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Além das Quatro Linhas! - Um jeito diferente de ver e debater futebol.
 


Grandes Times da História

Este é o primeiro de uma série de especiais que objetivam contar um pouco da história de grandes times que marcaram o futebol brasileiro e mundial.
Em "Grandes Times da História", o blog "Além das Quatro Linhas" tentará reviver um pouco de algum período glorioso dessas lendárias equipes. As conquistas, as curiosidades, os melhores jogadores e o que esses esquadrões representaram na história do seu clube ou mesmo para o próprio esporte.
E o time que inaugura essa série não foi escolhido por acaso. Trata-se de um dos "culpados" por eu ter me tornado um louco por futebol.
Leia e entenda o porquê.

O Flamengo de Zico.

Trata-se da maior equipe já formada na Gávea. Entre 1978 e 1983 conquistaram nada menos que nove títulos. Foram quatro estaduais, três campeonatos brasieliros, uma Taça Libertadores e um Mundial de Clubes.

Formação Clássica:
O onze inicial mais conhecido da torcida é: Raul; Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico.
E embora essa formação possa sugerir um esquema 4-3-3, o correto seria classificá-lo como um 4-5-1, visto que os pontas Lico e o polivalente Tita, voltavam para ajudar a fechar o meio-campo ou mesmo cobrir a subida dos excelentes laterais Leandro e Júnior.
O futebol dessa esquadra foi marcado pelo toque de bola impecável e pela intensa movimentação.

Destaques:
Inúmeros jogadores de renome fizeram parte do grupo ao longo daqueles anos gloriosos, mas alguns merecem ser citados: No gol, o experiente Raul Plasmann dava tranqüilidade à meta; nas laterais os já citados Leandro e Júnior garantiam técnica de meio-campistas ao setor defensivo.
No meio, a dupla Andrade e Adílio eram sinônimo de solidez e eficiência, além do apoio necessário para que brilhasse a estrela do craque Zico, maestro do time e um dos mais completos jogadores de toda história do futebol brasileiro.
Não é exagero dizer que o Flamengo não seria tão grande se não fosse por Zico. Conhecido como Galinho de Quintino, o camisa 10 da Gávea tinha habilidade, inteligência e faro de goleador. Exemplo de profissional e de ser humano, sua marca registrada eram as cobranças de falta, calibradas a custo de muito treinamento.
Outro que surgiu como um cometa, mas foi logo negociado, foi o ponta-esquerda Júlio César "Uri Geller", que herdou esse apelido do nome de um paranormal israelense que entortava colheres e garfos em programas de TV. Diziam que ele fazia o mesmo com seus marcadores.

O Treinador:
No comando desse time estava o ex-capitão do exército Cláudio Coutinho. Estudioso do esporte, Coutinho era um visionário. Mentor intelectual daquela equipe, implantou no rubro-negro carioca uma série de métodos que revolucionaram o seu estilo de jogo. Entre suas maiores inserções encontram-se a valorização extrema da posse de bola (importada do basquete), a incessante busca do gol objetivando nocautear logo o adversário (como no boxe), além do famoso "overlaping".
Cláudio Coutinho faleceu tragicamente em 1980, enquanto praticava pesca submarina, sem poder apreciar o apogeu de sua obra.

Partida Inesquecível:
Aconteceu em 13 de dezembro de 1981, em Tóquio, quando decidiu o Mundial de Clubes contra o campeão europeu Liverpool. O mais impressionante daquele confronto nem foi o resultado final de 3 a 0, mas a facilidade como o placar foi construído. Até com certa facilidade, os brasileiros envolveram os britânicos com seu toque de bola, assinalaram seus três tentos na primeira etapa e no segundo tempo esperaram o apito final como se fosse um treino de dois toques.
Para quem nunca teve o prazer de assistir àquela final, acrescento que, até mesmo as poucas oportunidades de gol dos "Reds" na ocasião, foram geradas à partir de alguns erros dos comandados do então técnico, e ainda jogador, Paulo César Carpegianni que, dada a facilidade encontrada, arriscavam passes menos cuidadosos.
Aliás, essa confiança quase ilimitada em sua capacidade e que às vezes beirava a displicência, pode ser considerado o único ponto fraco daquela versão do Mengo.

O Fim:
Pode-se dizer que o fim daquela era deu-se com a transferência do capitão Zico para a Udinese (ITA) em 1983. Mesmo lembrando que a ausência do craque foi breve, já que ele retornou em 85, aquele Flamengo nunca mais repetiu os feitos daquela época, excetuando o triunfo na Copa União de 87, quando o time ainda contava com os veteranos Leandro, Andrade e com próprio Zico, aliados a jovens valores como Jorginho, Leonardo, Zinho, Bebeto e Renato Gaúcho.

Além de vencedor, aquele time marcou positivamente diversos treinadores, jogadores e até jornalistas, que se declaram fãs daquela verdadeira seleção rubro-negra.
Certa vez, o comentarista Paulo Vinícius Coelho, famoso conhecedor de equipes lendárias, e palmeirense, disse que o Flamengo de Zico era o time de sua vida. Vanderlei Luxemburgo, Renato Gaúcho e Leonardo também já disseram o mesmo.

Foto: por Rogério Micheletti

Time do Flamengo campeão da Libertadores de 1981.
Em pé: Leandro, Raul, Mozer, Figueiredo, Andrade e Júnior.
Agachados: Lico, Adílio, Nunes, Zico e Tita

Escrito por Michel Costa às 13h53
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Plano Tático

Esta nova coluna veio para tratar de um assunto interessantíssimo para alguns, mas considerado por muitos aborrecedor e até mesmo difícil de ser assimilado: Tática.
A questão é que, sem o mínimo conhecimento dessa arte, o futebol não pode ser compreendido em sua totalidade.
Nesta estréia, decidi analisar a evolução e a participação dos laterais/alas brasileiros no cenário futebolístico nacional.

Alas brasileiros: Armas ou aberração tática?

Para explicar melhor o surgimento dos alas brasileiros é necessário fazer uma viagem no tempo. Até os anos 80, as equipes brasileiras atuavam, basicamente, no esquema 4-3-3 onde os trabalhos ofensivos da faixa lateral do gramado ficavam a cargo dos pontas. Os laterais desempenhavam um papel bastante conservador, apoiando o ataque de forma moderada, conforme surgiam os espaços para os seus avanços.

Só que uma estratégia utilizada por Telê Santana na Seleção Brasileira que disputaria a Copa de 82 mudou os rumos do popular esquema. Planejando utilizar de forma plena seus três craques do meio-campo: Falcão, Sócrates e Zico, o mítico treinador optou por não utilizar ninguém na ponta-direita - até pela carência no setor - e orientou seus meias que se revezassem na posição. Curiosamente, essa medida provocou até o surgimento do quadro 'Zé da Galera', interpretado por Jô Soares, que não se cansava do bordão: "Bota ponta, Têle!"
E, mesmo não havendo êxito nessa experiência naquele Mundial - Zico chegou a reclamar publicamente que só ele estava "caindo" pelo setor - houve quem copiasse e difundisse essa idéia pelo Brasil afora.

O novo 4-4-2 brasileiro estava disposto da seguinte forma: dois zagueiros; dois laterais que agora tinham mais liberdade para avançar; dois volantes, mais preocupados com a marcação e com a cobertura dos laterais; dois meias armadores; e dois atacantes, sendo um o antigo centroavante e o outro com função parecida com a dos antigos ponteiros, mas com liberdade para mudar de lado. Tudo pronto? Nem tanto.

Este esquema praticamente obriga o avanço dos laterais pois, sem as jogadas pelos flancos e com o meio congestionado, fica muito difícil de se criar alguma coisa. Afinal, onde antes havia, teoricamente, seis jogadores, passou-se a ter oito e uma enorme faixa lateral a ser explorada.

Essa nova função, batizada nos anos 90 de "ala", produziu um novo tipo de jogador, híbrido de lateral e ponta, que não marca como o primeiro e nem possui a habilidade dos velhos pontinhas. Em compensação, são dotados de fôlego quase inesgotável, sem o qual é impossível realizar o árduo trabalho de marcar na defesa e ainda chegar várias vezes por jogo à linha de fundo.

Apesar de gerar alguns protestos dos que acham que o nome "ala" só se aplica ao 3-5-2 ou ao mediano externo do 4-4-2 em linha, considero que essa denominação também vale para o "nosso" 4-4-2, visto que, independente do esquema, é essa a função que eles executam. Não por acaso, quando esses jogadores são contratados por algum time do exterior acabam migrando para o meio-campo, onde suas valências são melhor aproveitadas. Serginho, Athirson e Cicinho são exemplos de como essa cultura do ala não é recente e, no caso dos dois últimos, o encaixe no mercado europeu não aconteceu satisfatoriamente.

Essa mudança de posicionamento dos antigos laterais acabou alterando o plano tático das equipes como um todo, fazendo surgir novas funções e novos perfis de atletas.
Muitos treinadores optaram por escalar seus times num 3-5-2 que facilitava a cobertura, outros promoveram o recuo de um dos volantes para fazer o papel de terceiro zagueiro. Desse recurso, alguns frutos já podem ser notados. Jogadores já adaptados à função de líbero, atuando na cobertura de dois zagueiros. Dois exemplos próximos são Juninho (São Paulo) e Chicão (Corinthians), que vão bem na sobra, mas quando se alinham numa defesa com quatro apresentam alguma dificiculdade, principalmente no combate direto aos atacantes adversários.
Outra posição "nova" é a que eu chamo de volante-armador, que nada mais é do que o antigo terceiro homem de meio-campo jogando mais recuado, ajudando na marcação e saída de bola, prejudicadas pela falta de mais alguém no local. Ibson, do Flamengo, se encaixa nessa descrição.

Com isso, chego a acreditar que, em breve, essa invenção tática vai dar uma volta em si mesma. Os treinadores fixarão marcadores na cobertura desses alas, e esses marcadores jogarão como os laterais do passado. O que pode ser encarado como o 4-4-2 clássico ou mesmo o 4-2-3-1 utilizado em alguns países da Europa. O que não deixa de ser o bom e velho 4-3-3 adaptado ao dinamismo de nosso tempo.

AFP

Cicinho: Ala que ainda procura seu espaço na Europa.

Escrito por Michel Costa às 13h51
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'Game Over'?

Inter X Roma, confronto pela 25ª rodada da Serie A 2007/8 foi marcado pelo equilíbrio. A Roma saiu na frente ainda no primeiro tempo, quando Totti escorou um cruzamento rasteiro de Vucinic. A vantagem dos visitantes foi mantida até os 42 minutos da segunda etapa, quando o capitão interista Javier Zanetti aproveitou um rebote da zaga para igualar o marcador.
Detalhe: No momento do empate, as duas equipes contavam com apenas dez jogadores em campo, já que Maxwell se contundiu após as três alterações terem sido efetuadas e Mexes foi expulso por acúmulo de cartões amarelos.

O empate arrancado à fórceps pela Inter no Giuseppe Meazza na noite de ontem deixou claro que o 'scudetto' deve permanecer com sua atual proprietária. Só um 'tsunami' seria capaz de retirar este título dos 'nerazzurri'.
E, mesmo que a Roma melhore e muito o seu desempenho, teria que contar com uma impróvavel seqüência de insucessos de seus rivais, o que parece estar longe de acontecer.

Todavia, algo parece diferente na líder do campeonato. Neste ano, os comandados de Roberto Mancini tem encontrado dificuldades em quase todos embates. A primeira observação recai sobre o desgaste do elenco que, apesar de ser um dos mais profundos do planeta, ainda é vulnerável às pontuais lesões que vem minando o seu desempenho. Ontem, por exemplo, os ausentes eram Ibrahimovic e Julio Cruz, nada menos que a dupla de ataque titular.

É provável que a iminente eliminação da UEFA Champion League pelo Liverpool conceda o fôlego necessário para tornar a caminhada menos sofrida. No entanto, o que pode ser mais sofrido do que prolongar ainda mais uma fila que se encaminha para o seu 43º ano?

Incomodados com supostos erros de arbitragem, os romanistas insinuam que a equipe milanesa tem sido sistematicamente ajudada pelos juízes. Seu porta-voz, como de costume, tem sido o capitão Francesco Totti.
Curiosamente, a irregularidade da esquadra da capital, raramente é abordada pelo ídolo 'giallorosso'.


Bandeira interista, Zanetti realizou uma excelente partida, coroada pelo seu gol salvador.

Escrito por Michel Costa às 13h17
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A Trivela do mês

Para quem ainda não conhece essa publicação, eu recomendo. Trata-se de uma revista esportiva diferenciada. As matérias são mais profundas e detalhadas que as outras publicações regulares. Costumo dizer que, diferente da Placar, a Trivela tem menos fotos e mais conteúdo.

Todavia, os chamados trivelistas ainda não encontraram o seu ponto ideal. Costumam se perder um pouco em matérias relativamente desinteressantes, deixando os principais assuntos do ano esportivo um pouco à margem. Inclusive, essa discordância já gerou algumas discussões (no bom sentido) com o pessoal do site/revista.

Só que eu não deixo de recomendá-la. Acabo de ler a edição de fevereiro e, como sempre, a publicação vale um post exclusivo onde comento as matérias que mais me chamaram a atenção.

Maracanazo, por Mauro Cezar Pereira:

Em sua coluna mensal, o comentarista da ESPN Brasil retorna ao tema "europeus X brasileiros". Em sua opinião, os jornalistas que consideram as equipes daqui tão ou mais fortes que as equipes do Velho Mundo estão mentindo para o seu público. Defendendo sua tese, Mauro argumenta que a partida Inter X Inter não serve como parâmetro de comparação, visto que a Internazionale pouco se importava com o torneio.
Para mim, é claro que aquela partida não significou muita coisa, para não dizer que não significou nada. A disputa do título mundial sim, deveria ser analisada com mais atenção. Nesse confronto, historicamente, sempre houve um certo equilíbrio, que deveria representar um peso maior na análise desse assunto. Questões como o poderio financeiro, badalação dos elencos e até mesmo a qualificação destes, deveriam ficar em segundo plano, visto que não há uma base de observação constante.

Liga dos Campeões, por Tomaz R. Alves:

Tomaz procura explicar os motivos do recente insucesso inglês na reta final da UEFA Champions League. Cita a concentração na reta final da Premier League de Chelsea e Manchester United como complicador, observa que as arenas britânicas, exceto Anfield, tem pouco impacto sobre os adversários quando comparadas aos grandes estádios da Itália ou Espanha e insinua uma certa "alergia a mata-mata".
Faltou abordar apenas dois fatores que para mim são fundamentais: A existência de uma terceira competição, a Copa da Liga Inglesa, que deixa o calendário ainda mais apertado e o fato de não haver a estratégica parada de final de ano, onde muitas equipes aproveitam para descansar e reorganizar o time para suportar a pesada seqüência de jogos decisivos que vem a seguir. Não por acaso, o êxito do Liverpool na competição se baseia no (contestado) rodízio do elenco promovido por Rafa Benítez, que deixa o time "inteiro" no momento chave do calendário europeu.

A Várzea:

Sinceramente, o sujeito que escreve essa coluna de humor deveria tentar uma vaga no "A praça é nossa". Muito fraquinha. Vai ver, é por isso que ele não assina.


A Trivela de fevereiro: Distribuição setorizada.

Escrito por Michel Costa às 14h40
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Especial

Amigos, não é meu costume publicar coisas que outros escreveram, apenas indicar o 'link' para que os interessados possam acessar determinado assunto. Todavia, este texto de Paulo Andrade (ESPN) é diferente, pois, além de tratar de um assunto polêmico ocorrido no último sábado, ainda aborda situações interessantes acontecidas ao longo de sua vida e de sua carreira.

Leiam, vale a pena:

Contusão de Eduardo: fatalidade

Por Paulo Andrade

Sei que há muitas opiniões contrárias à minha. Percebi isso pelos e-mails que recebi ainda durante a transmissão do jogo entre Arsenal e Birmingham, sábado. O fato é que a contusão do brasileiro-croata Eduardo da Silva, atacante do Arsenal, deixou perplexos todos aqueles que acompanhavam a partida ao vivo. Por mais que a geradora inglesa não tenha repetido o lance por respeito ao próprio jogador, os semblantes aflitos de atletas e árbitro que chegavam perto do imóvel Eduardo, e a imagem resgatada pela equipe da ESPN Brasil do momento da fratura, foram suficientes para dar nós no estômago de muita gente, inclusive do narrador que lhes escreve.

Foi terrível. Uma seqüência de imagens que jamais gostaria de ter narrado, feia, forte. De qualquer maneira, tive de respirar fundo e agir com a razão. Afinal de contas, fãs de esportes de todo o país estavam ligados no jogo do líder da Premier League, e esse já é motivo suficientemente importante para lidar com o ocorrido da melhor forma possível, mesmo sendo quase impossível.

Minha intuição mostrou que o zagueiro Martin Taylor, doze jogos na temporada sem levar um único cartão amarelo, não teve a intenção de fazer o que fez. Vejam bem, não estou aprovando o carrinho frontal do zagueiro. Todos nós sabemos que se trata de uma das jogadas mais questionáveis e perigosas do futebol. A expulsão foi correta. Uma provável punição 'pesada' ao Taylor, também será. O que eu disse durante a transmissão do jogo, é que não interpretei que o atleta do Birmingham tenha premeditado o choque para arrebentar o companheiro de profissão. Reafirmo: isso não o torna inocente.

Com a vida toda dedicada ao futebol, primeiro tentando ser jogador profissional e perambulando pelas categorias de base, e depois como jornalista esportivo, vi muitas e muitas entradas violentas. Quantas vezes não ouvi narradores usando expressões, ou eu mesmo as utilizei, como "entrada por cima da bola", "entrou com a perna erguida", ou "foi atingido em cheio no joelho", por exemplo? Não foi o caso do carrinho do Taylor que acabou com a fratura do Eduardo. Tanto que demorei alguns segundos para perceber a gravidade do que estava acontecendo, após ter narrado a jogada. Já vi chegadas intencionais e maldosas provocadas por rivalidades ou rixas particulares durante jogos, mil vezes mais horrorosas que a do lance do Eduardo. Em muitas delas, depois de atendimento, a vítima até conseguiu permanecer normalmente no jogo. Acredito que o atabalhoado Taylor tenha chegado atrasado. Penso que a idéia dele era travar a bola, mas envolvido pelo toque rápido do Eduardo, o que sobrou pela frente foi a perna de apoio do brasileiro. Era tarde demais para recuar ou evitar o choque. Acidente de trabalho motivado pela irresponsabilidade, fatalidade, mas não pela maldade.

O que aconteceu é tão discutível, que, de um lado, o técnico do Arsenal, Arsene Wenger, pedia o banimento do zagueiro Martin Taylor. Do outro, o treinador do Birmingham, Alex McLeish, não vê maldade em seu jogador, e diz que Martin Taylor permanece arrasado, ainda em estado de choque. O que aconteceu é tão discutível, que nesta segunda-feira, Arsene Wenger se retratou, amenizando sua ira, e o próprio Eduardo absolveu Taylor em sua primeira entrevista pós operação.

Bem, a nós cabe torcer, ter fé, acreditar que Eduardo possa retornar sem limites nos movimentos, com a força do guerreiro que saiu do Campeonato de Favelas do Rio de Janeiro, e se tornou titular de um dos times mais fortes do mundo.


Taylor e o seu pé acima da linha da bola.

Escrito por Michel Costa às 09h24
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Question.

Qual o nome do jogador retratado abaixo e que clube ele estava defendendo?



Dica: Apesar de ter sido um grande jogador, ele não se deu bem neste clube.
Mais fácil, impossível.

Anterior:

No mercado de transferências do inverno europeu, a contratação que mais chamou a atenção foi a do atacante Nicolas Anelka pelo Chelsea. Nem tanto pelo bom futebol do jogador, mas pelo alto montante que suas transferências geraram e pelo grande número de agremiações já defendidas por este atleta.
Assinale abaixo, a equipe que Anelka NÃO defendeu:

a) Fenerbaçhe
b) PSG
c) Newcastle
d) Liverpool

Resposta correta: c) Newcasle.
Parabéns aos acertadores da semana: Cyntia, JP e Leonardo.

Escrito por Michel Costa às 12h09
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Reflexos do passado.

Certamente você já ouviu a expressão: "Tem coisas que só acontecem com o Botafogo!"
Também deve ter conhecimento que, em recente pesquisa, o clube foi eleito um dos mais azarados da história.

Pois bem. Essa é uma das maiores mentiras que existem no futebol. O que ocorreu e ocorre com o alvinegro carioca acontece o tempo todo e com as mais diversas equipes do planeta.
Erros de arbitragem, bolas na trave, problemas disciplinares, goleiros frangueiros? Quem não tem uma história dessas para contar sobre o seu time?

O problema é comprar essa idéia e encará-la como uma maldição. Ou pior, encarar como perseguição ou como uma conspiração para destruir o clube.
Pois é exatamente isso o que tem feito o Botafogo. Joga a culpa para todos os lados sem nunca assumir sua parcela ou mesmo reconhecer que erros também ocorrem contra seus adversários.
O próprio Flamengo foi eliminado da última Libertadores tendo ignorada uma penalidade a seu favor. Claro que houve abatimento, mas isso não impediu o clube de reagir e buscar, de maneira espetacular, a classificação para a edição seguinte do torneio continental.

No ano passado, o clube de General Severiano dava indícios de que teria um ano proveitoso. Chegou a liderar o campeonato brasileiro, praticando um futebol ofensivo e atrativo. Todavia, diversos problemas minaram o caminho do clube. Doping de seu principal atacante, noitadas, arqueiros inseguros, jogadores anunciando que não ficariam para o ano seguinte, mudança de técnico e por fim, uma diretoria amadora desequilibrada.
Tudo isso contribuiu para a queda de rendimento no torneio doméstico e culminou numa vergonhosa elimanação para o River Plate na Copa Sul-Americana, quando levou três gols em poucos minutos. Dali em diante, o ano que não vinha bem, acabou. E aparentemente os reflexos desses acontecimentos estão sendo projetados neste ano.
A cena protagonizada pelos botafoguenses ontem no Maracanã beirou o ridículo. Se não era choro de perdedor e havia algo esquematizado, que denunciassem. Toda a imprensa estava lá para ouví-los.

Só que é fácil usar a arbitragem como muleta para amparar seus insucessos. Alías, quer falar de arbitragem?
Nunca os ouvi reclamar do gol irregular que lhes deu o título carioca de 1989, quando o atacante Maurício empurrou o lateral-esquerdo Leonardo antes de marcar.
Ou quem sabe o título brasileiro de 1995, até hoje não esquecido pelos santistas.
Fatos mais recentes?
É só lembrar dos erros que eliminaram o pobre América/RJ em 2006.
Ou se preferir, o pênalti a favor do Atlético/MG, ignorado pelo juiz. Sem essa marcação, nem haveria os problemas com a auxiliar Ana Paula Oliveira na fase seguinte, onde o Figueirense foi o rival.

Por tudo isso, penso que deveriam parar com essa mania de perseguição.
Nada de ficar calado quando forem prejudicados. Ninguém fica.
Mas aprender com os seus próprios erros. E quem sabe evoluir.

Wikipédia

Ana Paula sofreu ameaças da torcida.

Escrito por Michel Costa às 14h16
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