Aquele lance ou momento que você, por um motivo ou outro, nunca esqueceu.
20 Anos de Ricardo Teixeira na CBF.
A partir desta semana, o blog A4L relembra os fatos mais marcantes da atual administração da Confederação Brasileira de Futebol.
Parte I: O caso Pepsi e o Tetra.
No último dia 16, Ricardo Teixeira completou 20 anos na presidência da CBF. Um momento interessante para se fazer um balanço da Seleção e da gestão do futebol brasileiro nessas duas décadas.
É interessante lembrar que, ao assumir o cargo, Teixeira encontrou a entidade praticamente quebrada e quase sem condições financeiras de arcar com os custos da delegação que viajaria para a disputa da Copa de 1990. Mundial este, marcado por desconfianças quanto à capacidade do técnico Sebastião Lazaroni com seu polêmico esquema 3-5-2 e informações de que os jogadores estavam bem mais preocupados com a premiação a ser recebida do que propriamente jogar bola. Basta lembrar o caso Pepsi, onde a foto oficial dos 22 jogadores ficou marcada pela famosa mão no peito, que nada tinha a ver com patriotismo e, sim, uma tentativa de esconder o logo da fábrica de refrigerantes que ficava no agasalho.
No mundial seguinte, apesar de algum sofrimento nas Eliminatórias e de um Romário empurrado goela abaixo, Carlos Alberto Parreira levou o Brasil ao seutetracampeonato mundial. Além de uma clara evolução estrutural e logística, a CBF agora dava mostras de que sua situação financeira também caminhava melhor. Por outro lado, a relação atletas e imprensa era uma das piores da história, a ponto de, no momento em que erguia a Copa (foto), o capitão Dunga esbravejar: "Essa é pra vocês, seus traíras!" Os "traíras", no caso, eram os jornalistas e críticos daquele grupo.
No entanto, foi justamente no retorno ao Brasil e de posse do tão desejado troféu, que eclodiu a primeira das inúmeras polêmicas que permearam a atual administração: Logo no desembarque, em Brasília, a delegação foi surpreendida trazendo uma série de artigos irregularmente importados na bagagem, assunto que foi logo abafado para não estragar a festa. Infelizmente, casos não explicados como esse deram a tônica de tudo o que viria pela frente...
Você conhece alguma história interessante sobre o mundo da bola? Mande-a para meu e-mail: a4l@bol.com.br e coloque no assunto: 'Lembra desse?!' e ela poderá ser publicada aqui!
Terminando o assunto Kaká, vale uma explicação para quem não entendeu a reação absolutamente exagerada dos "jornalistas" italianos no programa "Il Processo di Biscardi", mostrada por quase todos os noticiários brasileiros e reproduzido neste blog.
O apresentador do programa, Aldo Biscardi, é um ex-jornalista que foi expulso de sua Ordem após suposto envolvimento com Luciano Moggi, onde teria colaborado na limpeza de barra do ex-dirigente da Juventus. Biscardi é também amigo de Silvio Berlusconi.
O outro jornalista, o que dá seu show particular, é Tiziano Crudeli, ex-jogador do Milan e fanático pelo clube. Como pode ser visto no vídeo abaixo, esse tipo de reação não parece ser algo incomum.
Detesto quando a imprensa esportiva se comporta assim, mas confesso que, ao assistir essas imagens, senti saudades do Milton Neves e do Doutor Osmar...
Assinale o jogador abaixo que foi o único a entrar em campo e vencer uma final de Libertadores, de UEFA Champions League e de Copa do Mundo:
a) Cafu;
b) Roque Júnior;
c) Dida;
d) Roberto Carlos.
Anterior:
Quem é o jogador retratado abaixo?
Dica: Dono de um talento invulgar, infelizmente não realizou o que dele se esperava.
Resposta: Ele é Duncan Edwards (Dudley, 1 de Outubro de 1936 - Munique, 21 de Fevereiro de 1958), ex-jogador do Manchester United e um dos oito atletas que falecerem em virtude do desastre aéreo ocorrido em 6 de fevereiro de 1958 em Munique que vitimou a delegação do clube.
Edwards estreou no time principal ainda adolescente, tornando-se o mais jovem a disputar uma partida na Primeira Divisão Inglesa e, em seguida, o mais jovem a atuar pela Inglaterra desde a Segunda Guerra Mundial. Numa carreira profissional de menos de cinco anos, ajudou os Red Devils a ganharem dois campeonatos nacionais e alcançarem as semifinais da Copa dos Campeões da Europa. Embora tenha sobrevivido ao desastre de Munique - assim como Bobby Chalrton e o lendário técnico Matt Busby - não suportou o resultado de suas lesões, vindo a falecer 15 dias depois.
Considerado um jogador completo, atuava como winger e, dentre suas principais características, estava a grande capacidade pulmonar que o permitia ir e voltar constantemente. Sua habilidade com a bola, também fora do comum, deixava paralisados tanto seus adversários quanto seus companheiros de time.
Em recente entrevista à FourFourTwo, Sir Bobby Charlton declarou:
"A maioria dos jogadores é boa em alguma coisa; pelo alto, com o pé direito ou o esquerdo, pelo leitura do jogo, pelo ritmo. Duncan fazia tudo e realmente era melhor em tudo do que os outros."
Classificação: Parabéns ao Darley, primeiro acertador dessa nova fase do Question. Com o advento dos pontos (2 para o primeiro acertador e 1 para os outros que acertarem) e da premiação, a classificação incial está assim:
1º) Darley - 2 pontos.
2º) Cyntia e Yuri - 1 ponto.
Até a próxima!
Para muitos, Edwards seria o maior jogador inglês de todos os tempos.
Futebol é mesmo um esporte diferente. Veja só a reação dos jornalistas italianos que, ao vivo, receberam do Primeiro-Ministro Silvio Berlusconi a notícia de que Kaká permaneceria no Milan.
Sem dúvida, esse foi o maior gol de Kaká. Ou seria um tento de Berlusconi?
Embora a negociação envolvendo a transferência de Kaká do Milan para o ManchesterCitynão tenha sido das mais claras - aliás, como a maioria das grandes negociações - não restam muitas dúvidas de que pesaram para o brasileiro as questões esportivas. Algo cada vez mais raro nos tempos atuais, diga-se.
A possibilidade de seguir num clube tradicional, vencedor e muito mais sólido do que o interessado, pesaram bem mais do que um vencimento (já muito alto) dobrado. Também não restam dúvidas de que o coração pesou. Sim, antes de serem as empresas que são, os astros do futebol são pessoas e tem sentimentos, apesar de muitas pessoas duvidarem disso.
Em todas suas entrevistas, o camisa 22 sempre reforçou o pensamento de seguircarreira no clube e repetir a história de mitos como Paolo Maldini. Ao que parece, não era apenas retórica.
Agora, com o fim de mais uma cansativa novela futebolística, outra deve começar. Mesmo aparecendo nas manchetes como era desejado, os proprietários dos Citizens ainda não conseguiram seu craque. É provável que hoje mesmo surja o nome do novo alvo. Messi? Ibrahimovic? Drogba?
Bom, como não deve ser brasileiro, estamos parcialmente livres de mais uma overdose de notícias, matérias, notinhas e de posts como este aqui. Mas apenas parcialmente...
Ap
Felizmente, ainda existe algo além de dinheiro no futebol.
A quinta edição do Ranking também é a última da versão semestral. Notei que o segundo semestre não provoca alterações suficientes para sua publicação. Assim, a próxima edição só sairá em 2010, com a soma da pontuação obtida pelos campeões deste ano.
Para quem ainda não conhece este trabalho, trata-se de um ranking de títulos que valoriza o que de mais relevante foi conquistado durante toda a história dos clubes. Assim, um troféu erguido no início do século XX tem tanto valor quanto uma vitória atual.
Nesta edição, destaque para os esquecidos de sempre, ora representados por Spartak e Dínamo de Moscou, Chivas, Toluca e Colônia que passam a fazer parte do Top100.
E, ao final da listagem, os pesos de cada competição, os critérios de desempate e algumas respostas para os questionamentos mais freqüentes.
Boa diversão!
Entre parênteses, a colocação na edição anterior.
NL: Não listado na edição anterior.
O Ranking:
1º. Real Madrid (ESP) - 581 pontos (1º) 2º. Juventus (ITA) - 374 pontos. (2º) 3º. Milan (ITA) - 369 pontos. (3º) 4º. Liverpool (ING) - 330 pontos. (4º) 5º. Barcelona (ESP) - 315 pontos. (5º) 6º. Bayern de Munique (ALE) - 299 pontos. (6º) 7º. Manchester United (ING) - 289 pontos. (7º) 8º. Boca Juniors (ARG) - 258 pontos. (9º) 9º. Ajax (HOL) - 257 pontos. (8º) 10º. Internazionale (ITA) - 250 pontos. (10º)
Olé
O título do Apertura valeu a 8ª posição ao Boca.
11º. Independiente (ARG) - 220 pontos. (11º) 12º. Benfica (POR) - 212 pontos. (12º) 13º. Porto (POR) - 199 pontos. (13º) 14º. São Paulo (BRA) - 194 pontos. (15º) 15º. River Plate (ARG) - 188 pontos. (14º) 16º. Peñarol (URU) - 177 pontos. (16º) 17º. Arsenal (ING) - 166 pontos. (17º) 18º. Flamengo (BRA) - 151 pontos. (18º) 19º. Atlético de Bilbao (ESP) - 149 pontos. (19º) 20º. Santos (BRA) - 146 pontos. (20º) 21º. Palmeiras (BRA) - 132 pontos. (21º) 22º. Nacional (URU) - 131 pontos. (22º) 23º. Atlético de Madrid (ESP) - 129 pontos. (23º) 24º. PSV (HOL) - 125 pontos. (24º) 25º. Aston Villa (ING) - 121 pontos. (25º) 26º. Feyenoord (HOL) - 118 pontos. (26º) 27º. Sporting de Lisboa (POR) - 118 pontos. (27º) 28º. Grêmio (BRA) - 117 pontos. (28º) 29º. Vasco da Gama (BRA) - 114 pontos. (29º) 30º. Olímpia (PAR) - 110 pontos. (30º)
Montando um esquadrão, o City pode sair logo da 87ª posição.
Os pesos de cada competição:
20 pontos: UEFA Champions League e Taça Libertadores da América. 10 pontos: Mundial de clubes e os campeonatos brasileiro, espanhol, inglês e italiano. 8 pontos: Campeonato alemão. 5 pontos: Copa da UEFA, Copa de Feiras (UEFA); Sul-Americana, Mercosul e similares; Taça Brasil e 'Robertão'; campeonato francês. 4 pontos: Copa da Concacaf; campeonatos argentino (Apertura e Clausura), português e holandês. 3 pontos: Copa das Nações Africanas; da Ásia, os campeonatos mexicano e da antiga URSS; copas do Brasil, da Itália, do Rei da Espanha e da Inglaterra (FA Cup). 2 pontos: Recopa européia, Copa dos Campeões da Libertadores, Conmebol; os campeonatos russo e da antiga Iugoslávia; copas da Alemanha, da França, da Holanda, de Portugal; campeonatos estaduais do Rio de Janeiro e de São Paulo. 1,5 pontos: Copa da antiga URSS. 1 ponto: Campeonatos da antiga Tchecoslováquia, austríaco, belga, chileno, croata, escocês, grego, japonês, norte-americano, paraguaio, romeno, sérvio, uruguaio, ucraniano, tcheco e turco; copas da liga alemã, da liga francesa, da antiga Iugoslávia, do México, da Rússia; campeonatos estaduais de Minas Gerais, do Paraná e do Rio Grande do Sul. 0,5 pontos: Campeonatos paraguaio (a partir de 2008), egípcio, sueco, húngaro, marroquino e tunisiano; copas da antiga Tchecoslováquia, da Áustria, da Bélgica, da Croácia, da Escócia, dos EUA, da Grécia, da República Tcheca, da Romênia, da Sérvia, da liga japonesa, da Ucrânia e da Turquia; campeonato estadual da Bahia, do Ceará, de Goiás e de Pernambuco.
A pontuação acima se refere apenas aos times listados de 1 a 100 no Ranking.
Os critérios de desempate:
1º - Maior número de títulos continentais 2º - Maior número de títulos nacionais. 3º - Título continental mais recente. 4º - Título nacional mais recente. 5º - Maior peso de título nacional.
Perguntas mais frequentes:
Por que o Campeonato Brasileiro tem o mesmo peso dos grandes campeonatos da Europa?
Resposta: Por diversas razões. Entre elas, o fato de que por pelo menos 15 anos (de 1971 a 1985) o Brasileiro foi o campeonato mais forte do mundo, já que a absoluta maioria dos atletas nascidos no país ainda atuava em nossos gramados, o que tornava o campeonato até mesmo superior aos mais renomados do Velho Continente.
Outro fator, é que alguns campeonatos como o inglês e o italiano começaram de forma absolutamente incipiente, amadora e com poucos participantes. Para não definir pesos diferentes para um mesmo campeonato, decidi valorizá-lo como um todo.
Por que valorizar os campeonatos estaduais que praticamente só existem no Brasil?
Resposta: Alguns estaduais como o paulista, o fluminense, o mineiro e o gaúcho, além de serem tradicionalíssimos e de terem contado com a presença de inúmeros craques de nossa história, foram e ainda são mais fortes do que muitos campeonatos nacionais de menor prestígio. Outra razão é o fato do Brasileiro ser muito recente o que causaria certo desequilíbrio no Ranking.
Por que o Mundial de Clubes vale menos que a Libertadores e do que a UEFA Champions League?
Resposta: Por uma questão de justiça. O Mundial (ou Taça Intercontinental até 2004) já foi disputado em diversos formatos, mas todos eles não possuem o valor técnico ou a duração necessária para serem equivalentes às citadas competições.
Em visita ao Brasil em meados de 2008, José Mourinho disse que diante do ótimo elenco da Internazionale não havia necessidade de grandes mudanças para o trabalho que ali se iniciava. Afirmou ainda que a manutenção da maior parte do grupo seria uma espécie de voto de confiança que estaria dando ao plantel Nerazzurro.
Pois bem. Ao final do primeiro turno e com o título simbólico de campeão de inverno nas mãos, o português não tem muito o que comemorar. Jogadores que não corresponderam, esquemas táticos que não funcionaram e problemas disciplinares foram rotina nesses sete meses de trabalho.
Embora tenha ares de acidente, a derrota por 3 a 1 para a Atalanta em Bergamo evidenciou, de certa maneira, essas questões que vinham latentes na campanha.
Mesmo levando em conta que o gramado do estádio bergamasco era um verdadeiro pasto, não se justifica a absoluta falta de criatividade da equipe visitante que resumiu seu jogo a inócuos levantamentos para a grande área adversária.
Resta imaginar agora o que esta abertura de mercado pode trazer de positivo na busca por um maior equíbrio do grupo. Nomes como o de Drogba, Diego e Tevez já foram ventilados sem muita convicção.
Vale lembrar também, que a última derrota interista frente ao adversário de hoje ocorreu em Milão na temporada 2001/2. Na ocasião, os três pontos perdidos custaram o scudetto, que acabou ficando com a Juventus.