É verdade que o Flamengo já me deu muitas alegrias. Mesmo tendo visto pouco da geração de Zico & Cia. foi por causa deles que me tornei flamenguista. Em 1992, vi o maestro Júnior comandar, de forma brilhante, uma garotada rumo ao pentacampeonato nacional e me tornei fanático.
Depois, foi a vez de Sávio me encantar com sua velocidade, seus dribles, seus gols. Ah, se não fosse aquele tornozelo de vidro...
Logo em seguida, veio Romário. Parecia um sonho ter no ataque o melhor jogador do mundo, recém eleito pela FIFA. Com a camisa rubro-negra foram mais de 200 gols. Um luxo para os dias de hoje.
Lembro das aulas que matei na faculdade só para ver o Mengo em campo. E não foram poucas. Para piorar, muitas vezes ficava ouvindo o jogo no walkman dentro de sala, enquanto o professor explicava coisas das quais eu não fazia a menor idéia do que se tratavam, já que não estava escutando nada. Depois, tinha que estudar sozinho para não afundar nas provas. Por sorte, tudo deu certo no final.
Me formei e vi o tricampeonato carioca de 1999-2001 com atenção redobrada. Impossível não me emocionar com o golaço de falta marcado por Petkovic. Ainda nessa época, vibrei muito com o título da Copa Mercosul conquistada sob a batuta do técnico Carlinhos diante do Palmeiras de Felipão.
Infelizmente, nem só de alegrias eu vivi. Nesse período, acompanhei o centenário vergonhoso do clube, enquanto Kléber Leite transformava a Gávea num autêntico balcão de negócios. Vi o salafrário (ex-presidente) Edmundo Santos Silva embolsar quase 80 milhões de dólares da ISL e ainda trocar as promessas Reinaldo e Adriano (ele mesmo, o Imperador) por Vampeta, aquele que fingia que jogava.
Luta contra o rebaixamento virou rotina. Salários atrasados também. Desmandos e vexames se tornaram parte indissociável das notícias rubro-negras. Até hoje não consigo entender o motivo do Flamengo continuar com o patrocínio da Petrobrásestampado na camisa. O dinheiro está sempre bloqueado. Mas esta é outra história.
Quem me conhece sabe que meu interesse pelo time vem caindo sistematicamente há muito tempo. Não gosto da diretoria, de alguns jogadores, do técnico e seu esquema tático. Nem da camisa eu gosto. Não por acaso, só uso a retro. Cuca não é técnico para um time que se considera grande, mas, na verdade, ele não tem culpa de ser ruim.
Dizem que ser torcedor é vibrar, se alegrar, xingar e comemorar. Mas também é sofrer. E sofrer por algo que não vale a pena nunca fez meu estilo.
A partir de hoje, o Flamengo nunca mais será tema de um post deste blog. Não que ele o fosse muitas vezes, dado o recente desinteresse. Em outras palavras, parei!
Quando o Cruzeiro negociou o jovem atacante Guilherme com o Dínamo de Kiev, levou para a Toca de Raposa o também atacante Kléber e uma boaquantia em dinheiro. Para muitos, tratou-se de um ótimo negócio já que o novo contratado, além de bom jogador, é mais raçudo (foi apelidado de Gladiador pela torcida do Palmeiras por sua disposição e talvez pelas cotoveladas que distribui pelo caminho) e talhado para disputas como a Libertadores da América.
Hoje, na estréia da equipe celeste na competição continental contra os argentinos do Estudiantes, Kléber começou no banco de reservas. Num jogo truncado, entrou quando o placar do Mineirão assinalava 1 a 0 para o time da casa e em apenas 15 minutos marcou dois gols, garantindo a vitória do seu time. Porém, logo depois do seu segundo gol, acabou expulso, após levar seu segundo cartão amarelo.
Como escrevi acima, Kléber é um bom jogador. Só tem um problema. Ele é maluco...
Numa semana marcada por violência dentro e fora dos estádios brasileiros, duas frases são altamente condenáveis:
“Como galinha não tem estádio, não sei onde eles jogarão partidas importantes, a não ser que não estejam pensando na Libertadores.”
KALIL ROCHA ABDALA, diretor jurídico do São Paulo, usando música da torcida para comentar o fato de o Corinthians não querer o Morumbi.
“Ele tem que se lembrar que mora aqui (Belo Horizonte). A torcida do Galo não vai aguentar isso fácil, não!”
EMERSON LEÃO, técnico do Atlético Mineiro, protestando contra a arbitragem de Alício Pena Júnior que, entre outros erros, teria deixado de marcar um pênalti a favor do alvinegro no clássico contra o Cruzeiro.
Em meio à animosidade que envolveu os dois clássicos, fico imaginando até que ponto esse tipo de declaração pode gerar mais violência. Acompanhando “torcedores organizados” e uma Polícia Militar despreparada, agora dirigentes e treinadores colocam mais lenha na fogueira.
Essas equipes ainda vão se encontrar este ano. Se acontecerem tragédias maiores, alguns dos (vários) responsáveis estão citados acima.
estadao.com.br
Declaração infeliz de Leão pode gerar mais violência.
Algumas frases ligadas ao futebol se tornam tão famosas que viajam no tempo e se inserem no folclore da bola. Logo abaixo, temos algumas. No entanto, uma delas é FALSA. Assinale essa alternativa:
a) “Eles nos mandaram o fantasma de Ronaldo.” Massimo Moratti, presidente da Internazionale, sobre o atacante que desembarcava em Milão após servir ao Brasil na Copa de 1998.
b) “Não veio o Falcão, mas comprei o Lero-Lero.” Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians, quando da contratação do meio-campista Biro-Biro.
c) “É melhor perder como em 82 do que ganhar como em 94.” Telê Santana, saudoso ex-treinador, filosofando sobre sua derrota mais sofrida
d) “Futebol não é questão de vida ou morte. É muito mais importante do que isso.” Bill Shankly, lendário treinador do Liverpool.
Anterior:
Quem é o jogador retratado abaixo?
Ele é Rogério Lourenço (Rio de Janeiro, 20/03/1971). Ex-zagueiro de Flamengo, Cruzeiro, Guarani, Vasco e Paraná. Atualmente trabalhando como técnico, comanda a Seleção Brasileira sub-20 que acaba de conquistar o torneio sul-americano da categoria.
Parabéns ao Rodolfo Moura (de Brasília!), primeiro acertador, e ao Fernando.
Classificação: Relembrando que o primeiro acertador leva 2 pontos e os outros recebem 1 ponto, a nova classificação é a seguinte:
Há pouco menos de um ano, Eduardo da Silva, brasileiro naturalizado croata, quase teve sua carreira encerrada por uma entrada desleal do zagueiro Martin Taylor do Birmingham. Ontem, o atacante do Arsenal retornou à equipe principal. E foi em grande estilo...
Antes de qualquer observação acerca do que foi a partida envolvendo InternazionaleeMilan, é preciso dizer que o primeiro gol interista, marcado por Adriano, deveria ter sido anulado. No lance, o atacante brasileiro pode até não ter tocado com o braço na bola intencionalmente, mas é só por causa desse toque que a bola vai às redes.
Como todos sabemos, o tento não foi invalidado e os Nerazzurri venceram por 2 a 1, o quepraticamente liquidou as chances do título dos Rossoneri, algo que, somado ao tropeço da Juventus diante da Sampdoria, deixou a líder ainda mais próxima do tetracampeonato.
Isto posto, sejamos sinceros. Quem percebeu na hora a infração no lance? Eu não percebi e quem estava ao meu lado também não. Só depois, com a imagem aproximada é que se viu o toque. Nem os defensores do Milan reclamaram. E se ninguém viu, como cobrar do árbitro e do auxiliar a anulação?
Não vi, mas imagino a intensidade dos debates nos programas esportivos na Itália. Discutir em cima de lances polêmicos sempre foi o caminho mais fácil para conseguir audiência em qualquer lugar do mundo.
O jogo: Em meio a essa discussão, não se pode perder de vista a grande partida disputada no Meazza. A melhor da temporada, talvez.
A Inter mostrou o velho problema de criação no meio-campo, mas apresentava uma defesa sólida capaz de conter as investidas do rival. Por sua vez, o Milan, contando com alguns dos melhores passadores do mundo, controlava as ações e mantinha a posse de bola.
No entanto, quando o time lançava o veloz Alexandre Pato não havia ninguém que acompanhasse a jogada. O garoto corria, protegia e não tinha para quem tocar, dando tempo suficiente para a recuperação dos comandados de Mourinho. Nessa hora era impossível não sentir a falta de Kaká em campo. Sem ele, Pato ficou mais isolado do que nunca.
Pelo lado nerazzurro, destacaram-se o goleiro Júlio César, Stankovic e, sobretudo, Adriano que aos poucos parece recobrar a boa forma.
Seria correto dizer que a luta pelo Scudetto se encerrou ontem? Opine!
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O arqueiro Júlio César extravasa sua alegria após o apito final.