Os pitacos das Oitavas.
O que mais chamou a atenção no sorteio realizado ontem pela UEFA para definir os confrontos das oitavas de final da Champions League, foi a definição de três encontros envolvendo ingleses e italianos.
No mais chamativo deles, Manchester United e Internazionale, que além de colocar frente a frente os campeões de cada país, marcará mais um duelo entre Sir Alex Ferguson e José Mourinho, que levou a melhor em 2004 quando ainda comandava o Porto. Aos microfones, ambos disseram ter gostado do adversário selecionado.
Como já é de praxe, após uma breve análise, os meus favoritos (em negrito) para se tornarem quadrifinalistas. Lembrando sempre que, até fevereiro, muita coisa pode acontecer e jogar esses palpites por terra:
Chelsea x Juventus: Penso que chegou a hora de Felipão mostrar a que veio no Chelsea. Não é segredo para ninguém que a Champions sempre foi o sonho de consumo dos Blues. Pelo lado bianconero, o avanço significaria a continuação de uma ascensão que nasceu ainda na fase grupos. No entanto, não acredito no técnico italiano Claudio Ranieri e isso pesa na hora de decidir o meu favorito no embate.
Villarreal x Panathinaikos: A consistência do Submarino Amarelo na fase de grupos me fez apostar no seu avanço, mas é bom lembrar que do lado grego existe o competente Henk ten Cate que realizou interessantes trabalhos como auxiliar-técnico de Barcelona e Chelsea.
Sporting Lisboa x Bayern de Munique: Mesmo sendo uma equipe mundialmente conhecida, é a primeira vez que o Sporting se classifica para as oitavas do torneio. E, apesar da inexperiência de Klinsmann, acho que a vantagem técnica e competitiva dos bávaros fará a diferença aqui.
Atlético de Madrid x FC Porto: Foi complicado apontar o favorito aqui. Os 'Colchoneros' eram os preferidos de muitos até para o título espanhol. Só que alguns maus resultados e uma fase estratosférica do Barça acabaram sepultando maiores ambições dos 'Rojiblancos'. Por sua vez, o Porto ainda parece um pouco abaixo da equipe de anos anteriores. Talvez, ainda abalado pelo escândalo do Apito Dourado.
Lyon x Barcelona: Não existe coerência maior do que apostar no Barça. Ninguém praticou um futebol tão vistoso e eficiente quanto os 'Blaugranas' até agora. A renovação que se promoveu surtiu efeito antes do que o esperado e, se nada mudar, o Barça avança como maior favorito ao título também.
Real Madrid x Liverpool: Juande Ramos terá que agir rápido se quiser arrumar seu time a tempo de encarar o bem arrumado Liverpool. Destaque neste confronto para os quatorze títulos que os dois clubes possuem. Tradição é o que não vai faltar.
Arsenal x AS Roma: Outra escolha difícil. Fico com os 'Giallorossi' pelo fato de terem se encontrado ao longo da competição e por terem um elenco mais maduro que o rival. Resta saber como Arsène Wenger vai operar nessa abertura da janela de transferências, já que se prometeu a chegada de reforças experientes e capazes de dar aos 'Gunners' o estofo que a garotada ainda não se mostrou capaz.
Inter de Milão x Manchester United: No momento, sem dúvida o duelo de maior apelo. Embora Mourinho tenha vindo para quase que exclusivamente tirar a Inter da fila, acho que ainda não será desta vez. No entanto, a volta dos 'Nerazzurri' ao eficaz 4-3-1-2 e a maratona de jogos a qual o United deve ser submetido nessa virada de ano pode gerar o desgaste - ou as contusões - que pode implicar numa queda de produção.
E aí? Arrisca os seus palpites também?
O logo da final. O bom gosto de sempre.
Escrito por Michel Costa às 13h21
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Um passo à frente.
Enquanto o Corinthians faz as contas de quanto Ronaldo pode render fora de campo; enquanto o Flamengo se consola da perda do Fenômeno criando factóides sobre uma improvável vinda de Adriano e ainda se arrisca pensando em Carlos Alberto; e enquanto Botafogo, Fluminense e Palmeiras sofrem ameaça real de desmanche; o São Paulo caminha no sentido inverso.
Em recente entrevista ao programa Bola da Vez da ESPN/Brasil, o treinador são-paulino, Muricy Ramalho, pautou a atual distância do seu clube para os outros da seguinte maneira: "A diferença é que o São Paulo erra menos que os outros."
Muricy estava correto em sua análise. Mesmo quando lembrou que neste ano o Tricolor errou mais do que em anos anteriores (e citou a passagem dos próprios Adriano e Carlos Alberto), mesmo sem citar que a lista de flops do time do Morumbi (confira no blog de Dassler Marques) é bem maior do que se imagina, ainda assim a distância é grande.
Os novos contratados Renato Silva, Wagner Diniz, Junior Cesar, Eduardo Costa e Washington se mostram, pelo menos a princípio, contratações corretas e pontuais, além de enfraquecer rivais nacionais. Inclusive, a chegada do ex-centroavante do Fluminense é, para mim, a melhor entre as contratações realizadas por clubes brasileiros neste fim de ano. O chamado Coração Valente é o homem talhado para romper as defesas inóspitas que povoam uma Libertadores e ainda é um grande profissional.
Com este cenário, o São Paulo larga na frente para seguir em 2009 com sua incansável rotina de levantar troféus. Para os outros, fica o exemplo.
Autêntica bandeira, Ceni é espelho para os atletas que chegam ao Morumbi.
Escrito por Michel Costa às 22h53
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Para "pegar", Mundial deveria ser melhor.
Adelaide United x Waitakere, Al Ahly x Pachuca e Adelaide United x Gamba Osaka. Apesar da emoção na segunda partida, até agora o Mundial de Clubes da FIFA 2008 não apresentou nenhuma partida de bom nível. Para uma competição que, em tese, deveria ser a mais competitiva do mundo, não é interessante seguir assim.
Numa conversa com o leitor Bruno Silva no post em que trato da Copa Sul-Americana, falamos sobre a possibilidade do Mundial ser disputado no meio do ano (assim como a Copa do Mundo e a Euro) e em anos ímpares (para não concorrer com as citadas competições).
A idéia, que surgiu como brincadeira, recria o torneio utilizando o maior número possível de equipes competitivas. Para isso propõe a inclusão dos dois últimos campeões da UEFA Champions League, da Copa da UEFA, da Libertadores da América, da Copa Sul-Americana, Copa dos Campeões da CONCACAF, da África e da Ásia. Para completar o número ideal de 16 participantes, seriam incluídos o campeão do país sede (que poderia sair do confronto entre seus dois últimos campeões) e o vencedor entre os dois últimos campeões da Oceania (incluir dois times neozelandeses seria bondade demais).
Nesse esquema, usando alguns critérios para resolver os casos de dupla indicação (bicampeonatos, por exemplo), escolhendo o ano de 2007 como base, realizando a competição no Japão e lembrando que África e Ásia apontam seus campeões apenas no segundo semestre, assim como a Sul-Americana e o campeonato japonês, poderíamos formar 4 grupos com as seguintes equipes:
Grupo A:
Barcelona (UCL 2006)
Universidad Católica ou Vélez (o Boca venceu a Sul-Americana 2005).
Jeonbuk Motors (Copa dos Campeões da Ásia 2006)
Pachuca (Liga dos Campeões da CONCACAF 2007)
Grupo B:
Milan (UCL 2007)
Colo-Colo (o mexicano Pachuca venceu a Sul-Americana 2006)
Al Ahly (Copa dos Campeões da África 2005 e 2006)
Waitakere United ou Auckland City (Copa dos Campeões da Oceania 2006 e 2007)
Grupo C:
Internacional (Libertadores 2006)
Sevilla (Copa da UEFA 2007)
Al-Ittihad (Copa dos Campeões da Ásia 2005)
América do México (Liga dos Campeões da CONCACAF 2006)
Grupo D:
Boca Juniors (Libertadores 2007)
Espanyol ou Middlesbrough (vice-campeões em 2006 e 2007 da Copa da UEFA)
Étoile Du Sahel ou Club Sportif Sfaxien (vices em 2005 e 2006 da Copa dos Campeões da África)
Gamba Osaka ou Urawa Reds (Campeões japoneses de 2005 e 2006)
Com isso, haveria a possibilidade de pelo menos quatro bons jogos na primeira fase, e, dando a lógica, quatro bons jogos nas quartas, dois nas semifinais, além da grande final.
E você? O que acha dessa idéia?
Getty Images
O Gamba Osaka comemora a classificação. Agora, o United.
Escrito por Michel Costa às 21h32
[]
[envie esta mensagem]
[link]

|