Fantasmas não existem.
Nunca acreditei em fantasmas. De nenhum tipo. Muito menos aqueles relacionados ao futebol. Afinal, os gramados sempre contaram histórias de grandes quedas e de grandes recuperações. Imitando assim, a vida. Não há tempo para lamentar. Logo chega outra temporada, com novos desafios e situações. Não dá para ficar lambendo feridas eternamente, muito menos carregar uma data triste como uma marca indelével junto às suas glórias. O 5 de maio de 2002 deveria ser encarado dessa forma pela Internazionale. Naquela oportunidade, a então líder da Serie A na temporada 2001/2, tinha um ponto a mais que a Juventus e dois a mais que a Roma, e lhe bastava uma vitória sobre a Lazio, no Olímpico de Roma, para ficar com o 'Scudetto' que não conquistava há 13 anos. Naquele dia, os laziales venceram por 4 a 2 - com grande apresentação do trio defensivo Nesta, Stam e Couto - enquanto a Juventus batia a Udinese por 2 a 0 e ficava com o título. E a Inter ainda perdeu a segunda colocação para a Roma, que derrotou o Torino e ficou com o vice. Embora essa data seja considerada um momento terrível na vida dos 'Nerazzurri', é preciso lembrar que uma competição disputada por pontos corridos não tem final. Todas as partidas tem caráter decisivo. E mais. Mesmo se lembrarmos que a Lazio já não era tão forte quando da época de seu último título, ainda era um páreo duro, ainda mais atuando em seus domínios. Por sua vez, a equipe de Via Durini chegou à última rodada na liderança sabe-se lá como. Treinada pelo argentino Héctor Cúper, praticava um futebol medonho, com duas linhas de quatro jogando quase sobrepostas e utilizando lançamentos longos - ou chutões, como preferir - torcendo para que Vieri, em grande fase, conseguisse alguma coisa na frente. Além disso, colecionou tropeços maiores como um empate com a Atalanta em pleno Meazza. Sem contar aquela briga velada com um Ronaldo em fase final de recuperação. Nesta temporada tudo é bem diferente. A Inter possui o melhor elenco do país e durante três turnos (os dois da temporada passada e o primeiro desta) praticou um futebol bem superior ao de seus rivais. No entanto, em 2008, esse futebol se perdeu em algum lugar. Muitos apontam a eliminação da UEFA Champions League como o início do declínio interista, mas o fato é que essa queda de produção é anterior ao embate europeu. Em dezembro do ano passado já era possível notar um ligeiro decréscimo na produtividade. E entre as diversas razões para o acontecido, separei algumas de maior relevância: - A contusão do francês Olivier Dacourt, único jogador do elenco com características e experiência suficiente para ser o primeiro volante. - A perda da dupla que vinha sendo a titular da zaga central: Córdoba e Samuel. Na posição do argentino entrou um Materazzi especialmente mais estabanado do que de costume. Para a central-direita, Burdisso está longe do que se pode chamar de uma boa escolha. - Jiménez e Stankovic, teoricamente os homens de armação, atravessando uma fase particularmente ruim. - E o melhor do certame anterior, Ibrahimovic, bem longe do que realizou em sua chegada. Culpa de uma contusão no joelho somada à própria personalidade do sueco. A combinação dessas mazelas mais o patético anúncio de saída feito por Roberto Mancini - que depois recuou - compõem bem o cenário dessa derrocada. Esses problemas poderão ser superados com uma vitória em Parma. Agora, caso o título fique com a Roma, acho melhor o mandatário Massimo Moratti agir logo, pois embora eu não acredite em fantasmas, sei que eles existem na cabeça de algumas pessoas. E, perto do que pode acontecer neste final de semana, 5 de maio é no máximo uma historinha de bicho-papão. http://www.goalvideoz.com
Recuperado de lesão, Ibrahimovic estará no banco de reservas da Inter.
Escrito por Michel Costa às 15h27
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Pontos e vírgulas.
Coluna destinada a comentar as opiniões emitidas pelo órgão responsável pela chegada de informações ao público aficionado pelo futebol: a imprensa esportiva. Afinal, bem ou mal, é através dela que tomamos conhecimento de (quase) tudo o que cerca o mundo da bola. Vamos esquecer a ciência, então! O assunto maior da semana que se encerrou não foi o início do Brasileirão 2008 como deveria ser. Parte da imprensa esportiva brasileira optou por avaliar as reais necessidades de alguns times envolvidos em outras competições pouparem seus titulares logo em suas estréias no campeonato nacional. Santos, São Paulo, Fluminense, Atlético/MG, Internacional e outros pouparam seu onze inicial, priorizando assim, suas partidas decisivas na Copa Libertadores ou na Copa do Brasil. Nada demais. Afinal, cada clube sabe o que pode pesar no futuro da competição algum possível tropeço inicial. Poupar ou não seu time principal, não deixa de ser um risco. Os gigantes europeus Manchester United e Barcelona fizeram isso em suas ligas nacionais antes de duelarem pelas semifinais da UEFA Champions League. E ambos foram derrotados. Os britânicos chegaram até mesmo a arriscar o seu título, já que a derrota para o concorrente Chelsea deixou o mesmo junto na tábua de pontuação da Premier League. No caso dos 'Red Devils' foi uma decisão acertada, já que conseguiram avançar à final da UCL e se sagraram campeões ingleses pela 17ª vez. Para os catalães, desclassificados, a medida ainda custou o vice-campeonato espanhol. Em outras palavras, trata-se de uma aposta. E cabe aos responsáveis pelo desempenho do time observarem o que deve ser feito na oportunidade. Mas existem pessoas que simplesmente ignoram a necessidade dessa precaução. Suas mentes ainda vivem no passado, quando o futebol exigia muito menos da parte física dos atletas. Antigamente, era muito comum os times excursionarem pelo mundo realizando em média três, quatro jogos por semana. Santos e Botafogo viveram intensamente esse período. Hoje, comprovadamente, sabemos que isso não é nada recomendável. Fisiologistas e preparadores físicos são claros ao afirmar que o tempo mínimo para recuperação completa de um atleta de futebol deve ser respeitado sob o risco de lesões musculares graves e, mesmo se estas não ocorrerem, o desempenho do jogador com certeza não será o mesmo de um que se recuperou o suficiente. Logicamente, por se tratar de uma disputa, quem estiver mais "inteiro" levará uma certa vantagem sobre o concorrente. O que eu realmente não consigo entender é como uma parcela considerável da mídia critica essa estratégia como se ela fosse uma frescura dos técnicos ou algo assim. Na última segunda-feira, José Trajano e Fernando Calazans passaram praticamente todo primeiro bloco do "Linha de Passe" tecendo comentários pouco elogiosos sobre a medida. Entre uma gracinha e outra, Calazans disse: "Coitadinho do Adriano, tão fraquinho que não consegue jogar duas vezes por semana." Curiosamente, o jornalista carioca é o mesmo que acha que o futebol de hoje piorou justamente pela técnica ter ficado em segundo plano em relação à preparação física. Por sorte, a mesma ESPN possui comentaristas como PVC, Mauro Cézar Pereira e Paulo Calçade enxergando que atualmente é impossível dissociar o que a medicina esportiva estabelece e não a desprezam como se ela fosse mais um modismo descartável. EFE
Poupado no final de semana, Adriano é a maior arma do São Paulo contra o Fluminense.
Escrito por Michel Costa às 14h58
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Question
O ‘Question’ desta semana é muito mais uma homenagem do que um desafio.
Qual o nome do jogador retratado abaixo?
BBC

Anterior:
O escândalo envolvendo o atacante Ronaldo com alguns travestis (estranhamente desmentido ontem) infelizmente não foi o primeiro de sua carreira. Assinale abaixo a situação em que o craque, supostamente, nunca se envolveu:
Alternativa incorreta: c) Segundo fontes do próprio Real Madrid, Ronaldo chegou a se apresentar das férias pesando 105 kg antes do início da temporada 2004/5.
Felizmente por esse vexame o Fenômeno não passou.
Parabéns Cyntia Santana, única a acertar o desafio desta semana.
Errata: Na alternativa “b” estava escrito “holândes” enquanto o correto é, obviamente, “holandês”.
© 2006 FOX

Ronaldo e Homer Simpson: O atacante encontra uma barriga bem maior do que a sua.
Escrito por Michel Costa às 20h47
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Rodada de fogo.
Na temporada passada, vencer o Siena jogando em casa não seria uma tarefa das mais difíceis para a Internazionale. Mas, para essa atual Inter de Roberto Mancini, tudo parece mais complicado do que deveria ser.
Se alguém dissesse que para ser campeão da Itália bastaria vencer o Siena jogando no Giuseppe Meazza ou o Parma no Ennio Tardini, a conclusão seria uma só: o ‘scudetto’ não pode escapar. No entanto, parece os ‘Nerazzurri’ estão trabalhando com afinco para isso que aconteça.
A verdade é que independente do título sair na próxima rodada, não há mais clima para a permanência de Roberto Mancini no comando da equipe.
Pelo lado romanista, sobra esperança. Mesmo sem seu capitão, Francesco Totti, o time da Cidade Eterna ainda vislumbra, agora com maior nitidez, a possiblidade de chegar a uma conquista que quase ninguém acreditava ser mais possível.
Enquanto isso, em Nápoles, o Milan voltou a deixar sua torcida preocupada ao cair diante do time da casa pelo placar de 3 a 1. Agora, o ‘Rossonero’ não depende mais de seu próprio resultado para ficar com a quarta colocação, já que a Fiorentina bateu o desesperado Parma pela mesma contagem e conta apenas com uma vitória contra o Torino na última rodada para garantir presença na próxima Champions League.
O mundo vai parar no próximo domingo.
Ansa

Materazzi se lamenta pelo pênalti desperdiçado.
Escrito por Michel Costa às 15h22
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One United
Acabou. A vitória por 2 a 0 sobre o Wigan pela 38ª rodada da Premier League sacramentou o 17º título do Manchester United. Mais do que isso, a conquista consagra ainda mais a figura de Sir Alex Ferguson, que chegou a impressionantes 10 títulos nacionais no comando do clube.
A partida também marcou o recorde de Ryan Giggs que, com 758 aparições com a camisa vermelha, igualou a marca do lendário Bobby Charlton podendo superá-lo na decisão da Champions League no dia 21 deste mês.
Ao vice-campeão Chelsea, restou o consolo da grande reação numa temporada que parecia absolutamente perdida. Além disso, o clube londrino ainda pode alcançar uma estrela ainda maior em Moscou. Feito que transformaria esta temporada na maior de sua história.
Já o Arsenal começa a se preparar para juntar os seus cacos. Os ‘Gunners’ que lideraram o campeonato por 18 rodadas, sentiu o gosto do fracasso de maneira impiedosa e agora ainda corre o risco de ter alguns de seus maiores nomes - Flamini já acertou com o Milan - deixando Highbury.
Outro destaque da última rodada foi a escandalosa goleada do Middlesbrough por 8 a 1 para cima do Manchester City. Agora, o bilionário tailandês Thaksin Shinawatra já deve estar imaginando o quanto será necessário investir para tornar o time azul celeste realmente competitivo. E Sven Goran Eriksson deve ser o primeiro nome da lista de dispensas, tendo como destino provável o Benfica.
http://manunitedbrazil.wordpress.com

Ryan Giggs: 758 jogos pelo United e mais um gol decisivo.
Escrito por Michel Costa às 14h34
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