de uma grande competição disputada (México’86), manifestamente pouco para quem tanto prometera...
A época seguinte é novamente passada em enfermarias e nas bancadas dos estádios. Actua somente uma partida pelos rossoneri, o último jogo da temporada frente ao Cremonese, uma estrondosa goleada por 7-1 que consagrou o Milan como campeão italiano de 1995/96.
Futre tenta dar um novo impulso à carreira e assina pelos londrinos do West Ham para a temporada seguinte. Rapidamente o impacto inicial se esfuma e a época é novamente perdida devido a recorrentes lesões no malfadado joelho direito.
No início do Verão de 1997, Futre convoca uma conferência de imprensa em Lisboa e anuncia o final da carreira com apenas 31 anos de idade.
O regresso (Atlético de Madrid e Yokohama Flugels)
Pouco tempo depois do adeus aos relvados e incentivado pelo velho amigo Gil y Gil, Futre assume o cargo de secretário técnico do Atlético de Madrid. Os colchoneros, campeões espanhóis em 1996, tentam assegurar reforços que lhes permitam assegurar a conquista de novo título. Futre toma então parte activa nas contratações do italiano Vieri e do brasileiro Juninho, reforços sonantes, que transformam o Atlético num sério candidato à conquista do campeonato.
Para manter a forma física, Futre deixa por algumas horas o gabinete e treina com a equipa principal. Fascinados com as qualidades que o português ainda demonstra possuir, nomeadamente as acelerações explosivas, vários pesos pesados do plantel, entre os quais Kiko, Camiñero e Simeone, pedem ao treinador Radomir Antic que integre Futre no plantel! O sérvio responde afirmativamente e Futre é convencido a deixar o fato e a gravata, voltando a vestir os calções e a camisola rojiblanca!
As expectativas eram elevadas, mas o Atlético não consegue melhor que a 5ª posição e Antic sai no final da época. Apesar da forte concorrência e dos constantes problemas no joelho, Futre alinha em 10 partidas, mostrando ainda que quem sabe nunca esquece. No total jogou 173 vezes e marcou 37 golos pelos colchoneros no campeonato espanhol.
Na época seguinte parte para o Japão, aceitando o desafio lançado pelo Yokohama Flugels. A aventura é fugaz, as dores no joelho em competição são insuportáveis e Futre dá definitivamente por terminada a carreira de futebolista profissional em 1999.
O dirigente, o empresário e o legado
Afasta-se do futebol cerca de um ano, mas o apelo de Gil y Gil em conjunto com a queda na II Divisão do Atlético de Madrid levam-no a aceitar o cargo de director desportivo do emblema rojiblanco no Verão de 2000. A primeira temporada não corre bem, pois o clube falha a promoção ao escalão principal pela diferença de golos em relação ao Tenerife. No entanto, essa época fica marcada pela estreia de um jovem jogador de 17 anos, Fernando Torres, elemento fulcral na conquista do título na temporada seguinte e respectiva promoção à I Divisão pela mão do histórico Luis Aragonés.
Em Março de 2003 é anunciada a ruptura entre Gil e Futre, mais uma vez a relação amor-ódio a fazer efeito e o português acabaria por sair do clube no final da temporada.
Cerca de dois anos depois novo regresso, desta vez ao Milan, para exercer o cargo de embaixador e olheiro na Península Ibérica do emblema rossonero. Segundo muitas especulações o principal objectivo do Milan era o de referenciar Fernando Torres para uma possível futura contratação.
Futre vive actualmente em Madrid e é empresário no ramo do intercâmbio entre empresas portuguesas e espanholas que se queiram estabelecer e negociar no país vizinho. Terminada a ligação ao Milan afastou-se do futebol, esse mundo de dois cumes que tanto o tem esquecido nos últimos tempos, em especial o futebol português. Recentemente foi lembrado aquando do duelo entre o FC Porto e o Atlético de Madrid para os 1/8 de final da Champions. A sinceridade, emoção e personalidade forte que sempre o acompanharam durante a carreira de futebolista foram novamente patenteadas ao assumir sem rodeios que estava a torcer pelo Atlético, clube do coração. Este facto fez disparar as críticas da generalidade da medíocre imprensa portuguesa.
Paulo Futre é unanimemente considerado como um dos melhores jogadores portugueses de sempre. Talento precoce e explosivo viu a sua carreira ter menos brilho do que o previsto devido a algumas escolhas menos felizes e a graves e recorrentes lesões no joelho direito.
É idolatrado pelos adeptos do Atlético de Madrid, que não esquecem as suas magníficas exibições com a camisola rojiblanca e o facto de nunca ter aceite jogar pelo rival merengue.
Tem dois filhos, o mais novo, Fábio de 18 anos, actua como extremo tal como o pai e joga nos júniores do Atlético de Madrid, tendo já representado as selecções jovens portuguesas.
Dicas só serão inseridas neste espaço de acordo com a necessidade dos participantes.
Boa sorte a todos!
Anterior:
A seguir, temos quatro afirmativas. Cada uma revela determinada informação de um jogador que, reunidas, formam uma resposta única.
Quem é o jogador citado nas afirmativas abaixo?
I – Surgiu para o futebol atuando por uma equipe do Nordeste brasileiro.
II – É autor de um dos gols mais importantes da história de um clube carioca.
III – Além deste feito, também deixou sua marca na final de um Mundial de Clubes.
IV – Ao se transferir para a Europa, tornou-se ídolo de um importante clube do citado continente.
Resposta: Surgindo para o futebol profissional pelo Sport Club do Recife em 1993, Antônio Augusto Ribeiro Reis Júnior, o Juninho Pernambucano, logo chamou a atenção dos clubes do sudeste do país. Em 1995, Juninho foi contratado pelo Vasco da Gama, onde não demorou a se tornar ídolo da torcida cruzmaltina. Dono de um espírito vencedor, passes perfeitos e exímio cobrador de faltas, o pernambucano anotou, num tiro espetacular, o gol contra o River Plate – em pleno Monumental de Nuñez – que classificou o time da colina para a final da Taça Libertadores da América de 1998.
Cumprido o protocolo da final contra o Barcelona de Guayaquil, Juninho e seus companheiros tiveram pela frente uma missão bem mais espinhosa: O Real Madrid, campeão europeu naquele mesmo ano. Foi um duelo equilibrado, com os brasileiros saindo atrás no marcador. Todavia, Juninho, numa das mais belas jogadas de todos os Mundiais, driblou o mítico Fernando Redondo e disparou uma bomba que encontrou o ângulo de Illgner. Infelizmente, um contragolpe puxado por Raúl colocou fim ao sonho da nau vascaína, mas nem isso manchou a excelente participação do meia naquela decisão.
Em 2001, cansado das falsas promessas e atrasos nos salários da gestão Eurico Miranda, Juninho deixou o Brasil e se transferiu para o Lyon. Não é exagero dizer que sua chegada mudou completamente a história do clube. Durante oito temporadas, foram conquistadas sete ligas nacionais, uma Copa da França e uma Copa da Liga. Ao final desta temporada, o ídolo lionês decidiu que era hora de partir. Não sem antes ser homenageado de maneira emocionada pela torcida que aprendeu, com razão, a venerá-lo.
Classificação: Repetindo o feito da semana anterior, JP foi o primeiro acertador deste Question. Com isso, seu nome já se consolida como real postulante ao título do primeiro desafio A4L, que se encerra ao final deste ano. Cyntia e Rodolfo, tremei!
Na oportunidade, gostaria de agradecer a todos os outros participantes.
Lembrando que o primeiro acertador leva 2 pontos e os outros acertadores recebem 1 ponto, a nova classificação é a seguinte:
1º) Cyntia – 21 pontos.
2º) Rodolfo Moura – 19 pontos.
3º) Yuri – 18 pontos.
4º) JP – 17 pontos.
5º) Darley e Fernando – 10 pontos.
6º) Prisma – 9 pontos.
7º) Uendel – 8 pontos.
8º) Ângelo – 7 pontos.
9º) Hellerson e Leonardo – 3 pontos.
10º) Bruno, Guilherme Siqueira e Repolho – 2 pontos.
11º) André, Douglas Cunha e Lucimar – 1 ponto.
A seguir, o formidável gol que colocou o Vasco da Gama na final da Libertadores no ano de seu centenário. Vale notar que Juninho usava a camisa 19 na ocasião e não a 8 que o consagrou...
Sempre fui um defensor da realização de uma Copa do Mundo no Brasil. No entanto, desde quando foi anunciada a pretensão de quatorze (posteriormente doze) cidades-sede logo imaginei que só poderia ser politicagem.
Agora, com a confirmação das doze anfitriãs, tive a certeza disso. Só mesmo a política para justificar a ausência de Goiânia e as presenças de Brasília, Natal e Cuiabá.
Para piorar, o orçamento original apresentado pela equipe comandada por Ricardo Teixeira que estimava os gastos em cerca de R$ 35,9 bilhões já foi para o espaço. Assim que os doze nomes foram confirmados, esses valores subiram para R$ 80 bilhões. E devem aumentar, já que Brasília e Porto Alegre ainda não divulgaram seus gastos com infraestrutura e o orçamento do Mineirão permanece uma incógnita.
Começando assim, por mais que exista o retorno com o turismo e a perspectiva de obras que deixem um legado para o povo, fica difícil acreditar na seriedade desse gigantesco projeto.
Bom, eu acreditei. Mas eu sou um otimista incorrigível.
Imagem: Globoesporte.com
Confira acima as doze sedes e as cidades que não foram contempladas.
É sempre assim. Além das comemorações pelos títulos e classificações, e das decepções pelos objetivos não alcançados, todo final é temporada traz consigo o sabor das despedidas.
E desta vez não foi diferente. Grandes nomes dos gramados penduraram as chuteiras: Maldini, Figo e Nedved os mais destacados. Outros, por diversas razões, mudarão de ares: Juninho Pernambucano, Diego, Crespo, Cannavaro e Tevez, apenas para citar alguns.
Por sua vez, alguns treinadores importantes também seguiram seu caminho: Carlo Ancelotti, Gus Hiddink, Louis van Gaal, Félix Magath, estão nessa categoria.
Todavia, nada chama mais a atenção do que as especulações envolvendo as estrelas do momento. Com a virtual eleição de Florentino Pérez para a presidência do Real Madrid, é praticamente certa a aquisição de um craque neste mercado de verão. Depois de Cristiano Ronaldo e Ibrahimovic, o nome de Kaká voltou à tona com força total. Inclusive, alguns veículos de comunicação espanhóis já dão a tratativa como concluída.
Caso essa transferência realmente se concretize, será inevitável observar alguns detalhes:
Primeiro, a certeza de o Milan sempre quis negociar o brasileiro, nunca fez muita questão de esconder isso e deve lamentar até hoje a recusa do camisa 22 ao Manchester City por um valor estupidamente maior do que os € 60 milhões noticiados pelo “As”. Recusa esta, espertamente utilizada por Silvio Berlusconi a seu favor.
Segundo, Kaká, que sempre declarou sua vontade de permanecer e se tornar capitão do time tendo Maldini como referência. O que mostra que existe muita coisa além do que captam os microfones.
Agora, em sua opinião, de todas as despedidas e prováveis despedidas citadas, qual causará mais impacto no Planeta Bola? Comentem!
AFP
Teria sido o gol diante da Fiorentina o último de Kaká como rossonero?