Aquele lance ou momento que você, por um motivo ou outro, nunca esqueceu.
Politicamente incorretos?!
Atualmente, a imagem de um jogador de futebol é quase tão importante quanto suasqualidades técnicas. Cada vez mais, os atletas procuram associar seus nomes a produtos politicamente corretos e compatíveis para quem pratica um esporte de altíssimo nível.
Mas nem sempre foi assim. Gérson, o Canhotinha de Ouro, cedeu, involuntariamente, seu nome a uma “lei popular” que diz que o brasileiro gosta de levarvantagem em tudo. Isso aconteceu devido a uma propaganda de cigarros (abaixo). Hoje, anúncios do tipo não são mais vistos e nenhum esportista associa seu nome a um produto prejudicial à saúde. Na época, não tinha nada de mais.
Num comercial mais recente, o maestro Júnior tomava um belo gole da cervejaBrahma que deixava seu farto bigode cheio de espuma. E ninguém achava aquilo coisa de outro mundo.
É, os tempos mudaram e o que antes parecia absolutamente normal, agora é inapropriado ou, como gostam de dizer, politicamente incorreto.
Não sou a favor de produtos que fazem mal à saúde. No entanto, prefiro a simplicidade daquela época. Hoje, vivemos num mundo “empacotado” demais, “pasteurizado” demais e, por que não dizer, hipócrita demais.
Você conhece alguma história interessante sobre o mundo da bola? Mande-a para meu e-mail: a4l@bol.com.br e coloque no assunto: 'Lembra desse?!' e ela poderá ser publicada aqui!
Dicas só serão inseridas neste espaço conforme a necessidade dos participantes.
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Algumas frases ligadas ao futebol se tornam tão famosas que viajam no tempo e se inserem no folclore da bola. Logo abaixo, temos algumas. No entanto, uma delas é FALSA. Assinale essa alternativa:
a) “Eles nos mandaram o fantasma de Ronaldo.” Massimo Moratti, presidente da Internazionale, sobre o atacante que desembarcava em Milão após servir ao Brasil na Copa de 1998.
b) “Não veio o Falcão, mas comprei o Lero-Lero.” Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians, quando da contratação do meio-campista Biro-Biro.
c) “É melhor perder como em 82 do que ganhar como em 94.” Telê Santana, saudoso ex-treinador, filosofando sobre sua derrota mais sofrida
d) “Futebol não é questão de vida ou morte. É muito mais importante do que isso.” Bill Shankly, lendário treinador do Liverpool.
Alternativa Incorreta: C. Embora adepto do futebol ofensivo, Telê Santana nunca sedeclarou contra a participação vencedora da Seleção Brasileira em 1994. Inclusive, é bom que se diga que, depois da triste derrota de 1982, Telê passou a montar suas equipes com dois volantes mais fixos na marcação. Os “pegadores” Dinho e Doriva do São Paulo em 1993 são um bom exemplo.
Parabéns a Cyntia, primeira a acertar o desafio, Yuri, Ângelo e Rodolfo Moura.
Classificação: Relembrando que o primeiro acertador leva 2 pontos e os outros recebem 1 ponto, a nova classificação é a seguinte:
O primeiro tempo da partida entre Real Madrid e Liverpool pelas oitavas-de-final da UEFA Champions League foi dominado pelo time da casa. Atuando diante de sua torcida, os Merengues foram melhores que os Reds e só não saíram na frente do placar por falta de sorte.
Num encontro que reuniu quatorze títulos continentais, o Real Madrid entrou bem postado com uma linha de quatro homens da defesa, dois volantes e dois alas, Robben e Marcelo, abastecendo a dupla de ataque formada por Raúl e Higuaín.
Essa formação, mesmo subtraída de alguns titulares, foi suficiente para fechar os espaços e manter a posse de bola. Havia claramente uma vantagem em campo.
Até que veio a segunda etapa.
Quando vi que Guti estava se aquecendo, imaginei que o sacado seria Heinze ouLassana Diarra. Se processada, essa alteração poderia dar ao time da casa mais qualidade do meio sem perder a passagem do ala brasileiro pelo flanco canhoto.
Só que, num dos maiores equívocos táticos que assisti, Juande Ramos substituiuMarcelo colocando o meia espanhol em seu lugar. Não foi difícil chegar à conclusão que o Madrid ficaria capenga sem o ex-jogador do Fluminense no gramado. Mas não que ele estivesse atuando de maneira brilhante. O grande problema é que o técnico deixou sua equipe sem jogadas pela esquerda e sem alguém que auxiliasse Heinze na marcação.
Não por acaso, o gol da vitória britânica nasceu por ali. Se existe um exemplo melhor de um técnico que perdeu um jogo, desconheço.
Outros jogos:
Villarreal 1 x 1 Panathinaikos: Não sei qual é o segredo de Henk ten Cate, técnico dos gregos, mas me surpreendo por nenhum gigante da Europa tê-lo enxergado até agora. Responsável tático por um Barcelona que ganhou tudo, suporte de Avram Grant no Chelsea e agora fazendo um trabalho excelente no comando dos Verdes, esse holândes está pronto para alçar vôos mais altos. Olho nele.
Chelsea 1 x 0 Juventus: Apresentando uma sensível melhora após a demissão de Scolari, os Blues saíram na frente deste que talvez seja o duelo mais equilibrado desta fase. Coincidentemente, Drogba voltou a jogar e, principalmente, marcar.
Sporting 0 x 5 Bayern: Único confronto decidido até agora. Mesmo ciente da superioridade dos bávaros, a apatia dos portugueses foi algo inexplicável para mim. Se a primeira classificação para as oitavas de uma UCL acabaria assim, era melhor ter ficado de fora.
As partidas que marcaram a volta da UEFA Champions League em sua fase de oitavas-de-final aconteceram como esperado. Nenhuma equipe obteve grande vantagem sobre o rival e todos os confrontos só serão desvendados nas partidas de volta.
Em Milão, Internazionale e Manchester United se apresentaram conforme previsto. Os Nerazzurri mostrando os velhos problemas para trocar passes e criar no meio-campo e os Red Devils fazendo valer sua melhor qualidade técnica para impor seu jogo.
O time visitante só não saiu como vitorioso por que o goleiro brasileiro, Júlio César, praticou uma série de defesas que confirmaram o grande momento que vive. Méritos também para o capitão Javier Zanetti, com seus desarmes precisos, para o jovem e seguro Davide Santon e para Iván Córdoba, um monstro no segundo tempo. Sem tais presenças, o zero a zero final dificilmente teria sido mantido.
Pelo lado mancuniano, Cristiano Ronaldo, sob fortíssima (e faltosa) marcação, esteve abaixo do seu melhor dentro de um time que ignorou o fator campo e dominou boa parte do jogo. Se tivesse que haver um vencedor este seria o United.
No entanto, é interessante frisar que, na etapa complementar, José Mourinho colocou a Inter no campo de ataque, pressionando o adversário. Neste período, seu time fez tudo o que não havia feito nos 45 minutos iniciais.
Agora, o técnico português deve refletir sobre o que a vantagem de um empate com gols fora de casa pode lhe proporcionar. Porém, quem conhece a força dos comandados de Alex Ferguson no mítico Old Trafford sabe que o favoritismo segue com os ingleses.
Outros jogos:
Arsenal 1 x 0 Roma: Nesta partida, os Gunners poderiam ter saído tranquilamente com um placar mais amplo. Porém, as duas grandes chances para um desfecho melhor caíram nos pés de Bendtner e Eboué, fato que, por si só, já explica o que houve.
Atlético de Madrid 2 x 2 Porto: Mais uma vez os Colchoneros ratificaram seu momento negativo. Se não fosse a falha gritante do arqueiro brasileiro Hélton e os portistas poderiam ter saído com uma vitória do Vicente Calderón. Destaque para Lizandro López pelos dois gols marcados para o time visitante.
Lyon 1 x 1 Barcelona: Talvez o encontro com mais cara de decidido. Com o empate, os Blaugranas terão tempo para se reorganizar e mostrar o futebol espetacular do semestre passado. Impossível não citar aqui o golaço de falta marcado por JuninhoPernambucano. Um mestre da bola parada.
Acima, Adriano reclama de uma infração que não ocorreu.
Coluna destinada a comentar as opiniões emitidas pelo órgão responsável pela chegada de informações ao público aficionado pelo futebol: a imprensa esportiva. Afinal, bem ou mal, é através dela que tomamos conhecimento de (quase) tudo o que cerca o mundo da bola.
Anatomia de um recorde.
Muito se fala do recorde mundial de minutos sem ser vazado que o goleiro Edwin Vander Sar do Manchester United pode romper na Premier League. O recorde atual pertence ao arqueiro Mazaropi, que ficou 1816 minutos sem sofrer gols de 18 de maio de 1977 a 7 de setembro de 1978.
O que pouco se comenta é o baixo número de defesas que o holândes realizou neste período de invencibilidade. Para se ter uma ideia, nos últimos 13 jogos dos Red Devils dos quais participou, o camisa 1 realizou apenas 23 defesas. Isso dá uma média de apenas 1,77 defesas por jogos. Stoke City, Sunderland e Middlesbrough não finalizaram na meta uma única vez. Ou seja, na verdade, esses números querem dizer duas coisas:
A primeira é o valor da defesa mancuniana que, apoiada nos pilares Ferdinand e Vidic, é hoje a melhor do mundo. A segunda é a qualidade discutível da maioria dos adversários que se apresentaram no período. Rivais, no máximo, esforçados.
É interessante frisar de que não se trata de uma crítica ao goleiro - um dos melhores que já vi - e sim à empolgação diante de um fato menos notável do que vem sendo apregoado pela mídia.
Curiosamente, um exemplo diferente está na meta do próximo rival do United. JúlioCésar, goleiro da Internazionale, não detém os mesmos números do companheiro de posição. No entanto, sua participação nas balizas interistas vem sendo muito mais decisiva, visto que suas intervenções vêm salvando com freqüência a equipe comanda por José Mourinho.
Estatísticas são muito usadas no futebol, mas, sem a devida contextualização, em boa parte das vezes elas são apenas números vazios.
Reuters
Van der Sar: Um grande goleiro protegido por uma grande defesa.
A maior razão para eu não dedicar mais tempo a este blog e não colocar em prática outro (que falaria de tudo menos de futebol) que só habita a minha imaginação é a verdadeira compulsão que tenho por informações dos mais variados tipos.
Essa quantidade maciça de informação serve apenas, em sua maioria, para sustentar meus textos para que não fiquem apenas no campo do “achismo”.
Logicamente, algumas coisas se destacam nesse universo de notas, factóides, colunas e notícias que povoam a internet. Hoje, especialmente, falo do que escreveTostão. Craque dos gramados, esse ex-jogador agora se dedica a uma coluna esportiva que abrilhanta alguns jornais do país.
Confesso que espero ansiosamente por cada nova coluna. Poucas leituras são tão prazerosas quanto seus textos que fogem do óbvio e fazem sonhar com um futebol mais lúdico.
Sua última coluna, que trata dos ídolos do seu passado, aborda como alguns jogadores podem fazer parte de nosso imaginário mesmo que tenhamos visto poucas atuações dos mesmos.
Di Stéfano, citado por ele no texto, sempre despertou minha curiosidade acerca de sua qualidade e de suas características. A definição que nunca saíra da minha mente é a de que era “a ancora da defesa, o armador do time e o melhor atacante”. Ficava fascinado em pensar como seria em campo um atleta assim.
Desta maneira, inauguro um novo espaço neste blog, onde recomendo aos amigos textos que valem a pena serem lidos, visto que não são meras ou descartáveis informações.
O pentacampeonato conquistado no Japão em 2002 trouxe de volta a tranquilidade à CBF. E a volta do sereno Carlos Alberto Parreira ao comando técnico da Seleção Brasileira evidenciou ainda mais isso.
Com seu estilo pragmático, Parreira promoveu a renovação do grupo de maneira paciente e correta. Logo, figuras como a de Rivaldo foram substituídas por Kaká, Robinho e outros jovens valores.
Por nova exigência da FIFA, mesmo sendo o atual campeão, o Brasil não tinha vaga garantida no próximo Mundial. Mesmo assim, sem muitos atropelos, a Seleção mostrou um futebol sólido, baseado num losango no meio-campo composto por Emerson, Juninho Pernambucano, Zé Roberto e Kaká. No ataque, os dois Ronaldos.
No entanto, mídia e público queriam mais. Queriam um quarteto ofensivo que jogasse e encantasse. Na verdade, queriam Robinho no time, ao lado de Kaká, Ronaldinho e Ronaldo. Assim, nascia o Quadrado Mágico que, mesmo falhando contra a Argentina em Buenos Aires pelas Eliminatórias foi mantido e, com entrosamento passou a jogar da maneira ofensiva que a torcida queria.
Todo esse ambiente foi amplamente favorável a Ricardo Teixeira. Reeleito em 2003 para o seu quarto mandato, encontrou terreno fértil para reforçar sua ligação com empresários e políticos, sobretudo os componentes da chamada Bancada da Bola, que passaram a receber generosas doações financeiras para suas campanhas.
Com ótimos resultados em campo (conquistou a Copa América com um time reserva, ganhou a Copa das Confederações apresentando um futebol brilhante na final contra a Argentina e sendo o primeiro classificado nas Eliminatórias para a Copa), restava à Teixeira recolher seus dividendos. E estes vieram na forma de vantajosos contratos publicitários e de rentáveis amistosos disputados em todo o mundo (menos no Brasil, claro). A grande maioria dos adversários era de qualidade para lá de duvidosa, mas isso pouco importava. Afinal, as cotas eram mais do que satisfatórias.
Não é novidade para ninguém o fato de que a preparação para a Copa de 2006 estevelonge da ideal. Além da má forma física e técnica que alguns jogadores brasileiros se apresentaram, o período de treinamentos em Weggis, Suíça, mais parecia um carnaval fora de época. Torcida barulhenta, passistas de escola de samba, pouca privacidade para a delegação no hotel e tudo o que uma equipe não precisa antes de uma disputa de tal quilate.
Outra reclamação diz respeito ao onze titular. Todos queriam Robinho (ou até Juninho Pernambucano) no lugar de Ronaldo ou Adriano, apelidados de Tôrres Gêmeas, com certeza não pela leveza em campo. Com a pesada dupla no gramado, o jogo do Brasil nunca fluiu como se esperava e, quando Parreira finalmente notou isso, já era tarde. Numa atuação de gala, Zinedine Zidane mostrou toda sua genialidade e os franceses despacharam os canarinhos de volta para casa.
Primeiramente, a culpa recaiu em Roberto Carlos (que estava ajeitando seu meião enquanto Henry marcava o gol da vitória) e também em Dida (que ficou plantado na meta), mas logo depois o circo montado na preparação se tornou o maior vilão da história.
Só que, por mais incrível que possa parecer, Teixeira criticou o próprio circo que elemontou em território helvético. Disse que estava tudo errado, detonou jogadores que, segundo ele, chegavam embriagados à concentração e, sutilmente, induziu que o pulso pouco firme de Parreira também era um fator negativo.
Como Luiz Felipe Scolari, o preferido da nação, estava indisponível, o nome indicado pelo presidente foi o de Carlos Caetano Bledorn Verri ou simplesmente, Dunga. Conhecido por seu espírito aguerrido e força de comando (algo que teria faltado na Alemanha), o ex-capitão brasileiro só foi questionado por não ter experiência anterior como treinador, sendo que até hoje tem seu valor debatido.
Aparentando estar alheio a essa polêmica, o presidente da CBF, com apoio irrestrito do governo do país, conseguiu o tão almejado projeto futebolístico de sua gestão, com o Brasil sendo escolhido como sede da Copa de 2014. Assim, com o argumento de que esse período era de relevância ímpar, ficou decidido que seu mandato se estenderia até o ano de 2015.
Agora, ansiosos por receberem um evento tão grandioso em seu país, de preferência em suas cidades e estados, os políticos têm em Teixeira sua figura preferida. Tanto é que, para agradar o maior número possível de interessados, ficou definido que serãodoze as sedes do Mundial, ao contrário das dez inicialmente previstas e sugeridas pela FIFA.
Desta maneira, chega ao fim esse relato sobre o que foram e representaram esses 20 anos de Ricardo Teixeira no comando da Confederação Brasileira de Futebol. Um período de conquistas e de alto faturamento, mas também de escândalos e histórias mal contadas que, pelo jeito, ainda não terminaram.
A seguir, um trecho de uma entrevista concedida pelo presidente da CBF ao Canal Livre (Band) sobre o tema Copa de 2014...
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