A música e o futebol sempre tiveram uma ligação especial. E uma das músicas brasileiras mais conhecidas nesse tema é “Fio Maravilha”, composta por Jorge Ben Jor. Nessa canção, o músico carioca homenageia um folclórico atacante do Flamengo, ídolo dos rubro-negros no início da década de 70 e que ostentava a mesma alcunha. Na letra há uma referência a um golaço marcado pelo jogador que diz:
“Tabelou, driblou dois zagueiros, deu um toque driblou o goleiro, só não entrou com bola e tudo porque teve humildade em gol”
Agora, responda. Quem era o adversário do Flamengo naquela partida?
a) Santos
b) Benfica
c) Botafogo
d) Vasco
Resposta Correta: b) Benfica.
A partida contra a equipe portuguesa aconteceu durante o “Torneio de Verão” (1970), competição disputada no Rio de Janeiro e que além da vencedora equipe rubro-negra ainda contou com a participação do Vasco da Gama.
Parabéns à misteriosa Senhorita Murdock, única a acertar o desafio.
Aviso: Na oportunidade, gostaria de comunicar que durante alguns dias não haverá novas postagens. Na minha volta, a 4ª edição do divertido, polêmico e, sobretudo, trabalhoso Ranking de Clubes.
Agora, me despeço com o vídeo de Ben Jor e Gilberto Gil cantando Filho Maravilha no festival França-Brasil.
Aquele lance ou momento que você, por um motivo ou outro, nunca se esqueceu.
Nesta semana, o site inglês Footy Boots escolheu a “defesa-escorpião” praticada pelo arqueiro colombiano René Higuita em amistoso envolvendo sua seleção e a Inglaterra a melhor jogada da história do futebol.
Emocionado, o folclórico goleiro declarou: “Hoje penso que posso morrer tranqüilo. Essa jogada passará para os filhos dos nossos filhos”.
O lance ocorreu em 1995 em plena catedral de Wembley e realmente foi sensacional. Mas terá sido mesmo a melhor jogada da história? Acho bem difícil. Só Pelé e Maradona devem ter cada um, uns dez lances mais espetaculares.
Na mesma enquete, foram citados o elástico de Ronaldinho, jogadas de Cruyff e Cristiano Ronaldo, além do famoso (e ridículo) drible da foca do cruzeirense Kerlon.
Você conhece alguma história interessante sobre o mundo da bola? Mande-a para meu e-mail: a4l@bol.com.br colocando no assunto: 'Lembra desse?!' e ela pode ser publicada aqui!
Quando se pensa em revista esportiva brasileira, inevitavelmente se pensa em Placar. Nas bancas desde 1970, a publicação mudou bastante ao longo do tempo – já foi mensal, semanal, esporádica e novamente mensal – mas a idéia central sempre foi a de transportar o melhor futebol para suas páginas.
Na versão atual, que conta com cerca de cem páginas, os editores procuram encaixar o futebol mundial inteiro dentro de cada edição. Não faltam matérias com assuntos do momento, entrevistas, especiais, colunistas e até matérias de cunho investigativo. Tudo disposto de maneira muito dinâmica, mas um pouco superficial. Sempre que determinada notícia é explorada fica a impressão de que ela poderia ter ido um pouco mais longe, ter sido mais incisiva. Como não há espaço, acaba deixando algumas coisas meio que no ar.
A edição deste mês é bem assim. Não faltam matérias interessantes – sobretudo uma sobre como agem os cambistas no Brasil – e entrevistas de peso. Só que sempre parece faltar aquela página a mais que dá profundidade a tudo que acaba de ser escrito.
Placar: A capa indica a infinidade de temas abordados.
A revista Trivela segue um caminho diferente. Oriunda do site homônimo, surgiu em 2005 tendo como edição número 1 o Guia da Liga dos Campeões. Como sempre fui leitor do sítio trivelista e o considero um veículo indispensável para quem curte futebol europeu e mora no Brasil, logo adquiri o meu exemplar. E não me decepcionei. Numa edição praticamente perfeita, Caio Maia & Cia. conseguiram sintetizar todo o material necessário para quem intencionava acompanhar a maior competição interclubes do mundo.
A seqüência do trabalho também foi boa. Em 2006, durante seis edições, a Copa do Mundo da Alemanha foi o tema da publicação. Com matérias inteligentes e oportunas, levaram o leitor a mergulhar no verdadeiro clima que cerca um Mundial.
Com o final da torneio quadrienal, esperava pela continuidade daquele trabalho. No entanto, não foi bem isso o que aconteceu. Julgando que os grandes temas eram matéria para o site, passaram a utilizar as páginas mensais como espaço para tratar, na maioria das vezes, de assuntos menos relevantes ou de pouco impacto midiático. Não deixa de ser uma estratégia, mas que, convenhamos, tem pouquíssima margem de crescimento, visto que o grande público dificilmente se tornaria fiel a esse tipo de publicação.
E que público é esse? Existe realmente um mercado consumidor de futebol europeu no Brasil? Claro que sim. Hoje, existem pessoas de todas as classes e de diversas faixas etárias que acompanham o que rola lá fora com atenção considerável: Imigrantes adotados por nosso país, pessoas que descendem de famílias estrangeiras, aqueles que desejam acompanhar o desempenho de seus antigos ídolos locais, os que admiram os grandes e organizados campeonatos de futebol e até aqueles garotos vidrados em games. A própria Trivela se refere a esse crescente processo de maneira regular. Em junho, citaram o aumento do número de torcedores brasileiros de equipes do Velho Continente e neste mês informam que a audiência da Euro 2008 superou bastante as expectativas da TV aberta que transmitiu o evento.
O público existe, o mercado se apresenta favorável, só falta quem tenha interesse e coragem para explorá-lo. E esse trabalho a Trivela pode fazer.
Trivela: Algumas boas matérias e outros temas secundários.