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Além das Quatro Linhas! - Um jeito diferente de ver e debater futebol.
 


O Rei ainda não foi coroado.

A temporada 2005/2006 foi impecável para Ronaldinho Gaúcho. Campeão espanhol e europeu, tudo indicava que o troféu de melhor do mundo seria seu. Aí veio a Copa e com ela a decepção. Esgotado física e mentalmente, o meia-atacante pisou (literalmente) na bola naquele Mundial. Enquanto isso, o zagueiro Fabio Cannavaro esteve espetacular e o maestro Zidane majestoso.

Antes disso, o italiano havia se apresentado muito bem pela Juventus, mas nem o mais otimista ‘bianconero’ apostaria nele como o melhor daquele ano. Já o francês, havia realizado uma temporada de despedida bastante discreta em Madri.   

Um mês. Foi o suficiente para que tudo o que o brasileiro realizou viesse por água abaixo. Em sua volta a Barcelona para a temporada seguinte ainda tentou compensar. Voltou antes do previsto, sem a preparação ideal e sem a companhia do lesionado Eto’o, e mesmo assim conseguiu se firmar por algum tempo no topo da tábua de artilheiros da liga espanhola.

Só que isso não foi o suficiente. Em dezembro, a FIFA anunciou o nomes dos escolhidos e o ‘blaugrana’ viu seu nome ficar em terceiro na lista. E ali ele sentia o peso que uma Copa do Mundo representa para as pessoas.

A temporada 2007/2008 foi singular para Cristiano Ronaldo. Atravessando o melhor momento da carreira, foi campeão inglês, europeu, individualmente garantiu a artilharia da Premier League e, de quebra, ainda levou o prêmio Chuteira de Ouro concedido ao maior anotador do continente.

Cercado de expectativas chegou para a disputa da Euro 2008 como o grande nome da competição e possível campeão com o selecionado português. E, assim como seu xará tupiniquim em 2006, não chegou com sua forma física ideal, ficando longe de ser o jogador decisivo que foi no Manchester United. Além disso, o desgaste a mais acabou forçando uma cirurgia que deve fazê-lo perder toda a preparação que sua equipe vem fazendo. Não esquecendo também, do imbróglio envolvendo uma possível transferência para o Real Madrid. Negociação que, claramente, mexeu com sua cabeça.

Messi é o terceiro elemento dessa equação. Com as saídas de Ronaldinho, Deco e Eto’o e com a ausência de gana no francês Thierry Henry, o jovem argentino passa a ser absoluto no Barça. E, com sua possível ida para Pequim, onde disputará os Jogos Olímpicos, pode conduzir sua forte seleção a vencer novamente o torneio. Logicamente, não comparo o peso das duas competições no cenário futebolístico, porém, é inegável que um sucesso nos jogos somados a uma boa performance no início do próximo certame pode fazer com que a balança comece a pender para o seu lado.

No mesmo raciocínio, podemos incluir Ronaldinho. Um inédito (ainda que improvável) ouro olímpico, aliado ao seu possível protagonismo, mais um bom início no Milan podem fazer com que seu nome volte a figurar entre os candidatos à premiação individual máxima.

É bom lembrar que a votação para a premiação também ocorre logo após esses dois eventos citados. E como a memória nunca foi o forte das pessoas, é bom aguardarmos um pouco mais, antes de cravarmos o nome a ser anunciado pela FIFA.

Reuters

 

Cannavaro 2006: ótimo desempenho na Copa valeu o prêmio.   



Escrito por Michel Costa às 21h05
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Pontos e vírgulas.

Coluna destinada a comentar as opiniões emitidas pelo órgão responsável pela chegada de informações ao público aficionado pelo futebol: a imprensa esportiva. Afinal, bem ou mal, é através dela que tomamos conhecimento de (quase) tudo o que cerca o mundo da bola.



O post de hoje surgiu de um divertido e-mail que me foi enviado pelo amigo Braitner Moreira (do blog Quattrotratti e do site Olheiros.net).


O texto reproduz observações da jornalista Milly Lacombe, responsável pelos comentários táticos e técnicos da Euro 2008 pela Record. Alguns são simplesmente hilários.


Mas, por favor, que ninguém interprete esse post como uma crítica à participação feminina no futebol. Aqui sempre foi um espaço democrático. Além disso, entre os blogueiros que aqui freqüentam, existe uma ilustre presença feminina que entende muito da matéria...



O melhor de Milly Lacombe na Euro:



- A Espanha vai precisar sair de sua zona de conforto, mas vai deixar exposta a jugular.


- Toulalan é um leão de chácara marcando e o centro de gravidade do time francês quando tem a bola.


- A Rússia vai enfrentar a nave mãe, a Holanda.


- Armadilha moral.


- Tal time um esquema tático careta.


- Os jogadores turcos têm o DNA defensivo.


- Essa substituição é bipolar. Pode dar certo ou errado.


- Rússia: um novo portal na dimensão do futebol.


- A França precisa virar o jogo psicológico.


- Nesse final de jogo, vale muito a emoção, a raça, a experiência, enfim, todas essas subjetividades...


- A diferença entre um gênio e um maluco é o sucesso.


- A Holanda venceu o jogo poeticamente.


- Os turcos têm a coragem da ignorância.


- A Alemanha precisa recuperar o território moral.


- A diferença entre o remédio e o veneno é a dose.


- Tal time está em um caos criativo e controlado.


- Espanha e Alemanha são duas filosofias que não se anulam.



Então tá.



Ao assinar com a Record, Milly deu a seguinte declaração:



“Estou muito animada. Comentar o melhor futebol do mundo será excelente. A Liga dos Campeões da Europa e a Euro é o palco dos melhores jogadores do futebol mundial.”



O mais estranho é que há alguns meses a jornalista disse no Arena Sportv que a Libertadores era tão difícil quanto a Champions League. O comentário ainda gerou uma breve discussão com o convidado do dia, o ator Dan Stulbach, que na oportunidade comparou as diferenças existentes entre Chelsea e River Plate.



Globo.com



Milly Lacombe em entrevista ao Programa do Jô.



Escrito por Michel Costa às 21h52
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Dois Ronaldos. Dois caminhos.

Ao ser contratado pelo Milan, Ronaldinho Gaúcho se tornou o último "R" do trio de 2002 a vestir a camisa do rossonero italiano. Infelizmente, seus antecessores, Rivaldo e Ronaldo falharam na tentativa de retomar suas carreiras em alto nível atuando no clube de via Turati. Foram casos diferentes, mas ambos não conseguiram provar que ainda tinham futebol para jogar num clube de ponta e hoje não são mais sombra do que foram no passado.

O caso do gaúcho parece ser diferente. Mais jovem que seus antigos companheiros, Ronaldinho ainda pode se recondicionar e formar ao lado de Kaká a melhor dupla ofensiva do mundo. Se bem que dupla talvez não seja o termo certo, já que o ex-blaugrana sempre foi mais um grande solista do que propriamente uma peça dentro de um esquema, sendo que sua melhor parceria foi formada com Samuel Eto'o, quando o camoronês se apresentou como a flecha ideal para o seu arco de grandes jogadas.

Pesa contra, seu histórico recente de baladeiro, alguns problemas físicos mal explicados e a possiblidade de não estar tão focado nessa tentativa de volta ao topo como alega estar.
Não acredito nos rumores sobre o uso de drogas pesadas. Isso soa mais um daqueles boatos que as pessoas compram sem pesar a credibilidade da informação ou possibilidade disso acontecer com uma figura pública que tem mais da metade de seus rendimentos ligados diretamente à comercialização de sua imagem que, por sua vez, é de um atleta renomado. Além disso, duvido que alguém consiga fugir do controle antidopagem hoje em dia.
Noitadas fazem mais sentido e explicam tranqüilamente sua queda de rendimento.

Em sua nova casa, o caçula do Clã Assis já deve ter idéia do que o espera. Um ambiente mais "família" do que tinha em Barcelona, mas também mais profissional; um esquema 4-3-2-1 onde espera-se que forme um duo invencível com Kaká; e muita expectativa sobre o que ele ainda pode fazer.

Ansa

Ronaldinho desembarca em Malpensa cercado de expectativas.


Ronaldo é um outro caso. Aquela expressão "ex-jogador em atividade" se aplica perfeitamente a ele. Essa foto aí de baixo mostra alguém completamente descompromissado com a realidade onde está inserido. A pança que ele ostenta faria inveja à Puskas e Platini, considerados barrigudos quando atuavam. Pensando bem, faria inveja em qualquer apreciador de cerveja menos moderado.

Costumo dividir a carreira de Ronaldo de seis em seis anos:

Em 1996, o atacante explodiu para o futebol com um repertório de dribles, arrancadas e gols que por duas temporadas fizeram acreditar que era possível igualar Pelé.

Já em 2002, após duas sérias lesões, conseguiu voltar ao topo sendo campeão e artilheiro do Mundial daquele ano. De quebra, ainda foi eleito (pela terceira vez) o jogador do ano pela FIFA.

Por fim, 2008 pode ser considerado o seu ocaso. Não seria exagero dizer que sua carreira acabou. Hoje, deitado sobre os louros que colheu na carreira, vê seu nome ligado à escândalos ridículos e polêmicas idiotas.

O pior é que ainda deve aparecer algum clube interessado. Só espero que não seja um certo clube carioca...

Big Pictures

Ronaldo curte férias que não devem mais acabar.

Escrito por Michel Costa às 14h10
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Question:

A música e o futebol sempre tiveram uma ligação especial. E uma das músicas brasileiras mais conhecidas desse tema é “Fio Maravilha”, composta por Jorge Ben Jor. Nessa canção, o músico carioca homenageia um folclórico atacante do Flamengo, ídolo dos rubro-negros no início da década de 70 e que ostentava a mesma alcunha. Na letra há uma referência a um golaço marcado pelo jogador que diz:

“Tabelou, driblou dois zagueiros, deu um toque driblou o goleiro, só não entrou com bola e tudo porque teve humildade em gol

Agora, responda. Quem era o adversário do Flamengo naquela partida?

a) Santos

b) Benfica

c) Botafogo

d) Vasco 

Anterior:

Quem é o jogador retratado abaixo?



O jogador retratado acima é o novo treinador da Espanha, Vicente Del Bosque, mais conhecido por ter comandado o Real Madrid por cinco temporadas em duas passagens distintas. Pelos ‘Merengues’, ‘El Bigotón’ conquistou três Ligas Espanholas, duas UEFA Champions League e um Mundial de Clubes.

Realmente esse Question não estava fácil. Mesmo com a dica de que seu nome esteve em evidência após o fim da Euro 2008, sua fisionomia mudou demais. Apesar da cara de bandido mexicano ter continuado a mesma, os cabelos sumiram e um longo bigode foi adicionado, além de alguns bons quilos a mais.

Infelizmente não houve acertador nesta semana. Boa sorte a todos dessa vez.

http://news.bbc.co.uk

Vicente Del Bosque atualmente.



Escrito por Michel Costa às 21h32
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O futebol involuiu?

Quem acompanha os relatos dos nostálgicos do futebol deve achar que quem nasceu da década de 70 para trás é um felizardo. Eles sim viram o verdadeiro futebol. Um futebol jogado com classe, técnica e magia. Quem teve o azar de nascer depois disso pode, no máximo, se vangloriar de ter visto um ou dois gênios em final de carreira, nada mais. Afinal, o que era bom, bom de verdade mesmo, ficou no passado e hoje temos que nos contentar com essa geração para a qual a técnica está em segundo plano.

Tenho um amigo mais velho que acha que o futebol involuiu. Concorda que o vôlei, o tênis, o basquete, a natação e o atletismo evoluíram, mas acha que o velho esporte bretão seguiu o caminho inverso. Diz, sem nenhuma cerimônia, que Ademir da Guia jogou mais do que Zidane e duvida que o francês tenha sido um gênio. Acha que Romário foi bom, que Ronaldo é mais ou menos e que o maior centroavante que o Brasil já teve atende pelo nome de Reinaldo.

E, para ele, dados estatísticos como espaço percorrido em campo - que no passado era em média 4.500 metros por jogador e que atualmente essa distância beira os 12 km - são apenas números vazios. O fato de alguns craques da década de 60 terem 5 segundos para pensar o que fariam com a bola e os jogadores de hoje terem, quando muito, um segundo, são irrelevantes. Afinal, ninguém domina uma bola como o Didi dominava, ninguém mais realiza os lançamentos precisos de Gérson e ninguém dribla tão bem quanto Garrincha.

A verdade é que, assim como todos os outros esportes, o futebol passou pela mudança que os outros passaram: deixaram o amadorismo de lado e se tornaram profissionais. Investiram na preparação física e reduziram o tempo e o espaço. Hoje, não dá mais para levar uma vida desregrada e arrebentar no domingo. Não há mais espaço para a cachaça do Garrincha, para o cigarrinho do Gérson e para as diversões (peguei leve aqui) de Maradona.

Outra inverdade é dizer que não existem tantos craques como no passado. Depende do ponto de vista. Se o passado for tudo o que aconteceu entre 1960 e 1990 é claro que não há comparação, afinal, estamos tratando de 30 anos de bola rolando. Agora, se pegarmos uma época específica ou uma temporada específica, veremos que não é bem assim.

Levando em consideração os últimos dez anos, podemos citar: Ronaldo, Zidane, Bergkamp, Redondo, Maldini, Buffon (um craque em sua posição), Henry, Ronaldinho e Kaká. Isso sem incluir os novatos Ibrahimovic, Messi e Cristiano Ronaldo. Se fecharmos de 1978 a 1988 (período que conheço melhor) destacamos: Maradona, Zico, Platini, Scirea, Baresi, Van Basten, Gullit, Júnior, Sócrates (nem tão craque pra alguns) e Falcão. Com boa vontade podemos citar Cruyff e Beckenbauer, mas estes já em final de carreira. Para listá-los, teríamos que incluir Romário, Stoichkov, Michael Laudrup e Roberto Baggio. Não deixa de haver certo equilíbrio na comparação geral.

Mas, tente assistir a uma partida da década de 60 e 70 sem se entregar ao tédio ou ao sono. Tente ver um daqueles jogos extremamente lentos em que se podia recuar a bola para que o goleiro atrasasse a partida a todo o momento. Se aquele tipo de jogo for melhor do que o de hoje, desisto de vez.

Com tudo isso, afirmo que o futebol não involuiu. Ele mudou. Perdeu quase toda sua cadência e até parte de sua plástica. Em contrapartida, ganhou em velocidade e intensidade. Tudo isso se deve a maior preparação física, às inovações táticas e a maior preocupação com a marcação. Se isso não for evoluir, eu não sei mais o que é.

A seguir, o clássico Brasil X Itália pela Copa de 82. Um grande jogo, mas que deixa claro o quanto o esporte mudou nesses últimos 26 anos. Observem a marcação frouxa no primeiro gol da ‘Squadra Azzurra’ e no gol de Falcão.



Escrito por Michel Costa às 21h30
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