Espaço destinado a comentar um assunto que é interessantíssimo para alguns, mas considerado por muitos, aborrecedor ou até mesmo difícil de ser assimilado, mas que sem o mínimo conhecimento dessa arte, o futebol não pode ser compreendido em sua totalidade.
O Monstro.
O discurso da moda é criticar os volantes que apenas marcam e dão coberturas aos laterais. Segundo Tostão, trata-se de um "monstro", uma função tática que contribuiu para a eliminação da figura do antigo armador, aquele homem que ditava o ritmo do jogo e organizava o time.
O que poucos procuram explicar, porém, é a origem desse problema e que o futebol brasileiro é provavelmente a maior vítima dele. Escrevi uma vez neste espaço que tudo começou com a fusão do antigo lateral com o ponta. Desta combinação surgiu o ala que conhecemos aqui. Um jogador rápido, de excelente preparo físico e alguma habilidade, mas, em geral, deficiente na marcação. Além disso, se considerarmos que na maior parte do tempo esse ala está do meio-campo para frente, fica claro a necessidade de haver uma cobertura dessas investidas ao ataque.
Desta forma surgiu o volante de contenção. Uma espécie de cão de guarda, que se posta à frente da dupla ou trio de zaga e joga fechando o meio ou cobrindo as subidas dos alas num movimento muito mais horizontal (ou lateral) que vertical. Tem como características principais a força na marcação, a boa condição física e alguma (ou muita) limitação técnica. Tem vaga garantida na maioria das equipes por realizarem exatamente as obrigações táticas que dele o técnico espera.
Pirlo, Gerrard, Lampard, Fábregas, Xavi e Hernanes são volantes de outro tipo. Atuam de maneira predominantemente vertical e funcionam como armadores dos seus times. Ajudam na marcação, dão grandes passes e marcam muitos gols, mas não estão em campo para cobrir laterais (ou alas), nem fazer o chamado terceiro zagueiro. Quem espera por algo parecido deles vai se decepcionar.
O equívoco que faz esse tipo de jogador se tornar cada vez mais raro por aqui começa na formação dos atletas. Muricy Ramalho disse uma vez que no Brasil não se formam mais laterais, só alas. Além disso, quase todos os times atuam com três zagueiros. Isso praticamente impossibilita que um técnico adote um 4-4-2 ou 4-3-3 mais conservadores que abram espaço para volantes mais técnicos e mais voltados para as ações ofensivas.
Quando os laterais atuam de maneira mais tradicional – apoiando apenas à medida que os espaços vão aparecendo, ajudando na marcação e fazendo a cobertura dos zagueiros – abre-se a possibilidade para a volta de volantes que saem para o jogo e que armam o time. Assim, não é necessário escalar alguém para cobrir aquele que está jogando como ponta, deixando uma avenida às suas costas. Escalando em seu lugar, alguém capaz de proporcionar ao time o tão desejado toque de classe que tanta falta faz ao futebol brasileiro.
No último dia 23, o Brasil comemorou o 68º aniversário de Pelé. E, por se tratar do atleta do século, o desafio de hoje se refere às façanhas de seu maior astro. Algumas tão fantásticas que parecem muito mais lendas do que fatos verídicos. Assinale abaixo a afirmativa INCORRETA: a) Antes de Pelé consagrar a camisa 10, o número mais valioso entre os jogadores, o da preferência dos craques, era o 8. b) O gol considerado mais bonito da carreira de Pelé foi marcado contra o Juventus na Vila Belmiro e deu-se após uma série de chapéus nos defensores adversários. c) A função tática do cabeça-de-área foi criada justamente para ter alguém em campo destacado para marcar o Rei. d) A expressão "gol de placa" surgiu quando Pelé anotou um tento magnífico contra o Fluminense no Maracanã. Como homenagem, ganhou um placa de jornalistas que cobriam a partida. Anterior: O desafio da semana passada foi gentilmente enviado pela amiga Cyntia Santana. Confesso que, sem nenhuma dica, não decifrei o enigma. Qual o nome do jogador da Juventus retratado abaixo? Dica: Foi campeão europeu em 1985. Resposta: O atleta 'bianconero' retratado acima é o atual treinador da Fiorentina, Cesare Prandelli, um nome ascendente no cenário italiano e internacional. Atuando pela Juventus entre 1979 e 1985, Prandelli conquistou três Scudetti, uma Coppa Italia, uma Copa das Copas e uma Supercopa Européia. No entanto, em parte deste período, esteve na reserva do grande Michel Platini. Congratulações aos acertadores da semana Yuri (que pretende bater o recorde de invencibilidade do Chelsea), JP e Rodolfo Moura.
Estaria o treinador de malas prontas para voltar à Juve?
A frase criada e aplicada a todo o momento ao Brasil, hoje cai muito bem à Argentina. Ter Maradona – gênio dos gramados, mas com poucas e fracassadas experiências como treinador – no comando do selecionado local soa como brincadeira de mau gosto.
Mesmo tendo Carlos Bilardo como seu auxiliar, ‘El Pibe’ já declarou que a decisão final sobre a equipe é sua.
Ter Maradona como treinador chega a ser muito pior do que ter Dunga. Assisti uma vez a um programa que explicava o porquê do argentino nunca ter ido bem à beira do gramado. Em resumo, os analistas consideravam que ele não podia ser técnico porque pedia aos seus comandados que simplesmente fizessem o que ele faria naquela determinada jogada. Ou seja, algo impossível.
Brasil e Argentina precisam de treinadores bons e experientes. Profissionais capacitados para transformar a enorme gama de jogadores convocáveis em plantéis vencedores. Enquanto os dirigentes das duas confederações não perceberem isso, outro termo popular poderá ser aplicado: “Os países da piada pronta”.
Em sua participação no programa “Bem Amigos” do Sportv, Ronaldo falou sobre tudo. Da possibilidade de se incorporar efetivamente ao elenco do Flamengo, passando por suas experiências na Seleção e na Europa, até o episódio com os travestis no início do ano.
Sobre a grande chance de defender rubro-negro:
Os outros clubes interessados no atacante e ainda uma possível aposentadoria:
Aqui, um parêntese para mostrar como funciona a cabeça de um dirigente do clube da Gávea. Ao ouvir as palavras de Kléber Leite tive a certeza: Megalomania é um vírus que ronda o clube e que já fez diversas vítimas:
O Fenômeno critica a preparação para a Copa de 2006. Os problemas logísticos da CBF não são recentes...
Maldini: O defensor mais difícil de ser batido e um elogio a Ronaldo Angelim:
Em momentos mais descontraídos, o jogador relembra a Copa de 94...
... e o episódio com os travestis:
Particularmente, vejo este momento como único para a chegada de Ronaldo ao Flamengo. O tempo não está a favor do atacante e, ao contrário do que muitos pensam, jogar no Brasil é bem mais difícil do que parece. Em forma, o Fenômeno pode ser o grande reforço ofensivo para um time que não tem um centroavante decente desde Liédson. Caso sua vinda não se concretize, seria interessante se diretoria e torcida demonstrassem um pouco de sobriedade e amor próprio esquecendo essa história.
Grêmio, São Paulo, Cruzeiro, Flamengo e Palmeiras. Não restam dúvidas de que o título brasileiro deste ano vai ficar com um dos cinco. O mais curioso é que nenhum deles tem a chamada “cara de campeão.” Quem vencer, além de triunfar no campeonato mais disputado de que se tem notícia, terá vencido a desconfiança que sobre ele pairava. Vejamos:
O Grêmio liderou por grande parte da competição. Mas poucos, além dos gremistas, acreditavam na força do tricolor gaúcho. Não pela história do clube, sempre valente campeão, mas pela pouca confiança no trabalho de Celso Roth, marcado por desandar na reta final, além de um grupo de jogadores, em sua maioria, apenas esforçados.
Sobre o São Paulo paira o espectro do campeão adormecido. Aquele que se assumir a liderança não a perde mais. Para chegar a essa conclusão, os analistas de plantão levam muito mais em consideração o atual bicampeonato e a famosa estrutura do clube do que, propriamente, o futebol que o time demonstra. Poucos se lembram, porém, que só recentemente os comandados de Muricy conseguiram minimamente se firmar no G4.
Por sua vez, o Cruzeiro parece aquele time que é regular, mas não tem chegada. Sempre entre os primeiros, os mineiros têm um desempenho apenas razoável fora de casa e ainda tem na figura de seu treinador, Adilson Batista, um ponto contestável.
O Flamengo paga por seu histórico mau planejamento. Com o desmanche de um time ofensivo, entrosado e que liderou a competição com cinco pontos de vantagem, chegou a cair para a sétima posição na tabela. Caio Júnior até recebeu novas e interessantes peças, no entanto, não parece capaz de promover uma sonhada arrancada final e até a vaga na próxima Libertadores segue ameaçada. A favor do jovem técnico, uma tabela ligeiramente mais favorável que a dos adversários.
Vanderlei Luxemburgo é quem faz os palmeirenses acreditarem no título. Em seu currículo, cinco troféus nacionais – sendo dois na era dos pontos corridos – que credenciam o alviverde como postulante sério ao que seria sua quinta conquista nacional. Pesam contra o time, o mau desempenho fora de São Paulo e a instabilidade defensiva.
Com todos esses problemas, fica clara a dificuldade de se indicar um favorito. A questão é que o título vai ficar com alguém. Mas não será de assustar se três ou quatro times estiverem disputando a taça na última rodada, deste que será para sempre lembrado como o Brasileirão mais disputado de sua história.
Divulgação
Vanderlei tenta explicar o último tropeço palmeirense...
A vitória do Liverpool por 1 a 0 sobre o Chelsea não representou apenas o fim de uma invencibilidade doméstica dos Blues que perdurava há mais de quatro anos. Um dia, a equipe de Stamford Bridge perderia em casa. Isso é do futebol.
O triunfo vermelho em solo londrino representou muito mais a transição de um Liverpool que perdia pontos fáceis e lutava apenas pela quarta vaga européia da Premier League para uma equipe que sonha com um título que não é seu há duas décadas.
Especialista na montagem de times que tem como prioridade inicial anular as ações adversárias, o técnico Rafa Benítez sente na pele a obrigação de conquistar algo que, segundo o volante Lucas, para os Reds significa hoje mais do que uma Champions League.
Entretanto, essa liderança surpreendente para alguns, não deve ter causado espanto a alguém que agora observa o campeonato da Itália. Em visita ao Brasil, José Mourinho disse que o Liverpool era o seu favorito na Inglaterra. No decorrer dos jogos foi possível identificar o porquê da observação do antigo rival.
Quanto ao Chelsea, não creio que a derrota vá abalar o trabalho de Scolari. Além de certa casualidade no gol sofrido, seu time teve o controle das ações a maior parte do tempo. A única observação que faço refere-se às saídas de Kalou e Malouda que, substituídos por Belletti e Di Santo, fizeram falta nas jogadas laterais, enquanto os outros dois acrescentaram pouco ao poderio ofensivo dos Blues, visto que as ações se afunilaram demasiadamente.
AP
Contando com desvio, Xabi Alonso anotou o único gol da partida.
O hat-trick de Robinho.
Craque para uns, bagre para outros. Assim é Robinho. Sempre considerei o brasileiro um bom jogador, daquele tipo que tem o potencial para ser um dos grandes, desde que esteja focado em seu trabalho e que corrija seus defeitos nas finalizações e numa certa dispersão em campo. O problema técnico parece estar sendo corrigido.