Aquele lance ou momento que você, por um motivo ou outro, nunca esqueceu.
Como tudo começou.
3 de dezembro de 1978. Neste dia, o zagueiro Rondinelli do Flamengo marcou de cabeça, aos 41 minutos do segundo tempo, o gol da vitória de sua equipe sobre o rival Vasco da Gama que valeu o primeiro título estadual da geração formada por Zico & Cia. Além de ser considerado um marco histórico para os rubro-negros, esse momento foi a base de confiança necessária para o início da Era de Ouro do clube que culminou em três títulos nacionais, uma Libertadores e um Mundial de Clubes.
A conquista, que tomou ares de lendária, é recheada de situações curiosas. Desde o momento em que Zico, que nunca cobrava escanteios, pega a bola; passando pela informação do fotógrafo uruguaio Tchê que, apressando o craque, avisou que o tempo estava acabando; até o sinal para que o defensor deixasse a marcação que realizava em seu campo sobre Roberto Dinamite e viesse para a área.
Não é exagero dizer que um fracasso ali poderia ter sido o fim antes do começo. Muitos diziam que aquele time seria desmanchado pela sempre impaciente diretoria. Por sorte isso não aconteceu. E logo o mundo testemunhou o nascimento de um dos maiores esquadrões da história do futebol brasileiro e mundial...
Você conhece alguma história interessante sobre o mundo da bola? Mande-a para meu e-mail: a4l@bol.com.br e coloque no assunto: 'Lembra desse?!' e ela poderá ser publicada aqui!
Quando Michel Platini e a Federação Européia de Futebol decidiram que a partir do próximo ano a Copa da UEFA teria nome e formato diferente não foi uma atitude despropositada. Com essa medida, pretendem tornar a competição que, na prática é composta pelo segundo escalão do continente, mais atrativa e rentável.
Penso que o mesmo deveria acontecer com a Copa Sul-Americana. Sem o mesmo apelo, premiação e calendário favorável da irmã Libertadores, a Copa surge como um misto de estorvo, consolo e alívio para os clubes (sobretudo brasileiros) participantes.
Entendendo a necessidade comercial de haver uma competição continental no segundo semestre - e aqui vai uma crítica ao porquê de não estender as duas pelo ano todo como acontece na UEFA - acho que o maior problema da Copa Sul-Americana para os brasileiros é justamente a amplitude do número de classificados.
Hoje, o Brasileirão indica nada menos que nove participantes. São eles o campeão mais do 5º ao 12º colocado. Com as presenças do Internacional (que defenderá o título em 2009) e do Sport, campeão da Copa do Brasil, nesse bloco, o 13º e o 14º Fluminense e Santos também entram no bolo. A exata metade do seu total de 20. Esse leque dilatado faz com que o campeonato tenha uma enorme "barriga", composta por times que, sem chances de terminar no chamado G4 e sem correr risco de rebaixamento, se acomodam esperando o ano acabar.
Isso, mais do que prejudicial aos próprios clubes, é prejudicial à competição, visto que cria um desequilíbrio motivacional a partir do momento em que se constata a ausência de outras expectativas. Um bom exemplo é destacar o último terço de campeonato de times como Botafogo, Vitória e do próprio finalista Internacional, que se mostraram completamente desinteressados.
Uma solução seria indicar menos classificados, apurando os cinco no mesmo ano. Assim, aumentaria a disputa pelas vagas, já que qualquer descuido poderia resultar em eliminação. Além disso, acabariam as duas desnecessárias partidas eliminatórias para os brasileiros que apenas servem para inchar ainda mais o nosso apertado calendário. Ou seja, restaria apenas escolher se o quinteto teria mesmo a participação do campeão nacional e não apenas do 5º ao 9º, uma opção mais justa e interessante.
Outra bronca que tenho tanto com a Copa Sul-Americana quanto com a Copa da UEFA é o fato de ambas levarem do nada para o lugar nenhum. Desconsiderando aqui as insípidas Recopa e Supercopa, ganhar esse dois torneios não significa muita coisa.
Sei que é uma sugestão polêmica, por se tratarem de competições de segundo escalão, mas seria interessantíssimo se os respectivos campeões se classificassem para o Mundial de Clubes da FIFA. Isso aumentaria o nível do evento que teria, a princípio, a possibilidade de pelo menos três bons jogos ao invés de apenas a final. Mas isso é assunto para outro post.
E não foi assim tão fácil...
No mais, gostaria de congratular o Internacional pela brilhante conquista diante do Estudiantes, esperando que, num futuro próximo, esse feito esteja ainda mais valorizado.
Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Edinho beija a Copa Sul-Americana. O Inter é o primeiro brasileiro campeão do torneio.
Quem é o jogador retratado abaixo com a camisa do Santos?
Dica: Acho que nem precisava dar dica, mas o jogador retratado é autor de um feito incrível que ficou para sempre na memória de quem viu o lance.
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Sobre a UEFA Champions League.
Verdadeiro ou Falso?
Campeão da antiga Liga dos Campeões da Europa na temporada 1985/6 o Steaua Bucaresti tinha a seu favor o estupendo futebol de um ainda jovem Gheorghe Hagi que, dono de uma canhota mortal, conduziu sua equipe ao título europeu.
Resposta: A afirmativa acima é falsa. E a maior razão disso, como bem lembrou o Bruno, dá-se pelo simples fato de que o lendário meio-campista ainda NÃO havia chegado ao clube romeno quando da conquista.
Vale lembrar também, que o maior destaque do time campeão era o atacante Marius Lacatus,conhecido como "o Fera".Na final contra o Barcelona, decidida nos pênaltis após um zero a zero no placar, brilhou a estrela do goleiro Ducadan.
Parabéns a todos acertadores!
Abaixo, um vídeo com grandes momentos do "Maradona dos Cárpatos". Acredite, vale a pena conferir os lances geniais desse craque, um dos últimos representantes da linhagem dos "camisas 10 clássicos"...
Assim pode ser definido o ano de 2008 tanto para o Flamengo, quanto para o técnico Caio Júnior.
Para o rubro-negro, o ano até que começou bem. Disputou pela segunda vez seguida a Libertadores e foi bicampeão carioca. Logo depois, vieram as decepções. Primeiro, após vencer o América do México fora de casa por 4 a 2, caiu diante do mesmo adversário por 3 a 0 numa partida considerada por muitos uma reedição do lendário Maracanazo. Na oportunidade, o clube da Gávea parecia muito mais preocupado em organizar a festa do título regional e a despedida de seu técnico Joel Santana do que se concentrar no jogo.
Depois de perder uma vaga continental praticamente garantida no Palmeiras em 2007 e, neste ano, amargar o vice-campeonato estadual pelo Goiás perdendo a final para um aditivado Itumbiara, Caio Júnior ganhou o Flamengo de presente. Começou bem o campeonato, chegou a liderar por um bom tempo, mas, sofrendo com o desmanche de seu sistema ofensivo, viu comprometido todo seu trabalho.
Com a chegada de alguns reforços, Caio conseguiu remontar sua equipe e chegou a esboçar uma reação. Voltou algumas vezes ao chamado G4, só que, tropeçando nas próprias pernas, perdeu uma chance de ouro de terminar bem o ano.
Capitaneando uma campanha recheada de equívocos táticos, com algumas derrotas catastróficas como a de 3 a 0 para o Atlético Mineiro diante de um Maracanã lotado, para o Vitória, Cruzeiro e São Paulo, além de empates diante de Portuguesa e Goiás, viu sepultado qualquer sonho da torcida do Mais Querido.
Na partida de hoje, o técnico voltou a errar em suas modificações, sobretudo na entrada de Fierro no lugar do lateral Luizinho, opção que abriu uma avenida do lado direito de sua defesa e por onde saiu o gol de empate da equipe goiana.
Sem qualquer clima no clube, especula-se que o destino do treinador seja o Japão. Sem dúvida, um lugar mais próximo e mais agradável do que para onde os flamenguistas desejam que ele vá.
Efeito Esmeralda.
Quem diria. O fiel da balança tanto na parte de baixo quanto na parte de cima da tabela nessa reta final de Campeonato Brasileiro é o Goiás.
Anteriormente, já havia vencido Flamengo, Grêmio e Cruzeiro. Na penúltima rodada, empatou em 0 a 0 com a Portuguesa no Canindé, um resultado que praticamente sepultou as chances da Lusa de não ser rebaixada. Hoje, empatou uma partida praticamente perdida diante do Flamengo..
Agora, a missão da equipe comandada por Hélio dos Anjos é mais difícil: vencer o líder São Paulo e impedir o hexacampeonato do tricolor do Morumbi.
Em entrevista concedida logo após a partida, o técnico do time esmeraldino disse que a última partida desse campeonato será encarada como o jogo da vida de seus comandados. Por sorte da equipe paulista, o duelo não acontecerá no Serra Dourada, devido à perda de mando de campo do rival.