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Além das Quatro Linhas! - Um jeito diferente de ver e debater futebol.
 


Triste realidade.


Existe um novo mercado ainda pouco explorado no Brasil. São os admiradores/torcedores de equipes européias, grupo este em franco crescimento. Mas não é apenas uma moda, é uma resposta natural ao sucateamento do futebol nacional que consegue a proeza de piorar a cada dia. Sinceramente, é impossível assistir a uma partida do 'Brasileirão' se o seu time do coração não estiver jogando. Tem pouco para ver, apenas faltas, passes errados, jogadas equivocadas e palavrões à beira do gramado. Torcida? Alguns corajosos e as torcidas (des)organizadas. Jogadores? Temos os juniores recém-promovidos, os veteranos no ocaso de suas carreiras e aqueles que nem o mercado do leste europeu quer contratar. Até os goleiros estão indo embora!
Na contramão disso tudo tem-se uma Uefa Champions League cada vez mais organizada e competitiva, tem-se um Campeonato Espanhol (A Liga das Estrelas) que contrata os melhores jogadores do mundo e um campeonato inglês que é sucesso de público e crítica. Sem falar no 'Calcio Série A' que embora tenha perdido em nomes, continua disputadíssimo. As maiores estrelas do futebol mundial atuam no Velho Continente. Ronaldinho, Eto'o, Lampard, Shevchenko, Ballack, Gerrard, Kaká, Totti e muitos outros abrilhantam telas de TV no mundo inteiro, causando inveja ao nosso Terceiro Mundo que produz tanto e quase não aproveita esse pé-de-obra, a não ser nas seleções.
Diante de um quadro desse o que os jovens escolhem? O futebol europeu é lógico. É escandaloso o crescimento desse segmento. Garotos das mais diversas faixas etárias usam camisas do Real Madrid, Milan, Barça, Inter até das seleções.
Camisas piratas e originais, agora também criaram uma linha retro. Tudo está se dirigindo para esse lado, menos os programas esportivos que teimam em investir em nosso patético futebol brazuca. Conseguem enrolar meia hora falando do campeonato nacional e em oitenta segundos querem mostrar TODOS os gols do fim de semana na Europa. Impossível? É, eu sei e com isso quem sofre é o público que gosta de futebol bem jogado.



Escrito por Michel Costa às 10h11
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Um novo caminho.


Infelizmente, nem mesmo os ótimos canais ESPN fogem dessa regra. Eu entendo que a SPORTV prefira valorizar mais o nosso pobre torneio, afinal, mostrar o melhor da Europa seria ridicularizar seu próprio produto. Agora o que explica Trajano & cia prestigiarem a mediocridade? Tudo bem, é o país em que vivemos, é o que nos cerca, mas está falido. E mais! Os canais ESPN não tem os direitos do Brasileirão, nem mesmo tem direito a todas imagens, ao passo que possuem os direitos de transmissão da UCL e dos campeonatos italiano, espanhol, alemão, inglês e holandês. São jogos que não acabam mais. Então, não justifica dedicar 95% de seu tempo ao futebol local que eles nem tem os direitos e o que sobra ao vastíssimo universo internacional. Acho e vejo como obvio, que deveriam investir mais no que eles tem e que é ótimo, muito superior ao produto da concorrência, que não precisa ser necessariamente deixado de lado, apenas reduzido a uma proporção mais equilibrada. Como exemplo, cito o excelente programa Linha de Passe - Mesa Redonda, que conta com grandes nomes do jornalismo esportivo brasileiro, profissionais brilhantes, desperdiçando tempo com algo que não vale tanto a pena.
Minha sugestão seria reduzir o tempo gasto com o futebol brasileiro e dedicar mais alguns minutos a análises táticas e outros pontos pouco explorados. Sei que existe o Futebol no Mundo, que não é mais do que um espaço para exibição dos gols internacionais, algumas reportagens e comentários rápidos sobre as rodadas vindouras. Digo isso, mesmo sendo telespectador assíduo deste. Que tal uma atração nos moldes do Linha de Passe? Seria um oásis na programação da TV brasileira. A equipe que não poderia ser a mesma do Linha (já que nem todos participantes tem o conhecimento suficiente da matéria) poderia ser composta por: Paulo Andrade (apresentador), Paulo Vinícius Coelho, Paulo Calçade, Mauro Cezar Pereira, Silvio Lancellotti e Gerd Wenzel. Tenho até uma sugestão de nome: Linha de Passe Internacional.








Escrito por Michel Costa às 08h25
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Mourinho é o cara!


Nada me incomoda mais do que a obrigatoriedade de tudo ter que ser politicamente correto. Mesmo hoje, onde aparentemente tudo está mais liberado, sempre tem pessoas que escandalizam apenas por serem elas mesmas. Isso me incomoda ainda mais no futebol, esporte contestador por excelência e que tem por fim uma equipe querendo vencer outra., ser melhor que a outra. Isso é inegável. Me aborrecem muito aquelas entrevistas onde o entrevistado se preocupa em não dizer nada além do óbivio, nada que possa ser objeto de crítica de qualquer natureza, tudo muito chato.
O português José Mourinho anda na contramão disso. Ele destoa da maioria e parece fazer questão de sair da mesmice. É competente, arrogante e autêntico. Nos últimos anos, além de títulos e bons trabalhos, Mourinho colecionou uma série de situações que fogem do comportamento estreito geral. Algumas delas:

Ao ser campeão da Uefa Champions League pelo Porto na temporada 2003/04, ainda durante a premiação, retira a medalha dourada do pescoço e simplesmente se vai.

Aceitando uma proposta absolutamente milionária para dirigir o Chelsea, disse que estava deixando a equipe lusitana por estar sendo ameaçado de morte em seu país. Falou, Acredito!

Iniciando uma campanha arrasadora logo de cara na Premier League, sofreu uma tentativa de pressão psicológica por parte de Sir Alex Ferguson e de Arsene Wenger que afirmavam que a liderança dos 'blues' naquele início de segundo turno era apenas temporária e que logo cairiam de produção. Faltando ainda muitas rodadas, Mourinho foi categórico: "O Chelsea já é campeão!" Não se falou mais no assunto.

No histórico confronto com o Barcelona pela UCL 04/05 no Camp Nou, viu sua equipe ser derrotada após a expulsão do atacante marfinense Drogba e acusou o treinador adversário Frank Rijkaard de manter conversas suspeitas com o árbitro sueco Andres Frisk no intervalo da partida. Nada ficou provado, a pressão do caso antecipou a aposentadoria de Frisk e com o foco do cotejo desviado, deu tranquilidade a seus comandados para o jogo de volta, onde por sinal, obtiveram êxito.

Num jogo da Premier League, precisou dar instruções ao meia Frank Lampard. E para ter certeza de que seria bem entendido, arrancou uma folha de seu caderno de notas e pediu a Tiago Mendes que ingressava na partida que entregasse aquelas instruções ao companheiro. Desnecessário dizer que o inglês leu o bilhete mal acreditando na idéia do chefe.

No início da atual temporada, cortou bem curto seus cabelos e sugeriu a seus comandados fazer o mesmo. O motivo:"Temos que nos preparar para a guerra do futebol". Hein?!

O episódio mais interessante deixei por último. Ao ser publicamente criticado pelo lendário Johann Cruyff, por montar uma equipe extremamente pragmática, Mourinho foi enfático:
- Não sei o que mais posso fazer. Minha equipe tem o melhor ataque e a melhor defesa do campeonato".
O holandês não deixou acabar nisso:
- Se ele quiser, posso ensiná-lo a fazer seu time praticar um futebol bonito".
A resposta do português entrou para a história:
- Talvez ele também possa me ensinar como perder uma final por 4 a 0 (obviamente uma alusão à final da UCL 93/94, onde o Barcelona de Cruyff foi aniquilado pelo Milan de Fabio Capello).
O ex-treinador ainda conseguiu balbuciar uma resposta. Nem precisava. Era melhor ficar calado para não levar outra.

Por essas e outras, passei a admirar o estilo desse sujeito. Muitos o consideram arrogante e mascarado. E é mesmo. Só não se pode negar sua competência. E nesse mundinho cada vez mais formatado dentro do politicamente correto, uma personalidade como a dele acaba se tornando marcante.




Escrito por Michel Costa às 09h12
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