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BRASIL, Sudeste, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Italian, Esportes, Cinema e vídeo, Quadrinhos
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Crítica pela crítica.
Tenho para mim, que toda vez que critico alguma coisa, primeiro quero ter a certeza do que estou falando ou, pelo menos, tenho que compreender o contexto onde determinado caso está inserido. Em seguida, procuro encontrar uma solução ou uma explicação para o acontecido. Mauro Cezar Pereira, ESPN/Brasil e Trivela, é um dos melhores comentaristas do país. É articulado e cuidadoso em suas colocações. Todavia, em sua coluna mensal na citada revista, Mauro comete um equívoco ao tratar de um polêmico assunto que vale a pena ser aqui abordado. Neste mês, ele aborda a Seleção Brasileira, a qual chama de "Seleção da CBF", dizendo que esta joga demais, ou seja, joga com freqüência exagerada. Segundo o jornalista, são muitas "datas-FIFA", competições em excesso e longas eliminatórias para a Copa do Mundo. E os clubes, que pagam verdadeiras fortunas por essas estrelas, são obrigados a cedê-las gratuitamente para o "Brasil World Tour", numa relação, segundo ele, parasitária. Ainda menciona, que parece óbvio que a razão está do lado de quem desembolsa milhões pelos atletas. Discordo. Antes de mais nada, é preciso frisar que não é só o Brasil que joga sempre. Todos selecionados do planeta o fazem. E jogam quando a FIFA (estando certa ou não) determina como data para se realizar estas partidas internacionais. Se os clubes pagam muito para contar com o serviço desses esportistas é porque o mercado assim os obriga, visto que foram as próprias agremiações inflacionaram este, gerando os valores absurdos que vemos hoje. Os clubes se esquecem, que nas seleções também ocorre valorização de seus atletas, abrindo um horizonte para novas contratações. Não é possível contestar a CBF (neste caso, que fique claro!) observando que ela é apenas um fragmento dentro de algo muito maior e que não faria nenhum sentido ficar sem colocar seus convocados em campo havendo uma data-FIFA para utilizar. Ou seja, razão, a Confederação Brasileira de Futebol tem. Concordo com o jornalista, quando este se manifesta contra aqueles amistosos de seleções, geralmente disputados na Ásia ou no Oriente Médio que tem por objetivo apenas o lucro, preterindo a possibilidade de verdadeiros testes, que fazem muita falta quando se entra numa competição de alto nível. No caso dos selecionados, estes amistosos caça-níqueis deveriam acontecer, no máximo, uma vez por ano, aproveitando a concessão da entidade maior do esporte. O verdadeiro debate seria em torno de como esses momentos tem sido aproveitados. Lembro ainda, que os próprios clubes utilizam suas excursões de pré-temporada na busca de recursos extras e valorização de sua marca. Geralmente, as partidas disputadas na pré-temporada por Real Madrid, Barcelona, Manchester United e outros acrescentam muito pouco tecnicamente. Só que na ótica do comentarista eles podem, afinal, estão pagando. Só que não é bem assim. Para mim, fica claro a existência de uma contínua queda de braço entre clubes e confederações onde os interesses financeiros sempre falaram mais alto e as questões técnicas são invariavelmente deixadas de lado. Fonte: Trivela
 A capa da edição de julho.
Escrito por Michel Costa às 14h52
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Na beira do caos.
Sempre fui contra essa política demissionária que assola o futebol brasileiro. Penso que qualquer treinador, seja ele quem for, precisa de tempo para trabalhar, conhecer o elenco, planejar sua temporada para só aí cobrar algum resultado. Mas, como toda regra tem sua exceção, esta se chama Ney Franco. O atual comandante do Flamengo consegue me surpreender a cada dia, seja com alguma opção tática absurda, seja com substituições equivocadas. Uma análise mais minuciosa, revela que sua trajetória no rubro-negro equilibra-se em números opacos e também no acaso. Vejamos: Ney Franco venceu a Copa do Brasil. Ora, o treinador chegou apenas para a disputa da final contra o velho freguês Vasco da Gama. No restante do torneio, o treinador era Waldemar Lemos. Inclusive, o Ipatinga, na época treinado pelo próprio Ney, foi eliminado na semi-final pelos cariocas. Ney Franco fez uma campanha razoável no Brasileirão anterior. Para quem não se lembra, o Fla esteve ameaçado pelo velho fantasma do rebaixamento durante grande parte do campeonato. E, antes de um clássico contra o Botafogo, o mineiro esteve a ponto ser demitido em caso de derrota. Porém, naquela oportunidade, o time da Gávea venceu livrando-o da degola. O Flamengo não tinha dinheiro para a contratação de grandes reforços para a Libertadores, por isso fracassou. Claro que o poder de investimento de um clube conta e muito. Entretanto, São Paulo, Internacional e Grêmio estão aí para provar que, com as medidas corretas, é possível montar equipes fortes e conquistar (ou pelo menos tentar) o almejado título. Antes do início da citada Copa, o treinador pôde indicar vários jogadores e acabou optando quase que apenas por jogadores do seu ex- clube ou algum antigo conhecido das categorias de base do Cruzeiro. Alegava, que pelo fato do time estar envolvido em duas competições, precisaria manter seu elenco com a profundidade necessária. Acabou Indicando quantidade sem qualidade e, quando foi necessária a utilização dos reservas no estadual, estes naufragaram ridiculamente. Ney Franco conquistou o campeonato carioca. Só Deus sabe como. Ganhou o título regional sem vencer nenhum clássico! Tomou de 3 a 0 do Vasco, perdeu para um instável Fluminense e ainda foi batido duas vezes pelo Madureira, sendo uma por goleada. Aliás, falando em clássico, o time ainda não venceu nenhum este ano. Quem sabe ganha do moribundo Corinthians... Que culpa tem o treinador se, no último domingo, Souza foi expulso infantilmente e o zagueiro Irineu ainda marcou contra? Nenhuma, nesses dois casos. Mas quem assistiu a partida, deve ter notado que o rubro-negro entrou com três zagueiros e três volantes (no melhor estilo Dunga). Levava pouco perigo ao adversário e ao ter um atleta excluído, permaneceu com a formação original, deixando o jovem Renato Augusto abandonado na frente durante boa parte do jogo. Não havia como prender a bola no ataque, foi pressão o jogo inteiro. Então Ney Franco não tem nenhuma qualidade? Como treinador, desconheço. Uma vez, o próprio Ney disse que sua maior virtude era escalar sua equipe ofensivamente (?!) Contra o São Paulo, ele chegou a escalar o limitadíssimo Paulinho saindo para jogo. Em determinadas situações, o baixinho conseguia aparecer livre no ataque, porém como não sabe nada com a bola no pé, chegava a ser bisonho. Na última quarta-feira, dizia-se que um resultado negativo diante do América/RN poderia causar sua queda. Uma vitória acabou salvando-o novamente. Até quando eu não sei. Sobre o Flamengo, já que não existe condições de montar um grande plantel, acho preferível trazer alguns bons nomes (jogadores, não estrelas) e completar com os jovens da base. É melhor do que trazer o bando de pernas-de-pau que aí está. No mais, a única afirmação que posso fazer é que, assim como na composição escrita pelo próprio Ney, o 'Mais Querido' está na beira do caos. Foto: Placar
Um técnico apenas na teoria...
Escrito por Michel Costa às 14h48
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Lembra desse?!
Aquele lance ou momento, que ninguém deu bola, mas que você, por um motivo ou outro, nunca esqueceu. O Mundial de Clubes da FIFA em 2000. Nenhuma competição gerou tanta discussão por aqui quanto o primeiro Mundial de Clubes da FIFA realizado no Brasil em 2000. Bom, talvez só a final da Copa de 98, que tem ares daquele filme "Teoria da conspiração", abra maiores desavenças. Embrião da competição que temos hoje, aquele mundial despertou polêmica principalmente pelos critérios adotados na designação dos oito clubes que disputariam o título máximo do globo. O Corinthians, campeão nacional em 99, representava o país sede e mandava suas partidas em São Paulo. O Vasco que havia vencido a Taça Libertadores da América em 98 jogava no Rio de Janeiro, definindo todas as partidas para os dois principais palcos do futebol nacional. Todavia, o Palmeiras, outro paulista, deveria ter sido o outro escolhido por ter conquistado o continente no ano anterior, mas acabou preterido diante da promessa de que entraria na próxima disputa. Da Europa veio, muito a contragosto, o Manchester United. O clube foi praticamente obrigado a viajar pela federação inglesa que, pleiteando receber a Copa de 2006, sabia que uma desistência dos 'Red Devils' àquela altura poderia por tudo a perder. Ainda estiveram presentes o Real Madrid como último campeão mundial - o que gerou outra polêmica, visto que o United já havia vencido a decisão em Tóquio um mês atrás - o marroquino Raja Casablanca da África e o Al Nassr vindo do Oriente Médio (Ásia), todos no Grupo A, sendo encabeçados pelo Corinthians. Do outro lado, no Grupo B, o Vasco da Gama tinha a companhia do Necaxa representando a Concacaf, do inexpressivo South Melbourne campeão da Oceânia, além do Manchester United. No final, como sabemos, o título ficou com o time de Parque São Jorge que bateu a esquadra da colina nos pênaltis. Nova polêmica: Como pode haver um campeão do mundo que não conquistou seu próprio continente? Apesar de tudo, esta foi a melhor edição do torneio, tecnicamente falando. Corinthians 2 a 2 com o Real Madrid, Vasco da Gama 3 a 1 no Manchester United e mesmo a partida sem gols da final, foram três jogaços. Inclusive a competição ainda reservou duas pérolas que nunca serão esquecidas: O drible de Edílson em cima do francês Karembeu. O merengue havia (supostamente) declarado que não conhecia o jogador, fato que irritou o alvinegro que, no campo, descontou a desfeita marcando um gol sob uma narração eufórica de Luciano do Valle: "Ele tocou no meio das pernas do Karembeu! Eu sou Edílson, o Capeta!" Enquanto isso, no Maraca, Edmundo aplicava um extraordinário 'drible da vaca' (de costas) no zagueiro Silvestre para, logo em seguida, apanhá-la do outro lado e anotar mais um golaço. Por fim, antes que alguém me lembre, foi também nesta competição que David Beckham viveu a polêmica (mais uma!) história de que jogava usando a calcinha de sua esposa Victoria. E, entre outras gracinhas, soube que Ronaldo havia dito que isso era coisa de Kiwi... Você conhece alguma história interessante sobre o mundo da bola? Mande-a para meu e-mail: fbwe@bol.com.br e coloque no assunto: 'Lembra desse?!' e ela pode ser publicada aqui! Raisport
 Nicky Butt anotou o único gol do United contra o Vasco.
Escrito por Michel Costa às 14h46
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Por um calendário mais racional.
Hoje assistimos a dois Campeonatos Brasileiros. Um quando o torneio se inicia e outro que começa ao final do período de transferências do mercado europeu. Times que tem a 'sorte' de não vender nenhum jogador ou só negociar um ou dois podem ter um final de competição mais tranqüilo, mantendo (semi-)intacto seu planejamento. Todavia, quando clubes do exterior - não só da Europa Ocidental, como da Oriental, da América do Norte e da Ásia - escolhem como alvo algum atleta local, a única coisa que um torcedor pode fazer é dizer 'adeus' ou um otimista 'até breve'. E não há muito mais o que fazer. O futebol, assim como a grande maioria das coisas, está inserido num contexto muito maior, onde uma simples 'canetada' da CBF não resolveria. O que poderia e deveria ser feito é uma racionalização do nosso calendário levando em consideração os males gerados pela interferência estrangeira. Se mudássemos o início das nossas competições para o final de julho ou até mesmo para agosto, equiparando-o aos principais torneios do mundo, nossas agremiações poderiam se planejar melhor com os recursos obtidos nas negociações e não sofreriam nenhum desmanche, já que a reabertura do mercado em janeiro não envolve tantas mudanças. Além dessa vantagem, ainda haveriam outras, como a possibilidade de disputar competições amistosas fora do país que garantiriam mais recursos financeiros, valorizariam a marca do clube em âmbito internacional e dariam maior visibilidade aos jogadores, o que, em tese, agregaria maior valor a futuras transações. Agora os contras. Os jogos no horário de verão teriam que ter seus horários alterados. Entrar em campo debaixo de um sol das 15 horas (no horário de verão) seria desumano, para dizer o mínimo. Uma solução seria a migração das partidas de domingo para 18:30 e 20:30 horas o que não prejudicaria a horrível programação da TV neste dia. Outra questão seria o encaixe dos campeonatos estaduais. Ainda não vejo possibilidades de abrirmos mão dessa centenária tradição. A princípio, o ideal seria deixá-los imediatamente após a pré-temporada, começando em julho e terminando no máximo no fim de agosto, com a disputa do nacional vindo em seguida e apontando em seu campeão em maio/junho do ano seguinte, tal como é feito no Velho Mundo. Algo que poderia polemizar um pouco, seria o deslocamento das férias para junho, inverno no Brasil, e um período pouco interessante para quem gosta de calor e praia. Bom, sabemos que nem tudo é perfeito e a carreira de jogador é curta o bastante para sofrer esse tipo de 'penalidade'. Desta forma, o calendário do futebol brasileiro poderia ser disputado nos seguintes moldes e períodos: Junho: Férias regulamentares. Julho: Pré-temporada (20 dias) e início dos Campeonatos Estaduais. Agosto: Final dos Campeonatos Estaduais. Setembro: Início do Campeonato Brasileiro. Dezembro: Folga de dez dias para as festas de final de ano. Ano seguinte: Fevereiro: Início da Copa do Brasil (apenas para clubes que não estejam envolvidos com a Libertadores). Maio: Final do Campeonato Brasileiro. Este calendário considera que a Taça Libertadores da América e a Copa Sul-Americana permaneceriam no mesmo formato e duração atuais. Embora considere que, o mais viável, seria que acompanhassem o calendário acima e fossem consideradas competição número um e número dois respectivamente, o que as igualaria à Liga dos Campeões e Copa da UEFA. Penso que seria bem mais interessante e prático. Foto: Sportsillustrated
 Alexandre Pato: Talento tipo exportação
Escrito por Michel Costa às 14h22
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Question.
Nova: Para quem não sabe, o ator galês Vinnie Jones que interpretou o Fanático no filme X-Men 3 já foi jogador de futebol. Você sabe em qual dessas equipes ele jogou? a) Manchester United b) Leeds United c) Newcastle United d) Huddersfield Town Foto: http://www.yugatech.com/
O poderoso Fanático! Anterior: Qual o nome do jogador da foto? http://www.elhabanero.cubaweb.cu

Ele é Francisco Gento. Um dos maiores nomes da história do Real Madrid. Único jogador a conquistar seis vezes a Liga dos Campeões da Europa (1956 até 1960 e 1966). Foi o extrema-esquerda veloz da época áurea dos Merengues, que além de conquistar os seis títulos europeus, ganhou 13 ligas da Espanha, a Copa do Rei e a Eurocopa de 1964. É considerado um dos jogadores mais rápidos de todos os tempos, pois podia correr 100 metros em 10 segundos carregando a bola (índice próximo ao de um velocista em uma prova de 100 metros rasos). Foto: As.com
Gento nos dias atuais. Parabéns Darley e Rodolfo (aos 45 do segundo tempo!), os acertadores da semana.
Escrito por Michel Costa às 14h18
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