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Além das Quatro Linhas! - Um jeito diferente de ver e debater futebol.
 


Não existem tantos craques quanto se pensa.

É muito comum ouvirmos alguém classificando um jogador comum como craque. Às vezes, ganham esse epíteto com apenas meia dúzia de boas atuações. Me causa estranheza quando alguém se refere ao Dagoberto, por exemplo, como tal. É claro que se trata de um bom jogador, de futuro promissor, só que ainda longe dessa meritosa condição. Sempre fui muito exigente e criterioso. Ninguém se torna craque da noite para o dia e é rarísssimo isso se confirmar antes dos 25 anos. Casos como o dos 'Ronaldos' não acontecem freqüentemente. Pensando assim, desenvolvi a seguinte classificação:
Jogador comum - É a maior categoria. Reúne desde jovens com provável futuro promissor até pernas-de-pau 'consagrados'. Incluo esses jovens, por não considerar bom, alguém que ainda tem muito o que aprender.
Bom jogador - Aquele que tem essa condição plenamente reconhecida, ou seja, não precisa provar para ninguém que pode jogar futebol num bom nível. Jogadores como o zagueiro Luisão, o Kaladze do Milan, o Rafa Márquez do Barcelona e outros tantos. Também fazem parte, aqueles que tem tudo para estourar, mas que ainda aguardam este momento, embora já estejam longe do patamar anterior. Robinho e Cristiano Ronaldo são dois bons exemplos.
Excelente jogador (Worldclass) - Patamar povoado por apenas um reduzido grupo de estrelas internacionais. Figuras de alto nível, que já fizeram por merecer essa alcunha. Cannavaro, Kaká, Gerrard e Shevchenko são excelentes jogadores e o fato de não estarem no grupo seguinte não os desmerece em nada.
Craques - São figuras bem raras hoje em dia. Brasileiros, temos quatro em atividade: Ronaldinho, Ronaldo (apenas se estiver próximo de sua forma ideal), Romário e Rivaldo (estes dois últimos pelo que já fizeram). No mundo podemos citar ainda Maldini e Henry. Do passado, temos Didi, Gérson, Di Stéfano e Eusébio. De um passado mais recente, indicaria Júnior, Laudrup, Baresi, Van Basten e Platini. Existem ainda, os que encerraram a pouco, Baggio, Zidane e pára por aí. Só que esta ilustre categoria ainda não é a última...
Gênios - Imagine Einsten ou Da Vinci no futebol. É assim que vejo Péle, Maradona, Garrincha, Cruyff, Beckenbauer e talvez fique apenas nesses nomes. Semideuses, intocáveis na história da bola e que desfilaram seu quase inacreditável talento em gramados mundias, glorificando suas carreiras com pelo menos uma Copa do Mundo, todos, exceto Cruyff, que, infelizmente para ele, se deparou com um certo 'Kaiser' comandando a Seleção Alemã de 74.
Resumindo, craques não nascem toda hora, mesmo neste óasis de talento que é o Brasil; e certamente, saber 'pedalar' e equilibrar a bola no nariz está longe de qualificar alguém como tal.


Escrito por Michel Costa às 07h36
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Em defesa das defesas!

Discordo dessa má vontade que existe contra os defensores em geral. Muitos torcedores e grande parte da mídia, desvalorizam os marcadores em relação à turma do ataque. Não é raro um zagueiro que marque muitos gols receber mais elogios do que um outro que desarme melhor, mas que anote um tento uma vez na vida e outra na morte. Um goleiro que debaixo dos paus seja comum, caso for um exímio cobrador de faltas, obviamente falo de Rogério Ceni, é logo alçado a preferido do público para a 'camisa um' canarinho. Mesmo o mercado internacional de transferências marginaliza os defensores, com valores distintos entre os jogadores de cada setor. Já a mídia se diverte, achando absurdo quando uma grande equipe européia, para suprir alguma carência defensiva, paga um valor alto (o mesmo valor que é corriqueiro para um atacante ou meiocampista) por um zagueiro. Vira piada, mesmo que o novo contratado renda muito mais que o titular do ataque. Acho que passou da hora de enxergarmos as qualidades de quem luta no momento em que o time está sem a bola; de quem sabe marcar sem cometer faltas desnecessárias e que assim que retoma a posse sabe iniciar um contra-ataque. Um desarme 'limpo' é tão bonito quanto uma finta ou um drible, um carrinho na bola é algo que não deveríamos contestar. Um zagueiro que 'corta' tudo na sua área tem o mesmo valor de um artilheiro. Não é possível dissociar defesa e ataque, visto que, se um dos dois não funcionar, a derrota é certa. Quando vejo um jogador como o Zidane em campo, com toda sua elegância e maestria, não tenho como deixar de admirá-lo. Porém, quando vejo uma das soberbas atuações de Paolo Maldini, a sensação é a mesma, que é a de estar assistindo futebol em seu mais alto nível. Mesmo um Gattuso, bufando, 'mordendo' canelas, tem o seu valor dentro de campo, valor esse, que quase nunca é reconhecido, embora seja imprescindível para sua equipe. Penso eu que, ao final de tudo, a grosso modo, podemos afirmar que quando não temos a posse de bola um Zidane conta muito pouco.



Escrito por Michel Costa às 07h35
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A melhor Copa não é a Copa do Mundo.

Programei tudo este ano. Organizei minha agenda e tirei férias do trabalho. Tudo para ver a Copa. À rigor, foi a quarta Copa do Mundo que acompanhei e com a máxima atenção possível. Me decepcionei. Não com a organização, nem com a estupenda festa que foi preparada. Também não foi com a irritante participação brasileira. Muito menos com o título da Azzurra, que foi merecido. Foi com o futebol. Não, não sou daqueles que esperavam uma das mais altas médias de gols da história. Nem acho isso necessário para desfrutarmos de um futebol em alto nível. Para mim, valem mais a intensidade e a qualidade das equipes. Me decepcionei com o futebol em si, com a performance dos jogadores e treinadores. E, ao contrário do que se imagina, os esquemas táticos não se originam e nem se consolidam durante o citado torneio, mas sobre isso eu falo outro dia.
Hoje com a TV por assinatura, jogador nenhum é novidade, para quem o controle remoto é quase uma extensão da mão. Acabei me dando conta que a grande competição do planeta é a multimilionária Uefa Champions League. Para nós, mais conhecida como Copa dos Campeões da Europa, que é disputada todos os anos e onde vemos os grandes nomes do esporte desfilarem seu talento em sua máxima plenitude física, técnica e tática. As equipes participantes são bem mais entrosadas e as posições carentes podem ser supridas independente do país fornecer ou não o 'pé-de-obra' daquele setor do gramado. A injustiça de jogadores como Weah, Litmanen ou qualquer outro que nunca veríamos numa Copa, vimos na UCL. Não importa a nacionalidade, não importa o renome, todos tem vez na liga, mesmo que como figurante. Em campo, temos prazer em ver um Ronaldinho em apresentações épicas, que explicam perfeitamente o título de melhor do mundo que ostenta, além de vê-lo atuando ao lado de jogadores de diversas nacionalidades; vemos Beckham lançando Ronaldo, e Rooney e Cristiano Ronaldo tabelando. Em se tratando de treinadores, também é na Liga dos Campeões que os grandes duelos mentais ocorrem. Capello X Rijkaard X Mourinho X Wenger X Hiddink X Ancelotti só para citar alguns. E o mais legal, acontece a cada temporada, não temos que esperar eternos quatro anos. Sei que o Mundial é o mais charmoso e o mais importante torneio do mundo, além de promover uma inegável confraternização entre os povos, com reflexos sociais e econômicos dos mais diversos, só que futebol mesmo, na acepção da palavra, tem sua face mais potencializada na boa e velha Liga dos Campeões.


Escrito por Michel Costa às 07h34
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