Aquele lance ou momento que você, por um motivo ou outro, nunca esqueceu.
20 Anos de Ricardo Teixeira na CBF.
Continuando a série, o blog A4L relembra os fatos mais marcantes da atual administração da Confederação Brasileira de Futebol.
Parte III: O Circo e o Penta
Após a derrota para a França na final de 98, surgiu o boato que a Nike, fornecedora domaterial esportivo da CBF, teria obrigado a entrada de Ronaldo emcampo. E, como se essa história já não fosse absurda o bastante, o Congresso Nacional, apoiado em denúncias de irregularidades no contrato assinado entre Nike e CBF, sonegação fiscal e na existência de um suposto acordo em que a final da Copa teria sido vendida para os franceses, armou um verdadeiro circo em Brasília.
Num dos momentos mais ridículos de nossa política, parlamentares ouviram desdejogadores até o presidente da entidade. Não faltaram situações patéticas: A ameaça de Ricardo Teixeira ao dizer que a FIFA não permitiria tal invasão no futebol, o técnico da Seleção, Wanderley Luxemburgo (foi depois dessa CPI que ele perdeu o “W” e o “Y” do nome), todo desconcertado em seu depoimento e, a cena antológica de um deputado perguntando a Ronaldo de quem era a obrigação de marcar Zidane nos lances de escanteio. O Fenômeno acabou devolvendo com outra pergunta: “É sério isso?” Infelizmente era. O relatório final da comissão acusou Teixeira de apropriação indébita, lavagem de dinheiro e sonegação, mas o presidente acabou saindo ileso do processo.
Como descrito acima, Luxemburgo sucedeu Zagallo no comando técnico do Brasil. Na ocasião, não havia escolha melhor para o cargo. Só que, a irregularidade em campo (venceu a Copa América de 99 e o pré-olímpico de 2000, mas patinava nas Eliminatórias e caiu nas quartas-de-final dos Jogos de Sidney) somada às denúncias sobre sua conduta na vida particular foram demais para ele. Depois de uma recusa de Oswaldo de Oliveira e de uma partida sob o comando de ex-auxiliar técnico Candinho, Emerson Leão foi efetivado.
Assumindo com o discurso de promover um futebol bailarino (!) na Seleção, Leão nãodurou muito no cargo. Um quarto lugar na Copa da Confederações de 2001, quando o treinador convocou e utilizou diversos jogadores de qualidade duvidosa pôs fim a sua curta passagem com a batuta da verde-amarela.
Para o seu lugar, o escolhido foi Luiz Felipe Scolari. Dono de forte personalidade, Felipão chegou com o intuito de colocar o time nos eixos, classificar o Brasil para Copa e – mesmo não sendo apontado como favorito – conquistá-la. E o trabalho não foi fácil. De cara, enfrentou a recusa de alguns jogadores para a disputa da CopaAmérica, sediada na Colômbia. Na ocasião, os atletas alegaram estar receosos com a segurança no país. Vale lembrar que, pelo mesmo motivo, a Argentina não participou do evento, quando o Brasil perdeu para o México na primeira fase e caiu para a inexpressiva Honduras nas quartas.
Estava claro que alguma coisa precisaria ser mudada caso o objetivo fosse mesmo o título máximo do planeta. No seu melhor estilo, o técnico gaúcho enquadrou alguns e afastou outros de seus planos. A bandeira desse movimento foi a exclusão deRomário (que teria mentido sobre a realização de uma cirurgia no olho para não viajar para a Colômbia) que nunca mais foi convocado.
Para seu lugar veio Ronaldo, recém-recuperado de sua segunda operação no joelho direito e que quase não entrou em campo pela Internazionale na temporada 2001/2. Só que não havia muitas alternativas. Escalando três zagueiros e um volante fixo para liberar os alas Cafu e Roberto Carlos e apostando no famoso trio de “erres”, Ronaldinho-Rivaldo-Ronaldo, Scolari conseguiu o que muitos supunham ser uma impossibilidade: o Pentacampeonato. Não é exagero dizer que aquela Copa significou não só a redenção do Fenômeno quanto a do desacreditado futebol brasileiro.
Na comemoração, tornou-se histórica a cena em que Ricardo Teixeira acompanhado de Pelé e Joseph Blatter tentam aparecer mais do que os campeões. Para felicidade do esporte, o capitão Cafu subiu no púlpito onde estava o troféu e privou a bola desse vexame em seu momento mais sublime.
Com essa conquista, os críticos do ex-genro de João Havelange encontraram menos eco às suas denúncias e, este, tratou de promover a solidificação de sua base junto a cartolas e políticos, sobretudo da famosa “Bancada da Bola”.
Continua...
Globo Esporte.
O Penta fez um bem enorme à popularidade de Teixeira...
Você conhece alguma história interessante sobre o mundo da bola? Mande-a para meu e-mail: a4l@bol.com.br e coloque no assunto: 'Lembra desse?!' e ela poderá ser publicada aqui!
Dica 1: Apesar de já ter encerrado a carreira de jogador, acaba de conquistar algo no futebol.
Dica 2: Além do Flamengo, defendeu Cruzeiro e Vasco.
Anterior:
Assinale abaixo, qual desses famosos vocalistas ingleses interpretou um jogador de futebol no cinema:
a) Liam Gallagher/Oasis.
b) Damon Albarn/Blur e Gorillaz.
c) Gavin Rossdale/Bush
d) Chris Martin/Coldplay
Resposta: c) Gavin Rossdale, ex-vocalista da banda inglesa (extra-oficialmente dissolvida) Bush, interpreta o capitão do English Team no filme “The Miracle Match”, antes, “The Game of Their Lives,” ou ainda “Duelo de Campeões” no Brasil. A película conta a espantosa vitória de um quase amador Estados Unidos sobre a poderosa Inglaterra na Copa de 1950.
Curiosidade: As filmagens foram realizadas no Estádio das Laranjeiras no Rio de Janeiro, mas, a partida verdadeira, foi disputada no Estádio Independência em Belo Horizonte.
Parabéns ao Yuri, o primeiro acertador e agora líder isolado. Aplausos também para Bruno e Cyntia que também apontaram a opção correta.
Classificação: Relembrando que o primeiro acertador leva 2 pontos e os outros recebem 1 ponto, a nova classificação é a seguinte:
Quando Brasil e Itália entraram em campo, parecia que alguma coisa estava fora da ordem. Foi a Azzurra que entrou com três atacantes, ocupando o campo de ataque e com um meia lançando com a precisão de um Gérson. E, até o gol mal anulado de Grosso, só havia um time em campo.
O que aconteceu depois vai ficar na memória de quem ama o futebol. Como era previsível, não foi um amistoso. Grandes jogadas, lances ríspidos e muita vontade marcaram esse derby mundial.
Tirando alguns lances de efeito, ora desnecessários, Ronaldinho jogou como há muito se esperava. Robinho, no mesmo nível, finalmente fez uma grande partida contra um adversário de peso.
Em sua estréia, Felipe Mello jogou como um veterano. Elano, como sempre, agarrou sua chance com unhas e dentes. Marcelo, hoje reserva no Real Madrid, também esteve em alto nível. A dupla de zaga esteve sólida e Júlio César, além de boas defesas, realizou uma pintura num chute à queima-roupa de Toni. Destoaram Maicon, que errou muito no ataque, o pouco móvel Adriano e Daniel Alves quando entrou.
Abafa o caso: Como diria um colunista de fofocas, nada como uma vitória sobre a atual campeã do mundo para abafar os rumores sobre uma futura contratação de Scolari. Pelo menos por um tempo, Dunga terá sossego.
Atualização: E não foi só o Brasil. Argentina e Espanha também venceram por 2 a 0 a, respectivamente, França e Inglaterra. Não podia deixar de reverenciar atuações tão belas. Algo me diz que o próximo Mundial será melhor que os dois últimos.
Quando li a notícia da demissão de Luiz Felipe Scolari do Chelsea, não cheguei a me surpreender. Sua trajetória à frente do clube londrino – em 36 partidas, 20 vitórias, 11 empates, 5 derrotas e nenhum clássico vencido – somada às pressões internas e externas que o clube vem sofrendo indicava isso. Talvez não tão cedo, mas indicava.
O que mais pensei após tomar ciência da saída de Felipão é como esse fracasso pode significar mais uma porta que se fecha para os treinadores brasileiros que buscam seu espaço na Europa.
Depois de Parreira no Valencia e Vanderlei Luxemburgo no Real Madrid, ver a demissão de mais um técnico brasileiro, considerado de ponta, deixa no ar a sensação de se tratar de mais um argumento para aqueles que pensam que os treinadores daqui, mesmo os melhores, não são tão bons quanto se imagina.
É justo lembrar que, nas três situações, os times não viviam seus melhores momentos. O Valencia se reestruturava quando o campeão do mundo Parreira assumiu em 1994. Luxemburgo se viu no olho do furacão de um Real Madrid galáctico que implodia e Scolari chegou quando o clube que parecia ter recursos financeiros ilimitados voltou aos tempos em que havia limite e incerteza.
Embora Scolari afirme que vai permanecer em Londres e que pretende viver na Europa por pelo menos mais dois anos, não é errado dizer que seu melhor momento no Velho Mundo já passou.
Seleção: A presença de um treinador brasileiro do calibre de Felipão de volta à praça pode até não ter tirado o sono de Dunga. Mas, sem dúvida, qualquer tropeço do Brasil será um prato cheio para especulações. O azar do ex-capitão está na tortuosidade do seu caminho até setembro deste ano.
Este espaço estava reservado para a terceira parte do “Lembra desse?!” que reconta os vinte anos de Ricardo Teixeira no comando da CBF. No entanto, a enqueterealizada pela Globo perguntando quem foi melhor, Romário ou Ronaldo, ascendeu uma discussão da qual eu não podia ficar de fora.
De fato, não é fácil comparar. Romário jogou mais tempo, marcou muito mais gols e era mais técnico. Enquanto isso, Ronaldo foi eleito o melhor jogador do mundo em três oportunidades e é o maior anotador da história das Copas.
O meu voto vai para quem atingiu o nível mais alto. Quem produziu o futebol mais próximo da perfeição. Nas temporadas 96/97 e 97/98, Ronaldo foi um verdadeiro Pelé. Assim, é o meu escolhido.
Coluna destinada a comentar as opiniões emitidas pelo órgão responsável pela chegada de informações ao público aficionado pelo futebol: a imprensa esportiva. Afinal, bem ou mal, é através dela que tomamos conhecimento de (quase) tudo o que cerca o mundo da bola.
Apenas um meio?
O assunto da semana em alguns noticiários esportivos brasileiros foi a grosseria oufalta de educação do técnico Muricy Ramalho com os repórteres que cobriam sua coletiva após a derrota por 2 a 0 do São Paulo diante do Santo André.
Numa atitude radical, a ESPN Brasil, sob a figura de José Trajano, informou aos seus assinantes que o canal não mais cobriria as entrevista do técnico, por julgar que o seu mau humor havia ultrapassado os limites da boa educação.
A atitude, reprovada por uns e aprovada por outros, deu o que falar. Muitos disseram que a grosseria do técnico não era com o repórter e sim com o telespectador que estava do outro lado. E que, para eles, a imprensa é apenas um meio pelo qual a informação chega para as pessoas.
Essa é uma das maiores mentiras que alguém desse meio pode dizer. Algo que a imprensa - seja ela esportiva ou de qualquer outra área - não tem é imparcialidade e impessoalidade.
Explico. A partir do momento em que há uma pauta para as matérias, edição de imagens, os textos e também a opinião, fica impossível dizer que o informado não sofre influência do informante. E basta assistir ou ler sobre o mesmo assunto em veículos diferentes para notar esse algo inegável.
A Copa do Mundo no Brasil é o melhor exemplo. Parte da imprensa esportiva, que apóia a CBF em quase tudo o que ela faz, pouco critica o Mundial. A outra, que não goza de nenhum privilégio e nem da simpatia da entidade, combate e fiscaliza o evento, avisando ao “incauto” público que o evento será um prato cheio para os políticos e dirigentes corruptos de plantão. Algo que eu concordo em parte.
A verdade é que não existe isenção. Quem é mais velho ou mais atento, sabe o quanto a Globo e outros veículos importantes influenciaram e influenciam o país. Negar isso mostra desconhecimento, cara-de-pau ou coisa pior.
ESPN
Em tempo. Mesmo depois de todo o imbróglio, Muricy não mudou muito...