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Além das Quatro Linhas! - Um jeito diferente de ver e debater futebol.
 


Lembra desse?!

Aquele lance ou momento que você, por um motivo ou outro, nunca esqueceu.

O maior mal entendido da história do futebol.

No último sábado, a ESPN Brasil brindou seus assinantes com uma das melhores entrevistas já realizadas pela emissora.

O convidado, o argentino Jorge Valdano (campeão mundial em 1986), é um ex-jogador diferenciado. Treinador, diretor de futebol, comentarista, escritor. Um homem que tem o dom da palavra e que merece e deve ser ouvido.

Quando o assunto foi Maradona, contou uma história que ficará para sempre em minha memória como prova da genialidade do camisa 10.

Segundo Valdano, durante o lance que originou o maior gol de todas as Copas, contra a Inglaterra, El Pibe queria passar-lhe a bola, mas havia sempre um adversário no caminho que ele tinha que driblar. “Aquele gol foi um mal-entendido” disse sorrindo.

Ainda no lance, descreveu que, oito anos antes da Copa do México, Maradona quase fez um gol igualzinho contra a mesma Inglaterra e o tento só não saiu porque, segundo observação seu próprio irmão, ele deveria ter driblado também o goleiro.

Durante aquele breve momento em que esteve diante do arqueiro, ele se lembrou do conselho.

Tamanha capacidade mental só li e ouvi quando alguém se refere a Pelé.

Abaixo, o gol de Maradona contra a Inglaterra ou, se preferir, o maior mal entendido da história do futebol...

 

Se quiser ver a entrevista completa no site, clique aqui.

Caso prefira ler a coluna que Tostão escreveu sobre a entrevista, clique aqui.

Você conhece alguma história interessante sobre o mundo da bola?
Mande-a para meu e-mail: a4l@bol.com.br e coloque no assunto: 'Lembra desse?!' e ela poderá ser publicada aqui!



Escrito por Michel Costa às 22h55
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Heróis do Futebol.

Como se reconhece um herói?
Alguns poderão dizer que ele é reconhecido por suas conquistas, suas façanhas históricas ou até mesmo pela idolatria que o cerca.
Outros dirão que um herói se reconhece por sua coragem, por seus atos e por sua nobreza.

Neste retorno da série ao blog "Além das Quatros Linhas" tenho o prazer de apresentar o primeiro texto escrito por um convidado. Neste caso, uma convidada muito especial...

Claudio Andre Mergen Taffarel – ‘O Mito de Luvas’ 

Por Cyntia Santana.

No dia 28 de setembro de 2003, o Jornal do Brasil trazia em destaque na sua página de esportes a seguinte manchete: ‘O Mito de Luvas Sai de Cena’. Não há melhor sentença para definir o que foi o gaúcho Claudio André Mergen Taffarel: um ‘Mito de Luvas’ na ‘Pátria de Chuteiras’. Taffarel foi o primeiro ídolo que tive no futebol. O primeiro que escolhi seguir de perto. E foi assim, o primeiro que vi sair de cena. O vazio que senti foi aquele que dá quando você vê que a vida segue e que aquele objeto de admiração não vai mais estar lá, do outro lado da tela, te fazendo vibrar.

Ouso dizer que a posição de goleiro no Brasil divide-se entre o antes e o depois de Taffarel. Foi ele quem abriu as portas do exigente mercado europeu para jogadores de sua posição. Não por acaso, hoje, o Brasil exporta goleiros para as principais ligas européias.

Imagine que Taffarel se destacava como jogador de vôlei por sua estatura. As peladas, só nos fins de semana. Aos 18 anos foi levado para testes no Internacional de Porto Alegre pelo prefeito de sua cidade natal, Santa Rosa. Chegou e fincou as travas de sua chuteira debaixo da meta colorada, onde permaneceu por 5 anos e foi duas vezes vice-campeão nacional.

Foi nas Olimpíadas de 1988, em Seul, que Taffarel passou do ostracismo ao reconhecimento da torcida brasileira. Atuando ao lado de Romário, Bebeto, Jorginho, Ricardo Gomes entre outros, a Seleção foi medalha de prata. Na semifinal deste torneio, na disputa por pênaltis, Taffarel defendeu duas cobranças na partida contra a Alemanha Ocidental garantindo assim, a vaga para a disputa da medalha de ouro. A medalha não veio, mas os frutos dessa geração foram colhidos mais tarde.

www.miltonneves.com.br

 

Jogos Olímpicos de Seul 1988: Destaque na meta.

A Copa de 90 foi um marco pessoal em termos futebolísticos. Ali conheci muitos dos jogadores que me fizeram acompanhar o futebol nos anos subseqüentes. Maldini, Baggio, Möller, Klinsmann, Zenga e Taffarel. Veio o desgosto ao ver o Brasil cair de forma patética diante da Argentina, com um gol daquela jogada que fora cantada centenas de vezes em todos os jornais e programas esportivos da TV.

Para a carreira do jogador, o reconhecimento com a transferência para o futebol europeu. No Parma, time recém promovido à Primeira Divisão e patrocinado pela ambiciosa Parmalat, foram três anos celebrados com três títulos e uma saída polêmica. Criticado pela torcida, insinuava-se que sua contratação fora jogada de marketing da patrocinadora, que buscava entrar no mercado brasileiro, o atleta via seu espaço dentro do time reduzir cada vez mais. Taffarel, com contrato não renovado (nessa época, os clubes europeus poderiam ter apenas 3 estrangeiros na equipe), antes de se transferir para a Reggiana, chegou a jogar bola pela paróquia da cidade para não ficar parado. Participou, inclusive, de um torneio regional, atuando como atacante do time, o San Prospero, e foi artilheiro da competição! Foi um momento delicado também na sua vida pessoal. Nessa época, a esposa, Andrea ficou entre a vida e a morte ao dar a luz ao segundo filho do casal, Claudio.

Taffarel destacava-se por sua regularidade. Era seguro nas saídas de gol e era exímio pegador de pênaltis. Assim, em 94 veio a consagração. O tetracampeonato mundial com a Seleção na Copa dos Estados Unidos. Na final contra a Itália, o goleiro defendeu a cobrança de Massaro e viu Baresi e Baggio mandarem suas bolas para fora. O Brasil era campeão, Taffarel era destaque, mas estava desempregado. Seis meses de espera.

 

Encontrou no Atlético Mineiro a chance de retornar ao futebol nacional. Poucos sabem, mas o goleiro esteve para retornar ao Colorado nessa época, mas já havia no time uma promessa, o jovem André, que era reserva de Sérgio. No Atlético, engoliu sapos e frangos. Brigou com Emerson Leão e logo depois passou por maus bocados na Seleção, até ser afastado, após uma falha numa partida na Copa América contra o Uruguai. É.  A vida de goleiro é feita de altos e baixos.

Na Seleção, o ano de 98 parecia promissor, mas o Mundial da França marcou de forma negativa a performance do Brasil que caiu diante da Seleção dona da casa. Taffarel mostrava-se seguro na meta brasileira - defendera pênaltis na semifinal contra a Holanda - mas a pane geral que ocorreu no jogo da decisão foi fatal. O Brasil retorna para casa de malas vazias e com a cabeça dos jogadores a prêmio. Com o fim da Copa, termina a carreira na Seleção do goleiro gaúcho. Foram 106 aparições e 3 Copas do Mundo.

www.miltonneves.com.br

 

Copa de 98: Pênaltis defendidos contra a Holanda.

Uma nova chance na Europa. Dessa vez na Turquia, no Galatasaray. Em 2000, na final da Copa UEFA, um momento memorável. Taffarel literalmente parou uma cabeçada à queima roupa de Thierry Henry. A disputa foi para os pênaltis e quando há Taffarel debaixo das traves... A Copa permanece como o único troféu continental do time turco.  

Em 2001, um novo convite para defender AC Parma. Dessa vez, Taffarel sabia que seria reserva. Sua experiência seria usada para ajudar no desenvolvimento do francês Sébastien Frey, recém contratado. Como de costume, em alguns clubes da Itália, o goleiro reserva é utilizado nas partidas da Copa Itália. Taffarel foi fundamental na campanha que levou o AC Parma a conquistar seu último troféu. E com ele, os anos de fartura da Parmalat tiveram fim.

Em 2003, de volta à Itália após as férias no Brasil, Taffarel recebeu o que chamou de sinal de Deus. No caminho para o aeroporto, sentia que algo o incomodava, pois não se sentia feliz. Retornou para casa e continuou de férias. Parecia ser o primeiro momento de questionamento sobre seguir ou não com o futebol. Quando retornou para Parma em definitivo para a temporada, partia para Empoli para assinar contrato com o clube Toscano. Era o último dia do prazo que o clube havia dado a ele. Na estrada, sua BMW parou. Retornou para casa e viu que fazia algo contra sua vontade. Desejava mesmo estar em casa com a família. Sua esposa, Andrea, tentou convencê-lo a reconsiderar, mas sua decisão estava tomada. Pendurava as chuteiras e as luvas. Discretamente, sem jogo de despedida.

Hoje, Taffarel divide seu tempo entre sua empresa, que agencia jogadores, cujo sócio é o também ex-jogador Paulo Roberto, e a família. Visita Parma, onde mantém sua casa desde os anos 90. Costuma aparecer como convidado no Sportv em alguns jogos, como por exemplo, no ano passado, quando Brasil e Argentina duelaram no Mineirão. Na ocasião, perguntado sobre o melhor técnico que teve, não teve dúvidas em responder: Zagallo.

Seu grande ídolo no futebol já encerrou a carreira? Você tem interesse em escrever sobre sua trajetória? Escreva para a4l@bol.com.br e o seu texto pode ser publicado aqui!



Escrito por Michel Costa às 20h38
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Question

Quem é o jogador (de braços erguidos) retratado abaixo?

 

Dicas só serão inseridas neste espaço conforme a necessidade dos participantes.

Anterior:

Quem é o jogador (em atividade) citado nas afirmativas abaixo?

I – Nasceu num país que faz divisa com o Brasil.

II – Estreou como profissional aos 16 anos.

III – Conquistou a UEFA Champions League em quatro oportunidades.

IV – Consagrado mundialmente, não possui histórico vitorioso por sua seleção.

Resposta: O jogador citado é Clarence Seedorf. Nascido em Paramaribo, no Suriname (país do nordeste da América do Sul e que divide sua fronteira com o Brasil), e que estreou pelo Ajax aos 16 anos e 242 dias.

Por três equipes diferentes, Seedorf conquistou a UEFA Champions League em quatro oportunidades: Ajax em 1995, Real Madrid em 1998 e Milan em 2003 e 2007.

Pela seleção holandesa, o atual jogador do Milan disputou 87 partidas, marcou 11 gols, mas nunca se firmou como titular absoluto.   

Parabéns ao Darley, o primeiro acertador, e a todos os outros participantes.   

Classificação: Lembrando que o primeiro acertador leva 2 pontos e os outros recebem 1 ponto, a nova classificação é a seguinte:

1º) Yuri e Cyntia – 7 pontos.

2º) Rodolfo Moura – 6 pontos.

3º) Darley, Fernando e JP – 4 pontos.

4º) Prisma e Bruno – 2 pontos.

5º) Hellerson, Lucimar e Ângelo – 1 ponto.

Boa sorte a todos no próximo desafio!

AFP

 

Seedorf na Holanda: talento pouco aproveitado.



Escrito por Michel Costa às 22h19
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Arrivederci

O sonho italiano nesta UEFA Champions League chegou ao fim. Depois da eliminação da Juventus, agora é a vez de Internazionale e Roma serem apresentadas à porta de saída. Agora, com Manchester United e Arsenal se juntando à Liverpool e Chelsea, os ingleses têm novamente quatro equipes nas quartas-de-final. Barcelona, Bayern de Munique, Porto e Villarreal são suficientemente poderosos para impedir que o título continue na Terra da Rainha?

Manchester United 2 x 0 Internazionale: Não existem dúvidas de que o time mais forte neste duelo avançou. Embora tenha criado muitas situações de gol, os italianos jogaram 180 minutos contra a melhor defesa do mundo e não marcaram uma vez sequer. De melhor, apenas duas finalizações que explodiram nas balizas mancunianas. Resta para os nerazzurri, o consolo de terem sido eliminados pelo atual campeão, ainda melhor equipe do continente e a promessa de José Mourinho ao final do embate: "Lo scudetto sarà nostro".

Roma 1 x 0 Arsenal (nos pênaltis, 7 a 6 para os londrinos): Mesmo desfalcados de Fábregas e Adebayor, os Gunners foram fortes para resistir à pressão do Olímpico de Roma e eliminar, nos tiros livres da marca do pênalti, a única equipe italiana que naquele momento respirava na competição.

Barcelona 5 x 2 Lyon: Para mim, o Barça é o único time capaz de tirar o título das mãos dos ingleses. Mesmo oscilando, um ataque formado por Henry, Eto’o e, sobretudo, Messi sendo municiado por Daniel Alves, Iniesta e Xavi é mais do que perigoso. Mesmo lembrando que a defesa inspira cuidados.

Porto 0 x 0 Atlético de Madrid: Os lusitanos fizeram valer sua maior tradição na história recente da Champions. Agora, torcem por um sorteio favorável para as quartas-de-final. Alguém aí, pensou em Villarreal?  

AFP

 

Ronaldo comemora seu gol com o amigo Rooney.



Escrito por Michel Costa às 22h52
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O Império Britânico sobrevive.

Ratificando a grande fase dos times ingleses na UEFA Champions League, Chelsea e Liverpool avançaram para as quartas-de-final. Amanhã é a vez de Manchester United e Arsenal tentarem acompanhar os rivais locais.

Juventus 2 x 2 Chelsea: Esqueça o Chelsea de Felipão. Aquele time que parecia estar constantemente em estado letárgico e que não sabia o que fazer com a bola ficou no passado. Nas mãos de Hiddink, os Blues retomaram seu antigo padrão e, com o elenco que possui, entra novamente para o hall de candidatos ao título. E como está jogando o Drogba, hein?

Liverpool 4 x 0 Real Madrid: Quem conhece a história do Real Madrid e o seu perfil megalomaníaco sabe que uma derrota desse tipo é uma desonra. Além disso, trata-se da quinta eliminação consecutiva nesta fase. Por mais que os Reds tenham jogado bem, ninguém imaginava um placar agregado de 5 a 0. Agora, mais do que nunca, a torcida cobrará um grande reforço para a próxima temporada. Kaká e Cristiano Ronaldo são os alvos. Pelo menos ainda resta o sonho do tricampeonato.

Pelo lado inglês, a maneira como se deu classificação deve refrescar um pouco nos ânimos em Anfield Road. Ameaçado de não ter seu contrato renovado, Rafa Benítez precisava de um resultado assim. Ou, quem sabe, acaba de abrir caminho para o retorno ao seu país natal.

Bayern 7 x 1 Sporting: E um placar que, somado, indica 12 a 1 para os bávaros. Eu disse que era melhor ter ficado na primeira fase...

Panathinaikos 1 x 2 Villarreal: Aos gregos, resta a sensação de um trabalho bem feito e a revolta pela marcação de um pênalti inexistente na partida de ida.

Para os espanhóis, a esperança de que um sorteio favorável para indicar o rival das quartas-de-final pode levar o Submarino Amarelo novamente às semifinais da competição.

AFP

 

Gerrard comemora: O Liverpool avança mais uma vez.



Escrito por Michel Costa às 23h40
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A4L Tube

Ah, o poder do “off”...



Escrito por Michel Costa às 22h47
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Uma fração do infinito ainda é o infinito.*

O primeiro tempo da partida entre Palmeiras e Corinthians disputada em Presidente Prudente foi ruim. O gramado estava horroroso, o estádio é acanhado e tecnicamente a performance dos dois times não foi das melhores.

Na segunda etapa, tudo mudou. Logo aos 3 minutos, Keirrison, de costas, lançou Diego Souza pela esquerda. Quicando na grama alta, mas no chão duro, a bola enganou o goleiro Felipe e o encobriu. O palmeirense ainda teve tempo de driblar o arqueiro rival e fuzilar: Palmeiras 1 a 0.

Com o placar adverso, Mano Menezes sentiu que era o momento de lançar seu mais precioso reserva. Foi quando Ronaldo entrou para mudar a história do clássico.

Primeiro, o drible no volante Pierre no meio-campo. Depois, o chute forte que explodiu no travessão de Bruno. A seguir, uma bela jogada pela esquerda que resultou em bela cabeçada de André Santos.

Mas ainda faltava alguma coisa. Faltava o gol. E ele aconteceu aos 47 minutos. A explosão de alegria do craque (ainda longe de sua forma ideal) foi algo comovente.

Amanhã, o mundo inteiro estará vendo este gol...

* O título deste post foi retirado de um texto do quadrinista John Byrne quando da reformulação do Superman em 1986.    



Escrito por Michel Costa às 18h45
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