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Além das Quatro Linhas! - Um jeito diferente de ver e debater futebol.
 


Heróis do Futebol.

Como se reconhece um herói?

Alguns poderão dizer que ele é reconhecido por suas conquistas, suas façanhas históricas ou até mesmo pela idolatria que o cerca.

Outros dirão que um herói se reconhece por sua coragem, por seus atos e por sua nobreza.

Nesta série do blog "Além das Quatros Linhas" conto um pouco da história de ex-jogadores que fizeram em suas carreiras algo mais do que apenas jogar futebol.

Confira a segunda etapa da trajetória do genial Zinedine Zidane. 

Uma lenda de nossos tempos - 2ª parte.

A temporada 1998/9 começou devagar para Zidane. Sem o devido foco e sofrendo com algumas contusões, realizou apenas 25 jogos e marcou 2 gols em todo certame. “Minha cabeça não estava lá”, admitiu.

Na época seguinte, esse panorama se alterou drasticamente. Respondendo às críticas que vinha sofrendo se preparou como nunca e o resultado veio em campo. Grandes partidas e liderança da Juventus no campeonato. Primeiro, um golaço marcado contra a Reggina. Depois, vitória sobre a Roma no Estádio Olímpico, quando assinalou um belo gol em cobrança de falta. O maestro estava de volta.

Entretanto, o time que chegou a liderar a Serie A até com certa folga começou a fraquejar. E, em seu encalço, havia uma poderosa Lazio que subia de produção de forma assustadora.

A melhor apresentação do craque veio contra o Parma. Numa atuação magnífica, onde os adversários bailaram sob seus pés, Zizou mostrou a todos que seu talento se mantinha intacto. Infelizmente, o placar final de 1 a 1 não indicou o que foi o jogo e esse resultado sintetizou o que foi aquela temporada que, embora tenha sido de bom futebol, acabou com o título ficando com a esquadra ‘Biancoceleste’ de Roma.

Mas o que mais marcou o francês foi o que ouviu de um garoto logo após a partida contra a equipe emiliana: “Um dia quero ser como você”. Ouvir aquilo de maneira tão sincera o encheu de orgulho e com esse espírito partiu para a disputa da Euro 2000.

No torneio continental, a magia se aliou novamente com a eficiência. Nas quartas-de-final, vitória por 2 a 1 sobre a Espanha e um gol de falta. Na semi, contra Portugal de Figo, assinalou em cobrança de pênalti na prorrogação. Na final contra a Itália não marcou, mas viu Trezeguet garantir a conquista com um inesquecível ‘Golden Goal’. Título e eleito pela segunda vez o melhor do mundo.

A temporada 2000/1 foi a última do francês com a camisa piemontesa. Após ser expulso duas vezes na UEFA Champions League, notou que sua relação com o clube havia se desgastado e que talvez já fosse a hora de mudar de ares. Foi a partir daí que surgiram os primeiros rumores de uma possível transferência para o Real Madrid. Logo o interesse se transformou em proposta: “O chamado do Real Madrid foi uma convocação. Eu simplesmente não pude recusar.”

O chamado, que para a Juventus significou € 77 milhões a mais nos cofres, foi a maior transação da história do futebol. Na capital espanhola, Zidane ao lado de astros internacionais como Raúl, Roberto Carlos, Hierro e Figo ajudou a formar a base da equipe que, no ano de seu centenário, sonhava reviver o período áureo que o clube merengue viveu nos anos 50 e 60.

Vestindo agora a camisa número 5, conduziu de forma brilhante seu novo time à final da UEFA Champions League da temporada 2001/2. Na decisão contra o Bayer Leverkusen de Ballack, Lúcio e Zé Roberto, o Monge Branco marcou aquele que foi o mais belo tento de sua carreira. O gol foi o segundo da vitória por 2 a 1, quando o time comandado pelo espanhol Vicente Del Bosque chegou ao seu nono troféu continental.

 

Finalmente chegara a Copa de 2002. Na Ásia, a França buscava o bicampeonato quando seu craque, extenuado pela dura campanha recém-encerrada sofreu com problemas musculares. Em campo, jogou apenas a última partida, e a produção de seu selecionado não foi suficiente para marcar um único gol na primeira fase do torneio. Uma eliminação precoce que pode ser considerada um dos maiores vexames da história dos Bleus.

De volta a Madrid, sagrou-se campeão nacional tendo ao seu lado outro craque: Ronaldo, com quem desenvolveu uma nova e sincera amizade. A boa performance em 2003 rendeu-lhe mais um título de melhor jogador do mundo concedido pela FIFA. Àquela altura, aquela seria sua terceira e última grande coroação como jogador de futebol.

Dali em diante, o craque e seus companheiros iniciaram o período conhecido como a Era dos Galácticos, onde as estripulias da diretoria fizeram com que o Real Madrid amargasse péssimos resultados em campo e visse os rivais Valencia e Barcelona consolidando um período de conquistas.

Na Euro 2004, a sua última, voltou a apresentar o jogo majestoso que sempre o caracterizou. Marcou três vezes na primeira fase (duas contra a Inglaterra e uma contra a Suíça), porém acabou parando nas quartas-de-final, após derrota por 1 a 0 para a futura campeã Grécia, anunciando, em seguida, sua despedida da seleção.

Mas sua aposentadoria não foi definitiva. Pouco antes do Mundial da Alemanha, Zizou declarou que estava de volta. Como explicação para a reconsideração, surpreendeu o mundo ao dizer que foi compelido por um espírito durante uma madrugada. Sem dúvida, uma das declarações mais instigantes ligadas à bola.

A preparação para evento planetário foi curiosa. Primeiro, deixou o Real Madrid numa despedida emocionante. Aliás, até hoje os Merengues não encontraram alguém que o substituísse a altura.

Em terras germânicas, treinava pouco, preferindo se dedicar a animadas partidas de ‘futitênis’. Mas ninguém se importava muito com isso. Todos sabiam que na hora certa ele resolveria as partidas.

E assim aconteceu. A partir das oitavas-de-final, o futebol do maestro explodiu. Contra a Espanha, um gol após um drible desconcertante em Puyol. Já a partida seguinte contra o Brasil pode ser considerada uma ode ao esporte. Foi um show de habilidade e personalidade que deixou atônitos todos que assistiram. No segundo tempo um passe preciso para Henry colocou a França na meia-final.

Com mais um gol, agora contra a Seleção de Portugal comandada por Luís Felipe Scolari, avançou para a final justamente contra a Itália.

Naquela que seria sua última partida como profissional, Zinedine Zidane esteve próximo de tocar o céu. Gelado, cobrou o pênalti contra o gigante Buffon com uma “cavadinha” que roçou o travessão... e entrou. Dentro de campo, viu Materazzi empatar a partida. E foi com o próprio zagueiro interista que Zizou protagonizou o último lance de sua carreira quando, ofendido verbalmente, desferiu uma violenta cabeçada contra o peito do defensor.

Merecidamente expulso deixou o gramado tendo ao fundo a taça de campeão do mundo. Simbolismo total.

Não seria exagero dizer que um título àquela altura de sua carreira alçaria seu nome ao patamar de Pelé e Maradona. Todavia, o futebol negou essa condição explorando seu maior defeito: o temperamento explosivo.

 

Mas isso de forma alguma apaga o que foi a trajetória desse autêntico gênio da bola. Hoje, aposentado, viaja pelo mundo promovendo eventos destinados a crianças carentes. Tal como ele foi um dia, quando ajudava a descarregar caminhões em troca de doces, sonhando um dia poder também estar atrás de um volante. Só que o destino tinha outros planos para ele.

Feliz de quem o viu jogar.          



Escrito por Michel Costa às 10h20
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Não houve nenhuma revolução russa.

No último sábado, quando o árbitro Lubos Michel apitou o fim da prorrogação de Holanda e Rússia, pensei ter assistido a uma simples partida eliminatória da Euro 2008. O que mais havia me chamado a atenção era vulnerabilidade defensiva dos laranjas naquela partida e o fato do técnico Guus Hiddink ter adiantado sua linha de marcadores para quebrar o que seu adversário tinha de melhor: a troca de passes. Além disso, é claro, observei com atenção o desempenho do meia-atacante Andrey Arshavin - que conhecia um pouco da última UEFA Cup - em momento particularmente feliz.

Tal foi a minha surpresa quando em diversos noticiários e até mesmo aqui no blog, diversas opiniões convergiam para uma direção que eu sinceramente não via: a que estávamos presenciando o nascimento de um gigante.
Confesso que, além de surpreso, fiquei um pouco envergonhado: "Como é que eu não vi isso?!"
Em todo caso, preferi aguardar a semifinal, onde os ex-soviéticos enfrentariam novamente os rivais que os abateram na primeira fase.

Veio a partida. E com ela tudo o que eu esperava. 'La Furia Roja' se mostrou superior durante os noventa minutos e se apurou até com certa facilidade. Das tribunas, o brasileiro Rodolfo, zagueiro do Lokomotiv de Moscou, observou bem: "Guus Hiddink operou um milagre ao levar a Rússia a uma semifinal. Tinha nas mãos um elenco limitado e tinha poucas opções no banco para mudar o jogo" e "Talvez o resultado de 3 a 0 tenha sido exagerado, mas expressou o amplo domínio que a Espanha teve, principalmente no 2º tempo".

Assim, quebrando expectativas, a Espanha chegou à final da Euro. E seria a minha aposta caso não tivesse um dia a menos de descanso. Como não tem, os alemães levam vantagem no aspecto físico, o que deve equilibrar com a melhor técnica dos comandados de Luis Aragonés.

Os espanhóis chegam à decisão sustentando uma invencibilidade de 22 partidas. Sem alarde, e oprimidos por uma história pouco laureada, podem vencer a competição européia e marcar positivamente essa atual geração.
Mas, para começarem a vencer esse desafio, precisarão dar seu primeiro passo antes mesmo da bola rolar, aceitando em suas mentes que os títulos da Alemanha não entrarão em campo.
Na bola, sou mais Espanha.

Abaixo, os últimos momentos da Rússia na Euro 2008:



Escrito por Michel Costa às 20h31
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Os turcos caíram de pé.

No fim deu a lógica nessa Eurocopa. A Alemanha despachou uma Turquia mutilada por 3 a 2 e está na final do torneio. Mas se engana quem pensa que foi fácil. Os turcos voltaram a mostrar valentia e até mais técnica, dominando a maior parte do jogo. A vitória germânica só saiu aos 45 minutos do segundo tempo com Philipp Lahm. Após a partida, o próprio treinador finalista, Joachim Löw, admitiu os problemas enfrentados por sua equipe:  

"A Turquia foi muito forte tecnicamente, e em alguns períodos do jogo não conseguimos ter o controle. Vimos como a Turquia reagiu no final por três vezes neste torneio, então sabíamos o que esperar. Nos últimos minutos, estávamos tremendo, mas tivemos a sorte de marcar aos 45 minutos. Então nos convencemos de que eles não reagiriam pela quarta vez". (Trivela.com)

Em post recente, foi discutida a fragilidade turca nessa semifinal e o passeio alemão que àquela altura era considerado uma certeza. Na oportunidade, ressaltei que poderia não ser tão simples, já que o futebol prega suas peças. E nem foi o caso. Foi uma partida equilibrada onde os ‘Ay-Yıldızlılar’ poderiam ter vencido sem assombrar os espectadores presentes ao St. Jakob Park.

Agora, a ‘Nationalelf’, que tem um dia a mais de descanso, torce por uma prorrogação na semi de amanhã para obter uma vantagem extra na grande final. Mas isso não significa muita coisa. Afinal, surpresas é que não faltaram nessa Euro.

Photo by Stefan Wermuth (Reuters)

 

Lahm bate na saída de Rüştü para marcar o gol da vitória.



Escrito por Michel Costa às 21h24
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¿Por qué no te callas?

Os "homenageados" dessa vez são os comentaristas Paulo Calçade e Silvio Lancellotti (ambos ESPN). Sexta-feira, durante a transmissão do "Futebol do Mundo", a dupla estava designada para comentar o confronto entre Espanha e Itália pelas quartas-de-final da Euro 2008. O que mais me chamou a atenção nem foi a análise do que poderia ser a partida - aliás, isso foi deixado completamente de lado - mas sim, a substituição da opinião pelo deboche. Entre risos e ironias, desconsideraram completamente as chances de avanço da Espanha, escorando seus argumentos no tabu que já durava 88 anos em competições oficiais.

Queria ver a cara deles quando Fábregas converteu a sua penalidade.

E sobre o Silvio, gostaria de acrescentar mais algumas palavras. Trata-se de um mitômano. Um jornalista que inventa notícias ou fantasia fontes em sua cabeça. Claro que algumas são tão absurdas que deixam claro se tratar de uma brincadeira. Mas em outras, ele procura fazer com que a história pareça verdade, o que deve enganar muita gente. Isso é uma covardia com o assinante que é, antes de tudo, um cliente da empresa em que ele trabalha e deveria ser mais respeitado.

Só para ficar em exemplos recentes:
Após a última rodada da recém-encerrada Seria A, Lancellotti disse que havia conversado com o lesionado Francesco Totti que garantia, exclusivamente para ele, que voltaria a tempo para a disputa da Supercopa da Itália e, de quebra, no mesmo dia, alegou ter ouvido de uma fonte que Mancini seguia no comando da Inter com 110% de garantia.
Na verdade, ambas as informações foram obtidas junto ao material divulgado pela imprensa da Bota durante o pós-jogo, sendo que a última não se confirmou. Algo que até as pedras de Milão sabiam que aconteceria.

http://www.portaleromanista.it/

E ele ainda se considera um jornalista...

Escrito por Michel Costa às 08h47
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Question - Euro 2008

Quem é o jogador em destaque?

http://news.bbc.co.uk/


Dica: Trata-se do maior ídolo da história de seu clube.

Anterior:

Presente na atual Eurocopa, um dos atacantes listados abaixo foi contratado pela Internazionale em 1999 para substituir o lesionado Ronaldo. Assinale o nome correto:

a) Ivan Klasnic
b) Adrian Mutu
c) Antonio Di Natale
d) Nuno Gomes

Resposta correta: b) Adrian Mutu.
Aos 20 anos, o romeno teve uma passagem rápida e sem sucesso pela equipe de Via Durini. Cigano da bola, passou por diversos clubes antes de atingir sua plenitude técnica defendendo a Fiorentina, clube em que milita atualmente.

Congratulações aos acertadores da semana: Cyntia, JP e Rodolfo Moura.

http://www.adrianmutu.ro/

Mutu ao lado de Córdoba e Seedorf. Passagem discreta.

Escrito por Michel Costa às 15h17
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Ciao Itália!

Mais uma vez a Itália se envolveu numa decisão por pênaltis. E desta vez, seguindo a risca a definição de ser uma loteria, a sorte (e, claro, a competência) estava do lado espanhol.

Esta partida deve marcar a despedida de Donadoni do comando da Azzurra. Muito contestado, pode dar lugar ao seu antecessor, o campeão mundial Marcello Lippi que segue desempregado.

E a Espanha segue em frente com um futebol técnico e envolvente, mas que pode sofrer diante de uma Rússia muito bem armada e no seu top físico. Mas é sempre bom lembrar que essa mesma Rússia já foi abatida na primeira fase por inapeláveis 4 a 1.

Destaque para a excelente atuação do volante Marcos Senna, o melhor em campo e que hoje seria titular da Seleção Brasileira, assim como Deco. Equívocos da gestão Parreira.

Na outra semifinal, mesmo considerando o entusiasmo da Turquia, fico com a Alemanha que é uma autêntica trituradora de sonhos.

Assim, já arrisco meu palpite para a final no próximo domingo: Alemanha X Espanha. Uma escolha bem conservadora, mas que pode ser facilmente quebrada pela falta de lógica dos “mata-matas”.

EFE

Marcos Senna foi o destaque da partida.



Escrito por Michel Costa às 22h22
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