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BRASIL, Sudeste, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Italian, Esportes, Cinema e vídeo, Quadrinhos
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Desculpa esfarrapada: 'jogaram com 11 atrás da linha da bola'.
Virou moda. Sempre que uma equipe mais forte não consegue o resultado desejado, caso este não tenha sido 'usurpado' pela arbitragem, é comum ouvirmos nossos treinadores e jogadores lançarem mão da 'desculpa pronta' de que o adversário jogou com onze atrás da linha da bola. Ora, méritos para ele, que conseguiu seu intento de reduzir os espaços do rival, pois quem tem que furar esse bloqueio é aquele que precisa fazê-lo. O futebol mudou, tanto que permite uma equipe bem preparada física e taticamente, mesmo tendo limitações técnicas evidentes, alcançar vitórias importantes e grandes títulos. Invariavelmente essas equipes são montadas para contra-atacar seus adversários, trancam-se na defesa, reduzem o espaço ao máximo, esperando uma brechinha para disparar em direção ao gol. Escanteios e cobranças de falta próximas à area também são bem-vindas. Historicamente, essas equipes tem seus nomes inscritos nas listas de campeões de determinado torneio (campeonatos dificilmente), melhores defesas, maior tempo sem sofrer gols e por aí vai. Mas, quase nunca enfileram seus heróis entre aqueles times lendários que povoam o imaginário coletivo, tipo o Santos de Pelé ou o Real Madrid de Puskas e Di Stéfano. Isso ocorre porque, para quase todo mundo (excluindo-se logicamente a Itália), vencer jogando bonito é quase um dever. O Real Madrid das últimas temporadas tentou e não conseguiu. O Barcelona alcançou esse objetivo com louvor, mesmo enfrentando a turma dos '11 atrás da linha da bola'. O Arsenal que o diga.
Escrito por Michel Costa às 11h40
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Uma solução para a FIFA.
Após a Copa de 2006 realizada na Alemanha, a cúpula da Fifa manifestou publicamente seu descontentamento com a baixíssima média de gols apresentada no torneio. Não culpo os treinadores do futebol atual. Tão pouco, considero o predomínio do jogo físico, que torna o espaço para se jogar cada vez menor, o 'errado' na história. A culpa é da prorrogação e da disputa por pênaltis. Isso mesmo, além do desgaste mental sofrido pelos atletas, o prejuízo físico para a equipe que avança é inegável. E ainda existe uma espécie de 'exclusivização do fracasso' quando um jogador desperdiça uma cobrança decisiva e tem sua carreira eternamente marcada por isso. O craque Roberto Baggio em 1.994 é um bom exemplo disso. Não é justo. A derrota, assim como a vitória, devem refletir o que foi o conjunto durante os noventa minutos e nunca originar vilões e heróis . Só que vejo como maior problema, o formato, onde as equipes chegam em igualdade de condições. Essa igualdade cria uma posição favorável para quem só se defende e/ou quem busca contra-ataques. Minha teoria é a seguinte: - Vejo que as equipes assumem uma postura conservadora, ninguém tem a obrigação de arriscar, mesmo uma equipe maior, não se expõe, pois tem medo de partir para cima e perder. As menores, se acomodam mais ainda, esperando o milagre de um 'golzinho achado'. Os resultados são esses jogos modorrentos, que tem como rotina zero a zero ao fim de noventa minutos. - Minha sugestão: Dar a vantagem do empate, no tempo normal, para quem se classificar em primeiro na fase de grupos. Isso obrigaria quem estiver em desvantagem a partir para cima do adversário. Não existiriam mais, a prorrogação e os tiros livres da marca do pênalti. - Se duas equipes com o mesmo número de pontos chegarem a fase seguinte, pode-se utilizar os critérios normais de desempate da primeira fase e assim, nas próximas fases. - No fim, teríamos jogos mais abertos e conseqüentemente scores mais elevados, já que alguém sempre terá que sair para o jogo, sob pena de eliminação. Essa é minha idéia. É simples, não envolve fórmulas mirabolantes, nem mudanças drásticas no regulamento da competição e muito menos nas regras do jogo. As equipes sofreriam muito menos danos físicos e emocionais e a solução poderia sair de forma tranqüila. Ganham os times, os organizadores e o espetáculo. A 'Dona Fifa' poderia pensar nisso...
Escrito por Michel Costa às 11h39
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Em defesa dos árbitros.
Me incomoda muito essa verdadeira caça aos árbitros promovida em quase todos programas esportivos. Não, não sou amigo nem parente de juízes ou bandeirinhas. Só que é muito cômodo julgar o erro alheio, sentado numa sala com um enorme 'plasma' e com um arsenal de replays de todos os ângulos `a disposição. Dizer que a arbitragem influenciou num resultado, porque deixou de marcar um impediemento de '30 centímetros' é no mínimo estreiteza de raciocínio. Os 'pênaltis claros' só ficam evidentes, invariavelmente, depois de vistos e revistos. Imagine marcar sempre corretamente se você está correndo durante vários minutos, com gente passando na sua frente e tendo que marcar dentro de dois ou três segundos. Ora, também, deve ser mais fácil falar de arbitragens ou de fofocas de bastidores, do que discorrer sobre esquemas táticos ou analisar modificações dos treinadores durante o jogo não é mesmo? É impressionante a dificuldade que a imprensa tem para visualizar virtudes e/ou defeitos no jogo coletivo. Sua percepção é voltada, quase que exclusivamente, para o lado individual. Um atacante joga bem quando faz gol, mesmo que tenha perdido outros tantos, um zagueiro joga mal quando faz um gol contra, mesmo que este tenha sido um cruzamento desviado em que a bola veio a 90 km/h. Falar mal de juiz também se tornou lugar comum para os treinadores. Já que são raríssimos, para não dizer inexistentes, casos de 'professores' admitirem que erraram, em justificativa para alguma derrota. Vem se tornando hábito, vê-los culpando alguém: o juiz, o gramado, o esquema defensivo de seu adversário e até seus próprios comandados. No Brasil, tem que se achar um culpado para tudo, menos para seus próprios erros. Então, juiz não erra?! Claro que sim! Ele é humano como eu e você. Mas, seus erros passam muito mais por querer controlar o jogo do que qualquer outra coisa. Nem falo de corrupção, que é caso de polícia, e sim daquela irritante pose de 'a maior autoridade no gramado', que teima em conduzir o jogo à sua maneira, expulsando um de cada lado para 'equilibrar' a partida, mesmo que um dos jogadores tenha apenas revidado uma agressão, quando não coibi a violência, quando usa critérios diferenciados para lances semelhantes, talvez pela cor da camisa, e principalmente, quando não aceita nenhum tipo de contestação, 'insulto' que deve ser punido, preferencialmente, com o cartão vermelho. Agora, ridículo mesmo é o lance em que um atacante tromba com um defensor na área e cai. Não foi falta, só que, por causa do impacto ele não teve como permanecer de pé. Então, o árbitro se aproxima calmamente e num gesto megalomaníaco desfere-lhe a penalização; em tempo, a recomendação da Fifa nestes casos é: havendo contato, não se dá o cartão por simulação, na prática, não é o que se vê. Nestes momentos, em casa, dá vontade de mudar de canal, no estádio, ouve-se o coro: "Edilson, Edilson!". O futebol não é algo manipulável, embora muitos pensem o contrário. Toda vez que dirigentes tentam essa proeza, num país sério, as punições são apropriadamente severas. Toda vez que por arrogância ou prepotência, um juiz tenta o mesmo, o resultado é sempre uma arbitragem desastrosa.
Escrito por Michel Costa às 11h37
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