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Além das Quatro Linhas! - Um jeito diferente de ver e debater futebol.
 


Terá surgido o melhor?

Com quase todas as vagas das oitavas-de-final da UEFA Champions League definidas e com os campeonatos nacionais se desenhando no topo da tabela, é normal que já comece a busca pelos times e jogadores de maior destaque.

Na Inglaterra, apesar de um pouco modificado, o panorama segue bastante parecido com temporadas passadas.

O Chelsea, mesmo na liderança da Premier League e com a classificação na UCL praticamente garantida, ainda está um pouco abaixo do que dele se espera. Uma das razões pode ser a quantidade de lesões existentes no elenco, algo que vem obrigando Felipão a usar quase os mesmos jogadores sempre, indicando possível esgotamento físico ao final da temporada.

O Liverpool, depois de anos sem ao menos beliscar o título, parece que desta vez vai. Consegue manter-se na co-liderança na liga doméstica e quando tiver o retorno do lesionado artilheiro Fernando Torres estará pronto para vôos mais altos.

Depois de outro início titubeante, o Manchester United está de volta aos trilhos. Cristiano Ronaldo ainda não retomou à excelente forma física da última temporada, mas, se chegar, poderemos ter os Red Devils de novo brigando por tudo. Resta saber, como o período no Japão para a disputa do Mundial de Clubes vai pesar na seqüência do certame.

O Arsenal, para infelicidade de sua torcida, segue como o time de um futuro que nunca chega. A filosofia de valorizar jovens talentos adotada por Wenger pode até dar certo um dia, mas, por enquanto, essa opção vem se voltando contra o próprio treinador, já que seu grupo dá sinais de ser imaturo demais para suportar a pressão do que dele se espera.

Na Itália, o jeito Mourinho de ser e de viver já começa a fazer “amigos”. Enquanto isso, sua Internazionale, mesmo liderando a Serie A, passa a impressão de jogar com o freio de mão puxado. Enquanto isso, a tática de seu treinador de se expor para blindar seu grupo parece estar surtindo efeito contrário, visto que os interistas demonstram confundir tranqüilidade para trabalhar com acomodação.   

Mesmo disputando com entusiasmo a Copa da UEFA, o Milan deixa clara sua preferência pelo scudetto. Porém, os insistentes pontos perdidos para agremiações de pequeno porte podem fazer a diferença do final da temporada. Ao que tudo indica o ‘Rossonero’ deve ficar no casulo até 2009/10 quando, espera-se, retome sua melhor condição. Olho em Ronaldinho Gaúcho que, mesmo longe de seu estágio atlético ideal, vem sendo decisivo.

Aos poucos, a Juventus vem retomando seu lugar no cenário italiano. Seu estilo de jogo, mais físico, pode não agradar a todos, mas é fato que a ‘Vecchia Signora’ é novamente forte. Todavia, para o cenário ‘bianconero’ ficar melhor, acredito na necessidade da vinda de dois ou três reforços de peso. Um bilhete azul para o técnico Claudio Ranieri também ajudaria.

Único gigante alemão no momento, o Bayern de Munique segue muito abaixo das expectativas de sua diretoria, de sua torcida e da imprensa germânica e mundial. Classificou-se sem problemas na Champions, mas, patinando em seu território, não lembra, nem de longe, a força do final da década passada e início desta.

Espanha. Ainda se remontando, o Real Madrid passa longe de ser um time confiável. Na berlinda, o técnico Bernd Schuster vê a paciência da diretoria merengue se esgotar a cada resultado negativo. Caso não aconteça uma grande reviravolta, o alemão não deve emplacar em Chamartín na próxima temporada.

Finalmente o Barcelona. Única equipe européia a realmente empolgar nesse início de temporada, os ‘Blaugranas’ vem fazendo das goleadas algo até comum em suas apresentações. O futebol fantasia que tanto agradou aos olhos há três anos, ao que tudo indica, está de volta sob o comando de Lionel Messi. E aqui, vale um puxão de orelha para este blogueiro, que não acreditava (e continua com um pé atrás) no trabalho do ainda jovem treinador Pepe Guardiola.

Para mim, até agora o melhor é o Barça. E para você? Tem seu time preferido ou ainda é cedo para apostar suas fichas?

AFP

 

Vestindo a 10 do amigo Ronaldinho, o craque Messi vem conduzindo o Barça.



Escrito por Michel Costa às 22h20
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Lembra desse?!

Aquele lance ou momento que você, por um motivo ou outro, nunca esqueceu.

O “Lembra desse?!” desta semana foi gentilmente enviado pelo amigo JP direto de Portugal:  

O miúdo.

Durante a minha estadia universitária na cidade da Covilhã, costumava freqüentar um café e desenvolvi uma relação de amizade com o seu dono. Com o passar do tempo soube que ele tinha sido director do clube local, o Sporting da Covilhã, nos anos 80. Uma vez contou-me uma história “deliciosa” que passo a reproduzir:
Estávamos em Agosto de 1985 e o FC Porto iria enviar para a Covilhã um ex-júnior cedido por empréstimo para rodar e ganhar traquejo. O tal jovem chegou à cidade serrana e dirigiu-se ao estádio do clube, onde a primeira pessoa que encontrou foi esse tal director e perguntou-lhe a que horas começava o treino. O director olhou para o jovem, de estatura bastante baixa e de corpo franzino, deu uma risada e respondeu-lhe que os juniores só treinavam no dia seguinte! Posto isto, o jovem disse que era o tal jogador emprestado pelo FC Porto e que se chamava Rui Barros... O resto é conhecido, fez uma excelente primeira época de sénior no Sp. Covilhã na 2ª Divisão, no seguinte esteve novamente cedido por empréstimo, desta vez ao Varzim da 1ª Divisão, tendo no Verão de 1987 regressado ao FC Porto, recém-sagrado campeão europeu. Foi a figura chave da vitória na Supertaça Européia frente ao Ajax, venceu a Taça Intercontinental e o campeonato português de 1987/88 e no final da época para surpresa de muitos assinou pela Juventus!

Você conhece alguma história interessante sobre o mundo da bola?
Mande-a para meu e-mail: a4l@bol.com.br e coloque no assunto: 'Lembra desse?!'
e ela poderá ser publicada aqui!

 

Rui Barros envergando a camisola do Porto. Um dos melhores de sua geração.



Escrito por Michel Costa às 22h11
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Question

Sobre a UEFA Champions League.

Verdadeiro ou Falso?

Campeão da antiga Liga dos Campeões da Europa na temporada 1985/6, o Steaua Bucaresti tinha a seu favor o estupendo futebol de um ainda jovem Gheorghe Hagi que, dono de uma canhota mortal, conduziu sua equipe ao título europeu.

Anterior:

Quem é o jogador destacado abaixo?


Dica: Aposentado, é mais conhecido por seu parentesco com uma grande estrela do futebol.

Resposta: O jogador acima, envergando a camisa do West Ham é Frank Richard George Lampard, ou melhor, Frank Lampard, ex-defensor esquerdo e pai de Frank Lampard Junior, meio-campista que atualmente defende com destaque o Chelsea.  

Parabéns aos acertadores da semana: Darley (o primeiro a responder), Yuri, JP e Leonardo. Obrigado pela participação.

Frank Lampard ao lado de sua esposa Pat (falecida em abril) com o pequeno Junior nos braços.



Escrito por Michel Costa às 05h59
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Pontos e Vírgulas.

Coluna destinada a comentar as opiniões emitidas pelo órgão responsável pela chegada de informações ao público aficionado pelo futebol: a imprensa esportiva. Afinal, bem ou mal, é através dela que tomamos conhecimento de (quase) tudo o que cerca o mundo da bola.

 

Por uma questão de justiça.

 

Comparar coisas é sempre um exercício arriscado de se fazer. Só que às vezes é algo inevitável quando queremos explicar ou expor para alguém nosso ponto de vista. Fazemos isso quando tentamos falar sobre o som de uma nova banda, quando tentamos descrever uma pessoa e, claro, quando queremos comentar sobre um jogador ou time.  

 

A coluna “Maracanazo” escrita por Mauro Cezar Pereira na revista Trivela deste mês dá um bom exemplo de como NÃO se deve comparar as coisas.

 

Inicialmente, o jornalista cita a emoção e a disputa do Campeonato Brasileiro em sua reta final e critica os “pachecos” que se baseiam nisso para dizer que o nosso campeonato é superior às grandes ligas européias.

 

Ora, para começar, um torcedor idiota que pensa algo assim não deve nem ter idéia da existência da publicação. Provavelmente, citando o próprio colunista, viu poucas partidas internacionais ou só acompanhou os gols e os melhores momentos em algum noticiário esportivo. Sendo assim, o que foi escrito não vai chegar nunca ao devido alvo.

 

O problema é que chegou para mim e foi algo que me obrigou a escrever esse post na tentativa de “corrigir” algumas coisas que julguei equivocadas.

 

Primeiro, porque só existe o Mundial de Clubes como referência para uma comparação de fato. E, por contar com apenas uma partida entre sul-americanos – e em muitas vezes os brasileiros não se fazem presentes – e europeus, ele é insuficiente para se afirmar alguma coisa. Fora isso, tudo o que dissermos fica no campo teórico e aí fica ainda mais arriscado fazer observações.

 

Por exemplo. Em dado momento, Mauro cita as últimas três finais continentais e diz que os times brasileiros (São Paulo e Internacional) jogaram recuados, entrincheirados e retrancados para segurar vitórias arrancadas a fórceps. Além disso, cita como o Milan não tomou conhecimento do Boca Juniors na última edição.

 

A única afirmativa 100% verdadeira é a que se refere ao Tricolor paulista. Em 2005, a equipe do Morumbi enfrentou um Liverpool sufocante e só escapou de uma derrota por contar com uma defesa atenta e um Rogério Ceni inspirado no gol. Todavia, em 2006 o jogo do Inter foi outro. Para neutralizar o Barcelona, o Colorado adiantou sua marcação e não fez nada diferente do que faria um Chelsea ou um Bayern enfrentando os catalães. Aliás, é possível dizer que o Arsenal na final da UCL daquele ano jogou tão ou mais retraído.

Outro ponto diz respeito ao confronto entre Boca e Milan. Não podemos esquecer que o time que venceu a Libertadores tinha em Riquelme o seu diferencial e que ele não esteve em campo no Japão. Sem ele, os ‘Xeneizes’ eram apenas um bom time. Além disso, não houve um passeio do ‘Rossonero’. O primeiro tempo foi equilibrado e a vitória italiana só se consolidou quando Kaká marcou o gol de 3 a 1 com uma inestimável ajuda do goleiro Caranta. Depois disso, os argentinos se abriram e, como no futebol a última imagem é a que fica, criou-se a idéia de um massacre. 

 

Em segundo lugar, incomodam as comparações tendenciosas. Quando se refere a Marcelinho Paraíba diz se tratar de um jogador que veio do pequeno Wolfsburg para se tornar, de imediato, destaque do Flamengo, algo que não é uma verdade completa. Marcelinho, ídolo maior do Hertha Berlin nos últimos anos, é titular do time da Gávea, mas, por enquanto, deu maior destaque se dá pelo visual extravagante e por se tratar de um torcedor confesso do rubro-negro carioca. E dizer que ele é ídolo é forçar a barra.

 

Por fim, o equívoco maior do jornalista vem em sua nota final. De maneira irônica, pergunta: “David Villa ou Perea? Tevez ou Vandinho? Totti ou Wagner? Gago ou Martinez? Scholes ou Tcheco?” mais outras do tipo.

Não é difícil notar a presença de jogadores de três ligas diferentes nessa comparação. Seria mais justo escolher apenas uma liga européia e depois comparar. Além do mais, seria mais interessante, comparar destaques com destaques e não com reservas pouco renomados como Vandinho. Que tal Villa e Nilmar? Xavi ou Hernanes? Casillas ou Ceni? Guinazu ou Marcos Senna? Marchena ou Miranda?  

Notou alguma diferença absurda? Eu não.

 

Como eu disse antes, comparar é arriscado. E o maior risco é escolher propositalmente os parâmetros errados.

 

Folha de São Paulo

 

Em geral, os brasileiros só alcançam destaque internacional quando vão para a Europa.



Escrito por Michel Costa às 14h32
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