Espaço destinado a comentar um assunto que é interessantíssimo para alguns, mas considerado por muitos aborrecedor e até mesmo difícil de ser assimilado, mas que sem o mínimo conhecimento dessa arte, o futebol não pode ser compreendido em sua totalidade.
O 4-4-2 em linha.
O chamado 4-4-2 em linha pode ser considerado o principal esquema tático utilizado hoje no mundo. A principal vantagem dessa formação é a boa distribuição dos jogadores em campo, principalmente no aspecto defensivo, onde todos os setores ficam (teoricamente) bem guarnecidos.
Historicamente, dentro das grandes ligas, a Premier League é onde este esquema pode ser mais reconhecido, embora a presença de treinadores estrangeiros tenha mudado um pouco essa regra. Atualmente, equipes como Chelsea e Liverpool abandonaram o esquema para adotar algo próximo ao 4-3-3 com algumas variações.
Além de muleta para os comentaristas brasileiros que costumam pautar boa parte de suas observações em cima do esquema, o 4-4-2 facilita também o trabalho dos treinadores, visto que as funções desempenhadas não envolvem, em geral, mudanças bruscas no posicionamento dos jogadores. E isso, para muitos, é um dos defeitos do esquema, já que alguns atletas ficam praticamente toda partida avançando ou recuando dentro de uma só faixa do gramado. A vítima mais conhecida dessas críticas é o inglês David Beckham, que dificilmente é visto fora da sua conhecida função de meio-campista aberto pela direita (abaixo, right midfield).
Outra questão a ser discutida, diz respeito a não inclusão do clássico "camisa 10" dentro de seu desenho. Nele o meia ofensivo que atua tradicionalmente centralizado é obrigado a avançar para se tornar um atacante ou abrir para um dos lados e se tornar um misto de lateral e ponta. Inclusive, é nesta função que os alas brasileiros se enquadram melhor quando vão jogar na Europa.
Entretanto, o maior defeito desse esquema está justamente no que deveria ser sua maior qualidade: a compactação dos setores. Para as linhas de defesa funcionarem com perfeição, defesa, meio-campo e ataque devem ficar sempre próximos, sob pena de criar muitos espaços para as manobras adversárias.
Por exemplo: quando o time está no ataque, a dupla de meias centrais precisa se aproximar do ataque. Conseqüentemente, a defesa vai até a linha do meio-campo para evitar o surgimento de lacunas entre os setores. Problema resolvido apenas com a posse de bola. A partir do momento em que ela é retomada, inicia-se um árduo trabalho de recomposição, já que metade de gramado encontra-se deserto.
No Brasil, dificilmente se nota alguma equipe se movendo dessa maneira compacta. Apenas no momento em que recuam para se defender em seu campo. Quando saem para o jogo, é muito comum vermos cada zaga protegendo mais a sua área, o que abre mais espaços no campo. Essa prática, absurda no plano tático europeu, reduz substancialmente o espaço para lançamentos e praticamente anula o estilo "kick and rush", visto que, mais recuado, qualquer zagueiro rebatedor se consagra.
Dentre as inúmeras frases feitas proferidas por Renato Portaluppi nos últimos dias, uma possui um valor especial: “O Fluminense está a cinco passos da final da Taça Libertadores. Os outros times brasileiros estão a cinco mil quilômetros.”
A frase, construída de última hora, revela um pouco da faceta arrogante desse jovem treinador que tenta compensar sua inexperiência na função com um extenso repertório de clichês adquiridos em seus tempos de jogador. Mas dessa vez a marra se justifica. Renato conseguiu levar o Fluminense a uma posição onde jamais esteve em seus quase 106 anos de história e onde pode nunca mais voltar.
Os 180 minutos jogados contra o Boca Juniors foram equilibrados. Merecidamente, o Tricolor avançou a final. E se tivesse que eleger um destaque, esse alguém seria o goleiro Fernando Henrique que, cercado de desconfiança no início, tomou conta da posição e operou meia dúzia de milagres somando as duas partidas. Mérito para o Flu e demérito para os ‘Xeneizes’, que na figura do inseguro arqueiro reserva Pablo Migliore, refletiu toda debilidade de uma defesa outrora intransponível.
Agora, favorito ao título diante da LDU, o Fluminense só não pode levar a sério mais uma das frases de seu treinador: “O Fluminense vai ser campeão da Libertadores e depois vai brincar do Brasileiro.” Eu não arriscaria uma brincadeira dessas. O Campeonato Brasileiro tem uma liga nivelada (por cima ou por baixo, não importa) e alguns escorregões podem custar uma nada agradável visita a Série B. Lá mesmo, onde o próprio time das Laranjeiras deixou uma dívida no passado. E o futebol costuma cobrar essas dívidas da forma mais dolorosa possível.
Por absoluta falta de tempo ainda não tinha postado nada sobre a Euro 2008. Mas isso não significa que estou alheio ao que se passa na Áustria e na Suíça. Muito pelo contrário. Tenho lido muita coisa a respeito e, na oportunidade, gostaria de recomendar a excelente cobertura do site Trivela, que tem feito um grande trabalho com inúmeras matérias sobre o que está rolando, além de uma minuciosa retratação do passado. Dentre os blogs, gostaria de recomendar o trabalho feito pelo amigo português JP no seu "Doce Ilusão" (link ao lado). Nada melhor do que a visão de um europeu sobre a maior competição de seu continente.
Sejamos francos. Não existe uma grande seleção no mundo hoje. Existem sim, selecionados que estão deixando um ciclo de vitórias ou preparando uma base para o futuro. A melhor palavra para se definir a maioria é transição. E mais do que nunca essa palavra permeia a Euro 2008. Simplesmente não há como apontar os favoritos destacados sem nos apoiarmos em tradição ou qualidade do elenco.
A partir do próximo sábado, 16 seleções do Velho Continente entram em campo para provar alguma coisa.
A tradicionalíssima Alemanha quer reviver seus grandes dias e aposta na força ascendente de seus jogadores. Ballack pode ser o diferencial tedesco, mas a geração que o acompanha, mesmo apresentando melhora em relação aos últimos anos, não chega a impressionar.
Chegando como atual campeã do mundo, a Itália lamenta o desfalque de última hora de seu capitão. O pior da ausência de Cannavaro nem é a sua falta em si, mas a falta de opções para formar uma defesa que é sempre reconhecida como a melhor do mundo. E a presença de Roberto Donadoni no banco de reservas não ajuda muito na solução de problemas.
A França chega cercada de desconfiança. Nos últimos anos, sempre que se viu sem Zidane, fracassou. Só que agora, com o craque aposentado, não tem como apelar para que algum espírito o procure de madrugada. Alguém do próprio elenco terá que assumir essa responsabilidade. Henry poderia ser "o cara". No entanto, quem acompanhou sua temporada no Barcelona sabe que será difícil contar com ele. Melhor apostar na turma de Ribéry, Nasri e Benzema.
A Holanda é sempre uma promessa. Há anos passa por um processo de maturação que nunca chega. Nomes como Seedorf e van Nistelrooy poderiam ter sido o esteio para o time, mas nunca foram apostas de Marco van Basten, craque dos gramados, mas de competência duvidosa fora dele.
Portugal vem forte de novo. Cristiano Ronaldo é o melhor do mundo e seus pares tem notável valor. No comando, Luiz Felipe Scolari pode passar para o grupo a mentalidade vencedora que parece faltar a "Selecção Nacional AA". O problema é que nas duas oportunidades anteriores, não foi bem isso o que se viu.
Isso sem falar na Espanha, que sempre chega com uma geração tida como a melhor de todos os tempos e sempre decepciona. Desta vez, as esperanças recaem sobre as estrelas Fábregas e Fernando Torres, que atravessam fases espetaculares na Premier League.
Além dessas forças; a ofensiva República Checa, a emergente Romênia e a atual campeã Grécia podem surpreender, mas se tivesse que apontar uma única candidata a surpresa ficaria com a anfitriã Suíça que, além de jogar em casa, conta com uma geração interessante. Sua defesa é muito aplicada e ainda conta com bons jogadores na frente.
Bom, depois desse intróito todo, não posso deixar de dar o meu chute. Para mim, o caneco vai para a FRANÇA. Aposto muito no potencial de Ribéry e Benzema.
E para você? Quem vence a Euro 2008?
Obs: Os palpites serão considerados até sábado à noite. Caso você não tenha recebido um e-mail informando desse post, favor deixar seu nome e e-mail. Obrigado.
E para entrar de vez no clima da Eurocopa, um vídeo de um dos gols mais bonitos da história da competição:
2008 é ano de disputa de Eurocopa e de Jogos Olímpicos. Nesses anos, assim como os de Copa do Mundo, é muito comum vermos o jogador que mais se destaca receber os prêmios concedidos pela France Football e pela FIFA. Em 1996, ano de disputa dessas competições, um dos jogadores indicados abaixo recebeu um dos prêmios. Assinale o nome desse jogador.
a) Alan Shearer b) Dennis Bergkamp c) George Weah d) Matthias Sammer
Anterior:
Quem é o jogador retratado abaixo?
http://estadium.ya.com/
Dica: Guarda parentesco com um promissor jogador da atualidade.
Resposta certa: O jogador retratado acima é o atacante brasileiro Leivinha (João Leiva Campos Filho, nascido em 11 de setembro de 1949 em Novo Horizonte/SP), ex-jogador da Portuguesa, do Palmeiras e do São Paulo. Na foto, Leivinha defendia o outro clube em que se destacou: o Atlético de Madrid. É tio de Lucas, volante do Liverpool.
Parabéns ao grande Rodolfo Moura, que reconheu Leivinha, apesar de desconhecer o parentesco com o seu jovem e conhecido sobrinho; algo que tornou a resolução do enigma ainda mais difícil.
http://www.goal.com Lucas também segue carreira na Europa.
Se um dia alguém me perguntar se técnico ganha jogo, eu direi que sim, mas que alguns ganham mais do que os outros. E, embora seja impossível precisar o quão relevante é a importância de um treinador, não tenho dúvidas que por ele passa (e muito) o sucesso ou o insucesso de uma equipe.
Esse é o caso do português José Mourinho, o novo treinador da Internazionale. Profissional de inquestionável competência, Mourinho chega ao clube de Via Durini com uma missão nada simples: ganhar tudo o que disputar. Logicamente, seria absurdo dizer que se trata de uma obrigação, mas sem dúvida é um objetivo, sendo que uma das metas, a conquista da UEFA Champions League, é o atual sonho de consumo do presidente Massimo Moratti.
Moratti, que nunca economizou esforços em sua tentativa de transformar a Inter na maior potência européia, quer repetir o maior feito da gestão de seu pai, Angelo, e também conquistar o troféu continental.
Minha maior dúvida reside exatamente na montagem do grupo que tanto ambiciona. Como é de conhecimento da maioria, o ex-treinador do Chelsea tem preferência pelo esquema 4-3-3, uma formação tática que, a princípio, não se encaixa no atual plantel interista.
O trio de meio-campistas poderia ser formado por Zanetti, Cambiasso e Vieira. Isto é, caso Diarra, Lampard e Deco não sejam contratados, o que iria gerar uma monstruosa disputa pelos postos de titulares.
E forçando um pouco a barra, poderíamos visualizar Ibrahimovic como ponta esquerda, Drogba (se contratado), Adriano ou Cruz ocupando a posição central com o veterano Figo (que acena com a possibilidade de permanência) aberto na direita. Stankovic seria outra opção para o lado externo. Com isso, Ibra seria o avançado da formação.
Acho que a "Era Mourinho" será bastante divertida...
La Gazzetta dello Sport Massimo Moratti e José Mourinho: acertos finais em Paris.
Como se reconhece um herói? Alguns poderão dizer que ele é reconhecido por suas conquistas, suas façanhas históricas ou até mesmo pela idolatria que o cerca. Outros dirão que um herói se reconhece por sua coragem, por seus atos e por sua nobreza.
Nesta série do blog "Além das Quatros Linhas" conto um pouco da história de ex-jogadores que fizeram em suas carreiras algo mais do que apenas jogar futebol.
E o homenageado deste especial tem tanta história que foi impossível condensá-la num só post. Confira agora, o nascimento e a primeira glória dessa verdadeira legenda do maior esporte do mundo.
Uma lenda de nossos tempos - 1ª parte.
Zinedine Yazid Zidane foi um dos maiores jogadores que vi atuar. Craque absoluto, desfilou sua categoria pelos gramados do mundo fazendo as pessoas acreditarem que era possível unir fantasia e eficiência a serviço do futebol.
Aliás, a história do futebol francês pode ser dividida entre antes e depois de Zidane, tal a sua importância para o esporte no país. É considerado hoje, por muitos, o melhor jogador a ter vestido a camisa dos ‘Bleus’, superando até mesmo o mito Michel Platini.
Introvertido, mas de grande personalidade, Zizou, como é chamado pelos amigos, iniciou seu contato com a bola jogando nas ruas de Marselha. Mesmo pequeno para a idade, todos percebiam que ele era diferente dos demais, e logo teve sua capacidade notada pelo Cannes, seu primeiro clube. Lá, teve seu enorme talento protegido pelo então técnico Luis Fernandez que procurou afastá-lo de algumas más companhias.
Em 1992, aos 20 anos e 61 partidas disputadas pela equipe mediterrânea, Zidane foi contratado pelo Bordeaux onde teve sua categoria reconhecida por toda Europa ao comandar a equipe girondina na Copa da UEFA da temporada 1995/6. No trajeto até a final, um impressionante 3 a 0 em cima do badalado Milan.
http://www.merci-zidane.com
Zidane em ação pelo Boudeaux: nasce um talento.
Como não poderia deixar de ser, seu bom desempenho chamou a atenção das grandes forças do continente e seu destino acabou sendo Turim. Na Juventus, uma equipe que ambicionava tudo, chegou cercado de desconfiança, já que muitos diziam que sua contratação deveu-se ao apadrinhamento de Platini, ídolo do clube, e que teria sugerido seu nome à diretoria ‘bianconera’.
O início na Juve não foi fácil para Zidane. Escalado pelo técnico Marcelo Lippi numa posição mais recuada do que a que estava acostumado, demorou um pouco para se adaptar e as críticas desabaram. Mas sua resposta veio rápida, na sexta rodada da temporada 1996/7 em partida contra a Internazionale. Quando, numa apresentação impecável, marcou um golaço de canhota chutando de fora da área sem dar chances para o arqueiroPagliuca.
A partir daí, os caminhos se abriram para o craque que passou a ser a maior referência do time. E o destino ainda lhe reservaria um momento especial ao final de 1996, quando disputando a final do Mundial Interclubes, encontrou com seu grande ídolo no futebol: Enzo Francescoli, a quem admirava desde que era um garoto na torcida de seu time do coração, o Olympique de Marselha.
Na ocasião, os piemonteses venceram por 1 a 0, gol de Del Piero. E além da taça, o agora adulto Zidane, conseguiu outro troféu para sua galeria: a camisa de Francescoli, manto que, durante anos, utilizou como pijama.
1997 começou como terminara o ano anterior, com seu protagonismo em evidência. Com mais liberdade em campo, Zizou seguiu a trilha dos grandes. Contra o Ajax, na semifinal da UEFA Champions League, conduziu a Juve com direito a golaço na partida de volta, o quarto da goleada por 4 a 1. De quebra, venceu o duelo contra o capitão dos ‘Godenzonen’, Danny Blind, fulgurante estrela do clube de Amsterdam.
Na final em Munique, conheceu sua primeira grande decepção no futebol ao ver sua equipe cair por 3 a 1 diante de um poderoso Borussia Dortmund, na época comandado por Ottmar Hitzfeld e que no relvado contava com jogadores do calibre de Matthias Sammer, Júlio César e Andreas Möller. O consolo acabou sendo o ‘scudetto’ daquele certame.
A temporada 1997/8 começou bem. Em campo, uma grande parceira com o italiano Del Piero se desenvolvia a olhos vistos, enquanto o recém-chegado Inzaghi, sempre oportunista, aproveitava para concluir as tramas da dupla.
Ao todo foram sete gols e inúmeras assistências que garantiram mais um título nacional para ‘La Vecchia Signora’. No entanto, ainda havia uma Champions League no caminho. Depois de apresentações magistrais diante do Dínamo de Kiev e do Mônaco nas semifinais, veio a final contra o Real Madrid. Na oportunidade, além do troféu continental, os dois gigantes europeus disputavam o laurel simbólico de melhor time do mundo. No fim, o tento solitário de Predrag Mijatovic confirmou a sétima conquista da equipe Merengue.
Além dessa decepção, Zizou ainda teve que aturar um apelido pouco elogioso que lhe foi imposto pela imprensa francesa: O Gato Preto. Pois, teoricamente, não dava sorte para as equipes que defendia.
Veio então a Copa do Mundo de 98, que seria disputada justamente na França, sua terra natal. E, por ironia do destino, seu selecionado reunia o melhor grupo de atletas de sua história. Uma geração forte e experiente composta de nomes como Marcel Desailly, Laurent Blanc, Lilian Thuram, Didier Deschamps e Youri Djorkaeff, além de nomes emergentes como Thierry Henry e David Trézéguet. Nem em 1984, quando conquistou a Eurocopa com a geração de Platini, os franceses tiveram um grupo tão sólido e ambicioso.
Aliás, o craque recebeu do próprio ex-camisa 10 dos ‘Bleus’ um conselho que levaria consigo dali em diante: “A Copa do Mundo é o grande momento da vida de um jogador. Prepare-se para ela.”
Só que, no Mundial, ainda em sua segunda partida na fase de grupos, conheceu o drama de ser expulso contra a Arábia Saudita, num cotejo fácil, onde o triunfo era praticamente certo. Esse cartão vermelho valeu uma suspensão de duas partidas. A última da primeira fase onde, classificados, pegariam a Dinamarca e as oitavas-de-final contra o surpreendente Paraguai orientado pelo brasileiro Paulo César Carpegiani. Neste confronto, um dramático 0 a 0 no tempo regulamentar quase põe fim ao sonho francês. Na prorrogação, um gol salvador de Blanc garantiu não só o avanço do time de Aimé Jacquet quanto o alívio do craque.
Depois de passar por Itália e Croácia, o adversário da final era simplesmente o atual campeão Brasil. Onde, numa partida cercada de mistérios antes de seu início, brilhou sua estrela. Sem marcar na competição até aquele momento e sem ter fama de bom cabeceador, liquidou a fatura logo na primeira etapa com duas testadas fulminantes.
No final, após o humilhante resultado de 3 a 0, e com Copa do Mundo garantida, o nome de Zidane foi alçado ao Olimpo do futebol. E aquele ano ainda lhe reservaria mais dois prêmios: A Bola de Ouro da revista France Football e troféu de melhor jogador do ano concedido pela FIFA. E aqueles que um dia ousaram chamá-lo de Gato Preto foram obrigados a se recolher nas sombras da inveja.
A seguir, os melhores momentos da final da Copa de 98. Admito que o meu estômago embrulhou quando revi essas imagens: