Os 100 melhores do mundo?
A FourFourTwo parece ter entrado de vez no mercado brasileiro. Matérias interessantes, visual arrojado e informações difíceis de encontrar até mesmo na internet. O problema é que algumas matérias evidenciam que os jornalistas da casa, por mais que digam o contrário, acompanham apenas o que se passa dentro da Europa. Afinal, só isso explica uma lista com os 100 Melhores Jogadores do Mundo que não inclui ninguém que atue fora do Velho Continente.
Será que nenhum jogador que milite noutro continente merecia estar na lista? Para mim, nomes como Thiago Silva, Hernanes, Alex, Rogério Ceni, Riquelme e Guerrón tiveram destaque suficiente para assegurar que pelo menos um deles estivesse incluso.
Por outro lado, nomes como Lassana Diarra, Sagna, Pires (em final de carreira), Srna e Nesta (que é 'worldclass', mas praticamente não jogou em 2008) que tiveram pouco brilho individual na temporada estão presentes nesse Top100.
O mais justo seria rebatizar a lista como os 100 Melhores Jogadores da Europa. A chance de diminuir as prováveis injustiças seria bem maior.
FourFourTwo: A capa britânica é a mesma do Brasil
Escrito por Michel Costa às 21h20
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O Alvo.
Que Vanderlei Luxemburgo não é nenhum santo todo mundo sabe. Todos sabem também que poucos treinadores no Brasil e no mundo tem um currículo vitorioso como o dele. No entanto, de uns tempos para cá, suas inúmeras atividades extra-campo parecem estar atrapalhando seu trabalho. Até aí, tudo bem. A imprensa esportiva tem o direito de criticar essa conduta e o barco segue.
Mas não é bem assim que acontece. Com resultados apenas razoáveis nos últimos tempos, Luxemburgo se tornou o alvo preferido dos jornalistas que sempre o detestaram, mas sem o amparo de campanhas ruins ou regulares tinham pouco ângulo para atacar.
E um dos veículos mais críticos é a Trivela. Tanto a revista quanto o site dificilmente perdem uma oportunidade para detonar o sujeito. Vanderlei já havia sido capa da edição de setembro. Agora, em dezembro, seu nome volta a ser tema das colunas de Mauro Cezar Pereira e Caio Maia. Como se isso não bastasse, ainda há, em separado, um Top10 com suas "patacoadas" em 2008.
Achando essa overdose de Luxa um exagero, escrevi no blog do site que aquilo já estava parecendo perseguição. A resposta do editor Caio Maia, realmente me surpreendeu: "é perseguição, mesmo. Justa, devida e declarada. Mas acaba por aqui, a gente é coerente, mas não quer ser chato e ficar repetindo o que todo mundo já sabe."
O mais curioso é que o treinador sempre se manifesta quando é criticado. Um bom exemplo são suas participações via telefone em programas como o Arena Sportv. Mesmo assim, ao que tudo indica, com uma revista que fica semanas exposta em bancas de todo o Brasil, os trivelistas ainda não conseguiram chamar a atenção de Luxemburgo. Devem estar frustrados...
As três capas da Trivela no mês de dezembro.
Escrito por Michel Costa às 21h13
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Um presente especial.
Este Natal será diferente dos outros. Afinal, não é sempre que eu recebo em minha casa uma visita tão ilustre. Trata-se da Cyntia Santana, blogueira, fanática pelo Calcio (sobretudo pela Sampdoria) e, nas horas vagas, minha melhor amiga.
E, além de me brindar com sua presença durante as festas, Cyntia ainda me trouxe um regalo mais do que especial:
Mordam-se de inveja blogueiros! :-)
No mais, gostaria de desejar a todos um FELIZ NATAL e um 2009 repleto de realizações.
Até a próxima!
Escrito por Michel Costa às 21h09
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Pontos e Vírgulas.
Coluna destinada a comentar as opiniões emitidas pelo órgão responsável pela chegada de informações ao público aficionado pelo futebol: a imprensa esportiva. Afinal, bem ou mal, é através dela que tomamos conhecimento de (quase) tudo o que cerca o mundo da bola.
Não me diga...
Assistir à final do Mundial de Clubes ontem foi, antes de tudo, um exercício de paciência. Primeiro, comecei pelo Sportv que iniciou sua transmissão primeiro. Com alguns minutos, ouvi do comentarista Paulo César Vasconcelos a pérola: "O Rooney não é titular do Manchester. Hoje ele é mais uma opção. A dupla titular é formada por Tevez e Berbatov que está voltando de contusão."
Bom, se o Rooney não é titular dos Red Devils, não sei mais quem é.
Logo em seguida, mudei para a ESPN/Brasil, pois sabia que lá encontraria, teoricamente, uma informação mais abalizada. O que aconteceu em seguida, de fato, transformou o jogo numa espécie de tormento para mim...
Que o Manchester United é infinitamente superior à LDU todo mundo que acompanha um pouquinho de futebol sabe.
Que os esforçados equatorianos eram os legítimos representantes da América do Sul também não se discute. Mas daí a imaginar que o time é o melhor do continente vai uma tremenda distância. São Paulo, Internacional e Boca Juniors, só para citar alguns, são melhores e poderiam fazer um papel mais digno, embora não haja legitimidade. Será que alguém acha que a Grécia era a melhor seleção da Europa em 2004? Que o Once Caldas era superior ao Cruzeiro e ao Santos no mesmo ano? Ou será que o valente Porto de Mourinho tinha mais bola do que o espetacular Arsenal campeão invicto da Premier League? Não creio.
Que os europeus - sobretudo os ingleses - dão menos valor a essa conquista do que nós sul-americanos também não é nenhuma novidade. Afinal, para um clube brasileiro ou argentino ganhar a Libertadores e não ganhar o Mundial é o mesmo que fazer o serviço pela metade. Por outro lado, ganhar a UEFA Champions League é o grande objetivo de uma equipe do Velho Continente. O Mundial é visto como uma espécie de complemento. Muito relevante para alguns, como demonstrou o Milan no ano passado, menos atrativo para outros, como aparentaram os britânicos na partida de ontem. Trata-se de uma questão de cultura futebolística de cada país.
Isto posto, para quê passar a transmissão inteira tentando evidenciar isso? Pois foi exatamente isso o que fizeram o narrador Paulo Andrade e o comentarista Mauro Cezar Pereira. A ponto de, poucos segundos após o término da final, ficarem comentando sobre a baixa repercussão da conquista nos sites esportivos europeus, como que se a repercussão na mídia fosse a maior credencial de uma competição. Por esse ângulo, poderia citar que a Globo (a quarta maior emissora do mundo) não se interessou em mostrar o evento. O que absolutamente não significa que o torneio é desimportante por nossas bandas.
Só que o chamado "Golpe de Misericórdia" veio antes, quando citaram Sir Alex Ferguson, que declarou almejar o torneio intercontinental com o intuito de motivar sua equipe na busca pelo tricampeonato nacional e do bi da UCL. Então veio a inacreditável comparação: "Imagine o Abel Braga em 2006 dizendo que gostaria de ganhar o Mundial para entrar 2007 com o pé direito e vencer o Gauchão."!!!
Não seria mais honesto comparar com o Brasileiro (que o Colorado não vence há 30 anos) e a uma segunda conquista da Libertadores? Depois dessa, pensei em mudar de canal, mas me lembrei que estava gravando o jogo. Sem muitas alternativas, usei a velha máxima de que "é melhor ouvir isso do que ser surdo".
Após o apito final, fiquei a imaginar se o comportamento da dupla, de certa forma, não visou desvalorizar a própria programação do canal onde trabalham. Eles têm sorte por serem chefiados pelo José Trajano. Essa valia pelo menos um "sabãozinho"...
Por fim, após mais uma edição do Mundial de Clubes da FIFA fica a constatação de que, sem a inclusão de times que melhor qualifiquem a competição, tudo o que veremos de interessante será a finalíssima. Ou melhor, interessante pelo menos para a metade de baixo do mapa. Infelizmente.
O United ergue a taça. Festa contida.
Escrito por Michel Costa às 23h26
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